História Heart of Fire - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi oi ola

sim eu comecei mais uma fanfic de bnha

nao nao vai ser a ultima

boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo 1


Todos os dias alguém deixava o vilarejo proclamando-se poderoso o suficiente para derrotar o feroz dragão que vivia no topo da montanha mais alta. Era uma cena relativamente comum. E, mais comum ainda, era ver as mesmas pessoas retornando de mãos vazias... Ou às vezes nem retornavam, dadas como mortas após o período de alguns dias de desaparecimento. 

Katsuki já estava cansado de presenciar aquelas cenas, perguntando a si mesmo todo o santo dia qual era o problema de haver um dragão no topo da maldita montanha. Ninguém vivia lá por conta do clima instável e dragões estavam por todos os lugares, por mais perigosos que fossem. Era idiota querer caçá-lo, principalmente quando o mesmo nunca sequer voou perto da cidade e das pessoas.  

Não queria ser o protetor dos dragões ou coisa do tipo, mas já estava sem paciência para tantos "fracotes" que retornavam sem sucesso. Foi então que, certo dia, expôs sua raiva para um dos homens que voltou com as mãos abanando. O mesmo lhe desafiou a ir atrás do dragão e voltar apenas quando tivesse o matado, e no calor do momento Bakugo aceitou.  

Jamais aceitaria ter seu orgulho ferido por mero fracassado, pensando sobre a idiotice que havia feito apenas depois de algumas horas. Iria caçar um dragão, mesmo quando admirava – em segredo – tais criaturas? Voltar sem cumprir com suas palavras berradas em um momento de raiva estava fora de questão, no entanto.  

Por conta disso, o jovem de arrepiados cabelos loiros deixava o vilarejo cedo naquela manhã. Não avisou ninguém além de seus pais, claro, prometendo que voltaria para casa com seu jeito escandaloso e nada educado. Morrer não era uma opção, como sempre dizia a si mesmo. 

A capa vermelha voava em suas costas, acompanhando o vento proporcionado pela velocidade do cavalo negro no qual estava montado. Saindo tão cedo era esperado chegar ao topo no fim da tarde, contando com as pausas para que o animal não se cansasse.  

Nada extraordinário ocorreu em seu trajeto, desta forma sendo capaz de alcançar seu destino no horário que planejou. O sol estava se pondo lentamente, tornando o céu alaranjado. Naquela área o clima estava insuportavelmente quente, fazendo com que amarrasse o cavalo próximo a um córrego.  

Estava literalmente no topo, em meio a mata fechada. Precisava explorar enquanto ainda era cedo, ajeitando sua espada de forma que esta ficasse a mão. Não sabia o que poderia encontrar, também não sabia se o dragão lhe atacaria repentinamente. Estar preparado era o mínimo.  

Em poucas voltas pôde ter uma breve noção do local em que se encontrava. Além de árvores extensas e lotadas de frutos, havia uma grande quantidade de cavernas. Algumas eram pequenas, outras maiores, sendo a maior a do meio. Se o dragão era tão grande quanto diziam, só poderia estar dentro daquela. 

Bakugo ainda estava tendo uma pequena crise existencial, sem saber se deveria ou não matar o dragão caso o encontrasse. Aliás, estava começando a se odiar por estar ali. Revirou os olhos cerca de trinta vezes antes de entrar na maior caverna, totalmente sem um plano em mente. Nada fora do comum, visto que agia melhor com seus instintos. 

A caverna possuía alguns buracos que permitiam a entrada da fraca luminosidade, sendo o suficiente para iluminar seu caminho que parecia não ter fim. Era abafado lá dentro e cheio de buracos que poderiam servir como caminhos para as outras cavernas, quase como um labirinto.  

Após andar em linha reta por tempo indeterminado, avistou certa luz ao fundo, ainda distante. Planejou averiguar, mas certo ruído semelhante a passos chamou sua atenção para trás. Retirou a espada da cintura rapidamente, virando-se com esta apontada para o que quer que fosse.  

Para sua surpresa, estava diante de um humano. O mesmo era jovem e possuía cabelos vermelhos. Estava sem camisa e carregava uma cesta lotada de frutas, parecendo realmente intrigado com a presença do loiro – mas não demonstrava perigo, apenas confusão.  

— Huh?! Eu esperava por um dragão, o que um faz humano aqui? — Falou, ouvindo sua voz ecoar. Manteve a espada apontada, nunca abaixando a guarda.  

— Dragão?! Está me dizendo que há um dragão aqui? — O ruivo pareceu assustado, a cesta de frutas caindo de suas mãos no mesmo instante. Sua expressão de pavor durou alguns segundos, logo sendo substituída por um sorriso largo e um riso animado. — Espera, eu sou o dragão! Cara, você me assustou.  

— Como? — Perguntou completamente descrente, deixando clara a confusão em sua face. Aquele rapaz estava bêbado ou coisa parecida? Ou simplesmente era louco...?  

— Eu sei que parece confuso, mas posso explicar, juro! — A resposta foi dada em tom divertido, enquanto as frutas e a cesta eram juntados rapidamente do chão de terra. — Me segue! 

Bakugo não se viu em posição de argumentar, perdido demais para que o fizesse. Por ora, decidiu guardar sua espada e seguir aquele desconhecido para o fundo da caverna. A luz de fato vinha de lá, de algumas tochas fixadas às paredes. O lugar era muito mais amplo naquela área, de tamanho suficiente para... abrigar um dragão, de fato.  

