História Heat - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Alfa!taehyung, Bangtan Boys, Bottom!hoseok, Bts, Hoseok, Hoseok!bottom, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Taehyung, Ômega!hoseok, Taehyung, Taehyung!tops, Taeseok, Top!taehyung, Universo A/b/o, Vhope
Visualizações 220
Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bom dia sem o bom

Capítulo 5 - Desejo


Durante um cio, tudo o que um ômega é, se evidencia. Portanto, se ele é impaciente, durante o cio fica dez vezes mais impaciente; se é carinhoso, durante o cio fica dez vezes mais carinhoso, e por aí vai. Claramente, não é fácil lidar com essas características explícitas praticamente sem filtros, Taehyung podia dizer isso por experiência própria, mas ele não se importou de aguentar Hoseok por quatro dias, o tempo de duração de seu cio.

 

O ômega não se cansava fácil, e parecia saber exatamente como provocar Taehyung, que não conseguia resistir ao garoto, porém não era como se agissem como namorados ou algo parecido. Hoseok era orgulhoso, Taehyung sabia disso, e embora conseguisse contornar boa parte dos chiliques por ora, até porque no cio os ômegas costumam ficar mais desinibidos e leves, propensos a pensar menos nas consequências de seus atos, o alfa ainda se preocupava um pouco.

 

Hoseok não era um garoto fácil. Taehyung sabia perfeitamente disso, e exatamente por esse seu temperamento complicado que, mesmo certo de que queria fazer aquilo, o alfa forçava-se a não marcá-lo.

 

Uma marca era algo muito importante, aliás, era a coisa mais importante do mundo na sociedade atual, mais significativo até que um casamento, e Taehyung tinha consciência disso. Mesmo que Taehyung fosse o alfa, ele não tinha direito de marcar o garoto sem seu consentimento, coisa a qual ele tinha quase certeza que não teria, afinal Hoseok parecia se retesar todas as vezes em que ameaçou chegar perto antes daquela primeira noite, e eles brigavam sempre também.

 

O mais velho se sentia inevitavelmente estranho quando estavam numa situação muito propícia para finalmente marcá-lo. As presas cresciam, vezes cortando de leve os lábios inferiores, e ele lutava para sequer deixar o ômega ver aquilo. Ele sabia que teria que esperar por Hoseok, e esperaria, mas seu lobo parecia impaciente demais para isso. Além de que a situação lhe assustava um pouco, afinal as presas de um alfa não se mostram por pouca coisa, o que levava Taehyung a pensar que o que sentia por Hoseok não era apenas uma simples atração, era mais, bem mais, e ele não sabia como lidar com esse sentimento todo.

 

[...]

 

Taehyung levantou-se com cuidado da cama. O cio do ômega ao lado havia terminado no dia anterior, porém ele acabou por dormir na casa de Hoseok na noite passada, estranhamente a pedido do mais novo. O alfa respirou fundo, finalmente dando-se conta de que aquela relação poderia acabar de vez hoje, não que ele quisesse que isso acontecesse, mas não sabia muito bem como Hoseok agiria, não sabia o que o garoto sentia por si, se é que sentia algo. 

 

Balançando a cabeça, o alfa tentou tirar esses pensamentos da cabeça. Ele levantou-se e cobriu melhor Hoseok com um cobertor antes de partir para o banheiro. Tentaria ir embora antes que o ômega acordasse, deixando apenas um bilhetinho ou algo do tipo. Sabia que se veriam de novo, afinal ainda estudavam na mesma escola, mas também sabia que um encontro logo de manhã deixaria ambos constrangidos com a ficha do que tinha acontecido nos últimos quatros dias finalmente caindo para os dois.

 

Taehyung tomou um banho rápido e saiu, secando-se com uma toalha branca. Ele praguejou baixo ao perceber que tinha esquecido as roupas no quarto, e voltou para lá, esperando que Hoseok ainda estivesse dormindo.

 

Mas não estava.

 

Hoseok, sentado na cama, olhava diretamente para a porta quando Taehyung a abriu. Os dois se encararam por um tempo, desconcertados e o alfa pigarreou baixo, indo de encontro à uma mala de roupa que tinha ido buscar com pressa no primeiro dia em que ficou na casa.

 

Sem saber muito bem o que dizer, Hoseok se levantou. A camiseta que usava era de Taehyung, e chegava à metade das suas coxas. O alfa havia achado adorável a forma como ficava no corpo bonito de Hoseok, e embora o outro tenha achado meio brega, ficou com aquilo no corpo só para satisfazer a vontade do alfa e, também, bem lá no fundo, porque sabia que acabaria ficando com aquela camiseta, ela tinha o cheiro de Taehyung impregnado como uma tatuagem e ele adorava senti-lo em si. Não que fosse admitir nada disso para o mais velho, o qual achava que Hoseok não tinha trocado de roupa por pura preguiça.

