História Hearts and boys - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Gays, Kawaii, Lemon, Romance, Sexo, Yaoi
Exibições 106
Palavras 4.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um capítulo rsrs ~ ♡

Capítulo 16 - 16


Fanfic / Fanfiction Hearts and boys - Capítulo 16 - 16

 - Somos os Walker’s.

Travei no mesmo instante e juro que ouvi cada sílaba daquela frase em câmera lenta.

- Esse é o Jazz senhores… digo… Mãe e pai.

- Um comum… Prazer. – Disse a mulher me encarando.

“Que medo.”

- Você os encontrou como?

- Eu liguei para eles, já estava na hora de eles saberem que eu estava vivo, deveria ser uma tortura não saber do filho deles por anos.

Harry foi até eles.

- Então Jazz, eu já sei de vocês dois, fico feliz que meu filho tenha alguém especial como você, obrigada por ter cuidado dele, mas agora ele vem com a gente.

- Vocês vão levar ele para a cidade!? – Corri até Harry. – Mas se ele entrar lá não vai mais poder sair!

- Exatamente Jazz! Ele é meu filho! Ele vai passar todo a vida lá! Com as pessoas iguais a ele.

- Senhora, não quero ser mal educado, mas você já perguntou o que o Harry quer!?

Ela olhou para Harry e eu também olhei, o garotinho olhava para o chão.

- Mamãe, eu acho que, eu vou com você.

Levei um choque, o Harry iria me deixar? Ali, naquele momento? No que eu havia errado?

Olhei para Harry, caminhei dois passos para frente, balbuciei o nome dele mas minha visão foi entortando, vi ele correndo até mim e ai eu apaguei.

(…)

Meus olhos se abriram, olhei em volta, estava no meu quarto.

- Ha-Harry? – Olhei em volta o procurando.

- Calma, eu estou aqui.

O garotinho segurou a minha mão e beijou a minha bochecha.

- Eu apaguei?

- Sim, você desmaiou ontem.

- Você não ia embora? – Perguntei com voz ditadora virando para seu rosto.

- Eu queria ir com eles, porque os coitados passaram parte da vida sem mim e… Como você não foi atrás de mim achei que não queria mais…

- Pare de criar decisões precipitadas! Quando a garota me pediu para sair você achou que eu ia… Harry, entenda, eu te amo demais! Eu não quero que você vá embora, nunca mais, porque se você for, eu vou ficar sozinho.

- … Eu também não quero ir…

O pai de Harry, Sr. Walker, apareceu no quarto em menos de um segundo.

- Bela casa Sr. Moore.

- Obrigado. – Me levantei, estava vestindo uma calça de malha verde pantano.

- Sobre o Harry, eu queria muito que ele vinhesse com eu e minha esposa. – Ele coçou a garganta num murmuro. – Estamos indo amanhã, vocês tem tempo para se despedir.

- Com todo o respeito, mas seu filho não quer ir!

- Jazz, eu já disse, ele vem comigo! – O homem me encarou. – E cale a boca garoto.

- Para um governador, eu lhe via mais educado. – Falei ajeitando os cabelos ruivos.

- E para um namorado do meu filho, eu esperava alguém que não fosse comum!

- Porque isso de comum!? Uma pessoa não pode ser julgada se presta ou não apenas por ser comum ou não!

- Harry arrume suas coisas, vamos sair daqui a duas horas. – O homem se dirigiu a Harry que observava a briga espantado.

- Eu já disse que ele não quer ir! – Levantei o braço argumentando.

O homem pálido segurou meu braço o apertando.

- Se eu quiser eu posso arrancar seu bracinho comum em menos de um segundo, então vê se abaixa essa bola ai, porque ele é meu filho, eu mando nele.

Ele soltou meu braço e havia a marca de suas mãos. Direcionei meu punho ao rosto dele que me empurrou me fazendo bater contra a parede, então começou a caminhar em minha direção.

- Você está fora das leis Jazz, vou lhe dar pena de morte.

Nesse mesmo momento Harry apareceu na minha frente em manos de um segundo.

- Saia da frente Harry. – O homem disse estalandonos dedos.

- NÃO!

- Esquece esse garoto, eu lhe arranjo uma bela namorada vampira, agora vou beber todo sangue dele, guardo um pouco para você, prometo!

Ele se aproximou mais tocando no ombro de Harry que o empurrou, o homem caiu no chão.

