História Heartbeats - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Docete, Heartbeats, Lysandre
Exibições 40
Palavras 2.031
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, pessoas! Eu estava lembrando de Amor Doce esses dias e me surgiu essa ideia e, como podem ver, decidi escrevê-la. Realmente não sei dizer por que raios o Lysandre é um dos meus personagens favoritos, mas ok hehe
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


A música sempre nos conectou de uma forma que ninguém conseguiria explicar. Enquanto tocávamos, eu me sentia mais próxima de você como nunca conseguiria estar sem a melodia nos cercando. Eu era apenas a melhor amiga do seu melhor amigo; a garota que tocava com você. 

Era meio óbvio que eu nunca havia recebido muito destaque na história, mas ao longo do tempo eu podia afirmar que nós dois éramos, ao menos, bons amigos. Porém, meu coração egoítas não se contentava com apenas aquilo, ele queria mais, por isso me fez ficar apaixonada por você.

A cada momento em que eu lhe observava, podia reparar em seus gestos discretos e seus sorrisos gentis, a ruborização de suas bochechas quando a vergonha tomava conta de seu ser. Os cabelos platinados caindo em seus olhos, o incomodando, seus olhos bicolores únicos. Pouco a pouco, eu me sentia atraída por você, mas preferi o silêncio para não ter nenhuma chance de estragar a amizade que tínhamos.

— Você está... Apaixonada? — Castiel ficou com os olhos arregalados por alguns segundos quando, em um momento meu de distração, ele conseguiu ler a música que escrevia baseada no amor que sentia por você, Lysandre. Mesmo sendo meu melhor amigo, sabia que contar a ele sobre tal sentimento seria inútil. Serviria apenas de mais chacota para mim. 

— E daí se eu estiver?! — vociferei. Estávamos esperando sua chegada, no porão da escola, mas você estava atrasado e nós dois ficamos apenas escrevendo nossas músicas em silêncio. Eu não importava mais se o ruivo me zoaria por ser "boba" e me apaixonar, mas devo confessar que fiquei aliviada por ao menos uma pessoa ter descoberto. Um peso pareceu sair de meus ombros.

— Por quem? — um sorriso malicioso tomou conta dos lábios dele. Irritante como sempre. Não respondi pois você entrou e eu corei, sentindo-me desajeitada. Apenas isso fora suficiente para que Castiel entendesse e segurasse um sorriso. 

— Olá, Emily. — você me cumprimentou com seu lindo sorriso. 

— O-Oi, Lys. — tentei sorrir de volta sem parecer uma palhaça ou um tomate. Creio que não atingi meus objetivos. 

Após pouca conversa, começamos a ensaiar. Castiel e eu tocávamos enquanto você cantava, daquele seu jeito maravilhoso de colocar as palavras escritas numa melodia ritmada e única, que apenas você compreendia. Chegou a parte que eu cantava e eu soltei a voz, sem receios. As palavras que saíam de nossas bocas misturavam-se e formavam uma única voz na música.

Ensaios passaram, meses foram junto com as músicas e nossa amizade se fortaleceu. De uma novata na escola eu passei a ser uma grande amiga dos outros, especialmente de você, graças à Rosalya — em momentos assim eu agradecia por ela ser sua cunhada. Íamos até sua casa e eu sempre acabava com você para não ser vela do casal. 

Começamos a dividir nossos pesares, alegrias e confusões. Criamos memórias juntos que nunca seriam esquecidas por mim, eu as guardava como as mais preciosas joias de meu coração. Com tantos momentos, meu coração foi totalmente tomado por você, Lysandre. Os sentimentos dominavam-me cada vez mais, quase me sufocando. 

Sem mais aguentar, eu estava decidida a contar-lhe tudo. A colocar tudo para fora sem me importar com o que diria, pensaria ou acharia de mim. Cansei de ser a garota que andava pelos corredores e ajudava a todos, mas não tinha tempo para si mesma. Fui cautelosa e esperei o momento certo, que seria naquele festival de arte da escola, que nossos pais foram. 

Percebi que Nina estava o "perturbando" de novo, mas ela parecia chorar quando você disse alguma coisa. Confusa, aproximei-me e e perguntei se estava tudo bem, mas a garota foi mais rápida que sua resposta e correu pelos portões da escola. 

