História Heart of Paper - Capítulo 38


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Lucy, Nalu, Natsu
Exibições 447
Palavras 1.879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - XXXV


Fanfic / Fanfiction Heart of Paper - Capítulo 38 - XXXV

 

 

 

 

- Por favor! Nos deixe entrar! Nós somos amigos da paciente que está aí dentro! Por favor!! - Wendy implorava para o médico nos deixar entrar. Depois da notícia que Juvia havia dado, nenhum deles tinham paciência pra esperar. Não mais.

- Desculpe garota, mas são normas hospitalares. Nós realmente achamos melhor vocês virem outro dia. Um dia que ela esteja menos... que ela esteja melhor.

- Mas... - Erza colocou a mão no ombro de Wendy, a acalmando

- Quando poderemos vê-la? - Erza deu um passo a frente

- Bom.Também não sabemos. O tumor se desenvolveu muito. Se passaram mais de um ano que ela tinha isso, não? Vocês podem deixar contato na recepcionista. Quando ela estiver pronta pra receber visitas, chamaremos.

- Tudo bem. Muito obrigada. - Ela se virou para todos - Vamos embora.

- Mas...!

- Nada de mais, Natsu! - O pegou pela gola - Nós vamos ir embora desse hospital agora. E cala a droga dessa boca, toda hora reclama!!

Natsu fechou a boca e deixou ser puxado por Erza. Levy e Juvia estavam em prantos, estavam sendo consoladas por Gajeel e Gray. Jellal carregava Wendy nas costas, que chorava em silêncio. Quando passaram pela recepção, deixaram o número de Erza lá, e saíram do hospital. Enquanto saíam, um vulto loiro apareceu, esbarrando em Levy, fazendo-a cair no chão.

- Desculpe! 

Levy levantou a cabeça, e por um momento queria gritar com a pessoa. Mas nessa hora havia passado. O garoto olhou ás pessoas ao seu redor, e sorriu meio tenso. 

- Haru? - Erza olhou para o loiro

- Pessoal! - Se contentou - Faz alguns dias, não?

- É. Faz. - Natsu revirou os olhos - Vamos embora.

- Já vão? Conseguiram ver a Lucy? 

Todos se viraram para Haru, como se ele fosse a última faísca de esperança. Ele sorriu meio abobado e coçou a nuca. Natsu apenas negou com a cabeça.

- Não nos deixaram entrar. - Wendy o olhou com os olhos brilhando - Você consegue nos fazer entrar?...

- Não faça essa carinha fofa! - Apertou as bochechas da pequena - Talvez eu consiga...

- Por favor!! - Levy juntou as mãos - Por favor! Faça eles nos deixarem entrar!

- É... - Sorriu - ... Irei ver...

- Muito obrigada, Haru-san!  - Wendy pulou em Haru, fazendo os dois caírem no chão. Percebendo o que fez, Wendy se levanta rapidamente - Desculpe.

- Tudo bem. - Sorriu

- F-Foi um prazer te rever... - O ajuda a levantar e aperta sua mão - Até.

Wendy pega na mão de Juvia, e sai andando um pouco mais a frente do que os outros. Todos conversaram com Haru sobre o bem-estar de Lucy, explicaram a situação e o consolaram quando teve sua recaída. Até o próprio Natsu conversou civilizadamente com Haru. Depois de uma boa conversa jogada fora, Haru se despede dos amigos e entra no hospital. Erza ordenou á todos que, pelo menos, vão descansar em suas casas. O dia foi longo e tenso. E assim foi feito, todos foram em direção ás suas casas, e acabaram capotando na cama, depois da exaustão que tiveram no ocorrer do dia.

 

 

Lucy

 

- Lucy? Está acordada? - Senti meu corpo ser empurrado levemente - Acorda querida. Hoje está um lindo dia.

- Só mais cinco minutos...- Murmurei e me virei para a pessoa - ... Hã...?

- Bom dia querida. - Sorriu - Está tudo bem?

- V-Você... - Me sentei na cama - V-Você é... é...

- Qual o problema Lucy? Você está muito pálida hoje. Vamos, levante dessa cama, já fiz nossos cafés. Com certeza deve estar maravilhoso!

- Mas... você está morta! - Gritei, angustiada - Você está morta!

- Mas o que você está falando Lucy?! Pare de falar besteiras! Está me assustando! - Me pegou pelo braço e me levantou - Vá tomar um banho e esfriar essa cabeça. Ontem foi um dia cheio! Você dançou tanto no seu aniversário de 18. Estou tão orgulhosa de você ter achado alguém que lhe ame.

