História Heart like yours - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Armin, Castiel, Iris, Kim, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Casnath, Lysmin, Romance, Shounen Ai, Yaoi
Exibições 126
Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, floquinhos de neve! ❄
Meu nome é Haiiro Yuki (mas podem me chamar de Yuki-san). Essa não é a primeira vez que escrevo aqui no site. Já tive uma conta antes, mas a exclui por motivos pessoais. Agora estou de volta!

Antes de começarmos, apenas algumas considerações, ok?

❄ A fanfic possui yaoi, ou seja, relação entre dois homens. Se não gosta, não leia!
❄ Eu procuro ser bem fiel a história dos personagens, mas sei que o jogo possui brechas que nos permitem criar fatos inexistentes. Lembre-se: isto é uma fanfiction.
❄ Gosto de desenvolver bem os personagens, logo, cenas românticas e quentes podem demorar a ocorrer. Espero que leia pela estória e não só para ver o lemon acontecer.
❄ Vão existir casais secundários, mas o foco é CasNath.
❄ Aprecio bastante trabalhar o lado psicológico dos personagens, para que as situações pareçam mais verídicas. Então, espero que tenham paciência comigo.
❄ Os personagens pertencem a criadora do jogo Amor doce: Chino. Porém, o enredo que se segue e as capas são de minha completa autoria.

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Heart like yours - Capítulo 1 - Capítulo I

Domingo, 7h30min da manhã. 

O despertador soava incessantemente pelo quarto, interrompendo o típico silêncio dominical. Na janela, o vento soprava suavemente, balançando as cortinas e permitindo que pequenas frestas de luz invadissem o local escuro. 

Os raios de sol se misturavam com o dourado dos cabelos de Nathaniel, que curtia mais cinco minutos no conforto de sua cama, que naquele momento parecia  ser o lugar mais aconchegante do mundo. Ele sabia que não voltaria para casa tão cedo, ou, quem sabe, nem se quer retornaria. 

Aos poucos, o garoto foi se levantando e se espreguiçando, seguindo ainda um pouco desorientado para o banheiro. Lá, ele observava seu reflexo no espelho ficando um pouco desapontado pela forma como seus fios de cabelo enlinhavam-se, mas preferiu simplesmente ignorar e ir com tudo para o chuveiro, arrependendo-se logo em seguida. A água gelada escorria sobre si lhe causando breves arrepios e lhe fazendo tremer de frio, mas foi necessário para despertá-lo finalmente. 

Já devidamente vestido e com o quarto arrumado, seguiu para a cozinha a fim de comer algo antes de sair. Seria um longo dia de viagem pela frente. 

Metodicamente, ele preenchia a xícara com café, leite e o mínimo possível de açúcar, apenas para deixá-lo tragável. Enquanto isso, fritava algumas torradas e ovos para acompanhar. 

Nathaniel fazia tudo lentamente, apreciando seus últimos momentos naquele lugar que fora seu lar nos últimos anos desde a emancipação. Tão distraído em pensamentos sobre seu futuro, que nem percebeu a chegada de Branca, que há alguns minutos ronronava entre seus pés. A gatinha que fora sua fiel companheira nesse tempo, agora iria junto dele para um novo lugar.

Juntos, eles irão recomeçar.

 

Depois de verificar cinco vezes se todos os aparelhos estavam devidamente desligados, as torneiras fechadas e as janelas e portas trancadas, o loiro levou suas malas até a porta, carregando consigo a bichana nos braços. Olhou uma última vez para o apartamento, deu um longo suspiro e sussurrou um breve "adeus". Sentiu-se um pouco tolo por isso, mas acabara se apegando àquele lugar. 

O táxi já estava a sua espera, mas antes de seguir rumo a cidade universitária ele faria uma breve visita a sua irmã, a quem prometeu que não partiria sem despedir-se. Apenas o fato de saber que iria até sua antiga casa, mesmo que não ultrapassasse o portão, lhe revirava o estômago. 

Para sua sorte, Ambre já o aguardava do lado de fora. No rosto ela tinha uma expressão que misturava tédio, alegria e tristeza. Ambos queriam bem um ao outro, mas às vezes não sabiam expressar da melhor forma. 

 — Você demorou — emburrou-se a irmã.

— Desculpe, é que estava verificando umas coisas no apartamento. Acabei perdendo a noção do tempo — sorriu o loiro, tentando não demonstrar o quanto o seu lado sentimental o afetava.

— Hum... — Ambre revira os olhos. — Então, está decidido mesmo? 

De toda a sua família, a garota era a única que se preocupava com Nathaniel. Ela gostava de visitá-lo e de passear com ele, por isso, sentia-se um pouco abandonada por causa da decisão que ele tomara. 

— Sim. As aulas começam amanhã e ainda tenho que arrumar a casa onde vou morar. E também tenho que conhecer o garoto com quem vou dividi-la. Sem falar da papelada que...

— Tá, tá... Já entendi. Será que você nunca vai perder esse seu jeito certinho? É tão irritante!

O ex-representante apenas sorriu como resposta e afagou os cabelos da irmã, para chateá-la propositalmente. 

— Assim como você não perde esse seu jeito de mimada, não é? 

Ela tentou evitar, mas não conteve um sorriso. 

— Anda, que tal um abraço de despedida? — O garoto abriu os braços, esperando o orgulho da loira se esvair para que ela retribuísse. 

