História Hearts on Fire - T3ddy - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Lucas "T3ddy" Olioti, Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Lucas Olioti, Lukas Marques
Tags Aventura, Festa, Gays, História, Lesbicas, Mistério, T3ddy, Youtubers
Exibições 21
Palavras 2.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu e os meus problemas de criatividade que atrasam os capítulos :/

Boa Leitura.

Capítulo 22 - Destiny and Consequences


[Musica do Capítulo: sua musica de bad favorita]

 

**T3ddy

Acordo me sentindo muito mal. Estava suando muito, com a memoria afetada, e sem coordenação motora, não conseguia andar em linha reta. Ao andar pelo corredor tento me manter em pé, mas não consigo, meu tronco sempre insiste em cair para o lado. Enfim, passo pela cortina com miçangas no fim do corredor e saio no salão. Os faxineiros estavam limpando o chão e limpando as mesas. Tudo parecia muito pesado agora, parecia que eu ia desmaiar, nisso encontro a Val, ofegante, tento chama-la:

- Valdirene... Valdirene...

- O que houve Lucas?

- Eu não sei, eu estou me sentindo muito mal.

Ela pega em meus braços temendo que eu caísse no chão. E diz:

- Calma, vai ficar tudo bem. Sobe lá em cima e vai tomar um banho... Peraí, deixa que eu ajudo.

Nisso uma garota que saía do corredor diz em um tom irônico:

- Você nunca me deu uma ajuda dessas né Val?

- Cala a boca Joana! Você já deveria ter ido embora.

Descemos as escadas da boate e entramos numa porta de ferro ao lado, que davam em outros lances de escadas, quase seis lances depois chegamos em uma casa que havia no terraço. Era a casa de Valdirene, uma casa preta para combinar com o resto do prédio. A casa ficava aos fundos da cobertura, ainda sobrava uma área que servia de vista para os prédios vizinhos. Entro na casa que haviam moveis e eletrodomésticos bons, ela me guia até o banheiro e diz:

- Entra aí, vou buscar sua mochila lá embaixo.

Enfim, com um pouco de dificuldade acabo de me despir e entro no chuveiro, a agua parecia me aliviar um pouco, tomo um banho de uns vinte minutos e enrolado em uma toalha, abro uma fresta na porta e peço para Val me alcançar a mochila. Após me vestir, saio do banheiro e ela pede para deitar no sofá.  Na sala me deito na parte mais cumprida do sofá que era em “L”, uns minutos depois a loira cacheada me traz uma caneca de achocolatado e diz:

- Toma aí, vou preparar um sanduiche para você comer.

Bebo a caneca e fico aguardando o sanduiche. Quando ainda estava na metade, Val traz um prato com o sanduiche e digo:

- Obrigado Val, não sei o que aconteceu comigo. Por que estou me sentindo tão mal?

- Eu sei, você foi naquele cara que eu te dei o endereço?

- Eu fui, e comprei uns cigarros lá.

- Primeira vez que fuma maconha dá nisso.

- Na hora eu me senti tão disposto e desinibido, e passado o efeito me derrubou.

- Eu não indico esse cara pra todas lá na boate, eu tive que apelar pois eu estava perdendo lucro.

- E, você pode me bater ou me xingar depois, mas como você conseguiu contato com esse Chulapa? Você é uma ex dependente?

- Não meu querido! O Chulapa era um cliente aqui da boate, ele anda meio sumido, eu sabia que ele era traficante e tive que indicá-lo pra você. Tem coisas que a nossa moral não quer que façamos! Se eu não tivesse feito isso, você a esse momento ficaria chorando nos meus ombros, dizendo que está com a honra ferida.

- Mas Valdirene! Não sei aonde eu estava com a cabeça quando fui atrás desse cara e comprei a droga! Você quer que eu morra viciado?!

Ela ri em um tom irônico e diz:

- Meu lindo, você acha que vai morrer por ter consumido somente maconha? Tem muita gente rica que cheira cocaína e se você olhar para elas nem parece!

- É, mas debaixo de muita maquiagem e perfume, qualquer pessoa tem uma aparência saudável. E como posso saber se essa droga é pura? Você está me dando muita confiança em uma coisa que já destruiu várias famílias.

- Pois é garotinho! Então pare de reclamar do seu trabalho!! Nunca vi pessoa com tanto mimimi, nem a garota mais desesperada por dinheiro reclama tanto!

