História Heart Attack •ChangKi• [HIATUS] - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens I'M, Joo Heon, Suga, Won Ho
Tags Changki, Kihyun, Monta X
Visualizações 193
Palavras 1.565
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - End


Kihyun

—Omma, eu já disse que não é um encontro! —Falei pela milésima vez, com um tom de voz já irritadiço.

Minha mãe soltou uma gargalhada alta e assentiu, enquanto terminava de secar alguns pratos da pia. Em seguida, ouvimos duas batidas na porta de entrada da casa e me levantei praticamente num pulo, sentindo o coração acelerar.

—Omma. Será que é ele? —Perguntei, nervoso. —Por favor, omma! Pode ver no meu lugar? —Levei um dos dedos até a boca, roendo minha unha e andando em círculos pela cozinha.

—Yoo Kihyun! Se acalme —ela disse, deixando o pano de prato sob a mesa. —Vá tomar um copo d'água, enquanto isso eu vou atender. Mas vê se acalma esse coração, pelo amor de Deus! Vai infartar antes mesmo de sair com o crush.

Assenti, enquanto andava até a geladeira. Pude ouvir os passos de minha mãe pela sala e meu nervosismo só aumentou. Servi um copo d'água e tomei tudo em um só gole, quase me afogando. Ao ouvir a voz de Changkyun na sala.

E agora? Será que eu estou ao menos apresentável? Por quê estou tão nervoso? Mas que droga!

—Kik, vem atender o teu dongsaeng —ouvi minha mãe dizer. ''Teu dongsaeng". Ela só está me fazendo sentir mais nervosismo! —Yoo Kihyun!

Suspirei, largando o copo na pia. Acalme-se Kihyun, é só o Changkyun.

Saí da cozinha, dando de cara com Changkyun perto da porta.

—Sua mãe disse para que eu viesse buscá-lo na cozinha —ele murmurou e olhei para trás dele, vendo minha mãe sentada no sofá, me encarando com as sobrancelhas arqueadas. —Vamos, Kik?

Assenti freneticamente, estava tão nervoso que não conseguia dizer absolutamente NADA.

—Isso, vão —Omma disse —Ah, e eu não quero meu bebezinho andando até tarde na rua, uh? —Soltou uma risadinha.

Eu odeio ser tratado como criança, e minha omma sabe muito bem disso. Por isso faz questão de me chamar de bebê. No entanto ignorei esse comentário, e me despedi dela, antes de sair de casa com o Chang. Quando estávamos prestes à sair do pátio, ouvi minha mãe gritar:

—Se divirtam no não-encontro de vocês!

A olhei com um olhar de reprovação. Minhas bochechas e orelhas queimavam e eu só queria me jogar dentro de um buraco e não sair de lá nunca mais.

Saímos do pátio e andamos em silêncio. Foi assim o caminho inteiro, até na fila do parque. De vez em quando eu abria a boca para falar alguma coisa, mas a fechava novamente, por não saber o que dizer. E Changkyun parecia estar pensativo sobre algo, então decidi não atrapalhar seus pensamentos, mesmo.

—Se divirtam —o bilheteiro disse, enquanto abria o portão para que podessemos entrar.

Agradecemos em uníssono, antes de entrar no parque. Olhei curiosamemte para todos os lados, fazia algum tempo desde que não ia ao parque. Olhei para Changkyun e vi que seus olhos brilhavam de animação, o que me fez sorrir contente. Eu gostava de ver Changkyun assim, então fiquei o encarando por um tempo, pensando sobre o que dizer. Era engraçado a forma como eu desaprendia a falar quando estava com Changkyun. E mesmo que eu reclamasse, eu gostava do frio na barriga que sentia quando ele começava a falar. O que me irritava era o fato de eu não conseguir fazer nada. Quando estava com Changkyun, eu me tornava um pirralho sem atitude. Uma criança assustada que tremia e não falava nada, por medo de fazer algo errado e estragar tudo.

Uma criança.

Isso é o que eu era, mas eu obviamente não diria isso em voz alta, por orgulho. Ao invés de adimitir, eu faço birra e nego. Isso é o que uma criança faz, não é? Definitivamente, eu sou um pirralho. Um pirralho que precisa dos braços de alguém para se sentir seguro. E esse alguém é Changkyun.

Eu me lembro de quando fui zoado por meus colegas. Eu lembro como foi me sentir humilhado, de como me senti um lixo, de como eu estava para baixo. Mas foi só Changkyun vir e me abraçar, que todos esses problemas pareceram coisas tão banais. Os problemas se tornaram pequenos e me senti em paz, seguro. E mesmo que eu seja o mais velho, na verdade eu quem sou a criança da história toda.

Mas, está na hora de fazer alguma coisa. Está na hora desta criança se dar conta do que está fazendo e admitir isso, e, é exatamente o que eu vou fazer.

Eu vou me declarar.

Mesmo com medo de ser rejeitado, é isso o que vou fazer, esta noite. Nada vai me impedir, nem mesmo minha gagueira. Eu me declararei, nem que tenha que ser por sinais ou escrevendo uma carta.

—Kihyun —a voz de Changkyun invadiu meus ouvidos, só aí me dei conta de que já o encarava até demais. —Ouviu o que eu disse?

—Não. Pode repetir?

Ele se aproximou um pouco, e disse:

—Eu perguntei se você quer escolher onde vamos.

—A-ah —murmurei, envergonhado. —Pode escolher, hm? Você é o mais novo, então tem o direito de escolher.