 

— Você... Já vai? — Hoseok finalmente perguntou, notando quando Taehyung começava a abotoar a camiseta. 

 

— Hm... Sim.

 

— Não quer ficar? — Hoseok perguntou, mexendo nos próprios dedos. Taehyung o olhou um pouco confuso e surpreso, ao que o garoto corou um pouco antes de continuar. — Quero dizer, para o café da manhã. Depois de comer... Você... Vai.

 

— Ah, hm, pode ser — esboçou o começo de um sorriso e Hoseok assentiu, colocando uma calça de moletom e chinelos para descer, sendo seguido por Taehyung já arrumado.

 

A casa enorme ficava muito silenciosa quando vazia. Só haviam os dois ali ainda, e Hoseok teria que ligar avisando aos pais que seu cio havia chegado ao fim. Taehyung sabia que ainda tinha uma conversa com o Sr. Jung, pai de Hoseok, mas claramente o mais velho o ligaria para essa tal reunião a sós. Pensava se o pai do garoto achava que os dois tinham algo, e lamentava pela resposta ser não, a não ser que uma rixa pelo posto de Presidente do Comitê Estudantil contasse como algo.

 

Taehyung pôs-se a sentar num dos bancos em frente à um balcão que havia na cozinha estilo americana. O outro logo começou a preparar algo, ambos silenciosos.

 

Hoseok era adorável cozinhando. Taehyung admirava o garoto enquanto pensava que talvez essa fosse a última vez que veria aquela cena. O ômega entregou-lhe o prato com algumas panquecas cheias de uma cobertura doce, tirando Taehyung de seus pensamentos pessimistas. O alfa agradeceu antes de começar a comer.

 

A refeição toda foi num silêncio desconfortável. Ambos queriam falar algo, mas por orgulho ou medo, continuavam calados. Isso os sufocava, porque pelo amor de Deus, aquilo tudo não podia acabar daquele jeito. Eles tinham se entregado completamente nos últimos quatro dias, e sentido coisas que tinham certeza que não sentiriam com mais ninguém, mas ainda sim permaneciam com a boca fechada, fingindo que realmente não tinham nada a dizer.

 

— Obrigado pela refeição, Hoseok. E... Também pela hospitalidade — o alfa disse, direcionando um meio sorriso para Hoseok que o olhava com certo nervosismo e atenção.

 

"Hospitalidade? Taehyung, porra, você fodeu esse garoto. Você amou ele da forma mais profunda possível por quatro longos dias. Você se entregou completamente para ele e tomou ele para si também, como pode falar como se tua estadia ai fosse algo comum? Como se tivesse de férias na casa do seu primo distante? Não foi! Droga, não foi! Foi a coisa mais incrivelmente anormal e maravilhosa que aconteceu na sua vida, imbecil." A cabeça de Taehyung girava, e não era diferente com Hoseok.

 

— Ahn, sim. Não há de quê, eu acho que... Devo agradecer por... Bem, por ter ficado e me ajudado — o ômega respondeu, e então se arrependeu das palavras em seguida. Por que diabos estavam se tratando formalmente? Como se não tivesse acontecido nada? Como se fossem apenas colegas que fizeram um favor besta um para o outro, mas que porra?!

 

 

Hoseok levantou-se da cadeira em que estava e se aproximou um pouco do alfa já em pé. Mesmo fora do cio, Hoseok ainda tinha aquele cheiro inebriante e doce que fazia Taehyung querer puxá-lo e abraçá-lo, só para sentir mais de perto. Por quatro dias ele teve intimidade o bastante para fazer isso quando queria, e fez, porém agora, parecia que isso tinha sido em outra vida.

 

Hoseok mexeu os ombros, sentindo o coração bater desconfortável enquanto Taehyung o olhava naquela intensidade profunda que ele amava. Ele gostaria de se deixar perder naqueles olhos maravilhosos mais uma vez, e então puxá-lo até que ambos estivessem fechados para que pudessem se beijar daquele jeito intenso que Hoseok se viciou. Mas isso também poderia ter sido feito em outra vida, porque embora estivesse feito exatamente isso bem no dia anterior, Hoseok não tinha coragem de fazê-lo agora.

 

O mais novo forçou-se a dar mais um passo para frente, analisando as feições bonitas de Taehyung. Ele era lindo, em todos os aspectos possíveis, e o mais novo temia que ele não soubesse disso, do quanto era atraente, tanto por fora quanto por dentro, e do quanto aquela visão estarrecia o coração de Hoseok em migalhas por não poder agarrá-lo ali naquele momento. O ômega abaixou o olhar um pouco mais, notando as mãos que se mexiam minimamente, um pouco inquietas. Ele adorava aquelas mãos e a forma como eram firmes quando Taehyung o puxava para si, tão certeiro de modo que o encontro entre os corpos era gostoso de sentir. Ele não sabia que a inquietude do outro era porque queria fazer isso, exatamente isso, e sabendo que o alfa provavelmente não o puxaria dessa vez, o ômega deu mais um passo tímido, ficando cara a cara com Taehyung.