- E falando nisso, por que você cobra tanto de mim? Tem por volta de 15 mulheres trabalhando na sua boate, acho que você deveria supervisionar mais.

Ela respira fundo e diz:

- Lucas, sabe como é, eu te vejo muito além de um simples garoto de programa. Você é como um filho que eu não tive. Agora que a minha sobrinha a Alexandra vai para Los Angeles, sinto que vou ficar só.

- Mas você não é casada?

- Se eu fosse, essa boate tem quase 20 anos de funcionamento. Perdi parte da minha vida trabalhando, mas não me arrependo de nada. Foi daqui que eu construí tudo o que tenho hoje.

- Sei lá, mas você poderia ter encontrado algum cliente solteiro. Tem muitas pessoas solteiras que frequentam.

- Se esses caras prestassem. Em lugares como esse ninguém é santo, as pessoas só vão atrás de diversão e libertinagem.

Nesse momento pensei em Alexandra. E questionei Valdirene:

- Mas parece que sua sobrinha não estava lá para isso.

- (risada de deboche) Pois vou avisando, fica longe da minha sobrinha! Nunca ia entregar a minha turmalina rosa para um vagabundo como você.

- Nossa, me chama de filho e depois me chama de vagabundo!

- É, eu posso, pois você não é o meu filho mesmo.

Termino de comer o sanduiche e beber o achocolatado e Valdirene me diz:

- Olha só, você pode descansar aqui em casa. Se resolver ir embora é só fechar a porta que aqui não tem risco de invasão.

- Okay. Vou dormir um pouco pra ver se melhoro.

 

**Valdirene

Arrumo algumas coisas da cozinha e do quarto que estavam desorganizadas, levo quase meia hora fazendo tudo. Nesse momento sou eu que necessito de um banho. Após banhar me e trocar de roupa, saio do banheiro e coloco algumas coisas dentro da bolsa, precisava pagar algumas contas. Antes de sair vou até a sala e encontro Lucas dormindo no sofá, chego perto e me sento, vejo aquele garoto dormindo um sono tão bom. Como uma forma de carinho acaricio levemente seus cabelos, e que cabelos macios! Nisso um pensamento vem em minha mente:

[Ano de 1993]

Eu estava na maternidade, me sentia muito feliz com o meu sonho de ser mãe realizado. Apesar do pai do meu filho não ter assumido a paternidade, sinto que isso não seria importante no momento.  Ter aquele bebê em meus braços era uma sensação inexplicável, uma criaturinha fruto do amor. Pele branquinha, cabelos escuros, dormia e colocava as mãozinhas em meu peito.

Ao perceber que ele já estava dormindo um sono profundo, o coloquei no berço ao meu lado e finalmente consegui dormir, estava um pouco debilitada pelas cicatrizes do parto. Acordo de manhã cedo e pego meu filho para amamentar. Notei que ele não acordava e estava com a pele do rostinho roxa, assustada chamei a enfermeira que levou o bebê para a UTI, tentava não me desesperar, eis que a enfermeira reaparece cabisbaixa e diz:

- Dona Valdirene, tentamos fazer de tudo mas... O seu filho não resistiu.

Perdi o chão naquele momento, senti tudo perder a cor. Nisso uma tristeza profunda tomou conta de mim. Como se não bastasse ter a sensação de ser abandonada pelo meu namorado, o meu filho ia me ensinar o que é o verdadeiro amor, mas não, entre momentos felizes e de expectativa, infelizmente o meu anjinho voltou para o céu.

[Volta a época atual]

Olhava para Lucas e sentia que lagrimas queriam sair de meu rosto e minha respiração começar a pesar. Se meu bebê estivesse vivo, provavelmente seria parecido com ele, apenas um ano mais velho. Me levanto e saio de casa, pra tentar me recompor, se o destino quis assim quem sou eu para duvidar. Talvez por essa queda que sofri, me tornei um monstro para algumas pessoas, me tornei uma pessoa fria e volátil, que se preocupa somente com o seu próprio umbigo e acredita somente na realidade vivida! Nada mais, sonhos não existem, amor: não acredito, casamento é uma piada. É, eu admito que queria pensar diferente, ao ver tantas pessoas felizes queria ainda perceber que em meio a tantas decepções ainda há esperança em mim, será que é tão difícil?