- Você pode quebrar minha alma, tirar a minha vida, me bater, me machucar, me torturar, mas pelo o amor de Deus, não toque nele! – Harry rosnou as palavras.

- Harry eu… - O homem ficou surpreso.

- Harry coisa nenhuma, se você tocar nele, eu vou quebrar você, eu já li, eu sou muito mais forte que você e a Sra. Walker!

- Filho cal…

- EU JÁ FALEI!... Ele é meu, eu não vou deixar ninguém tocar nele, nem que eu tenha que lutar com todo o mundo místico! – Ele parecia um monstro fora do controle. – Se quiser, fale qualquer coisa na cidade, mas avisem para não tocarem no Jazz Collyn Moore, ele é meu protegido apartir de hoje.

- Você sabe qual o poder que você coloca num protegido!? Você só pode ter um por toda a vida.

- Eu sei de tudo Sr. Walker. – Harry falou rindo e zombando do prórpio pai. – Eu não vou com vocês.

- Harry, só… Só me escuta! – O Sr. Walker o encarava tentando o acalmar. – Se você não quer ir, tudo bem, mas por favor, eu não quero te perder de novo.

- O que esrá acontecendo aqui!? – Em menos de um segundo a Sra. Walker apareceu. – Harry querido, você não vem?

- Ele tem um protegido comum. – O Sr. Walker disse.

- Quer dizer o Sr. Moore é seu protegido? – A mulher olhava com desprezo. – Os protegidos são vampiros em perigo que são protegidos por outros Harry!

- Eu sei, mas não existe regras para não proteger um humano mãe, vou fazer o ritual com ele, porque agora todo o mundo místico vai saber que eu estou vivo, tenho consiência que nem todos vão ficar feliz com isso. O protegido é ligado espiritualmente com você é isso que eu quero.

- A ideia é sua filho. – A mulher se aproximou. – Olha eu te amo.

Ela abriu os braços e os três se abraçaram, ouvi o choro.

“Continuam sendo pessoas e tinham sentimentos.” – Pensei.

- Eu esperei dezessete anos por esse dia. – O homem murmurou.

(…)

O Harry passou o dia com os pais, não me envolvi muito no dia, depois da briga, eles pareciam uma família unida.

Quando escureceu eles foram embora, mas lembro certamente de ouvir que voltariam e também que ligariam, que fariam de tudo para manter contato.

- Desculpa não ter te dado atenção hoje.

- Você estava com seus pais… E não precisava daquilo tudo…

- Precisava sim, você vai ser meu protegido, mas você precisa aceitar isso.

- Desculpa mas, nunca ouvi falar sobre isso.

- Então... – Harry se sentou no sofá e eu me juntei a ele. – Minha mãe disse que os protegidos foram criados para os vampiros proteger os mesmos que estivessem em perigo, em tanto, não existe nada que proiba fazer o mesmo com humanos… Vou explicar como vai acontecer depois do ritual, que não é muito prático de se fazer já que você é um comum.

- Quero saber sobre a ligação espiritual.

- Entenda depois que a ligação é feita, se for quebrada o protegido morre, porque nos tornariamos como siameses, se cortados, morremos… Primeiramente, iamos ficar mais dependentes do um do outro, se fossemos separados iriam sofrer fortemente, se você sentisse uma dor na perna, eu iria saber, mas tem o principal, se você estivesse em perigo eu saberia no mesmo segundo.

- É incrivel mas… Como se faz esse ritual?

- Doloro para nos dois e pouco nojento para você, vou começar dizendo que você vai ter que beber do meu sangue.

- O-o que!?

- Seria bem assim, teríamos que nos sentar, um de frente para o outro dentro de um círculo de sal, derramariamos bem pouco do nosso sangue dentro de uma taça e trocariamos as taças, cada um seguraria a taça do outro como fazem em casamentos, esse detalhe é importante para a ligação das almas. E para ligar o corpo físico, é doloroso, mas eu teria que rasgar na sua pele o meu símbolo e você também teria que rasgar na minha, o importante é que seja no mesmo lugar.

- Acho que isso deveria ser feito num lugar pouco visível e… Que simbolo é esse? – Olhei para o chão apreensivo.

- Eu nunca fiz o teste simbólico, eu teria de fazer para saber… os pais do David fazem esse teste.

- Eu aceito fazer o ritual, se você está dizendo que seria ruim sem ele, vamos fazer.