Foi convidado a sentar sobre uma pedra pelo ruivo já sentado. Suas calças escuras estavam rasgadas e um tanto empoeiradas, e olhando com mais clareza o corpo definido contava com inúmeras cicatrizes, além de cortes e ralados recentes. Parecia um selvagem, por mais que conversasse normalmente e agisse daquele modo tão despreocupado.  

Aceitou ao chamado para sentar, ficando um tanto afastado. Suas pernas estavam cansadas da viagem, assim como o resto de seu corpo. Era bom poder relaxar, pensava. Depois de um momento encarando o nada, resolveu voltar ao foco.  

— O que pensa que está fazendo ao comer tão calmamente? Explica de uma vez! — Berrou irritado, assustando ao outro que engasgou com uma fruta. Também aproveitou para pegar uma maçã da cesta, bufando ao provar da fruta doce.  

— Calma... Eu nem sei seu nome... As pessoas não se apresentam mais antes de ouvirem a história uma das outras?! — A pergunta pareceu estranhamente sincera, como se o rapaz não pisasse em meio a sociedade há séculos. Pelo seu estado, poderia ser verdade. 

— Katsuki Bakugo, agora fala logo. — Rosnou, desviando o olhar para a maçã de sabor tão distinto das que comia na cidade. Aquilo era bom, realmente.  

— Oh...! Sou Eijiro Kirishima e como já falei, eu sou o dragão! Você está me procurando também? Não aguento mais receber visitas, eles simplesmente correm quando apareço. — Kirishima soou incomodado, cruzando os braços sobre o peito com uma expressão pensativa no rosto. — E antes que não acredite, fui amaldiçoado em uma batalha. 

— Faz sentido... — Comentou distraído, ocupado demais com a maçã para que respondesse com seu verdadeiro ser. Claro, isso até repassar a fala alheia em sua cabeça. — Você por um acaso é idiota? Ninguém está te visitando, estão atrás da sua cabeça! Do dragão, da sua...? Argh, você está me confundindo! 

— Ah, então é por isso que eles tinham armas! — Eijiro bateu o punho contra a palma da mão, como se uma luz tivesse sido acesa em sua cabeça. — Ei, por que estariam atrás da minha cabeça?  

— Sei lá, entretenimento de gente imbecil? — Rebateu sem paciência alguma, querendo sair dali de uma vez.  

— Então... Se você está aqui, significa que é imbecil também? — A inocência com a qual foram proferidas as palavras fizeram com que Kirishima recebesse apenas um olhar quase mortal. Bakugo parecia ter desistido, simplesmente.  

— ... Eu vou embora. — Levantou no momento em que falou, não aguentando mais levar aquela conversa confusa. O dragão era um humano, ponto final. Nada que lhe importasse.  

Antes que pudesse dar um passo, Eijiro segurou a capa vermelha com uma das mãos. Katsuki virou para trás com o próprio demônio em suas feições, já planejando abrir sua boca para gritar qualquer coisa. Nem nisso conseguia pensar.  

— Espera! As noites são frias demais, vai morrer se viajar a essa hora. — O ruivo tinha um ponto, fazendo com que o maior se calasse. — Pode passar a noite aqui... Garanto que é o lugar mais quente.  

Em silêncio Bakugo aceitou ficar, sentando novamente como sua resposta. Comeu mais algumas frutas enquanto estava ali, agradecendo pelo outro ter ficado calado também. Quando saiu pela manhã, jamais imaginou que estaria onde estava no momento. Era surreal demais.  

Assim que a noite caiu, colocou seu cavalo amarrado lá dentro também, já que havia espaço e o dono da caverna havia permitido. Realmente estava esfriando, e com o passar das horas chegou ao ponto de ficar insuportável. Foi então que Kirishima se ergueu da pedra, começando a andar na direção do espaço livre da extensa caverna.  

— Não posso falar quando estou na outra forma... Então vou agradecer por ter me escutado agora! Obrigado, Bakugo! — Um sorriso largo estampou a face iluminada, fazendo com que o agradecido em questão fechasse a cara.  

Desta forma o jovem começou a mudar de forma lentamente, até o momento em que deixou de existir para dar lugar a uma enorme criatura de couraça vermelha e garras afiadas. Era realmente um dragão enorme, sua cauda longa balançando e sendo arrastada para perto de seu corpo. Soltou um rugido alto, ajeitando-se até estar deitado no chão frio que, estranhamente, começou a ficar quente.  

Todo o ambiente esquentou, fazendo com que Katsuki se surpreendesse. Sabia ter seus olhos brilhando ao encarar a criatura, mas não conseguia evitar. Kirishima era incrível, ao menos naquela forma. Precisou segurar um sorriso, virando-se de costas enquanto se ajeitava sobre o tapete de pele escura que lhe fora emprestado.  

O que lhe restava agora era dormir. Ainda estava incerto sobre o que fazer e, agora que sabia que o dragão era humano, não achou certo deixá-lo morrer nas mãos de um desocupado qualquer – por mais que duvidasse que isso pudesse acontecer. Precisava pensar com mais clareza naquilo, mas não seria naquele momento.  

Deixou-se levar pelo sono, aquecido pelo calor próprio que a criatura carregava em seu corpo. 


Notas Finais


obrigada a quem leu, espero que tenham gostado

ate o proximo ~


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