História Heartbreak - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 26
Palavras 2.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, tudo bom?

Capítulo 2 - Home.


Sakura Haruno Point Of View

Repouso a caixa retangular sobre a pilha de sete outras em movimento deliciado, prevenindo algum dando à estrutura de papel ou ao material contido dentro dela. Por toda a extensão do cômodo, objetos espalhados se misturam, me fazendo imaginar quanto tempo levaria até que toda mudança estivesse em seu devido lugar.

observo pelo canto dos olhos a porta se aberta e, logo o homem de meia idade adentra ao apartamento com uma das diversas caixas que preenchem a sala de estar. 

— Muito obrigada pela ajuda, senhor Youkisa.

Ergo levemente os cantos dos lábios, em um fraco sorriso. Ele retribui em um movimento com a cabeça ao depositar o material de papelão ao lado da porta. 

— Não há de quê, senhorita Haruno.- responde, tomando a posição ereta de seu Tronco. — Se precisar de qualquer coisa, não hesite em me chamar. 

Despeço-me com um aceno, ao ver seu corpo sendo ocultado pelas portas de aço do elevador, ao fim do corredo, retorno ao apartamento tomando pela desordem. 

O plástico que encobre alguns móveis poeira no ambiente, logo é o primeiro a ser levado à pilha que seria descartada no lixo. Mobília conquista com certo esforço e carinho tivera que ser vendida em Milão, visto que seria  trabalho trazê-lo para Tóquio, não obtive dificuldades em encontrar um apartamento mobiliado e, para a minha sorte, nenhum móvel parecia possuir mais que meia década. 

A pequena área do apartamento não me conheceria grandes oportunidades para decorações, visto que, a sala de estar se divide com a cozinha por uma bancada de mármore e, no canto direito, a escada de ferro leva diretamente ao meu quarto. 

Embora não esbanje espaço, o local contém um charme que me consquistou no primeiro olhar. 

O piso laminado em tons claros reflete as luzes embutidas no teto de gesso. À diferença no brando gélido das paredes e o neve do sofá passaria despercebido, exceto por mim, portanto, camuflo-os entre grandes almofadas coloridas, um carpete de manta listrado e quadros, devidamente alinhados na paredes, entre dois murais de fotos. 

Momentos registrados na Itália e no Japão se misturam, embaralhando meus pensamentos em lembranças de toda a minha vida. 

                             [ ... ] 

A brisa gélida corre entre o meu rosto, fazendo me abraçar o meu próprio corpo, protegendo- o contra a baixa temperatura. Observo a noite estrelada, embora fria, que se inicia. 

A sacada do décimo terceiro andar me proporciona à vista de certa parte de Tóquio, as luzes que se misturam por toda cidade, constando com o negro céu e, o som de buzinas incessantes abafam o chocar das ondas do mar. 

O ferro que contorna a sacada causa- me um arrepio ao entrar em contato com minha pele morna, apoio meus antebraços no mesmo, afastando meu tronco do estofado da poltrona solitário que ocupa a pequena área. Algumas plantas colorem o ambiente em conjunto com a mesa de cando laqueado em um amarelo vibrante. 

Não há nada que me causa insegurança, no entanto, uma estranha ansiedade corre por minhas veias, deixando- me apreensiva sobre minhas últimas decisões. 

De fato, nem eu mesma conseguirá colocar em palavras as razões para ter deixando Milão, após a faculdade é um ótimo início de carreira. Todavia, segundo o meu pai, o meu maior prazer na vida fora sempre viver intensamente com a minha impusividade, a incerteza parecia me atrair de todas as formas possíveis.

Retorno ao cômodo com a temperatura amena e arrasto o blindex, fechando o completamente e, assim, cessando a corrente de vento que percorre a sala. Ultrapasso degrau por degrau, sem presa na chegada ao meu quarto. 

O vestido está esticado sobre a cama, porém, não evito uma análise extra em minhas peças, ainda espalhadas por todo cômodo, perdendo alguns bons minutos  até que não me reste dúvidas sobre os meus trajes. 

