História Hearts on Fire (TaeGi) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Muito Drama, Muito Fluff, Namjin, Piadas Sem Graça, Taegi
Exibições 232
Palavras 3.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nome de cap ruim? Com certeza ( não que os outros sejam melhores)
Demorei? Pois é, e acho que o cap ficou meio grande mas enfim, tenham altos fluffs:

Capítulo 17 - Um pouco de açúcar



Suga's POV
    Ouvi o som do despertador. 5:30. Deveria ser uma hora mais cedo do que Tae costuma acordar. Rapidamente destravei a tela de seu celular, extremamente sonolento. Sim, eu sabia a senha dele.
    Tae não acordou. O que foi um milagre porque um, ele estava do lado do celular e dois eu tive que fazer um mini contorcionismo para pegar o celular, destravar sem parar de abraçar ele ou tirar a minha perna de cima dele. Ele parecia não ter dormido bem em muito tempo. Perguntei-me se acordava ele ou não. Eu poderia fazer uma escapada estratégica à janela. Mas do jeito que eu estava iria ou cair ou acordar a casa inteira para descer. Resolvi esperar um pouco para acordar Tae.
    Fui o mais cuidadoso possível para não faze-lo acordar quando me desvencilhei dele, o que deu certo, mas quando fiz isso ele se encolheu e sua mão se mexeu um pouco procurando-me. Achei aquilo tão bonitinho. Andei até o banheiro, ainda estava escuro e o sol provavelmente só sairia lá por seis horas e meia. Lembrei que não tinha uma escova de dentes. Droga, agora eu vou permanecer com esse bafo dos infernos até chegar em casa. 
    Depois que saí de lá, tirei o pijama para vestir a roupa de ontem, que trazia más lembranças, mas era o que tinha pra hoje. Consegui me vestir silenciosamente, e notei que tinha deixado meu celular ali mesmo. Parabéns Yoongi seu monte, e você ainda atirou as roupas quando tirou elas, depois quando trinca a tela não sabe por quê. Eu me xinguei mentalmente, mas por sorte, o aparelho estava em perfeito estado. 
    Já eram 5:45 quando era a hora de acordar ele. Olhei para seu rosto dormindo, parecia um anjo (Autora: na verdade é o demonho de acordo com uma teoria bem convincente, mas deixa pra lá) eu poderia ficar o dia todo encarando a beleza de Kim Taehyung. Pensei em como acordar ele de um jeito criativo... De repente uma ideia veio na minha mente. Um sorriso bobo veio na minha cara, eu sempre quis tentar isso!
    Cheguei perto de seu rosto, mais perto, um pouco mais e o beijei. Para a minha surpresa ele abriu os olhos rapidamente como se tivesse levado um choque, foi para o lado desfazendo o beijo e me olhando com uma cara tipo "WTF?" Eu me segurei muito para não rir.
Suga: Bom dia bela adormecida! Hora de acordar!
    Na minha mente surgiu uma imagem dele vestido de bela adormecida com uma peruca da mesma. Soltei uma risada fraca com a ideia e a arrastei para longe.
Tae: Você quer me matar de susto doido?
Suga: Lógico que não. Eu não posso beijar um cadáver.
    Ele fez uma cara de "vai se catar" e levantou meio sem jeito e morrendo de sono.
Suga: Então...acho que você precisa abrir a porta para mim.
Tae: Yaaawnn, mas eu não quero~~
    Ele se espreguiçou, se atirou em mim me abraçando e se abaixando um pouco para colocar a cabeça em meu peito, já que eu era um pouco mais baixo que ele. Mas não tanto, e eu sabia que ele estava fazendo isso com o único propósito de me provocar. 
    Ele me olhou com uma cara bem preocupada.
Tae: Você...não se arrepende disso né? Eu só estou te incomodando com isso agora, e sei que você me acordou com um beijo por ironia, mas hyung, você se lembra disso, e não foi algo que você fez só para me ver feliz, certo? Porque ontem à noite, não pareceu...real sabe? Foi tudo tão rápido...
    Bom, ali ele tinha um ponto. Até ontem eu estava tentando esconder meus sentimentos por ele, e aí eu meio que virei o namorado dele...realmente, eu ainda não tinha processado o que havia acontecido. A realidade me atingiu como uma flecha, e fiquei parado ali, com Tae me abraçado e olhando para mim ansiando uma resposta. E eu sabia que ele provavelmente não estava gostando da demora. Então limpei a garganta, mas pelo menos eu sabia o que dizer.
