História Heart Attack - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Xiuchen
Exibições 76
Palavras 2.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoal, capítulo fresquinho.
Não tive tempo de revisar porque estou um pouco atolada em trabalhos, então perdoem qualquer errinho.
Capítulo bem intenso, espero que gostem <3

Capítulo 3 - Artificial Love


Fanfic / Fanfiction Heart Attack - Capítulo 3 - Artificial Love

Lu Han não sabia ao certo qual foi o momento mais constrangedor naquela viagem de carro. Poderia fazer uma lista de momentos que o fizeram corar, gaguejar, ficar perplexo e olhar para Zhang Xi Ying como se ele fosse uma joia preciosa que precisava de todo o carinho e atenção.

 

1 – Lay, num ato de total cavalheirismo, abriu a porta para que Lu Han pudesse adentrar o carro, e ficou tão perto do outro no momento que quase o fez enfartar de nervosismo.

2 – Enquanto dirigia o carro, Lay trocava a marcha e descansava a mão sobre o joelho do Han, afagando-o com gentileza parecendo não dar a mínima de que era a primeira vez que realmente conversavam.

3 – Sempre que olhava para Lu Han, Zhang analisava toda a extensão de seu rosto, parando sempre sobre seus lábios e sorriso largamente. E que sorriso maravilhoso...

4 – Em um ponto de uma conversa aleatória, Xi Ying repousou o indicador sobre os lábios de Lu Han e depois acariciou o lado direito de seu rosto com o polegar, lugar cujo havia uma pequena pinta.

 

Agora, depois de chegarem a casa do chinês, Lu estava sentado no sofá da sala do rapaz esperando o outro voltar do quarto após ter tomado um rápido banho – já que eles haviam saído da aula de educação física e, tipicamente, Lay passou o período inteiro jogando com os outros colegas. Zhang morava sozinho, já que a mãe morava em outra cidade e seu pai havia sumido no mundo esquecendo-se de que tinha um filho.

Lu Han estava muito nervoso, não conseguia encontrar uma posição no sofá, seus dedos desejavam ter unhas novamente e seus pés pareciam fazer um sapateado de tanto que tremiam sobre o assoalho. Seu coração estava acelerado, sua respiração parecia não se completar, o estômago tinha tantas mariposas que algumas poderiam sair por sua boca se falasse.

A situação só piorou quando aquele maldito Zhang decidiu sair do quarto usando apenas uma calça de moletom cinza escura e o peitoral totalmente desnudo, tendo uma toalha sobre os ombros e o cabelo negro molhado e jogado para o lado.

Óh.

Maldito seja.

ZHANG XI YING!

Mas que era gostoso pra porra, isso precisa ser confessado.

- Desculpe a demora. – Comentou sorrindo e sentando ao lado de Lu Han, ignorando totalmente a toalha molhada no encosto do sofá. – Eu precisava muito de um banho.

“Imagina, mesmo sujo de lama você é maravilhoso”. Claro que Lu Han não diria aquilo, não estava nem conseguindo olhar direito para o outro. Abriu a boca, desistindo do que diria e rindo nervoso. – V-Vamos falar do comitê?

- Claro. – Ele ajeitou-se no sofá, pegando da pequena mesa de centro tudo o que havia anotado sobre o comitê de formatura. – Eu fiz anotações detalhadas, espero que não se importe.

- Imagina. Ficará muito melhor para vermos todos os detalhes. Eu tenho algumas coisas aqui na mochila. – Agarrou mais algumas folhas, ajeitando-as de acordo com a importância para o momento.

Começaram com discussões mais importantes, talvez também mais cansativas, sobre detalhes da formatura e sobre localidade – já que o colégio não daria a quadra para a festa após a formatura, então estavam atrás de algum salão de festa que comportaria um enorme número de pessoas.

Passaram mais tarde para assuntos leves, Lu Han ouvindo Lay falar sobre sua oração e seus agradecimentos. Ele tinha uma fala firme, bela e com palavras tocantes. Comentaria dos professores, colegas, elogiaria o colégio e as aulas e no final daria um pequeno discurso motivacional escrito por ele próprio.

Lu estava tão fixado no colega, em sua voz, em suas expressões, risada, falas, brincadeiras, gestos que mal havia percebido a hora passando. Haviam chegado próximo das seis da tarde na casa do Zhang e estava beirando as nove da noite. Na rua tudo estava iluminado pelas luzes e, a pedido do próprio Lay, o Han jantaria com ele para mais tarde levá-lo para casa de carro alegando que seria mais seguro.