- Meu aniversário de 18? 

- Foi ontem, se lembra filha? Nós não fizemos o de 15 e pensei junto de Levy que seria melhor se...

- Não!! - Gritei - Você não está entendendo!!

- O que eu não estou entendendo, Lucy?! - Cruzou os braços

- Não era pra você estar viva, mãe!!

 

 

Natsu

 

- Natsu, você está chorando? 

Abri meus olhos e rolei ele pelo quarto, me deparando com um homem de cabelo vermelho e pele bronzeada. Ele segurava Happy em suas mãos, acariciava o pelo dele, enquanto Happy ronronava. Esse homem é tão exótico, estranho... Espera... TEM UM HOMEM ESTRANHO NA MINHA CASA!!

- AH!!! - Joguei almofada nele - QUEM É VOCÊ?! 

- Acalme-se, Natsu.

- VOU CHAMAR A POLÍCIA!! SAI!! EU NÃO TE CONHEÇO, SEU ESTRANHO!! - Peguei meu celular, já discando o número da polícia

- Não vai não. - Pegou o celular da minha mão e colocou no seu bolso - Me entristece você não se lembrar de mim.

- MEU DEUS! - Peguei o Happy da mão dele - MEU GATO!

- Aye!

- NATSU DRAGNEEL, PARA COM ESSA FRESCURA! - Gritou

- NEM TE CONHEÇO, QUEM É VOCÊ PRA ME MANDAR PARAR DE '' FRESCURA ''?!

- EU SOU SEU PAI, BASTARDO!

 

Hã..?

 

 

Gray

 

 

- Ur, pelo amor. Para de tentar fazer panqueca. Não vai conseguir. - Ela me olhou indignada 

- Eu vou sim!! Eu sou sua responsável, preciso aprender a fazer pelo menos uma panqueca!  - Remexeu a frigideira - Ah, vai! Fica certo! Fica certo!

- Seus dotes culinários são piores que os meus. - Bocejei

Ela ia dizer algo, mas a campainha tocou de repente. Nós entreolhamos por alguns segundos e logo depois, me levantei da cadeira e fui abrir a porta. A gente não recebia muitas visitas no nosso apartamento, e por isso, é estranho. Quando ia abrir a porta, a campainha tocou de novo. 

- O que é? - Abri a porta com força

- Bom dia Gray-sama. Juvia pode entrar?

- Juvia? - Arqueei a sobrancelha - O que faz aqui?

- Juvia pode entrar? - Repetiu 

- Quem é, Gray? - Ur gritou da cozinha

- Uma amiga minha! - Gritei de volta, voltei meu olhar para Juvia - Entra.

- Com licença.

Abri o espaço e deixei ela entrar. Ela ficou olhando ao redor, observando qualquer detalhe da minha casa. Botei minha cabeça para fora do apartamento, e olhei pros lados, me certificando que não tinha mais ninguém. Ela veio sozinha.

- Seu apartamento é ... - Hesitou em dizer - Humilde... - Sorriu forçado

- Amiga? - Ur apareceu - Ah, que linda!

- Quem é ela? - Perguntou pra mim - Namorada de Gray-sama?

- Não. 

- Eu sou a madrasta dele! Prazer, sou a Ur! - Ela correu até Juvia e apertou sua mão

- Ah! Desculpe a ignorância de Juvia! - Balançou a mão - Juvia achou que...

- Tudo bem, tudo bem! Eu sou mesmo muito nova, mas nunca ficaria com meu... filho. - Sorriu - E além do mais, ele já tem uma garota que ele curte. 

- Gray-sama já tem outra garota no coração? - Ela me olhou 

- Não! 

- Sim!

Olhei furioso para Ur. Ela estava se divertindo com a situação. Realmente, ela mais infantil que eu, e olha que ela é 10 anos mais velha. Juvia assentiu lentamente e depois voltou a atenção para a Ur.

- Juvia querida, você é tão linda! - Pegou uma mecha do cabelo dela - É azul natural?

- Sim. Juvia nasceu com essa cor normalmente.

- E essa sua pele, é assim mesmo?

- Sim. Juvia nasceu pálida.

- E esses olhos negros...?

- Juvia adora olhos negros. Mas Juvia nasceu com isso, também.