Suga: Eu não me arrependo de nada que fiz ontem à noite— quando disse isso passei uma de minhas mãos em seus cabelos, bagunçando-os. Ele ficava tão fofo assim, pensei.— e eu já estava esperando por isso...para mim demorou uma eternidade.
Tae: Você sabe como isso é clichê não sabe?
Suga: Aham. Agora vem abrir a porta para mim para evitar o clichê de a mãe abre a porta e todo mundo toma no cu.
    Ele finalmente parou de me abraçar.
Tae: Tá, mas posso te ver hoje?
Suga: Sabe que não precisa perguntar esse tipo de coisa né?
Tae: Ok.
    Descemos pé ante pé para evitar acordar alguém e chegamos na porta. Ele a abriu tentando muito não fazer barulho e aí eu e ele fomos para o lado de fora. Não tinha absolutamente ninguém na rua, só o silêncio, e ainda estava escuro. Olhei para Tae, e este me abraçou, o que me fez retribuir o abraço, nossos corpos colados, estávamos tão perto...eu não queria o soltar nunca mais. Finalmente (Autora: depois de 16 caps) eu o tinha comigo, e não largaria dele. Não resisti e o beijei. Não foi um beijo longo, foi mais aquele tipo de selinho que pais geralmente dão antes de sair para trabalhar. Depois disso, me despedi e comecei a andar na direção do meu apartamento. Confesso que senti medo da Hannah aparecer. Eu não conseguiria me defender de jeito nenhum, então fui olhando atento para ver se a via, até porque parece que ela queria me levar para algum lugar. 
    Cheguei no apartamento, e entrei no lugar. Fui direto até o meu andar, e o abri. Me joguei na cama, eu não tinha dormido quase nada, e estava muito cansado, mas quando deitei, senti a falta dele. Mesmo assim dormi.
Tae's POV
Não consegui prestar atenção nas aulas, eu estava muito animado para ver Suga depois do meio-dia. E permanecia pensando nele, até fiz uns desenhos da cara dele na apostila, e não conseguia tirar um sorriso bobo todas as vezes que pensava nele. 
    Quando a aula acabou eu fui direto para casa, sem ligar para qualquer coisa à minha volta. Sim, eu sei que posso estar sendo exagerado mas, sei lá, isso nunca aconteceu comigo antes, nunca gostei de alguém antes, nunca me apaixonei. Aí me lembrei de que não perguntei se ele me ama, mas acho que deve amar sim...
    Entrei em minha casa e fui recebido pelo cheiro bom de comida. Appa estava lá dessa vez, sentei-me numa das cadeiras e comecei a comer, e acho que continuei parecendo no mundo da lua, porque minha mãe perguntou:
Sra. Kim: O que te deixa tão feliz filho?
Tae: Hã...quê? Ata, não, não tem nada de mais omma, é só sua impressão!
    Falei com medo, muito medo de alguma coisa acontecer tipo ela saber do que aconteceu.
Sr. Kim: Já sei! Ele está apaixonado!!! Olha só como ele ficou vermelho!!!
    Meu GDeus meu appa sabe de tudo! O que eu faço?
Sr. Kim: Diga-me qual garota que é filho!
Tae: Appa! Eu não estou apaixonado!!!
    Falei corando. Essa passou perto.
Sr. Kim: Eu sei, só estou fazendo isso pra te incomodar.
    Assim passou o almoço, mais rápido do que eu esperava, e no momento em que ouvi os carros saindo eu fui direto até a casa do Suga, feliz.
    A caminhada demorou um pouco,  mas dentro de algum tempo já estava no prédio, que estava com a porta aberta. Aproveitei para entrar sem chamar ninguém. Subi as escadas, porque desde que conheci Yoongi aquele elevador vive em reformas, quando cheguei lá, respirei fundo, contei até três e bati na porta. Demorou um tempo até que um loiro sonolento abriu a porta.
Tae: Dormiu de novo não foi?
Suga: Sim, só acordei para fazer o meu almoço. Entra.
