História Hearts on Fire - T3ddy - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "T3ddy" Olioti, Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Lucas Olioti, Lukas Marques
Tags Aventura, Festa, Gays, História, Lesbicas, Mistério, T3ddy, Youtubers
Exibições 41
Palavras 3.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


O que eu disse do lacre? Ele vai continuar.

Se prepara que vem mais um aí :3

Capítulo 17 - Destroying my Dignity


[Musica do capítulo: T-Pain - Save You]

** Lukas

 

São 8 da manhã, encontro T3ddy ainda na mesma posição, conseguia somente sentir sua respiração pois os meus braços estavam em cima do seu diafragma, ele dormia um sono tão profundo que parecia dopado, bom, talvez pela overdose de prazer de ontem à noite. Não resisto e acabo dando um beijo quente em sua boca, sabia que não ia reagir, por isso me aproveitei do momento. Me levanto, logo logo o Giovani chega e começa a me encher o saco. Logo me vem o pensamento de que semana que vem é o meu ultimo dia como voluntário, é, talvez não é mesmo para ficarmos juntos, mas você se pergunta o por quê de não mantermos um relacionamento fora das paredes da corporação, e eu respondo, sou um covarde! Não Lukas, você não é! O T3ddy anda a todo momento fugindo de você, você não vai pressioná-lo. Sou contra fazer alguma coisa abaixo de pressão, se nem eu consigo agir assim, tenho que abandonar essa possibilidade e entender de uma vez por todas que entre eu e ele não vai existir nenhum namoro. Visto o meu uniforme e saio do quarto para fazer a minha higiene matinal e o deixo dormindo.

 

**T3ddy

 

Acordo um pouco sem noção de onde eu estava, estava com a calça abaixada, e logo me lembro do que aconteceu na noite anterior, não acredito que o Lukas me fez sentir tudo aquilo, ele parece um garoto tão inocente, enfim me arrumo e me levanto, faço minha higiene e vou para o saguão, lá encontro Lukas sentado na porta do prédio sobre o sol da manhã, tentando deixar o clima mais natural possível eu lhe dou um bom dia:

- Bom dia.

Ele não me responde e vira de costas, vou para a cozinha tomar o café da manhã e encontro a dona Neide, a cozinheira, ela me cumprimenta:

- Bom dia seu Lucas.

- Bom dia Neide, que dia lindo.

- É um dia bem bonito.

Pego uma caneca de leite, um sanduiche e uma maçã e vou para a mesa, estava sozinho no refeitório, alguns bombeiros ainda não chegaram e o café estava sendo servido principalmente para o pessoal do plantão, Neide está limpando as outras mesas e começa a me olhar com um olhar desafiador eis que ela me lança a pergunta:

- Você não é aquele rapaz que está sendo denunciado por pedofilia?

Ela chega perto de mim, e me olha ameaçando tirar a comida que eu estava comendo, e sem alternativa respondo:

- Sim, mas isso tudo é uma armação, nunca me envolvi com essas coisas.

Acabara o sanduiche e a caneca de leite, pego a maçã e saio do refeitório, não estava a fim de mais perguntas.

*QUEBRA DE TEMPO

Chego no caixa eletrônico do banco para sacar a primeira parcela do meu seguro desemprego. São somente 880 reais, não dá para pagar nem o carro e nem o apartamento que não consegui colocar a venda. Conto as notas e saio do banco apreensivo, caminhando pelo centro da cidade, entre prédios antigos, lojas e literalmente um formigueiro de gente, um rapaz cabisbaixo em frente a um prédio totalmente pintado de preto em um movimento automático me entrega um panfleto. Olho rapidamente para a entrada do prédio, havia uma trilha luminosa sobre as escadas com uma mangueira de led vermelha, sem parar de caminhar rapidamente volto a olhar para a rua e verifico o que havia naquele papel:

“Estamos procurando jovens, moças ou rapazes de 18 a 30 anos para trabalhar na boate La vie est’ belle. Requisitos mínimos: possuir boa aparência e disponibilidade para trabalhar á noite. Remuneração alta. Interessados procurar oportunidades de trabalho nos seguintes telefones...”