 

— Hoseok... O que você...

 

— Eu só quero te olhar mais um pouquinho — Hoseok o interrompeu, falando baixinho, quase que somente para si, porém as habilidades de alfa de Taehyung o permitiram escutar a fala, e ele precisou se segurar para não colocar Hoseok em cima daquele balcão e tirar-lhe toda a roupa do corpo.

 

O desejo era mútuo, e ambos também tentavam o reprimir naquele momento. Hoseok não conseguia desviar o olhar de Taehyung, cada célula de seu corpo clamando pelo outro silenciosamente, enquanto o mais velho já conseguia sentir o incômodo nas gengivas superiores.

 

Ao contrário do que a maioria pensa, as presas não aparecem no meio de uma transa. Pode acontecer, claro, mas não é como se fosse uma regra. A vontade de marcar alguém, obviamente acompanhada do crescimento dos caninos, acontecia quando atingia-se o pico de um desejo e conexão com a outra pessoa. Algo difícil de ser alcançado.

 

Um lobo selvagem não trabalha com a razão, por isso marcaria seu par de uma vez ou, numa situação diferente como uma briga, simplesmente acabaria com a vida de quem o tivesse importunando, porém os híbridos possuem a parte humana que se usa desse critério para evitar algumas desgraças, e funciona, embora que também atrapalhe. Naquele momento, por exemplo, enquanto sentia as presas crescerem e vendo o pescoço de Hoseok tão pertinho, o alfa precisou focar-se na razão que sua parte humana lhe oferecia para permanecer quieto.

 

— Hoseok... — Taehyung alertou. Hoseok já tinha visto o que estava acontecendo, e sentiu seu coração falhar uma batida.

 

— Vá em frente. Você quer, não quer? — o ômega perguntou, embora já tivesse percebido que sim, caso contrário os caninos de Taehyung não estariam ali, impedindo-o que fechasse a boca normalmente.

 

Hoseok sabia o quanto uma marca significava. Sabia que para Taehyung estar naquela situação sentia tudo ou pelo menos boa parte do que o ômega também sentia pelo alfa. E ele queria aquilo. Embora antes achasse a ideia algo sinônimo da submissão que odiava, ele queria ser marcado por Taehyung. Isso significava que eram um do outro e, por Deus, ele queria Taehyung só para si, assim como queria permanecer ao outro.

 

— Não, não... Não dá — Taehyung tentou virar o rosto, mas mesmo quando a fala negativa saía de seus lábios, ele não conseguia fazer isso. As marcas roxas ainda estavam ali, tão vividas com as memórias maravilhosas do momento em que Taehyung sentiu o gosto daquela pele. Quão bom seria o gosto de seu sangue se o marcasse agora? — Eu vou embora, Hoseok. Preciso ir e...

 

— Pode me marcar — o ômega apressou-se em falar, e esticou a gola da camiseta devagar. Taehyung arfou, fechando os olhos por um momento, tentando recobrar o bom senso. O alfa não se apaixonara apenas por Hoseok como pessoa, mas também por cada parte de seu corpo, e as clavículas expostas faziam seu corpo esquentar.

 

— Hoseok... Não — negou mais uma vez, sentindo aquele controle todo escapar-lhe pelos dedos.

 

— Por que não? — o ômega perguntou, chateado, afinal, ele estava se entregando, porque Taehyung hesitava? Quase não parecia daquela natureza ao falar, tão corajoso e irresistível.

 

— Você não está preparado para isso ainda, Hoseok — o alfa pontuou, sabendo que o que dizia era verdade. — Vai se arrepender depois. 

 

— Lógico que n...

 

— Vai sim. Você sabe que vai — Taehyung o interrompeu, firme. — Você está manhoso ainda, pensa que me ama e me quer por perto, faz parte do cio. Quando essa sensibilidade passar você vai se arrepender, e eu não quero isso. Quero que tenha certeza, assim como eu tenho.

 

Hoseok sentiu os olhos marejarem. Sequer se lembrava da última vez que chorou, talvez tivesse sido quando era criança, mas dessa vez ele não conseguiu se segurar enquanto os olhos ardiam e a ponta do nariz se tornava vermelha.

 

Taehyung percebeu, mas pelo silêncio do ômega teve certeza de que tinha razão em tudo o que dissera. O alfa agradeceu mais uma vez com uma reverência e deu as costas para o ômega, por mais que lhe doesse o coração saber que o deixaria com os olhinhos marejados, prestes a chorar. Não queria que Hoseok chorasse, mas também não podia simplesmente fazer o que ele queria. Vê-lo se arrepender doeria mais, nos dois. Se Hoseok ainda estava no efeito do cio, Taehyung tinha que escutar a razão e não os instintos, pelo bem de ambos.

 


Notas Finais


ouçam tonight do tyler, hino que deixa todo mundo triste


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