Expiro o ar fortemente, ciente de que não há mais tempo extra para enrolar, portanto, caminho lentamente até o tecido delicado e fino demais para a noite fria. Ao observar meu reflexo no espelho, sinto- me satisfeita com o resultado. Pareço confiante, ainda que a ponta dos meus saltos denunciem o tremor de minhas pernas. 

                                   [ ... ]

Após ser deixanda pelo táxi em frente ao prédio, o porteiro parece ciente que não precisa avisar sobre a minha chegada. Sorrio educadamente e sigo até o elevador, enquanto busco em minha bolsa o pequeno pedaço de papel onde o Uzumaki havia anotado o número de seu andar. 

Meu olhar se perde no painel onde os números digitais aumentam e sinto meu estômago embrulhar. Durante anos, idealizei todos os sentimentos possíveis que se misturariam no instante momento que eu pisasse em Tóquio novamente, entretanto, nenhum deles se parecia com o reboliço que acontece dentro de mim no segundo em que as portas prateados se abrem. 

O barulho dos meus saltos chocando-se contra o chão de algo que deduzo ser mármore me incomoda, parecem ensurdecedores diante do silêncio que se encontra todo o corredor de apartamentos. Cesso meus passos em frente ao quarenta e seis e aperto a fina alça da bolsa entre meus dedos.

Alguns segundos se passam e permaneço ali, refletindo sobre algo que tenho a certeza de que nunca chegarei a uma conclusão. Imagino expressões assustadas dos meus amigos ao me ver, inesperadamente, naquele apartamento após seis anos. Parece tanto tempo ao que imagino o quanto eles possam ter mudado, embora tenha visto diversas fotos  em suas redes sociais. Sorrio ao me recordar de nossos abraços em grupo e promessas de amizade eterna durante o colegial. 

É o que me encoraja a afundar o indicador no botão da campainha. A certeza de que, não importa quanto tempo tenha passado, nada mudaria, eu estou em casa. 

Quando a madeira escura é puxada, não há surpresa no rosto de Naruto ao me ver, apenas um sorriso cúmplice. Deposito um leve beijo em sua bochecha áspera por conta de uma babá por fazer e ele me concede passagem pra entrar em sua residência. Durante o percurso que percorremos até, deduzo eu, a sala de jantar, poupo- me de me prender a detalhes da decoração, espero ter algum tempo com Hinata nos próximos para que possamos fazer isso, já que ela morava com Naruto. Nada de surpresa de ninguém, namoram a tempos. 

Naruto sinaliza com as mãos para que eu espere e adentre em um cômodo.  Um frio pecorre minha espinha ao reconhecer a voz de Ino, esta conversa sobre algum assunto aleatório, contudo, o interrompe para ralhar com Gaara Prendo a risada ao notar que, apesar do amadurecimento dos ambos, certas coisas nunca mudariam. 

— Gente, me desculpem, esqueci de avisar sobre uma coisa...

Naruto diz, em tom de lamentação. Reviro meus olhos por seu teatro exagerado, assim como fizera em todas as ocasiões que foi solicitado para fazer alguma espécie de discurso. 

— Está noite, esqueci- me de avisar que teremos um convidado especial...

— Ele está um pouco atrasado.- o murmuro de Ino é o primeiro que minha audição capta. 

— Se ele pretendia vir para o jantar, avise que a nossa draga partícular já fez o seu trabalho. 

Risadas ecoam, seguidas de um estalo. Imagino que tenha sido provindo de alguma agressão a Gaara e Neji. 

— Vocês não conseguem calar a boca por um minuto? - em um tom impaciente, o Uzumaki reclama. — É alguém muito importante e eu quis fazer uma surpresa porque sei que surpreenderia à todos. Venho planejando à algum tempo esse momento e ... Ual! Estou até nervoso! 

— Se eu soubesse que a Beyoncé viria, eu teria depilado a virilha. 

Cubro a boca com minhas mãos, evitando que uma gargalha escape. Deus! Gaara, definitivamente nunca mudaria. 

— Cristo! Alguém enfia uma rolha na boca do Gaara, por favor. - pela primeira vez, a voz de Hinata sobressai e eu sinto meu peito apertar em saudades. 