Ao se lembrar do lugar onde recebi o panfleto logo pensei “Não T3ddy, você um cara decente e respeitável não vai chegar ao ponto de trabalhar em um prostibulo”.

 

**Hariel

Dezembro estava chegando, mas eu não queria frequentar as aulas até lá. Sou de classe media mas frequento escola pública. Minha mãe diz que preferiu que eu estudasse em escola publica para valorizar a educação brasileira. É concordo em termos, mas por outro lado sou quase um aborígene comparando á preparação dos alunos da particular para o vestibular. Hoje resolvi fazer uma prova que me dispensava desses dois meses restantes, a prova foi fácil, estava com os conteúdos frescos na memoria, eram questões de todas as matérias que vi no ensino médio. Agora com a prova gabaritada, somente espero até a formatura para pegar o certificado e vestir aquele chapeuzinho quadrado que eu não sei o nome.

 

** Lukas

 

Depois de amanhã tem a cerimonia de entrega dos certificados aos voluntários do primeiro semestre. Ou seja, toda essa vida de bombeiro voluntario está no fim, carrego uma quantia de dinheiro, convivência e uma paixão. T3ddy ainda está lá e não sei quando ele vai embora, coitado, agora com a ficha suja ele não vai poder prestar concurso novamente. Percebo que ele está bem atordoado, enquanto caminho pelas ruas do centro da capital vendo vitrines o encontro sentado num banco sujo de poluição no Largo Central, de capuz e óculos escuros, ele faz que não me vê. Mas o percebo e o encaro. Tenho que pensar no futuro, no meu canal com o Daniel que percebo que não estou entregando vídeos o suficiente, e esquecer essa possibilidade, sair daquele corpo de bombeiros com a alma lavada, preciso traçar planos que me favoreçam e aumentem minha auto estima que por sinal está pior do que bêbado cambaleando.

 

** T3ddy

Depois de caminhar pelas ruas um pouco estreitas do centro da capital, paro na praça do Largo Central, estava um pouco atordoado, com pouco dinheiro no bolso, sem casa pra morar, sentia minha honra começar a afundar. Observo algumas pessoas passando com pressa, olho para uma jovem que tinha quadris bonitos, não podia deixar de reparar nos seus “atributos” que eram um pouco pequenos, mas eram realçados pela sua calça justa. Vejo outra mulher agora mais madura, mas com seios perfeitos e cintura bem definida, as mulheres saem do meu campo de visão e de repente vejo Lukas caminhando, faço que não vejo mas ele não para de me encarar. Sinto que era minha hora de sair dali, pego o meu carro no estacionamento, mas um pouco antes de sair, tiro do bolso aquele papel que recebi e leio de novo o anuncio. Começo a rever as possibilidades. Mas não naquele momento, jogo o papel no espaço entre o para brisa e saio.

(...)

Eram umas dez da noite, o movimento baixa na corporação, os bombeiros plantonistas começam o turno, mas são somente três. Os deixo no saguão e subo para o alojamento, vou ao banheiro e tomo um banho, vou para o quarto após secar um pouco os cabelos tirando o excesso de umidade. Aquele alojamento estava vazio, isso me tranquilizava, pois me sentia mais á vontade, entro no quarto, fecho a porta e me atiro na cama. Olho para a lâmpada incandescente do quarto improvisado e começo a pensar no que falta pra mim. Uma casa? Um emprego? Sim, isso falta. As dividas? Também. Mas o que também está sendo tomado de mim é o respeito, minha namorada me largou pra viver com outra garota, fui denunciado por algo muito duvidoso. Não podia não deixar transparecer o desespero por uma estabilidade econômica e sentimental pelo menos. É, desespero, essa palavra que vem dominando minha vida nesses últimos dias. Pego aquele panfleto e friso com o olhar aquelas duas palavras “remuneração alta”. Bom, é uma boate, mas posso trabalhar até como faxineiro lá, não preciso necessariamente “sacrificar minha dignidade”. Escolho um daqueles números e inicio uma conversa pelo whatsapp:

*Whatsapp on*

~ T3ddy - 22h05

Olá, esse numero é para recrutamento da boate?