    O obedeci. Percebi que ele lavava a sua pequena louça. E voltou a fazer isso depois que abriu a porta para mim. Fui até o sofá que ficava na frente da tv. 
    Passados alguns minutos, Suga sentou-se do meu lado, e ele parecia nervoso.
Suga: E-eu preciso te contar sobre...o que aconteceu que me levou a dormir na sua casa.
    Ele se aproximou de mim com uma cara de "você vai odiar o que eu vou dizer mas tenho que falar mesmo assim"
Suga: Lembra aquele...encontro com a Hannah que você me disse para não ir?
Tae: Lembro. E deixa eu adivinhar...você foi né?
    Falei com um pouco de desprezo, porque já sabia que ele não tinha me escutado. Yoongi simplesmente concordou com a cabeça triste.
Suga: E...eu deveria ter te escutado quando você disse que ela não era boa companhia.
    Eu sabia que uma hora ela deixaria de ser um lobo em pele de ovelha com ele (Autora: me lembrei de uma música que fala isso quando escrevia então...)
Tae: O que ela fez com você?
Suga: Nada de mais, ela queria me levar até um lugar à força e aí...eu fugi até a sua casa.
Tae: Eu te disse e você não quis ouvir.
    Mostrei a língua pra ele, se isso era infantil? Muito, mas esse era o objetivo.
    Olhei para ele de novo. Era meio estranho, eu não sabia o que fazer, depois do que aconteceu. Eu deveria tratar ele do mesmo jeito de antes? Teria que mudar algo? Deveria beijá-lo agora? Até porque a vontade era grande. Eu queria   senti-lo de novo...
    Fui trazido de volta à realidade quando senti um leve tapa na minha língua, que por algum motivo ainda estava para fora da minha boca.
Tae: Eeeei! Não bate na minha língua!
Suga: Então pare de me provocar desse jeito oras. 
Tae: Provocar como?
    É, como? Ele se sente incomodado com pessoas mostrando a língua? É o quê? (Autora: aqui mais um momento tae meio trouxa) 
Suga: Me faz querer beijar você de novo.
    Dito isso ele se inclinou na minha direção e fez um biquinho, e eu coloquei a minha mão na boca dele enquanto deixava uma risadinha fraca escapar. Ele ficou um tempo ali parado, pensando no que fazer quando senti subitamente um calor na palma da mão. Ele estava passando a língua na minha mão. Eu a tirei no momento que percebi o que ele fazia, aí ele soltou uma risada demorada e voltou a tentar me beijar e eu somente com o intuito  de o incomodar.
Suga: Eeei! Por que você não quer me beijar hein TaeTae?
Tae: Você. Bateu. Na minha. Língua. E tá doendo.
    Mentira, e ele captou a mensagem.
Suga: Então vai ter que ser à força!
    Nesse momento, ele agarrou as minhas duas mãos e bruscamente me jogou para baixo, senti minhas costas baterem contra o sofá e ele se aproximou. Ambos estávamos rindo, e aquele sorriso dele era tão fofenho. Aí ele chegou perto de mim e eu tentei mais uma vez o afastar com as mãos. E depois de uns momentos assim ele conseguiu pegar o meu braço, assim ele foi me puxando para mais perto mas eu dei um jeito de me jogar de novo para trás, e ele se jogou em cima de mim, de modo que eu não poderia fugir para qualquer lugar, então ele começou a beijar o meu pescoço entre risos meus e dele, sem parar por nada. Ele foi subindo os beijos, e agora seus lábios estavam separados dos meus por uma questão de centímetros. Antes de ele me beijar eu me esquivei e aí ele parou de se mexer.
Suga: Por que não me deixaaa, você quer isso e sabe disso~
    Vi ali a oportunidade de perguntar para ele o que ficou na minha cabeça no almoço.
Tae:  Antes, eu quero te pedir...uma coisa sabe?
Suga: Aí eu posso te beijar?
Tae: Aham.                                      
     Olhei para baixo meio tímido e pensei se eu falava que amava ele ou se perguntava se ele me amava, então considerei a segunda um pouco melhor, até porque não sei dizer se realmente amo ele, e como ele vai saber então Taehyung? 