- Só digo que, o ritual do protegido, é bem mais que um casamento, porque não existe divórcio.

- E se um de nós morresemos?

- Se eu morrese, você iria morrer. Mas se você morresse, eu iria sentir muita dor física e mental de acordo do modo que você morresse, eu poderia perder os movimentos do corpo, isso depende muito do sangue do místico que fez o ritual. – O garoto respondeu inespressivo. - Você tem que aceitar isso se não o ritual não terá efeito.

- Então vamos fazer. – Me levantei e fui até a cozinha.

- A-agora!? – O garoto se levantou e me seguiu até a cozinha.

- Antes que eu dessista. – Entreguei a ele um recipiente com muito sal.

- Vamos fazer em frente a churrasqueira, porque tem que ser em área aberta e vamos aproveitar a lua cheia… Vou para casa do David ver meu símbolo, em quanto isso, faça o círculo do sal, arranje as taças e o mais importante, algo cortante de metal e como você é comum, faço um colar de alho para se proteger.

- Si-sim!

Harry saiu pela porta da frente, eu ainda não sabia direito como aquilo iria funcionar, mas tinhamos que ser rápidos. Arrumei todos os itens sobre a bancada da churrasqueira, cuidadosamente e com dificuldade fiz o circulo de sal sem nenhuma abertura, coloquei as duas taças no centro e uma adaga decorativa totalmente de metal e cortante.

Depois me sentei sobre o sofá para arrunar o colar, eu estava ansioso, bem mais do que quando fui fazer a sessão de fotos, mas isso não me fez travar e sim trabalhar mais rápido.

Depois que terminei tudo, esperei um pouco e Harry entrou sem eu conseguir acompanhar a velocidade.

- Aqui! – Ele mostrou um papel.

Era um circulo com riscos por todo ele, no interior havia várias estrelas, círculos e pontos.

- Vamos! – Coloquei o papelzinho sobre a bancada e coloquei o colar.

Sorrimos mesmo assustados e demos as mãos, saimos, nos sentamos um de frente para o outro com as taças e a adaga no meio.

- Antes me dê as mãos.

Eu naquele momento, faria tudo que ele mandasse.

Ele falou em alguma lingua algo e continuou falando e falando. Depois de muito tempo ele abriu os olhos que estavam totalmente negros, sem púpila, irís ou córnia.

- Não se assuste por favor, se você também fosses místicos seus olhos estariam iguais e você estaria ouvindo as vozes.

Um arrepio desceu pela minha espinha.

Ele pegou a adaga fazendo um largo e fundo corte no pulso, o sangue despejou de lá enchendo a taça até a metade e a segurou com a mão direita me entregando a adaga.

- Sua vez. – Falou mais algumas coisas na língua desconhecida.

Fiz o corte fechando os olhos e me retraindo, o sangue desceu enchedo até metade da taça e corte magicamente se fechou, olhei para o pulso de Harry que também não havia corte.

Fiquei com mais medo, mas continuei confiante, eu ia e queria fazer isso. Peguei a taça, arrodeamos os braços, ele colocando a taça dele na minha boca e eu colocando a minha na dele.

Bebemos com goles lentos, eu me segurava para não cospir e vomitar tudo, quando as taças estavam vazias as colocamos em nossa frente.

- Onde vamos cortar o símbolo?

- Cintura. – Respondi confiante, mas eu me estremecia por dentro.

- Começe. – Ele me entrgou o adaga. – Sua mão vai ser guiada.

- Ok.

“Ainda bem, eu não consegui gravar o simbolo.”

Peguei a adaga com a mão trémula e minha mão começou a ser guiada, a cada movimento Harry gritava mais alto, mas tentava se segurar com lágrimas nos olhos.

- Pronto. – Falei tirando a lâmina da carne dele.

O machucado se cicatrizou no mesmo segundo ficando a marca perfeita do símbolo que estava no papel.

Entreguei a adaga a ele.

A dor era insana, eu lembro de contrair todos os musculos do meu corto e tapar a minha proprima boca, a lâmina raspou nos meus ossos e eu quase desmaiei. Mas então a faca saiu de dentro da minha pela e a dor simplesmente sumiu, havia somente um peso na minha cintura.

- Vamos finalizar, feche os olhos.

Eu estava fazendo completamente igual ao que ele mandava. Demos as mãos novamente, ele falou algumas palavras e então senti suas mãos escorregarem, abri os olhos e vi ele caido como morto.