~ Valdirene - 22h06

Sim, meu jovem, aqui é a Valdirene, dona da boate La vie est’ belle. Em que posso ajudá- lo?

Qual o seu nome?

~ T3ddy – 22h07

Lucas

Queria uma oportunidade de emprego

~ Valdirene – 22h08

Qual foi sua ultima experiência?

~ T3ddy – 22h08

Eu era bombeiro militar concursado.

~ Valdirene - 22h09

Nossa, pelo menos você ganhava bem. Qual era sua faixa salarial?

~ T3ddy – 22h10

Até o parcelamento eu ganhava 3500 reais por mês.

~ Valdirene - 22h10

Hm.

Posso pedir para mandar algumas fotos suas?

Assim eu posso avaliar e decidir onde você vai trabalhar aqui.

~ T3ddy - 22h12

Opa, mando sim, vou escolher algumas.

~ T3ddy – 22h15

[foto]

[foto]

~ Valdirene – 22h17

Até que você é um jovem bem bonito.

Quero conversar com você pessoalmente.

Você pode vir aqui na boate amanhã umas 14h?

~ T3ddy – 22h18

Posso.

~ Valdirene – 22h19

Então combinado, até amanhã.

~ T3ddy - 22h20

Beleza

Até amanhã, tenha uma boa noite.

~ Valdirene 22h21

Pra você também.

*Whatsapp off*

Termino a conversa e paro pra pensar, por que ela queria algumas fotos minhas? Calma T3ddy tudo vai se resolver amanhã.

(...)

Estava caminhando, eram quase 14 horas, enfim, chego naquele prédio preto, e antes de entrar o segurança me interrompe:

- Ei, tá fechado, só abre as 22 horas!

- Não, não é isso, eu vim pra uma entrevista com a Valdirene.

- Peraí que vou chamar ela.

Ele entra no corredor estreito, sobe as escadas e me dá um susto gritando:

- VALDIRENE!!

Ela responde:

- O que foi Coréia?

- Tem um cara lá embaixo querendo falar com você, ele tem pinta de playboy da zona sul.

- Hm, imagino quem seja, manda ele subir.

- Tá certo.

Ele desce e me autoriza a entrar:

- Pode subir.

- Obrigado.

Subo as escadas daquele corredor estreito, no fim do corredor havia no fundo um refletor rosa iluminando a parede, viro a direita e fico impressionado, era realmente uma boate, as mesas, dois mastros de pole dance ao lado do palco, Valdirene sentada nas cadeiras do bar me percebe e me aborda:

- Oi, você que é o Lucas?

E rapidamente tentando não transparecer que eu estava surpreso eu digo:

- Sim, sou eu. Não seria capaz de mentir o meu próprio nome não é?

- (risos) Pois é, gostei de você já bem humorado, senta aqui, vamos conversar, Humberto! Prepara dois drinks pra nós.

O barman prepara os drinks e coloca na bancada, bebo um gole e Valdirene pergunta:

- Então Lucas, o que motivou você a vir aqui?

- Com certeza a falta de dinheiro Valdirene, como eu havia lhe explicado na mensagem, eu era bombeiro e fui demitido fazem quase 15 dias, estava recebendo o salario parcelado, mas mesmo assim eu não estava deixando a peteca cair, sempre economizava e conseguia ter um padrão de vida bom. Mas há quase um mês atrás, meu apartamento pegou fogo, ainda não apuraram as causas do incêndio, e agora estou morando de favor no prédio da corporação. Perdi tudo, todo o apartamento foi incinerado, a prestação do apartamento e do condomínio são bem caras, e ainda tenho um carro novo, não vou conseguir pagar a reforma, o financiamento do apê e outras dividas.