Aconchegante e levemente triste. Era como Nathaniel definira aquele momento. Ele torcia para que Ambre se desse bem na vida e que ela nunca tivesse que passar pelas dores vividas por ele. Ela também queria que o irmão encontrasse a felicidade, mesmo que fosse incapaz de pronunciar tais palavras. 

Seus pais não apareceram, eles apenas mandaram uma curta mensagem pelo celular desejando boa sorte. Nathaniel não esperava que fosse diferente, ou talvez no seu íntimo torcia para que fosse, que seus pais o tratassem como filho ao menos uma vez na vida, mas sabia que isso não viria a acontecer. 

Mas isso não o impediria de seguir em frente. 

 

Na estrada, rumo à cidade interiorana onde iria morar pelos próximos anos, Nathaniel conversava com o taxista, um senhor muito gentil que já morara no lugar para onde iam, e que lhe contava sobre as coisas maravilhosas que viveu lá. Os olhos do loiro brilhavam de expectativa, imaginando todo esse novo em sua vida. Além disso, a paisagem pelo caminho era belíssima, repleta de uma vegetação verde e flores que ainda estavam a brotar. Mesmo sendo alérgico a pólen, ele sabia apreciar tal obra da natureza.

Tudo estava seguindo do jeitinho que ele sonhara. 

 

Diferente da maioria dos estudantes vindos de outras cidades, que escolhem morar em repúblicas, o jovem preferiu alugar uma casa bem simples que fosse próxima a universidade. Desse modo, ele poderia ter um pouco mais de independência. Como sabia que isso lhe daria um gasto a mais, resolveu dividi-la com outro garoto que também estaria se mudando para a cidade hoje. Ele ainda não o conhecia, só se contactaram uma vez por e-mail, mas ele estava certo de que tudo ocorreria bem. 

Chegando finalmente ao seu destino, Nathaniel começou a demonstrar seus primeiros sinais de nervosismo. Era tão inacreditavelmente bom que era difícil controlar as emoções. 

Pagou o gentil taxista, que lhe dera o seu número caso precisasse de ajuda. Por alguns segundos, o loiro desejou que fosse seu pai que estivesse ali naquele momento, preocupando-se consigo. Balançou a cabeça para espantar os pensamentos de tristeza e adentrou a casa. 

Branca logo correu em direção à uma das poltronas da sala, marcando aquele lugar como seu. Nathaniel riu da atitude da gata e seguiu carregando suas malas para seu novo quarto. A residência era pequena, porém muito acolhedora, assim como toda a cidade. A sala era separada da cozinha por um grande balcão, os quartos ficavam lado a lado em frente a um único banheiro, e, do lado de fora, havia uma garagem para somente um veículo. Na frente da casa, um caminho de pedras levava até uma pequena cerca que demarcava o limite com a calçada. 

O ex-representante revirava o lugar, tentando conhecer cada centímetro, cada decoração simples que os cômodos receberam antes de sua chegada. Ele não teve a chance de conhecer pessoalmente a proprietária, mas sabia que era uma mulher amável, pois ela fora muito atenciosa com todas as suas perguntas e suas preocupações a respeito da casa. 

Após desfazer a última mala e deixar seu quarto bem do seu modo, Nathaniel agora se preparava para ir ao mercado, já que o estoque de comida estava vazio e queria que estivesse tudo em ordem para quando o novo inquilino chegasse. Em pouco mais de meia hora, ele retornara cheio de sacolas e organizara tudo rapidamente na dispensa e na geladeira. Por fim, ele pega um copo de leite e segue até sua cama, para observar a cidade através da janela que ficava bem ao lado. Branca aproveitara a ocasião para deitar-se em seu colo e tirar em breve cochilo. 

Nathaniel suspirava enquanto via as pessoas caminhando pelas calçadas, vivendo suas vidas calmamente, como se não tivessem estresses ou problemas. O loiro sorria ao voar em pensamentos, ele sabia que aquela era sua grande chance de realizar os seus sonhos. Queria ser um escritor de romances policiais, queria conhecer o mundo lá fora e, quem sabe, finalmente encontrar o amor de sua vida, aquela pessoa que o completasse plenamente. Ele odiava admitir, mas era um rapaz muito romântico e, desde que Lynn recusara seus sentimentos, ele ficara um pouco desacreditado no amor. Contudo, agora, ele estava disposto à voltar a luta.

O som da porta se abrindo interrompe seus pensamentos, o trazendo de volta à realidade. Provavelmente era o seu novo colega que acabara de chegar. Preparou-se mentalmente para dar o melhor sorriso e acolhê-lo da melhor forma possível. Todavia, ao chegar à sala, um choque tomou conta de si. 

O cabelo ruivo, o cigarro na boca, as típicas roupas escuras e aquele cachorro enorme. Ele o reconheceria a quilômetros de distância, porém ele estava, infelizmente, só a alguns metros de si. 

O pastor-de-beauce avançou em direção a gata, que correra para debaixo do sofá. Foi nesse momento em que o olhar dos dois garotos se encontraram. 

— Representante?!

— Castiel?! 

Parecia que toda a animação do loiro fora por água abaixo. E o ruivo também demonstrava toda a sua insatisfação com uma risada ríspida.

"De todas as pessoas do mundo com quem poderia dividir o teto, por que logo ele?!"

 

(Continua...)


Notas Finais


Espero que tenham curtido esse comecinho de estória!
Sobre as postagens, pretendo postar ao menos dois capítulos por mês. Eu prezo pela qualidade e não pela quantidade.
Bye-bye e até logo!


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