- Har…!

Meu corpo amoleceu e eu apaguei.

(…)

Acordei deitado no sofá, olhei em volta e Harry estava na minha frente com uma bandeija, nela havia um copo d’água.

- Esqueci de avisar, a gente desmaia no final do ritual e os efeitos só funcionam se os dois despertarem vivos.

- Eu poderia ter morrido!?

- Eu tentei avisar, mas você queria fazer, o que importa é que acordamos e agora estamos ligados, ninguém mais toca em você, as pessoas místicas sentem os protegidos então só um louco tentaria tocar em um.

- Eu entendo.

- Você é um comum, mas se você fosse um vampiro ou um místico qualquer saberia, o que protetor pode ficar louco se encostarem no seu protegido.

- Uau… Como você aprendeu tudo isso?

- Eu tive um ano e muitos livros.

Rimos, estavamos muito próximos um corpo do outro.

- Ah olha!… - A animação dele morreu. – Você não é místico estão não pode ver.

- O que é?

- Quando o protetor e o protegido estão muito próximos há manifestações físicas nos dois, você está lindo.

- O tem em mim!?

- Além do seu símbolo estar brilhando, você está com uma cauda, que nada menos é que como um cabo que me liga a você, eu também estou com um.

- Eu queria ver.

- Eu teria que fazer uma ferida espiritual em você para isso… Acho que não podemos fazer um ritual atrás do outro, os espiritos vão se irritar. – O garotinho riu com o sorriso mais lindo do mundo.

- Vem aqui.

Puxei o rosto dele o beijando.

- Amanhã não esqueça de me acordar para o teste de direção.

- Sim…

Harry largou a bandeija no chão, subiu em cima da minha barriga.

- Estamos ligados! Estou louco para ver como são as sensações que os dois sentem, mas acontecem mais quando estamos longes um do outro.

- Mal ficamos longe um do outro.

- Mas acontece.

O puxei para mais um beijo.

*Vruuummm Vrruuuuummm*

O celular vibrou dentro da minha calça, o peguei

*Stephan*

- Eu atendo depois. – Falei jogando o celular no chão.

Levantei a camisa de Harry a tirando.

- Tem certeza que não vai atender?

- Não posso você é tsundere demais!

Ele riu.

- Esse rostinho tão inoscente o seu. – Coquei a mão em seu rosto. – Nem parece que é um pervertido.

- Eu não sou um pervertido Jazz. - Ele estava de quatro em cima de mim, segurou o meu queixo. – Eu sou bem mais que isso.

“*ALERTA UNHAS CORTADAS*”

O garoto acareciou meus cabelos.

- Lindo. – Falou olhando no fundo dos meus olhos verdes.

Lambeu meu pescoço e a minha orelha, parou ali e sussurou.

- Eu tenho a capacidade de ser seme.

Afastou o rosto do meu e voltou a sua posição sentado sobre minha barriga.

“Eu com certeza não vou comentar nada sobre isso.”

Harry rebolou para trás na minha barriga me fazendo ficar exitado.

- Fica quieto Harry.

Ele riu percebendo o que fez ele se mexer mais um pouco.

Agarrei seus pulsos, o jogei sobre os sofá em baixo de mim e agora eu estava em cima. Ainda segurando seus pulsos coloquei minha perna esquerda entre as dele.

- Pare. – Falei encarando. – Eu sou o seme aqui!

Ele me olhou arregalando os olhos, depois corou e tentou desviar do meu olhar.

- …

- Harry… Por favor, apenas seja você, aquele por quem eu me apaixonei.

Seus olhos voltaram a os meus.

- Eu apenas não… não queria te ver entediado.

- Para de ser inseguro, estamos numa ligação espiritual e física. – Falei com as mãos agarradas nos pulsos do garoto.

- Está bem, vou mentalizar que, nada no mundo vai te tirar de mim… Posso?

- Pode, porque isso é uma promessa, nem que o mundo inteiro venha me odiar por isso, eu vou continuar do seu lado.

- Eu também prometo. – Ele segurou a minha mão e fechou os olhos em quanto meu rosto se aproximava do dele.

Nos beijamos mais uma vez.

(…)

Corri até o outro lado da quadra e arremecei a bola para David que a pegou correndo, passou para Jhon que marcou.

- Vou beber água. – Avisei indo até o bebedouro.