- Hey... - Ela segurou Juvia e a virou para mim - O que acha do Gray? - Sorriu maliciosa - Ele é bonito? Tem vontade de dar uns pegas nele?

Engoli seco. Juvia continuou com a expressão serena, como uma boneca. Que raios de pergunta é essa?!

- Juvia acha Gray-sama bonito. Ele é carismático e humilde. E bonito. Juvia tem vontade de namorar Gray-sama. - Ela olhou para Ur - Juvia ama Gray-sama. E é bonito.

- Oh! - Ur pulou de alegria - Sério?!

- Sim, sim. - Juvia assentiu

 

Com certeza não. Ela está parecendo um robô.

 

- Ah, que lindo! Gray, o que acha de Juvia? - Ela direcionou a pergunta pra mim

- Eu?... Bem.. - Juvia se remexeu, desconfortável - Ela é legal... ela é forte e grossa, mas legal.

- Essa Juvia? - Ela apontou pra Juvia - Tem certeza? Ela está um amor!

- Ela parece um robô projetado pra falar tudo o que queremos ouvir. - Suspirei

- Você não está sendo honesta? - Ela olhou pra Juvia, que nem sequer olhava para Ur, e sim para baixo.

- Juvia quer causar boa impressão. 

- Ah! Mesmo você sendo grossa, ainda é um amor! - Puxou ela pra um abraço - Gostei de você, Juvia. Apoio o namoro de vocês.

- Namoro?! - Gritei

- Você não ouviu o que ela disse? - Me olhou furiosa - Ela disse que quer namorar com você!

- Eu não ouvi nada. - Dei uns passos pra trás, e corri para o meu quarto, ignorando a gritaria de Ur.

Entrei no quarto e me joguei na cama, suspirando em seguida. Logo depois, ouvi um grito da Ur e correria pra lá e pra cá. 

 

A panqueca queimou.

 

Depois de mais algum tempo, a gritaria cessou, e ouvi passos caminhando em minha direção. Levantei meu olhar, e vi Juvia sentada do meu lado, enquanto observava cada detalhe da parede, que tinha algumas raízes de plantas desenhadas.

- Seu quarto é humilde. - Sorriu forçado novamente

- Se for pra elogiar assim, nem elogie. - Fechei os olhos novamente

- Está com sono, Gray-sama?

Não respondi, ouvi ela se levantando da cama, e logo em seguida, passos delicados, como se ela não quisesse fazer barulho. Ouvi ela mexer em várias coisas, e no final, senti algo me cobrindo. Abri os olhos, e vi ela se deitando do meu lado, também entrando no cobertor que ela havia me dado.

- J-Juvia?! - Perguntei assustado - O que está fazendo?!

- Juvia quer dormir. Boa noite. - Ela enlaçou os braços no meu peito, me abraçando

- E-Ei! Juvia! - A chamei 

- Juvia está com medo... Juvia está com medo, por Lucy...

Relaxei os músculos, ao sentir meu peito ficar úmido.

- Juvia quer que Lucy fique bem... Juvia veio aqui pra procurar Gray-sama, pra ele acalmar Juvia... 

- Ei... - Toquei seu rosto - Ela vai ficar bem...

- Lucy deve estar com medo... deitada naquela cama, com muito medo... - Ela me apertou mais - Não nos deixam entrar... será que ela está sozinha?...

- Calma... - Acariciei sua cabeça - Vai ficar tudo bem... tente dormir agora, ok?

Ela levantou o olhar pra mim, e ficou me encarando. Eu desviei o olhar rapidamente. Senti sua mão encostar no meu rosto, me fazendo olhá-la. Ela se aproximou mais, e mais...

 

E me beijou.

 

 

 

....

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Me desculpem realmente a demora. Nesse tempo eu adoeci e estava lotada de tarefa, podem me bater. Eu ainda estou doente, mas dessa vez eu consigo me levantar.

Não era o que vocês queriam, né? Vocês querem saber o que vai acontecer com a Lucy, né? Mas esse capítulo é preciso na história, então tenham paciência.

Ah, uma coisinha... Quem aí curte Amor Doce ou não curte, não sei, dá uma olhadinha na fanfic da minha amiga? Eu sou a co-autora... Mas ela quer realmente ter alguém que leia e curta. Tem pouquinhos favoritos! Mas eu prometo que vão gostar! : https://spiritfanfics.com/historia/feeling-heart-6632993

Vão lá amorzinhos.


No próximo capitulo, segurem os corações!


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