Ele sorriu e assentiu. Olhou em volta, até que apontou para a montanha-russa.

-x-

Já tínhamos ido em uns cinco brinquedos. De vez em quando, ríamos como dois loucos, seja por uma piada nada a ver ou um susto que levamos. Agora comíamos algodão doce, sentados em um banco que tinha em frente à uma barraca de comida. O desconforto do início, tinha se dissipado. Não estava mais com vergonha e agora falava com mais facilidade, o que foi uma surpresa até para mim.

Em quanto comia, Changkyun falava sobre algumas coisas, as quais não prestava atenção e apenas concordava quando ele perguntava algo. Era tão bonitinha a forma que ele se empolgava de vez em quando, e a forma que ele emburrava quando falava sobre algo ruim, era tão fofo. Ah, não posso deixar de citar a forma que seus olhos estavam brilhando, porque esta é a minha parte favorita. Eu me sentia perdido quando olhava diretamente em seus olhos, e eu até que gostava disso.

Andamos até a roda-gigante e entramos em uma das cabines, depois de esperar um tempo na fila. Sentamos um na frente do outro e permanecemos em silêncio, enquanto a roda-gigante começava a se mover.

Quando já estávamos lá em cima, olhei lá para baixo. Podia ver com clareza as luzes da cidade e as pessoas pareciam ser pequeninas, o que me fez rir nasalado. Olhei para Changkyun, me surpreendendo ao ver que ele já me olhava. Eu não sei explicar muito bem a expressão que tinha em seu rosto, mas me senti intimidado, de certa forma.

—Kik —ele começou a falar e tremi. —Eu sinto que você tem algo a me dizer.

Encolhi os ombros e olhei para baixo.

—Eu tenho, eu tenho —afirmei. —Mas... eu só... eu só... não tenho coragem.

—É algo sério? —Ele perguntou e, ao voltar o olhar para ele, vi sua feição preocupada. Assenti —Ah —agora ele quem desviou o olhar. —É algo ruim, Hyung?

—Não sei dizer, Chang —respondi sincero. —M-mas eu juro que te conto. Essa noite, eu te conto.

Droga.

Era para ser agora, não era? Yoo Kihyun, você estraga tudo!

Me xinguei mentalmente várias e várias vezes, com raiva de mim mesmo. Me odeio tanto por não ter coragem de falar o que era para ser falado à tempos.

E o resto da noite passou assim. Eu travei em todas as chances que tive para me declarar e arranjava uma desculpa para não fazê-lo. E enquanto íamos para casa, senti uma imensa vontade de chorar. Eu estraguei tudo, afinal.

—Kihyun. Está tudo bem?

Changkyun tinha parado de caminhar e agora me encarava, sério. Meus olhos marejados denunciavam que eu não estava nada bem e não adiantaria nada eu mentir que estava ótimo e que não tinha problema nenhum.

Eu não aguentei. Comecei a chorar, sendo envolvido pelos braços de Changkyun. Apertei o tecido de sua camisa entre os dedos e funguei.

—Eu não gosto de vê-lo chorar. Me dói, sabe? É cortante —ele diz de repente e ergui o olhar, fitando seu rosto. —Eu sinto como se algo estivesse me sufocando e que sou um inútil, por não saber o que fazer. Eu te amo, Hyung.

Meu coração acelerou. Claro que me ama! Somos amigos faz tempo, não?

—Eu... eu gosto de você à alguns meses, Chang —confessei. —Sei lá, eu só não disse isso porque tinha medo que me rejeitasse e... Ainda tenho —desviei o olhar para o chão.

—Como eu o rejeitaria? Kik, eu acabei de dizer que te amo! —Ele disse e arregalei os olhos, voltando a encará-lo. —E... faz algum tempo desde que sinto isso, e só foi perceber à algumas semanas.

Meu coração se agitou ainda mais e minha boca secou. Changkyun também gosta de mim? E eu não percebi? Céus! Eu tenho que ser menos lerdo e me ligar no que está acontecendo.

Senti a mão de Changkyun ir de encontro com meu queixo e deixae carícias ali, antes de aproximar o rosto do meu. Ele pareceu receoso quando juntou nossos lábios, iniciando um beijo lento e calmo, suas mãos seguraram minha cintura e segurei em seus ombros.

Os lábios de Changkyun eram macios e eu me senti calmo quando eles se colaram aos meus. Eram ainda melhores que seus abraços, até.

E depois de algumas trocas de beijos e carícias, finalmente tomamos nosso rumo para casa. Sinceramente? Minha mãe teria que aguentar meus surtos de felicidade, porque depois disso, Changkyun e eu começamos a namorar.

E bem, os próximos anos, foram os mais felizes e preciosos da minha vida, pois tinha ao meu lado alguém que me respeitava e me amava como ninguém.

~Fim.


Notas Finais


Sim, gente. Acabou. Eu nao to acreditando que meu xodó chegou ao fim, eu to ?????
Eu tenho muuuuito o que agradecer, mas eu nao vou falar TUDO aqui porque tem o epílogo e os extras pra postar. Depois, eu vou postar os agradecimentos (e gente, eu vou falar pra caralho, se preparem. Mas eu nao posso deixar de agradecer pelos favoritos e comentarios que recebi ate aqui. Serio. Eu amo vcs, pq vcs me ajudaram e muito~

Bom, vou parar de falar pq eu tenho que postar as outras fics~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...