Dei alguns goles, Harry não estava na arquibancada, ele andava um pouco mais em casa e em outros lugares arrumando desculpas esfarrapadas, eu não podia fazer nada, meu aniversário era amanhã, ele provavelmente estava tramando algo.

Fui até a minha bolsa e liguei para Stephan.

- Jazz! Você vai ganhar sua primeira recompensa em dinheiro pelo seu trabalho amanhã, depois que a revista lançar… E tem um amigo meu querendo fotos suas para colocar no salão de beleza dele para chamar a atenção… Pode ficar tranquilo porque é de total confiaça.

- JAZZ! – Ouvi o grito irritado de David.

- Desculpa Stephan, mas eu estou em treino, a gente pode marcar para se encontrar eu você e seu amigo, pode ser?

- Claro, treine bastante, o técnico disse que está animado.

- Tchau.

- Tchau.

*Plip*

A bola de futebol bateu com tudo na lateral direita da minha cabeça.

David me encara irritado.

- Vai arranjar amante depois do treino.

- E Jade que nem apareceu aqui?

- Deve ter tido algum… - O loiro foi interrompido.

- Desculpa o atraso. – Jade entrou com o rosto despreocupado, mas parecia pouco cansado e doente, estava com dois Band-aid, um no pescoço e outro no pulso, consegui ver de relançe tambem um no barço e outro no ombro, havia também no outro braço.

“Deve ter se envolvido numa briga.” – Pensei.

- Vo-você está atazado cerca de uma hora.

- A culpa é sua David, bando de vam….Esquece, vamos.

Ele pegou a bola no chão e foi até John que se alongava no meio da quadra.

- Virou protegido então? – Perguntou David rindo.

- Co-como você!?... Ah, você é vampiro, consegue sentir protegidos.

- Posso ver o símbolo?

- Está na cintura. – O encarei.

- Deixa eu ver!!! – Ele puxou o lado da minha calça para baixo.

- Larga ele David.

Nos olhamos para o lado e lá estava Harry nos encarando. David largou e pulou para trás:

- Eu só queria ver o símbolo. – Choramingou.

- Não está num local que seus olhos não tem permissão para ir.

O loiro se virou emburrado e saiu de braços fechados.

- VAMOS CONTINUAR SEM ELES! – David berrou e todos os garotos começaram.

- Vou para quadra quer algo?

- Que pancada foi aquela na cebeça? Tome mais cuidado.

- O David arremeçou em mim. – Apontei para o loiro correndo com o suor escorrendo pela testa.

Harry riu.

- Vai treinar. – Olhou para os lados e desapareceu.

(…)

O treino foi normal, corri até em casa.

Minha mãe estava na porta com uma moto.

- Parabéns adiantado filho! – Ela me abraçou ignorando o suor.

Peguei a chave de uma Harley Davison simples sem muitos luxos, mas era uma moto incrível.

- Vai fazer o que hoje?

- Tenho que treinar e amanhã vou comemorar com alguns amigos. – Menti.

- Espero que não seja aquele gótico, ele é muito folgado, está sempre jogado na sua casa, quando você arranjar uma namorada não vai ter privacidade. Acho melhor expulsar de vez!

- Mãe calma, sou eu que convido ele. – Menti de novo.

- Amanhã me atenda de manhã, vou te desejar os parabéns.

- Tudo bem mãe.

- O tanque está cheio, tchau… Ah, um bilhete da sua irmã. – Ela me entregou.

Coloquei no bolso e acenei para ela, arrastei a moto para o quintal e a coloquei na área onde havia ainda um pouco de sal.

- Jazz! Que moto linda!

- Minha mãe me deu adiantada… Como ela soube que eu quis a moto?

- Ela ligou mais cedo e eu falei com ela.

- Você sabe que você se entregou não é?Poque está na cara que você dormiu aqui para ela… por isso que ela estava tão revoltada com a sua presença constante.

- Eu não ligo para a opinião dela! Eu dormi aqui sim, como dormi o ano inteiro e dormi com você, da forma mais pornográfica que ela possa pensar. – Ele falou irritado

Começei a rir.

- Você tão idiota.

Abri o bilhete de Mary e começei a ler, Harry me encarava como se o papelzinho fosse uma bomba.

- É uma carta da Mary, ela está dizendo para ler em voz alta porque quer que você também escute.

- Então começe.