    Fui tirado dos meus pensamentos quando percebi que seus lábios tinham se encostado timidamente nos meus porque eu consegui me distrair. Fui pego desprevenido, que ódio. Mas não vou falar que foi ruim, eu poderia ter feito besteira. Nesse momento relaxei e parei de lutar contra, me entregando ao beijo. Dessa vez, eu coloquei as minhas mãos uma de cada lado do seu rosto o puxando para mais perto. Depois de um tempo Suga desceu as dele até a minha cintura. Ele abria e fechava a boca, e eu sentia borboletas no estômago. 
Kook: Ô Sugaa! O V tá aí com vo....cê?
    Como se tivesse brotado um muro invisível entre nós, separamo-nos no mesmo segundo que ele entrou. Yoongi olhou para ele com uma cara tipo "eu vou te matar seu desalmado" e Kook parecia ainda estar processando o que aconteceu, ele ficou sem reação por um tempo até que abriu um sorriso estilo Jeff the killer, tapou a boca e começou a lentamente se mover na direção da escada. Suga foi logo atrás dele correndo, eu o segui.
Suga: Sua peste!!! Volta aqui!!!
    Yoongi estava realmente bravo, eu só ria tentando acompanhá-los, (porque sou um zero em esportes) 
subindo a escada. Kookie estava quase chegando na porta do apartamento dele, e realmente conseguiu sem que Suga o parasse.
Kook: Pessoal!!! Olha só quem eu achei se comen---hmmf!
    O loiro tapou a boca dele bem na hora, eu simplesmente cheguei um pouco depois morrendo de rir.
    Lá estavam Jin, Jimin que já havia lançado um olhar de "ai que ódio" ao ver a cena, e Namjoon. Perguntei-me onde estaria Hoseok.
Jin: Osh! Deixem o biscoito egocêntrico falar!
    Aí me virei e vi um Jungkook sorrindo inocentemente e um Suga com a mão mordida reprimindo uma cara de dor.
Kook: Eu V o V e o Suga se comendo no sofá!!! Eu vi com os meus próprios olhos que a terra há de comer!!!
Tae: Cala a boca!!!
Suga: Haaa! Eu vou te esmigalhar Kookie!!!
   (Autora: aqui temos um claro exemplo de um xingamento para o Kookie, porque ele é um biscoito, saca? Kkkkk mds lembrem-se do aviso das piadas ruins, desculpa) 
   Suga quase avançou no Kook, quase, se eu não tivesse o segurado porque sabia que ele não estava levando na brincadeira. 
Jin: Espera um pouco! É verdade isso?
    Jin apareceu na nossa frente nos separando.
Kook: É sim! 
Jin: Prova.
Kook: É isso mesmo, você não confia em mim omma?
Jin: Então só me diga uma semana inteira em que você não mentiu sobre faltar aula, "esquecer" de arrumar a mesa, deixar a tampa da privada aberta hein Jeon Jungkook?
Kook: Aff, isso não importa. Pergunte pra eles.
    Jin se virou para nós com uma cara confusa. Pude ver Namjoon por trás dele com um sorriso na cara e Jimin só assistia a treta com uma cara de "tomem trouxas".
Jin: Então? É verdade isso?
    Suga olhou pra mim e eu olhei pra ele e tivemos uma conversa com os olhos sobre quem ia falar. Quando o vi percebi que ele estava muito vermelho, e acho que eu também, porque sentia minhas bochechas queimando.
Suga: Bom...é...é verdade sim.
    Ele falou em um tom baixo muito fofinho que eu amei. Jin arregalou os olhos e nos abraçou. Eu parei por um momento para ter um pensamento de quanto gay aquilo era. Só faltava nascer uns arco-íris em cima da gente (Autora: levem na zoeira plmdgd) 
Jin: Jura? Finalmente Yoongi!!! Achei que ficaria na sua solita solidão pra sempre!!! Aeee, a omma está feliz!!!
    Deixei um sorriso escapar, mas o desfiz quando pensei o que aconteceria quando eu contasse para a minha verdadeira omma. Claro, eu vou tentar esconder, mas se não for possível aí fodeu. 
    Notei que mais uma vez estava com cara de paisagem. Merda. 
Kook: Agora só falta o... Ô HOSEOK!!! VEM CÁ PELO AMOR!!! TEM QUE SER AGORA!!!