— Nina! — foi tudo que ouvi você gritar quando, repentinamente, começou a correr atrás da loira. Sem hesitar, corri atrás de vocês, preocupada aonde aquilo daria. Até que, pelo canto de meus olhos, vejo algo brilhante e identifico ser um farol de carro, que se deslocava rapidamente. 

Em um impulso, corri mais rápido e o empurrei. Vi que Nina reparou no desastre quando parou de correr, já na esquina, perto da entrada do parque. Eu lembro de vê-lo, Lysandre, caindo e rolando para perto da calçada enquanto eu ouvi o som ensurdecedor do carro freiando, mas mesmo assim eu senti algo se colidir contra o meu corpo e minha mente ficar branca. 

Eu apenas me lembro de escutar vozes e a sua se sobressaía, pois estava ao meu lado. Juro ter sentido o calor de seu corpo contra o meu, mas acho que era algo de minha cabeça confusa. 

— Ly..sandre..?— sussurrei tão baixo que acho que ninguém foi capaz de escutar. A inconsciência tomou conta de mim alguns segundos mais tarde, impossibilitando-me de saber o que ocorrera. 

Quando acordei, grogue, numa cama de hospital com uma máscara de oxigênio em meu rosto e meu corpo latejando em dor, eu sentia comos e tivesse dormido dias e dias. Eu estava fraca e confusa, escutando aquele apito da máquina ao lao de minha cama que mostrava meus batimentos cardíacos que pareciam estar regulares. 

Tal som me lembrou de música e, a partir desse pensamento, me lembrei de você. Tentei levantar para lhe procurar, mas não consegui. Meu corpo estava fraco demais até para se aguentar, o que eu achei bem patético. Porém, ouvi passos até a porta e a voz irritada do meu melhor amigo ruivo e a sua voz melodiosa, tentando acalmá-lo. Sorri fracamente e olhei para a porta. 

— Rosa, você tem certeza que é bom visitá-la agora? Nem sabemos se ela acordou. — você dizia, receoso. Imaginei o rosto de Rosalya passando de calma a impaciente e não pude segurar um pequeno riso que, surpreendentemente, foi um pouco alto. A porta se abriu depois disso e vocês pareciam chocados. 

— Emily! — os três disseram, suspirando aliviados. 

— O-Oi. — sem que eu percebesse, lágrimas rolavam por minhas bochechas. A felicidade de poder vê-los era grande, pois eu realmente pensei que morreria. 

— Você quase nos matou de susto! Nunca vai aprender a ter bom senso, não é? — disse Castiel com sua voz irônica. Rosa deu uma cotovelada em seu estômago, o fazendo calar a boca. Lys, pergunto-me até hoje porque você chorou ao me ver, sem conseguir dizer uma palavra. 

O ruivo puxou minha amiga para fora do quarto e fechou a porta, nos deixando a sós. Eu sorri para você, demonstrando o quanto fiquei grata por ter ido me visitar, mas sua reação foi apenas se sentar na cadeira ao lado de minha cama e segurar minha mão, beijando o dorso dela em seguida. 

— Emily, deveria ser eu em seu lugar. — sussurrava, sua voz embargada em culpa. Coloquei minha mão em sua bochecha, acariciando em seguida. 

— Não, não deveria. Eu fiz o que achei certo, foi minha escolha. Se sentir culpa, irei te bater. — sorri mais abertamente e apenas o vi tirar a máscara de oxigênio de meu rosto delicadamente e beijar meus lábios. Seu beijo era tão doce... Acho que nunca vou me esquecer daquele toque de seus lábios macios contra os meus, de uma forma inocente e apaixonada. 

Meus batimentos cardíacos aumentaram e tal mudança foi registrada na máquina, que começou a apitar mais descontroladamente. Ah, eu queria te matar por ter começado a rir daquilo e ter me deixado envergonhada. Queria lhe beijar mais, mas você recolocou a máscara de oxigênio sobre minha boca e nariz. 

— Parece que gostou, Emily. — Lysandre, como eu gostaria de ter força para lhe bater. Eu já estava no grau mais elevado de minha vergonha, mas você insistia em fazer meu coração acelerar mais. Maldita máquina que não parava de apitar! 

— Cale a boca. — minha voz saiu fraca, ma so tom de raiva estava evidente. Começamos a rir e você segurou minha mão fortemente. — Lys, no festival... 

— Sim? — nos encarávamos nos olhos. Seus olhos bicolores estavam com um brilho de amor e curiosidade, um pouco de esperança também. 

