História Hearts Of Sapphire - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Corinna, Fantasia, Hearts Of Sapphire, Magia, Romance, Safira, Sapphire
Visualizações 4
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey,
deixarei sempre que lembrar aqui nessas primeiras notas uma música (q não necessariamente tem relação com a história, mas me ajudaram a desenvolver o capítulo):

"Down" by Marian Hill

Capítulo 6 - 5


 ❖  

Já passavam das duas da manhã e eu ainda estava acordada estudando a escuridão à minha volta quando algo bateu em uma das extremidades da minha janela e a atravessou.

Meus pés foram mais rápidos que o meu cérebro, me deixando um pouco desnorteada, ao andar em direção ao embrulho que agora se encontrava no chão.

Fui para a janela a fim de encontrar o remetente, mas Kallien já estava a alguns metros à frente, sob o seu característico capuz escuro para camuflá-lo após o toque de recolher.

Abri o embrulho me sentando no parapeito da janela.

O colar de safira brilhou ao encontrar a iluminação da Lua e meu corpo se aqueceu de uma maneira peculiar. Junto ao objeto estava um pequeno papel amassado.

Aceite o colar de volta. Não suportaria vê-lo em alguém que não fosse você. Me desculpe por hoje cedo, você estava certa, simplesmente pelo fato de nunca ter me prometido nada que soubesse que não poderia me dar. Não deveria ter cobrado nada. Confundi quem estava sendo o verdadeiro egoísta da história e não poderia dormir se ainda estivéssemos brigados.

  Prometemos isso um ao outro.     -K.

Respirei aliviada sentindo o peso que havia se instalado em meu coração sumir. Kallien era uma das pessoas com quem eu mais me importava no mundo.

  ❖   

Não encontrei Kallien durante a Análise, mas Callandrea me esperava na saída.

—Você está acabada.— ela disse como cumprimento.

—Ainda bem que virei sua amiga pela sinceridade e objetividade.— Andrea deu uma risada graciosa enquanto enroscava o braço no meu e perguntou curiosa:

—E então como foi sua Análise?

Resumi ao máximo a descrição daquela sessão perturbadora que Laeni e Marjorie me submeteram.

Apesar de saber ler e escrever, os textos que foram propostos estavam absurdamente complexos e cansativos. Eram como charadas e em apenas cinco minutos de leitura minha cabeça já doía. Fui poupada apenas pelo instinto que me preencheu de repente para que eu abrisse bem os olhos e observasse— literalmente—  a todas as resposta à minha frente. 

Aquilo não fez minha cabeça doer menos, mas tive dificuldades em esconder minha surpresa e para me forçar a apagar aquela experiência da minha mente. De jeito nenhum, eu procuraria explicações para aquilo. 

Novamente. 

Era a segunda vez no dia que algo inusitado acontecia.

A primeira foi logo pela manhã quando eu me preparava para escrever um bilhete-resposta para Kallien. 

Depois que me dei conta de ter esquecido de pegar uma caneta, uma simplesmente apareceu ao meu lado. Ela era igualzinha a que Laeni havia materializado tão facilmente no dia anterior. Naquele momento, também escolhi pensar o mínimo possível sobre aquilo já que minha mente seria examinada novamente.

Por algum milagre, Marjorie não deu sinais de que havia encontrado algo estranho lá.

— Espero que você e o rapazinho estejam tomando as devidas precauções. Não seria interessante uma grávida no Sacrifício. Se você fosse escolhida, é claro.  — essa foi a única provocação vinda dela o dia todo. Provavelmente, examinar mentes gastava muita energia e magia, pois seu olhar estava levemente caído e sem brilho.

Aquele ano estava sendo bem diferente em relação às outras edições das Audições. Estávamos há oito anos com os mesmos examinadores, diferentemente de agora, quando vários rostos novos, como o de Laeni, haviam emergido.

Ainda tinha o fato da antecipação do Sacrifício e eu poderia jurar que Marjorie nunca havia exercido a função de examinadora. Ela sempre fazia o papel de "chefe de cerimônias" com seus discursos encorajadores ditos monotonamente.

Talvez a ordem do mundo deles estivesse enfrentado problemas.