    Imagino que ele deve ter acabado de invocar todos os Hoseoks na Coréia inteira pelo volume do grito dele. E Hoseok claramente se assustou com o grito e veio correndo como se tivesse esperando  ver uma bomba nuclear explodindo à duas quadras daqui. E ainda usava um pijama ( Autora: a lá o short-film de mama) 
Hobi: Qq tá contesenu???
Kook: Adivinha!!!
Hobi: Desculpa, minha magia só adivinha o futuro, e eu vejo a minha mão na sua cara se você tiver quase me causado um ataque do coração por nada!
Kook: Você é oficialmente...o único encalhado daqui!!! Fique feliz!!! Pule de felicidade!!!
    Kook o abraçou e Hobi pareceu meio confuso, olhou para nós, e Yoongi segurou a minha mão meio que para dar um sinal. Ele o entendeu.
Hobi: E você me acorda só para isso? Vai tomar no meio do seu Kook de ouro.
Kook: Aquele que você quer beijar né?
    Falou Jungkook com uma cara de quem acabou de dar a melhor patada do mundo e Hoseok com aquela básica desnorteação pós-patada. Eu soltei uma risada longa assim como os outros na sala.
Suga: Sabia que a sua risada é muito fofa TaeTae?
    Disse ele sussurrando no meu ouvido, o que me fez estremecer, certificando-se de que ninguém nos olhava, enfim agora Kook e Hobi eram o foco.
    Hoseok saiu mostrando o dedo do meio. Perguntei-me por que ele estava dormindo de tarde, mas não dei muita importância. Depois disso, Jin brotou do meu lado me dando um susto.
Jin: Podemos...conversar? Só nós três?
    Assenti com a cabeça. Por que não?
Jin: Namjoon, eu vou sair um pouco. Não deixe as crias acabarem com a casa!!!
RM: Pode deixar querida!!!
    Jin foi até Rap Monster (que não faço a mínima ideia de onde tiraram esse nome até hoje) e deu um beijo nele. Fiquei observando a cena com uma cara idiota, awwwn que fofo!
    Fomos até o apartamento de Yoongi, sentou-se no sofá e nós o seguimos. Era meio estranho, Jin estar sentado no lugar onde estávamos tendo um fluff cinco minutos atrás.
Jin: Vou falar uma coisa séria para vocês dois, sobre os pais do Tae.
Suga: O que tem eles?
Tae: São homofóbicos, os dois.
    Achei que ele já soubesse, pelo ocorrido de hoje mais cedo, mas acabei deixando essa passar.
Suga: Ahhh. E?
Jin: E aí que você sabe que se os pais do Taehyung desconfiarem da hipótese de que supostamente vocês poderiam ser um pouco mais de amigo, Tae, você está ferrado.
Suga: Mas...não pode ser tão ruim? Tipo os pais dele o abandonarem?
    Jin riu.
Jin: Hãã, não. Ela não faria essa filhadaputagem, mas o mais provável é que vocês não possam mais se ver. Porque para ela isso é um ultraje pelo fato de que já...
    Ele parou a frase como se tivesse se lembrado de que quase estava contando um segredo que lhe custaria a vida.
Jin: O que quero dizer é...só não saiam do armário. Podem fazer isso para o resto do mundo, não pra eles. Ah! E Suga, os seus pais? Só por curiosidade.
    Suga engoliu em seco.
Suga: Eles sempre apoiaram essa casa com o lema de amor é amor. Eles me contaram que eram contra até acontecer com a família. Aí eles aprenderam que o preconceito deles era estúpido. Até me disseram que estavam bem se eu fosse então...não é um problema.
    Dei um sorrisinho, se ao menos fosse assim comigo.
Jin: Ótimo. Isso só para vocês se cuidarem porque se não vai dar merda tenham certeza.
    Jin saiu nos deixando sozinhos pensando. Fomos até a sacada dele e ficamos olhando a cidade. A maioria das coisas que me perturbava já tinha sido resolvida, menos...Sunhwan. Ela provavelmente estaria morta a esse ponto, ou pior, e eu não falei até agora por ameaças. Por GDeus, será que terei de carregar esse peso nas costas para sempre?