— Acha mesmo que se fosse a Beyoncé, um jantar com vocês seria meu lugar ideal para convidá-lá?- com deboche, o loiro questiona. 

— Que nojo! Ela deve estar parecendo uma uva passa! - Neji exclama. 

— O seu enterro, talvez, seria um lugar melhor para levá-la. Não é, Hinata? 

— Acho que se ela fosse a protagonista de todas as minhas fantasias na adolescência, eu também iria querê-la. Seria compreensível. - Hinata responde com sua típica voz doce e calma, o que me faz pensar por alguns minutos como ela aceitou Naruto, o oposto da mesma. 

Mas, Mal consigo acreditar que eles estão, de fato, tendo aquela conversa. Poderia facilmente imagina-los em uma das mesas do Sammy's, Desfrutando de sundaes enquanto falam banalidades. 

— Então você toparia um menage?

— Gaara-kun, isso...

— EI! Esse não é o assunto em questão! 

Naruto cessa a discussão e agradeço mentalmente por isso. 

— É uma mulher, mas não é nada disso. Tão importante quanto, mas não é. Então, que venha a maravilhosa, ilustre, lendária, incrí...

— Chega dessa teatro todo, Na. 

Digo em um tom entendiado, no instante em que meus pés tocam o solo da sala de jantar. Observo meticulosamente cada feição presente ali. Ino repousa sua taça de vinho sobre a mesa, provavelmente ao senti-la tremer entre seus dedos. Sua boca se abre, desmotrando seu total choque ao me ver parada ali. Comicamente, ao seu lado, Gaara paralisa com um pedaço de batata frita na boca, enquanto ao seu lado, Neji fita- me, sem mesmo piscar.  Em pé, apoiando o corpo em uma das cadeiras, está Hinata, com os olhos perolados saltados e a mão esquerda cobrindo seus lábios. 

O silêncio causa- me certa agonia, embora não conseguisse imaginar alguma reação diferentes no instante em que vissem.

— Vocês vão  ficar aí, me olhando, como se eu fosse um fantasma?- pergunto, levemente aborrecida e impaciente com o choque dourado. 

— Puta que pariu, meu Deus, Sakura! - Hinata é a primeira a sair do seu transe e, no momento em que seu corpo colide contra o meu, sinto que acabo de desprender de um também. — Eu não acredito que você realmente está aqui!

Aperto-a entre meus braços e sorrio, sentindo o alívio percorrer minhas veias. 

— Eu senti tanto, tanto, tanto a sua falta! - mina voz soa emocianada e a risada abafada de Hinata ecoa diretamente em meus ouvidos. 

— Sua vadia! Como chega assim, sem nos avisar?

— Achei que essa fosse a graça de uma supresa. 

— Haruno! - a Loira interrompe o momento de afeto, me desfaço do abraço com Hinata e a encaro , estranhado seu semblante aborrecido. — Não acredito que tenha sido capaz disso!

— Disso o que? 

Ino bufa e, posteriormente, sua expressão suaviza. 

— De ter contado tudo ao Naruto e ter escondido de mim! Sua melhor amiga sou eu, cadela! 

Gargalho é caminho rapidamente até a mulher, puxando seus braços com certa força por cima de meus ombros. Em poucos segundo, nossos corpos são aquecidos por braços maiores e identifico a voz esganiçada de Gaara, entre nossos rostos. 

— A nossa abelha rainha voltou! É um momento histórico! Meu deus! 

— Você ainda é o meu maior fã! - afasto- me de Ino, ajeitando meu vestido que fora levemente amassado. 

Aproveiro a altura que meus saldos me concede e rodeio meus braços no pescoço de Gaara, abraçando- o enquanto nos balançamos de um lado para o outro, como duas crianças. Aspiro o cheio que emana da gola de sua camisa social listrado e o sorrio elarguece meu rosto.

— Hm, você continua usando o mesmo perfume de menininha.....

— Você é ridícula! - ele gargalha e, pela primeira vez em muito anos, sorrio quando ele bagunça meus cabelos com sua mão direita. — Não é perfume de menina, é apenas doce.