- Querido Jazz e Harry, bem isso era para ser uma carta de aniversário, mas eu queria falar de nós três… Desde muito tempo o Jazz estava solteiro e isso era um saco, porque eu não poderia zombar dele, mas agora falando sério, sei que o Jazz sofreu por causa de uma menina de quatro anos atrás, mesmo que na época eu tivesse com dez anos, eu lembro de ver Jazz chegando em casa chorando, aquilo me machucou e eu me tornei a irmã melhor amiga dele naquele momento, pois sabia que ele precisava de alguém que não tinha... O Harry, basicamente eu não sei muito bem sobre seu passado, como ele mesmo não sabe, e acho que isso deve ser difícil, não lembrar das brincadeiras de infância e etc, mas eu queria agradecer por você está namorando o Jazz… Eu não digo isso porque eu sou uma fujoshi e amo yaoi, eu digo porue eu sei que nada foi fácil na vida do Jazz, e ter um namorado como você está fazendo bem a todos nós. Eu digo tudo isso porque eu realmente apoio vocês dois, não ligo a quem venha me odiar por isso, mesmo que todos estajam contra, lembre que eu estou aqui, eu e a Meiko, estamos todos do lado de vocês, porque se precisarmos iremos lutar pela felicidade dos dois.

~ Mary

- Uau, sua irmã é uma ótima pessoa.

- Eu disse que ele tem um lado que não mostra a ninguém, acredita agora?

- Acredito.

- Depois vou ligar para ela e agradecer a carta.

- Ela te ama demais cara, essa sua irmã vale ouro.

- Sim, eu sei disso dês do dia que eu cheguei em casa chorando.

Entramos em casa e eu coloquei o bilhete dentro da gaveta da bancada ao lado do sofá-cama.

- Você chegou em casa chorando…?

- Eu ainda morava com meus pais. – Me sentei no sofá recostando-me e Harry se deitou por cima de mim. – Eu tinha quatorze anos na época, eu sai com a garota, eu amava ela demais… Ai ela disse “A gente não pode mais namorar.”, eu perguntei porque, eu não queria ter perguntado, mas perguntei. Ela respondeu “Eu estou te traindo.”… Eu fui embora sem falar mais nada e cheguei em casa com as lagrimas escorrendo, minha mãe não me viu chegar, então corri até o meu quarto e me tranquei lá e então bateram e eu ouvi a voz da Mary “Jazz? Posso entrar?”, ela tinha dez anos na época e lembro de gritar com ela para ir embora, mas de alguma forma, ela me fez abrir a porta e pulou em mim me abraçando, eu adormeci com ela em meus braços, antes disso eu nem olhava na cara dela… A partir dai, viramos melhores amigos.

- Sua irmã é incrível, nunca largue ela, nunca vá embora e deixe ela para trás. – Harry falou me olhando nos olhos.

- Eu não vou deixar ninguém, vou continuar aqui para sempre… Mas agora eu vou treinar!

- Mais?

- O técnico dos Miami Dolphis vem me ver semana que vem, eu tenho que estar na melhor forma possivel.

- Vai logo, eu vou preparar o almoço.

Treinei por uma hora e meia, então ouvi a voz de Harry:

- A comida está pronta!

Entrei correndo e enxugando o suor numa toalhinha de rosto.

Me sentei e Harry se sentou na minha frente, enchi o prato e começamos a comer, os pensamentos do garotinho pareciam viajar.

- Harry, está pensando em quê?

- Na-nada! - Ele se assustou quase pulando da mesa.

- Eu nem senti nada depois que fizemos a ligação.

- É que você realmente não vai sentir quase nada, eu que sinto tudo, por exemplo, agora você está entrigado com o que eu vou fazer para o seu aniversário, acertei?

- Você ler a minha mente!?

- Claro que não, eu apenas senti que você estava confuso e logo pensei que seria isso.

Terminamos de comer, lavei os pratos em quanto Harry passou aspirador de pó pela casa.

*TRIIIIINNN TTRRRIIINNN*

Era o telefone fixo, peguei e atendi.

- Alô?

- JAZZ ME SALVA! – Mary berrou.

- Calma, o que houve!?

- TEM UM FILHOTINHO DE CACHORRO AQUI NA PORTA DE CASA E OLHA PARA O CÉU, VAI CHOVER!

- Calma, já estou indo, não pegue nele.

- Está bem! – Ela aperentimente chorava.