Respirando fundo e respondendo a provocação da mulher de cabelos cor de cobre, eu disse:

—Engraçado você me advertir disso, quando vocês reduziram praticamente 80% da produções de métodos anticoncepcionais em todos os distritos mais pobres.— para minha surpresa, Marjorie apenas se limitou a dar de ombros.

Aparentemente o fato de que estávamos sendo forçados a nos reproduzir para que a mão-de-obra barata aumentasse, não interessava nem um pouco a ela.

Aquela Análise havia sido a mais silenciosa do que qualquer outra que eu já havia feito.

Essa etapa cheia de exames médicos e de aptidão, não mudava praticamente nada na maioria da população que não era escolhida, uma vez que os resultados só nos eram dados se fôssemos para o Sacrifício.

Antes de ir embora, não contive minha curiosidade e me virei para Laeni:

—Por que adiantar esse ano?

Ela entendeu o que eu queria dizer e em vez de dar uma resposta simples e vaga, ela escolheu me dar uma enigmática:

—Precisamos de soluções, precisamos de respostas.— ela deu de ombros como se não fosse nada e como se explicasse tudo.— Só sua espécie pode nos conceder isso.

Franzi a testa com indignação.

— Precisam urgentemente ver crianças sendo sacrificadas e massacradas nesse espetáculo macabro?—  dei um sorriso que certamente não chegou nos meus olhos e não combinou com o meu tom descrente. Laeni olhou de um lado para o outro certificando que Marjorie já não podia nos ouvir ou ouvir aos nossos pensamentos.

  —Primeiramente, não sacrificamos, nem massacramos as crianças de vocês, elas são tão importantes quanto as nossas. Apenas temos um ritual para elas e, não, ele não envolve machucar nem mesmo seus fios de cabelo.

Bufei, pela primeira vez não acreditando em uma palavra que ela dizia. Nossas crianças nunca voltavam para casa, nunca mandavam notícias e Laeni queria me dizer que estava tudo bem com elas, que elas eram tiradas de suas famílias para o bem delas?

Aquilo era insano.

—Pode ter certeza que elas, todas elas, estão num lugar bem melhor do que se estivessem aqui. E eu não estou falando de um lugar depois da vida ou qualquer baboseira dessas.— apesar do teor de suas palavras, sua voz era tão suave e delicada, que se eu não estivesse olhando seus lábios se movendo, poderia supor que ela falava em minha mente.

—Quanto a antecipação do Sacrifício, posso dizer que o propósito desse ano não tem nada a ver ao propósito original. Como eu disse, apenas necessitamos de respostas.

Apenas naquele instante percebi que segurava minha respiração, sem motivo algum.

— Respostas para quê?— minha voz saiu hesitante.

—Você descobrirá mais breve do que imagina. Descobrirá também que a maioria de nós não chega nem perto do que vocês imaginam, seja para o bem, seja para o mal.

Chacoalhei a cabeça ponderando se acreditava ou não em suas palavras. Laeni segurou minha mão entre as suas e a soltou como se deixasse a minha escorregar, um gesto que só vi sua espécie fazendo entre si. Não tive a coragem para segurar minhas pernas no lugar e perguntar o que aquilo significava. Elas já me guiavam para além da saída do casebre mal-cuidado.

Foi então que pensei, ou melhor, ouvi.

Crianças não serão escolhidas esse ano.— dessa vez tive certeza que Laeni falava em minha mente, pois eu já estava a bons metros de distância andando ao encontro de Callandrea. 

"Sim, estou em sua mente." Sua voz reverberou novamente em minha cabeça com um tom brincalhão e eu quase tropecei.

"Então saia! "Me esforcei para pensar as palavras o mais claramente possível esperando que ela captasse.

"Parece que agora tenho dois segredos com você." Sua resposta veio depois de uma risada contida.

Então, como se um balde cheio tivesse sido retirado de minha cabeça, eu me senti menos pesada psicologicamente — se é que aquilo era possível — assim soube que ela tinha ido embora.

  ❖ ❖❖ 


Notas Finais


Agradecimentos: artsap e kemikun que favoritaram/comentaram na história! Espero que gostem! <3

hey, pessoal!

como vocês estão? o que acharam do capítulo?

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até mais

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