— É perfume feminino. Você cheira à morangos! 

— A Ino gosta. - retruca, defende-se com uma expressão falsamente ofendida. 

Reviro os olhos e sorrio com deboche.

— Os gays também.

sem dar continuidade à pequena discussão, notando que Gaara, está pronto pra revisar com alguma desculpa esfarrapada, vagueio meu olhar oelos arredores do cômodo, a procura do moreno que não havia proferido algum gesto, Neji está parado exatamente na mesma em que o vi em nosso último contendo visual, poucos minutos atrás ls 

Ergo meus olhos e este se move, levanta de sua cadeira e vem em minha direção. Meu rosto esconde em seu peito, em um gesto comum entre nós que costumava a me trazer conforto. Suas mãos apertam meus ombros pequenos, enquanto o timbre grave atinge a minha audição. 

— Vejam só, se não é a minha musa que está de volta!- ele diz, sua esquerda envolve meu pulso, conduzindo o meu corpo a um giro. 

— Você continua sendo um cavalheiro incurável, Neji. 

Nos distaciamos, com nossas risadas, passando a observar os novos detalhes de um do outro. Toda a tensão que percorria meu corpo de dissipa ao que sinto confronto em está ali, com os meus melhores amigos, voltando aos nossos antigos hábitos de discutir infantilidade sobre qualquer coisa. 

Preparo- me para pegar um lugar na mesa, quando uma voz feminina soa abafada, tornando-se gradualmente Alta e mais próxima, nos desperta.

— Naruto, por Deus, não consigo encontrar este maldito vinho na sua adega e ... O que está acontecendo?

Ela adentra a sala de jantar e sua expressão facial muda rapidamente ao notar minha presença. Busco em minha memória algum momento em que possa te-la visto, talvez fosse uma nova namorada de Neji, visto que, por sua expressão ela também não me reconhece. A minha frente, observo o rosto de Naruto empalidecer sua reação. 

— Ahn, oi... Me desculpe chegar assim, não sabia que esperávamos mais alguém...- a mulher diz em tom envergonhado. 

Encaro-a desde seus pés sobre as sandálias altas até seus cabelos vermelhos vivos presos em um penteado elegante. Ela retribui o olhar,com suas íris marrons escuros faiscando de curiosidade. Contudo, assinto, aceitando seu pedido de desculpas, embora não entende o constrangimento visível nas feições de meus amigos.

— Karin! Achei o vinho.

Meus músculos paralisam e sinto meu sangue esfriar-se tanto em minhas veias que parece ter evaporado. O acelerar desenfreado dos meus batimentos cardíacos me guiam a lembranças guardarás em algum lugar no fundo das minhas memórias. A voz dele. Ouço-a após seis anos. 

Minhas pupilas dilatam e se as minhas pernas possuírem força para tal, certamente estaria caminhando na direção daquele som. Ofego, deixando escapar dos meus pulmões a lufada de ar que havia prendido durando muro segundos. A Ruiva gira seu rosto para trás e eu dou um passo à frente. Vendo-a sorrir para algum ponto que a minha visão não alcança. Em seguida, Sasuke aparece. 

Pisco lentamente, como se cada pelo dos meus cílios peassem uma tonelada. Meu olhar capta meticulosamente cada detalhe de seu rosto. Está mais fino, mais sério, mais maduro, No entanto, a frieza em suas Iris pretas como ônix é a mesma e seu sorriso, que pode ver por misérrimos segundos, possui o mesmo ar sarcástico e infantil. Lindo, absurdamnete lindo. Uma Franja não cobre mais parcialmente sua testa, seus fios pretos como carvão foram contidos para trás, em um corte perto de seus ombros e, minhas lembranças de um rosto juvenil se desmancha lentamente. 

Desmanchando. É como se tudo a mina volta desmanchasse, derrete-se, e a imagem de Sasuke sorrindo se torna-se a única e mais vibrante, a única que meus olhos conseguiriam focar. Porém, assim como a distância entre nós, o sorrio de Sasuke tambem se desfaz no instante em que seu olhar encontra o meu. 


Notas Finais


Bye!


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