    Nós conversamos sobre essas questões dos nossos pais, e acabamos nos beijando de novo quando quase era hora de eu ir para casa. Dessa vez era um beijo bem demorado. Eu tinha uma mão no vidro da sacada e a outra em seus cabelos, ele com uma segurava o meu rosto, e a outra não fazia absolutamente nada, mas acho que ela hesitava em que usá-la, com isso, timidamente ele a deslizou por baixo da minha camiseta. Senti suas mãos frias encostarem em mim, e fiquei pensando no que estava acontecendo. Eu o deixei, até porque entendo o porquê de ele ter feito isso, nós dois queríamos isso a um tempo, ele bem mais tempo do que eu. Inevitavelmente me lembrei daquela noite em que Hannah...pois é, mas afastei o pensamento com todas as minhas forças. Ele permaneceu um tempo com a mão parada, porque provavelmente se arrependia de  ter feito isso, mas agora ele teria que continuar. Ele começou a mexer sua mão em torno da minha barriga e eu estava morrendo ali, estremecendo a cada toque. A um ponto pensei até onde aquilo iria, e a minha hipótese não era muito romântica não. A ideia me assustou, eu sabia que ele provavelmente não faria nada, mas mesmo assim, pareceu que a coisa estava indo muito rápido, tipo, nós hãã...estamos namorando por assim dizer, eu acho? Faz somente um dia e já...acho que não. Por mais que eu não queria acabar com o momento, eu tive que. Eu parei o beijo indo para trás, e ele meio desengonçado se desvencilhou também. Nossas respirações estavam ofegantes, e ele me olhava com uma cara confusa, e sua cara ficara vermelha. A minha também.
Suga: A-ah, desculpa eu...eu achei que...eu não queria...é que...desculpa. Não quis te assustar.
Tae: N-não, não precisa se desculpar, eu só acho...que isso é rápido demais sabe? Em um dia éramos amigos e agora... E também...acho que preciso voltar pra casa.
Suga: Ata, certo, é.
    Eu vou me dar um tapa na cara, bem forte, quando chegar em casa. Nós fomos meio sem jeito até a porta e ele se ofereceu para me acompanhar. O silêncio entre nós era grande. Ele enfim perguntou:
Suga: É...você não gostou daquilo? Porque se não, eu não faço mais ok?
Tae: Não, não é isso, é que, eu acho que está meio rápido entende?
    Ele me olhou triste. Cara, meu coração morreu ali.
Suga: Mas...me perdoa? Ainda somos...alguma coisa?
    Revirei os olhos e abri um sorriso.
Tae: Claro que sim,  bobo. E pode me chamar de namorado ao invés de "alguma coisa".
Suga: É que parece meio estranho. E não espere que eu fique te chamando de chuchu porque isso não vai acontecer mesmo nos seus melhores sonhos.
    Isso me fez sorrir de verdade.
Tae: É por isso que eu te amo! Agora vem cá!
    O puxei para um beijo, e nele percebi que era a primeira vez ( tá que não foram muitas) que eu o beijei, e não fui beijado. Depois que nos separamos ele foi pelo seu caminho, até porque ele estava indo para o mercado e eu para casa, então fiquei sozinho. Resolvi pegar um caminho diferente para variar, e nesse caminho fiquei fazendo duas coisas: pensando em me dar um tapa na cara e na garota que sumiu. Aí percebi que a casa dela ficava na rua em que eu estava agora. Parei em frente a casa, eu não aguentava mais segurar. A razão estava praguejando contra mim, eu sabia que ia dar merda, mas por um momento, um só, eu larguei essas coisas e bati na porta da casa. Eu poderia falar da Hannah, e poderiam me ajudar, certo?
    Todas as minhas esperanças se esvaíram quando a porta simplesmente abriu, ela nem estava trancada. A casa estava vazia, só tinha uma mesa, com um envelope em cima. Pensei se poderia invadir assim, e me xinguei por dentro por ter agido no impulso, e me lembrei do que Jin disse. Peguei o envelope, talvez para descobrir alguma coisa, e o abri.
              Querido Tolinho
   
Fudeu bonito pra você amore~

         Com amor, Hannah



Notas Finais


Ah! E nesse momento eu estou digitalizando a capa! Finalmente! Depois de 17 caps, acho q vou colocar em algumas horas.
Pergunta: o fluff ficou bom? Porque digamos que eu nunca namorei, beijei alguém, etc. Então não sei.
Até o próximo!!!


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