- O que você gostaria de comer? – Lay indagou, levando Lu Han até a cozinha. Ele, infelizmente, havia colocado uma camiseta vermelha larga, mas continuava sexy como sempre.

- Qualquer coisa. Não sou exigente.

- Bem... – Ele abriu a geladeira, olhando o que havia para oferecer. – Eu tenho muitos restos, nada que possa ser apresentado a uma visita como você.

- Hã-Hã? – Gaguejou, sendo ignorado – ou não ouvido – pelo outro. – R-Realmente não se importe comigo. E-Eu como qualquer coisa.

- Eu já sei! – Lay fechou a geladeira. – Tenho um frízer no porão e lá tem algumas pizzas. Podemos fazer se quiser.

- Parece uma ótima ideia. – Lu Han sorriu.

- Vou lá buscar. Pode segurar a porta para mim? Ela somente abre por fora sem chave.

- Óbvio.

Caminharam até o lado de fora da cozinha, chegando a uma porta de madeira branca a menos de cinco passos de distância da cozinha. Lay a destrancou e a abriu, ligando a luz e descendo até lá, deixando um Lu Han segurando a porta com o pé e recostado na lateral da madeira.

Momentos mais tarde à descida do Zhang ouviu-se um barulho alto vindo lá de baixo, assustando o Han que, após não escutar mais nada, preferiu chamar o chinês que respondeu num gemido estranho.

- Aconteceu alguma coisa, Zhang Xi Ying? – Perguntou em tom apreensivo.

- Ah... Infelizmente sim. Poderia vir aqui embaixo me ajudar?

- M-Mas e a porta?

- Estou com a chave, posso abrir pelo lado de dentro.

- Ok... E-Estou descendo.

Olhou para os lados, talvez esperando que alguma divindade aparecesse tentando ajudar. Como, obviamente, nada aconteceu, tomou fôlego e colocou o primeiro pé no degrau. Não sabia porque estava tão nervoso, era só ajudá-lo com algo no porão... Nada de mais, não é mesmo?

A porta bateu atrás de si, assustando a Lu Han levemente. Suspirou tentando acalmar o coração e, quando estava próximo do terceiro degrau de cima, as luzes se apagaram. Foi quase inevitável um tombo, com Lu caindo da escada e depois atingindo o chão de costas. Tudo estava girando, seus pulmões não conseguiam segurar o ar, seu braço direito estava muito dolorido e não conseguia ver nada além da luz saindo pela fresta da porta de cima.

- Lu Han! – Ouviu seu nome ser chamado por Lay, depois as mãos dele chegaram aos seus ombros, erguendo-o do chão minimamente. – Você está bem?

- Eu... Não consigo... Respirar! – Dizia com a voz falha, tentando conseguir pouco de oxigênio para poder falar algo. Suas costas estavam doendo pela batida, sua cabeça ainda estava girando, mas não se comparava a imensa dor que sentia no pulso direito.

- Não, você não pode morrer. – O outro disse baixo, colocando o corpo estático de Lu Han de volta no chão. As luzes se acenderam, machucando os olhos já frágeis de Lu e depois que conseguiu se acostumar com a visão, percebeu que Lay estava com a mão sobre um interruptor. – Não pode. Eu que tenho que te matar primeiro.

- O-O q... – Não conseguia falar, suas costas doíam muito e incomodavam na fala. Levantou minimamente a cabeça apenas para ver o Zhang aproximando-se de si, ajoelhando-se e tapando sua boca, empurrando sua cabeça para o chão novamente e depois recostando um pequeno punhal em sua garganta.

Mas que porra estava acontecendo?

- Sabe, eu realmente não acreditei quando te vi. Mas fala sério, você se entregou para mim e nem pensou duas vezes. Como pode? Você fingiu muito bem que não sabia quem eu era, mas eu tenho conhecimento sobre você. – Ele afagou seu queixo, próximo a pequena pintinha. – Menino Oh, você está morto agora.

Espera... Oh? Mas... Quem seria...?

Ouviu-se um enorme estrondo do lado de fora, seguido de uma porta sendo aberta com total brutalidade. Lu Han não conseguia ver direito pela posição torta no chão, mas estava tão agradecido por aquela intromissão que poderia beijar os pés da pessoa.