 

**Lukas

Terminamos de gravar um VS, gravar de manhã é bom, parece que você se sente mais disposto. Enquanto Daniel preparava o almoço escolho um jogo aleatório no iPad para passar o tempo, ao terminar Dani me chama e almoçamos strogonoff com arroz, um prato delicioso, não sei como viveria sem os dons culinários do Daniel.

Após lavar a louça e perceber que a cozinha estava limpa vou até a área externa e me deito na espreguiçadeira em frente á piscina, o sol brilhava fortemente. Debaixo dos meus óculos escuros olhava o céu, e enquanto via as nuvens passarem lentamente me lembro de T3ddy. Não queria aceitar que ele estava na prostituição, apesar de isso ser mais do que realidade. Para mim, eu achava que ele havia voltado para o céu e estava acima dessas nuvens, como se fosse uma missão dele nos encontrarmos e se envolvido mesmo que apenas duas vezes emocionalmente. A Hariel é uma fada cintilante, minha amiga verdadeira, companheira de batalha contra o preconceito e toda essa sujeira da sociedade, nunca me senti tão refletido nela, aquele alto astral, e aquele charme marcante, não indefeso. Ah! Queria voltar quase uma semana atrás, em que se encontrávamos todos os dias e a zuera rolava solta lá no corpo de bombeiros. Parece que valorizamos uma coisa só depois que perdemos não é?

[...]

 

**T3ddy

Saí da casa da Valdirene na metade da tarde. Cheguei na corporação e Giovani me pergunta:

- Lucas, o que você andou fazendo durante a noite? Te vejo saindo todos os dias?

Tento não responder a pergunta, num movimento que eu faço para subir as escadas, um cigarro de maconha cai da minha mochila, Giovani vê aquilo, pega o cigarro do chão e me diz:

- Lucas Olioti, isso é maconha?

Congelo no mesmo instante, não sabia o que responder para o Gio. E numa tentativa falha de me justificar respondo gaguejando:

- N..n..não! Isso não é não. Eu não sei como isso veio parar comigo...

E totalmente desacreditado ele diz:

- Você virou um usuário de drogas Lucas?

Ainda tentando me desvencilhar continuo a negar:

- Não, eu não uso drogas e...

- Tá na cara que isso daqui é maconha! Que decepção Lucas! Até pouco tempo você era um exemplo aqui na corporação e agora está decaindo! O que aconteceu que você chegou a esse ponto?

E totalmente rendido respondo:

- Podemos ir ao escritório? Preciso de um lugar reservado para contar tudo a você.

- Tudo bem, vamos então.

Após contar tudo o que eu vim passando e que você já sabe, Giovani impressionado responde:

- Lucas, eu não acredito! Essas pessoas destruíram sua vida, sua ex cunhada e sua ex mulher devem ser bem infelizes por terem feito isso tudo.

- É, e ainda você sabe né Giovani que você me demitiu injustamente. Essa acusação que me levantaram é falsa! Foi chantagem do Ramiro, aquele velho estupido.

- Tudo é verdade até que se prove o contrario Lucas! Sobre isso eu não posso fazer algo até que você seja absolvido. Mas você não tentou sei lá, uma forma mais digna de ganhar dinheiro? Mesmo sendo informal.

Dou uma risadinha malandra e digo:

- Sabe como é né Giovani, sou muito branco pra trabalhar embaixo do sol todos os dias...

- Ah! Da frescura você nunca abre mão né. Enfim, não vou entrar nesse mérito.

 

**Hariel

Chamo Jéssica para vir aqui em casa, precisava abrir o jogo com ela aceitando ou não, uma meia hora depois ela chega:

- Boa tarde minha Pequena Sereia!

- Boa tarde Bela sem a Fera.

- Então, o que vamos fazer hoje?

Respiro fundo para dar a entender que era algo serio e digo:

- Eu preciso falar uma coisa, você aceitando ou não.

- Ai Hariel, você está me assustando, o que foi?

- Desde o outro dia após a formatura venho andando sem nada para fazer aqui em casa, e nesse tempo livre parei para refletir algumas coisas sobre todos nós. Não falo somente da gente.

- E o que seriam essas coisas?

- Ah, sei lá, o Lukas sofrendo tanto pelo T3ddy. Isso me machuca sabe, somos tão próximos e nunca encontrei uma amizade tão intensa e que nos entendêssemos tão bem.

- É Hari, eu compreendo a dor do Lukas, mas temos que aprender a levantar com as quedas! Não vai ser a primeira e nem a ultima dificuldade que ele vai passar, somos feitos de altos e baixos.