- É, mas agora estão abrindo um novo concurso publico, por quê não tenta de novo?

E tentando explicar acabo demorando em responder:

-... Posso contar um segredo, você promete não espalhar?

- Pode sim! Sigilo e descrição é o lema da casa, o que rola aqui permanece aqui.

- Então... Eu era casado, tinha 5 anos de união. Conheci uma garota mais nova, ela tem 17 anos, tive um caso com ela, minha ex esposa descobriu e houve todo aquele processo da descoberta da traição, me agrediu com gestos e palavras, me botou pra fora de casa mas enfim, nos separamos. Eu trocava mensagens com a minha atual namorada e um dia ela me mandou uma foto nua e perguntou se eu tinha gostado, até aí eu ainda não tinha mantido nenhum contato intimo com ela, é claro que eu havia gostado...

E me interrompendo ela diz:

- Daí você alisou a banana não é?!

Continuo um pouco tímido:

- Prefiro não entrar em detalhes, alguns dias depois, recebo uma intimação de uma denuncia que moveram contra mim, por descobrirem essa foto no meu celular. Na hora eu fiquei chocado, não sabia o motivo de eu estar sendo processado por pedofilia. No outro dia, o meu chefe me mandou uma mensagem dizendo que eu tinha sido demitido e acabei indo pra rua totalmente confuso, pois ninguém tem acesso ao meu celular.

E me interrompendo diz:

- Podem ter invadido o seu celular.

- Mas como?! A Jéssica não tinha nenhum conhecimento avançado de informática... A não ser que...

- Que...

- Marília desgraçada!

- Eita Lucas seja lá quem for, não se traz problemas pessoais para o trabalho.

E voltando ao assunto digo:

- Ah, desculpa Valdirene. Vamos voltar á entrevista.

- E sem querer interromper, quem é Marilia?

- Minha ex-cunhada, ela é muito inteligente, trabalha no serviço de inteligência da Policia Federal. Conhece muito de programação e engenharia de software.

- Então tá aí, poderia ter sido ela, sabe como é quando mulher se vinga. Se você não sabe, bem vindo ao mundo da vingança feminina meu jovem.

- Mas, nos já havíamos nos separado.

- Mas ela não é irmã da sua ex mulher? Tem fortes evidências.

- Não consigo imaginar.

- Nossa pelo visto você santifica sua ex não é? Você amava ela quando você a traiu?

Respiro fundo e penso no que vou responder.

- É, sim, eu amava ela, mas ela dava nos meus nervos.

E tentando manter o foco na entrevista, Valdirene continua:

- Pois é, pra quem veio pra uma entrevista de emprego, até que estamos muito próximos. Como você se abre tão fácil rapazinho? Não devemos confiar nas pessoas.

- Ah Valdirene, é algo muito natural, não quero ser tão aberto para as pessoas mas daí acabo sendo levado pelo clima da conversa e acabo até me abrindo demais.

- Mas enfim... Eu tenho três vagas, uma de faxineiro, uma de barman e outra de...

- Outra de...

- ...Como eu posso dizer, prestador de serviços exclusivos na casa.

- E em qual você me encaixa?

E sendo taxativa, Valdirene me pergunta:

- Sabe fazer drinks?

- Não.

- Tem nojo de limpar privadas?

- Ah, e quem não tem?

-... Olha, então Lucas, você vem aqui a partir das 20h, daí você dá uma olhada aqui e sente o clima da casa, se você gostar você fica.

- Tudo bem então, volto aqui ás 20h.

- Então até mais tarde.

- Até logo.

Desço as escadas e o segurança me diz:

- E aí conseguiu?

- Ela me pediu pra eu aparecer de volta ás 8 da noite.

- Que legal, então até logo cara!

- Valeu.

Depois que saio do local, Valdirene diz a Humberto:

- Hahah, esse aí caiu fácil na proposta.

- Esse jovem aí...