— Eu ia me declarar para você. Saiba que eu te amo. — sorri levemente. — Apenas não deixe que essa declaração estrague nossa amizade, por favor. 

— Estragar? Tudo ficou bem mais fácil agora. — você beijou minha testa e me encarou, com um sorriso de canto. — Eu também te amo. E quando você sair desse hospital, iremos em um encontro. Está bem? 

— Sim, é uma promessa. — sorrimos um para o outro e depois Castiel e Rosa entraram. Aquele foi um ótimo dia, pois, meus eu estando presa numa cama de hospital, conversamos como há muito tempo não fazíamos. Realmente aproveitamos cada minuto. 

Eu fico feliz que tenha aproveitado ao menos um dia a mais com você e os outros, já que depois disso eu não melhorei. Os médicos e nem meus pais me contavam o que eu havia atingido e machucado, apenas bebia os remédios obedientemente e torcia pelo melhor. O encontro que você havia me prometido era uma esperança que eu não deixaria morrer. 

Sim, eu sei, é uma coisa simples, mas você não sabe o quanto aquilo me manteve sã. Isso e as visitas de todos, que me lembravam de como era ficar bem. Lembravam-me de como era a vida. 

Eu passei três meses naquele hospital, até a madrugada que eu acordei desesperada, com uma enfermeira ao meu lado segurando um desfibrilador. Meu coração havia parado de bater, aquela máquina paroude apitar por mais de dez minutos. Era para eu estar morta, mas lá estava, acordada e viva. Respirando e querendo te ver, jogar-me em seus braços e chorar pelo medo. 

Duas semanas se passaram e eu não pude ter visitas nesse período, sem ser de meus pais, das enfermeiras e do médico. Eu dei mais duas paradas cardíacas, mas voltei intacta. Comecei a ser tratada como o milagre daquela área do hospital, mas eles deveriam saber que aquele milagre não duraria muito. 

Em um dia, que eu implorei para que chamassem meus amigos, eles deixaram você e os outros virem me ver. Eu conversei com cada um tudo que precisava conversar, pois aquela era a chance que o destino havia me dado de despedir. Lysandre, sua cara estava muito preocupada quando entrou no quarto, mas você não parecia notar.

— Emily... 

— Sente-se, por favor. — sorri. Meus olhos estavam inchados porque eu havia chorado antes de nos encontrarmos, pois doía dizer adeus a todos e doía saber que eu teria de largar meu amor por você. 

Sentado na mesma cadeira do dia que nos beijamos, você me encarou. Aproveitei que estava sentada na cama e sem aquela máscara de oxigênio e segurei seu rosto em minhas fracas mãos, trazendo-o para perto. Selamos nossos lábios mais uma vez, mas agora mais intensamente. Nossas línguas se encontraram e saborearam o gosto de nossas lágrimas que insistiam em cair.

— Eu te amo, Lysandre. Espero que saiba muito bem disso. E peço desculpas por não cumprir minha parte da promessa de sair desse hospital, mas eu espero que cumpra a sua. Nos encontraremos do outro lado quando for sua hora, certo? — dizia com convicção.  Alisei sua bochecha com meu dedão e sorri, enxugando suas lágrimas. 

— Sim. É a nossa promessa de vida, querida. — corei levemente quando você uniu nossos lábios mais uma vez. Eu podia ver a culpa em seus olhos, mas eu nunca entendi por que sentir isso. Como havia dito, fiz o que achei certo. 

Você aceitou o fato de que eu iria partir de uma forma madura, mas eu sabia que queria impedir de todas as formas o que aconteceu. Porém, não podíamos fazer nada. E na notie de nossa despedida, a música que meus batimentos faziam com a ajuda daquela máquina pararam. A música acabou e minha apresentação nesse mundo havia terminado. 

Morri enquanto dormia, mas eu sonhava com o dia que nos encontraríamos. E ainda espero por esse dia, pois meu sentimento por você ficou entalhado na eternidade, discreto, mas ficou lá. Eu esperarei pelo dia que voltarei para seus braços, em outra vida ou não, mas o que mais espero é que não tenha se esquecido de mim e nem de nossa promessa. 

Quero ouvir seu "eu te amo" assim que nos beijarmos novamente, sem que o destino nos atrapalhe dessa forma. Tocaremos nossa música e criaremos um mundo só nosso, meu amor.


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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