E nervosa tento manter a calma para continuar:

- Mas J..j..jéssica, se não fosse somente com ele.

- Hariel, me dá uma luz, eu estou na boia.

Fico alguns segundos em silencio e falo sendo taxativa:

- Jéssica! Se não fosse somente pelo Lukas!! Eu estou me apaixonando pelo T3ddy e não consigo entender isso que eu sinto!!! 

- Como assim Hariel, e o nosso namoro??

- É isso que me pergunto! Eu desejava tanto que estivéssemos juntas e agora surge isso.

Jéssica respira fundo e tentando entender ela me pergunta:

- Peraí, desde quando você vem sentindo isso.

Respiro fundo mais uma vez e respondo:

- Quando eu havia participado de uma atividade sobre segurança no corpo de bombeiros, todas as simulações haviam terminado á noite, sabendo que eu não ia voltar para casa fui até o alojamento e encontrei o Lucas beijando o T3ddy, tipo peguei no flagra. Eu não havia entendido nada e os dois ficaram muito envergonhados. Dai T3ddy ofereceu uma carona até a minha casa para se desculpar do acontecido, só que ao se despedirmos ele quase deu um beijo na minha boca, me desvencilhei rápido e ele beijou meu rosto. Eu fiquei com essa cena alguns dias na minha mente e isso me prejudicou.

E ela responde:

- Argh! Eu mato aquele cara!

E eu respondo:

- Jéssica, ódio não vai adiantar de nada, nos não ficamos juntas para além de tudo superar isso?

- Mas Hariel, se eu não fizer algo eu vou perder você pra um cara que me usou!

No fundo eu concordava com ela, e no fim não a respondo. Fico refletindo sobre isso. E até hoje eu não sei se foi mesmo verdade tudo isso que ela me diz ou se Jéssica somente está se fazendo de vitima pra eu ficar com dó dela, quer saber, não quero mais me confundir!

 

**Jéssica

Após um longo silencio, estava pensando em fazer algo que nunca pensei em fazer. Respiro fundo e digo:

- Hari, preciso ir, eu acho que você precisa ser forte e não deixar esse sentimento te abalar.

- Também concordo. Eu vou chamar o Lukas, sinto que preciso ajuda-lo.

- Tudo bem.

Saio da casa da Hariel e tomo um táxi até o centro da cidade. Ao chegar, caminho algumas quadras e chego até a delegacia. Paro em frente e penso naquele dia que o meu pai me forçou a mentir. A mentir que T3ddy estava me assediando, a mentir que ele possuía material erótico de adolescentes. Nunca pensei que meu próprio pai fosse capaz disso, como se sua filha não fosse crescer, como se eu fosse para sempre uma menininha pura.

Entro na delegacia e falo á atendente:

- Boa tarde, eu queria retirar uma queixa.

- Nome completo do acusado?

- Lucas Olioti de Souza.

Ela verifica no sistema e diz:

- Garota, esse cara está sendo processado por pedofilia, tem certeza que quer retirar a queixa?

- Absoluta, fui forjada a acusar! Não aconteceu nada do que foi dito no depoimento. Meu pai era contra nossa relação e me obrigou a inventar, como se eu não soubesse da responsabilidade de meus atos.

- Então tudo bem, espere um pouco... Retirado!

- Tudo bem, muito obrigado.

- De nada.

Saio da delegacia como se eu tivesse me livrado de um peso nas minhas costas.

[ENQUANTO ISSO]

 

**T3ddy

Enquanto eu e Giovani conversávamos, ele deu uma resposta que me deixou aflito:

- Lucas, por mais que eu te conheça fazem 4 anos, e te considere muito, eu não posso relevar sua atitude.

E entendendo o que ele queria dizer eu falo:

- Você...

- Infelizmente sim, você não pode mais ficar aqui.

- Mas Giovani pra onde vou?

- Pensasse muito bem nas consequências meu caro, antes de entrar nessa vida. Você tem 24 horas para sair daqui contando a partir de agora.

- Mas...

- Não aceito justificativas.

Ele dá de ombros e fico parado, não sei o que faço agora. Perdi a confiança do Giovani, fui realmente expulso, saio caminhando devagar até o alojamento, precisava me preparar para mais uma vez cair no mundo. E agora estava dependendo da minha própria sorte.


Notas Finais


<3


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