- Vai ser o nosso garoto de programa, pela beleza desse jovem, o lucro vai ser garantido.

- Coitado Val, não seria melhor ter mandado a real?

- Ele estava bem resistente, achava que ia ser um faxineiro...

- Olha agora não posso dizer, você só tem garotas aqui na boate. Nenhuma desistiu do trabalho depois que começou.

- E garotas que prometem o que dizem. Agora vou mandar uma mensagem ao cliente dizendo que tenho carne nova no pedaço.

Enquanto Valdirene negocia por mensagem, Coréia entra e pergunta um pouco espantado:

- Val, o que aquele branquinho vai ser aqui na casa? Ou desistiu do negocio?

- Coreia, ele vai fazer programa aqui.

E não acreditando ele diz:

- O quê Val?! Mas ele é homem.

- Coréia, eu quero trazer o publico gay e feminino para a boate. Esse espaço está muito machista... Na real, o que você está fazendo aqui? Circulando Coréia! Circulando!

 

QUEBRA DE TEMPO – ALGUMAS HORAS DEPOIS

 

**Lukas

T3ddy está bem recluso, desde ontem ele fala com poucas pessoas, na real só fala com seus “superiores” é, ele tem que ser gentil com o Giovani que lhe deu um abrigo pra morar e com a Neide que prepara sua comida todos os dias, é o mínimo. Mas estou estranhando mesmo assim, ele adorava puxar algum papo comigo despretensiosamente, antes de ir embora o notei saindo do prédio, pegando o seu carro e saindo por aí nessa noite fria, onde será que ele vai? Espero que ele não esteja me traindo. Lucas só você mesmo, você nem é namorado dele! Já aconteceu esse momento em que você toma posse de algo que nunca foi seu? É uma sensação desagradável, não quis ser mais invasivo, foi só uma noite ao seu lado e era pra ser uma noite apenas.

 

**T3ddy

Entro no carro e saio do prédio, estava tomando um caminho cheio de incertezas. A Valdirene me falou que eu era pra estar lá as 20 horas, o que ela quer comigo? Enfim, não quero nem pensar, não gosto de criar falsas expectativas.

Andando por aquelas ruas estreitas do centro, as lojas estavam todas fechadas, o vazio tomava conta das ruas, somente algumas pessoas nas praças, almas da noite. Entro na rua e encosto o carro no canteiro da rua, o Coreia bate no vidro e diz:

- Se você quiser deixar no estacionamento, aqui é arriscado.

- Tudo bem Coréia, vou deixar ali.

Estaciono na vaga, e ao sair pergunto para o guarda:

- Quanto é a hora?

- Para o pessoal da boate é de graça, é porque é muito arriscado deixar na rua. Boa diversão cara!

- Hoje é o meu primeiro dia trabalhando lá.

- Que legal, vai trabalhar de quê?

- Não sei ainda, Valdirene pediu pra eu aparecer agora ás 20h.

- Boa sorte então cara.

- Valeu.

Coreia estava na porta com dois homens que estavam bebendo e fumando, cumprimento os homens rapidamente e Coréia me diz:

- Tá na estica hoje hein Lucas!

- Tenho que vir conforme manda a ocasião.

De repente aquele clima de descontração se transforma em incerteza enquanto subia as escadas, no fundo do corredor havia uma garota de programa, com um corpo escultural e cabelos pretos ondulados, ela achando que eu era só mais um que entrava ali disse:

- Oi gatinho, tá 200 a hora.

Olho nos seus olhos azuis rapidamente e entro na boate, fiquei um pouco assustado com aquele clima, nunca havia entrado num lugar desses. Já havia um bom numero de pessoas no local. Valdirene me encontra de diz:

- E aí Lucas, achei que não viria.

- O dever me chama né Valdirene, não ia jogar fora essa oportunidade. Então, aonde vou trabalhar.

- Bom pode me chamar de Val, agora que você é o mais novo funcionário.