Vesti uma blusa e gritei:

- Harry! VAMOS!

Ele sem entender pulou na garupa da moto e eu a liguei, eu não tinha carteira, mas sabia dirigir.

Em quanto dirigia a chuva começou a cair.

Expliquei para Harry o que estava acontecendo.

Chegando perto de casa Mary estava todo molhada se usando como telhado para o filhote que não tinha nada menos que dois meses.

Peguei uma toalha e o enrolei, Harry o colocou dentro da sua camisa e subimos na moto.

- Vamos no hospital veterinário! Te ligo depois Mary!

- Vão lago!

Ela correu para dentro de casa e eu acelerei para chegarmos logo. Entramos depois de nos enxugarmos na porta.

- Olá. – Falei para a recepcionista que deveria ter cinquenta anos, tinha pele escura e seu cabelo estava preso para trás.

- Meu deus! Você está na revista da Calvin Klain! Na capa!

- Já publicaram a revista!?

- Hoje mesmo… me desculpe, você será o próximo a ser atendido.

- Obrigado. – Sorri.

Me sentei ao lado de Harry com o cachorrinho de pelo dourado baixo.

- Acho ele vai ficar bem. – Harry falou acareciando o bichinho.

- Eu espero… Lançaram a revista da Calvin Klain hoje.

- Que legal!

- As meninas do colégio vão enlouquecer, vão ser dias difíceis.

- Próximo! – O veterinário gritou do corredor.

Nos levantamos e entramos na sala.

- Olha Doutor, sou Jazz, acabei de encontra na rua, como é um filhote fiquei com medo de estar doente ou algo do tipo.

Harry o entregou nas mãos do homem velho.

- É bem novinho, está desnutrido, deveria estar tomando leite.

- Onde compra? – Harry perguntou se levantando.

- Vendemos aqui numa loja logo atrás do meu consultório, tem várias coisas por lá.

- E ele está bem? – Perguntei mostrando preocupação.

- Sim, é macho e está bem, mas precisa comer, deem leite para ele por mais um ou dois meses, vão colocando comida para ele aos poucos… É um golden retriever.

- Sim.

Apetei a mão do senhor e saimos.

- Jazz, eu vou ficar com ele. – Harry abraçou cuidadosamente o animalzinho adormecido.

- Está bem, escolha um nome para ele.

- Sério!?

- Sim.

- Vou chama-lo de... Victor.

Eu ri.

- Eu iria chamar de Lúcifer.

- Para de falar assim do cachorrinho! Ele parece um anjinho.

Compramos todo o luxo possível para o cachorro e fomos para casa, a chuva já havia passado, mas era provável que voltasse.

Chegando em casa Harry acomodou o animalzinho na cama e ajeitou as coisas dele na bancada da cozinha em quanto eu jogava no Xbox.

Ele preparou o leite e começou a cuidadosanmente dar ao animal, ele testava a cada dez segundos a temperatura para não estar quente demais e o animalzinho queimar a língua.

Depois ele ficou sentado ao lado da caminha do animal o acareciando.

Desliguei o jogo me enticando.

Harry colocou uma fralda canina no cachorro e disse:

- Vou coloca-lo para dormir lá em cima e teremos que fechar a porta para se ele andar não cair da escadaria.

- Tudo bem! Vamos logo.

Harry levou Victor deitado na caminha até o segundo andar, o ajeitou num catinho ao lado do seu lado da cama. Beijou a testa no cachorrindo e se deitou na cama.

- Você vai mesmo ficar com esse bicho!?

- Ah Jazz! Ele não fez nada contra você.

- Tudo bem, tudo bem então Victor fica, novo morador daqui de casa.

- Obrigada.

- Que nada eu...

Harry pulou em mim e me beijou, estava aparentimente feliz e por isso eu também fiquei.                  *                                 *                            *

Acordei pensando.

“Hoje é o aniversário do Jazz!”

Pulei da cama ajeitando os cabelos negros, tomei um banho, vesti uma roupa de ficar em casa e limpei os caninos, depois desci, abri minha mochila tirando um monte de artigos para festa.

“Esse dia tem que ficar perfeito!” – Animação só crescia dentro de mim.  


Notas Finais


Obg por estarem acompanhando até aki suas/seus kawaii!!!
Obg amoreees e amoras pelos comentários e pelos favoritos 😍❤
Até o próximo capítulo!
Kiss-desu ~ ♡


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