Pessoa essa que ele havia encontrado no seu colégio, avisando-o para não ir até a casa de Zhang Xi Ying e que agora estava descendo as escadas segurando uma arma apontada para o rapaz com o punhal na mão.

- Larga isso. – Ele pediu, referindo-se ao punhal. – Agora Xi Ying!

- E quem é você, intrometido? – Lay indagou, afastando o punhal do pescoço de Lu Han e erguendo as mãos, sem sair daquela posição ajoelhada.

- Não importa. Larga isso e se afastada dele. Você está preso! Anda! – Ele pedia alto e em tom extremamente severo, com a arma apontada para o rosto de Lay e os olhos concentrados em qualquer movimento feito pela mão que continha o punhal.

Lay engoliu a seco. Lu Han não fazia a menor ideia do que estava acontecendo, mas agradecia de coração pela aparição do rapaz moreno com cara fechada. Pensou em afastar-se de Lay ainda rastejando, mas sua ideia foi para o espaço quando sentiu algo frio perfurar seu ombro esquerdo.

Uma dor enorme tomou conta da região, seguida da sensação angustiante de sua camiseta sendo ensopada por algo pegajoso. Lay havia o atingido pelo punhal e o sangue estava escorrendo e sujando tudo que tocava. Ouviu-se um som de tiro e estantes depois Zhang estava caído no chão.

Num impulso absurdo, Lu Han levantou-se do chão assustado e recostando as costas na parede ao lado. Seus olhos estavam arregalados de medo, observando o corpo caído e aparentemente sem vida de Lay no chão. Levou as mãos a boca, segurando um berro de horror. Jogou os olhos sobre o outro rapaz que falava ao celular e depois foi até si, ajoelhando-se.

- Você está bem? – Indagou apenas por impulso, era óbvio que Lu não estava bem.

- Você o matou?

- O quê?

- Zhang. Você o matou? – Lu Han não estava preocupado. Só queria saber se poderia ficar em choque por ver um corpo sem vida ou apenas alguém baleado e desmaiado.

- Não. Não se preocupe, não o matei. Você consegue andar? Merda... Você está sangrando muito.

O rapaz tirou o casaco escuro e depois a camiseta, rasgando a camiseta para poder enrolá-la no corte e estancar o sangue. Sem querer, seu braço acabou batendo no pulso machucado de Lu Han que não conseguiu conter um gemido de dor e chamar a atenção do outro.

Após o ferimento enrolado, o outro analisou o pulso do Han. – Você deslocou o pulso. Como? Você caiu?

- Sim. Rolei as escadas. Acho que... – Outro gemido de dor. Estava tentando segurar as lágrimas. – Lay desligou as luzes propositalmente.

Novamente a porta foi aberta, para mais de quatro policiais entrarem no porão correndo as escadas e observarem a cena. Zhang sangrando e caído no chão desacordado, Lu Han cheio de sangue e com o pulso machucado e o rapaz misterioso tentando ajudá-lo a se levantar.

- Vamos. – O rapaz pediu, conseguindo colocar Lu de pé e ambos subiram as escadas. Um dos braços do Han estava sobre os ombros do outro que mantinha um braço enrolado em sua cintura.

Ao chegarem no primeiro andar, outros policiais vasculhavam o interior da casa atrás de qualquer evidência que fosse. Do lado de fora, carros e sirenes, fitas amarelas interditando o lugar e pessoas curiosas observando tudo o que acontecia. Havia uma ambulância mais ao longe e ambos foram até lá, sendo atendidos pelos paramédicos rapidamente.

- Zhang foi atingido no peito, mas tenho certeza que não foi fatal. – O rapaz contava para um dos paramédicos. – Ele foi esfaqueado no ombro e caiu as escadas, tenho certeza que deslocou o pulso.

- Está certo, cuidaremos disso. Você está machucado ou algo parecido?

- Não, estou bem! Obrigado. – O rapaz agradeceu e foi até Lu. – Você vai ser tratado e depois levado para a delegacia para prestar depoimento. Melhore!

- O-Obrigado... M-mas quem...

O rapaz não ficou tempo suficiente para poder ouvir sua última frase. Ele sumiu de volta para a casa, depois de passar por inúmeros curiosos e mais policiais.

Os paramédicos colocaram Lu Han na maca, depois fechando as portas da ambulância dirigindo-se ao hospital mais próximo enquanto os primeiros socorros eram feitos ainda dentro do carro.


Notas Finais


O que acharam?


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