Ela respira fundo pega no meu braço e diz:

- Lucas, vamos num lugar mais reservado pra gente conversar.

Respiro fundo e respondo:

- Tudo bem.

Entramos num dos camarins que estava vazio. Nos sentamos em um sofá de couro velho e desbotado e ela me diz:

- Lucas tem um homem hospedado em um hotel de luxo na zona norte que entrou em contato comigo. Ele me disse que tem 18 mil reais para pagar full time. Ele também pediu que eu mandasse a melhor joia pra ele e...

- Quê?? Vou fazer programa??

E um pouco surpresa ela responde:

- Como assim, você não veio aqui pra isso?

- Eu achei que fosse ser um faxineiro, ou um manobrista...

- Ei! Olha só, você achou que ia ser algum faxineiro ou coisa do tipo? Olhe se no espelho, eu não ia colocar um jovem bonito como você numa função dessas!

Observo o nosso reflexo rapidamente no espelho e ela continua:

- Você nem deixou eu terminar de explicar, fica tranquilo, é só um serviço de acompanhante. Você vai lá, conversa um pouco com o cara, bebe uma champagne  e ganha todo esse dinheiro sem esforço algum, então, é pegar ou largar.

Olhando para baixo respiro fundo mais uma vez e segundos depois respondo:

- Sim, eu aceito.

- Então vai lá embaixo que o Jorge está lhe esperando.

- Tudo bem.

[Coloquem a musica do capítulo]

Saio daquele prédio e encontro Jorge ao lado de um carro preto em frente à boate. Ele diz:

- Entra aí rapazinho, vou te levar até lá, a Val já me deu o endereço.

Durante o caminho:

- É sua primeira noite hoje?

- Sim.

- Nunca vi um garoto de programa, achava que essa profissão não existia.

- Mas eu não sou um garoto de programa, só estou servindo de acompanhante.

- HAHAHAH! Meu querido, quantas garotas já ouvi dizer que eram acompanhantes e no segundo encontro já estavam tirando a roupa?!

E tentando encerrar aquele assunto rapidamente respondo:

- É, mas cada um sabe onde aperta o sapato né.

- Pois é.

Dez minutos depois, Jorge entra no acesso ao hotel e diz:

- Chegamos, boa sorte meu jovem, ah! E o quarto é o 2102.

- Obrigado.

Abro a porta do carro e saio, olhava para a marquise iluminada, parecia mais um cassino a entrada daquele hotel, entro pela porta de maçanetas douradas e fico deslumbrado. Pessoas importantes e turistas ricos transitavam pelo hall de entrada, vou até a recepção e a moça que estava atendendo me pergunta:

- Em que posso ajudar?

- Boa noite, tenho um encontro marcado no quarto 2102.

- Só um instante que vou telefonar para o quarto.

Instantes depois:

- Tudo certo, só subir no 21° andar.

- Muito obrigado.

- Obrigado e tenha uma boa noite.

- Pra você também.

Entro no elevador, junto com três homens engravatados, eles tinham uma expressão bem carrancuda. Eles saem no 16° andar e continuo a subir, olhava meu reflexo no elevador totalmente dourado. E pensava no que ia acontecer comigo, tudo bem T3ddy, relaxa, tudo vai acontecer dentro dos conformes e você vai ganhar uma grana sem esforço algum como disse a Val. Enfim, o elevador dá o sinal, vigésimo primeiro andar, entro em um corredor, as paredes tinham detalhes pintados em dourado e o chão era acarpetado. Caminho uns dez quartos e enfim chego na porta, quarto 2102. Toco a campainha do quarto e nisso um cara que aparentava ter uns 28 anos abre a porta, um pouco tímido pergunto:

- Oi, você que estava procurando por uma companhia hoje à noite?

"Because I'm gonna save you
Didn't worry about smelly fat dudes trying' to lay you
Let's start with a brand new job
And see where that takes you
From this moment on baby you're my girl
And this those goes out to all struggling strippers in the world"

 

CONTINUA...


Notas Finais


<3


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