História Heathen - Capítulo 4


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Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender, The Legend Of Zelda
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Heathen, Lucifer, Owersfanfics, Proxies, Proxy, Slender Man, Zalgo
Exibições 66
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores.
Desculpe a demora, estou na época de provas e estou dando o meu máximo para não deixar vocês na mão, me desculpe. Amei escrever esse capítulo, espero que gostem!



ps¹ — "manete donec veniamus ad vos aut mori!": fique onde está ou morra!
ps² — estou tentando refazer meu modo de escrever, então se a formatação, a gramática ou algo do gênero mudar, digam ^^

Capítulo 4 - Four;


Senti um leve susto, o carro havia parado brutamente o que fez meu corpo ir para frente sem nenhuma segurança. Abri meus olhos em alerta, vendo apenas eu dentro do carro e sem ninguém dentro — eles haviam me deixado sozinha, que legal —, bufei e abri a porta, senti um leve pressentimento, a chave ainda estava na ignição, e as cobertas ainda estavam dentro do carro — merda!

— Fica no carro... — ouvi o sussurro de Hoodie, e uma respiração no meu pescoço, engoli em seco e fechei a porta do carro devagar.

— O que houve? — indaguei no mesmo tom de voz.

— Servos de Zalgo. Na estrada. — disse pausadamente, e então sua respiração se afastou e me senti aliviada, é horrível ter uma sensação estranha e uma respiração ofegante e baixa na região da nuca, faz seu pelos se arrepiarem e você se sente... invadida. Como se tivessem entrado em sua zona de conforto.

Apenas assenti, o mesmo estava em alerta; olhando em volta, verificando todas às vezes se a porta estava fechada e eu tive que dizer todos os minutos que eu tinha uma arma comigo. Ele se preocupa tanto.

— E Toby? Onde ele está?

— Vigiando o carro no topo da árvore. Se bobear deve estar dormindo. — eu dei uma risada anasalada, Hoodie me acompanhou.

            Assim se passou um tempo, eu estava bastante entediada e não seria uma má ideia ir enfrentar os Servos de Zalgo... uma luta para descontrair é sempre uma boa. Bufei e fiz minha franja cair sobre meus olhos, mordi o lábio inferior; Hoodie não dizia nada fazia alguns longos minutos, isso me fez parar para pensar se ele ainda estaria aqui. Apenas virei a cabeça e meu corpo para trás, vendo o que procurava a centímetros de mim, sentia sua respiração na minha bochecha e seu nariz quase roçava com o meu — precisava fazer algo.

— Brian... O que fazendo? — indaguei como se não soubesse.

— Vendo se você estava preocupada comigo, pelo visto está sim. — deu um sorriso de canto malicioso, com o seu típico “jeito de malandro”.

— Puta merda, me deixa! — digo envergonhada, mas demonstrando raiva, volto na minha posição inicial e vejo a cabeça de Toby nos observando pela minha janela, grito de susto. — Qual é Toby?! Vai dar susto na sua mãe! Aquela puta!

            Estava muito brava? Sim, óbvio que sim, aguentar esses dois não foi uma boa ideia.

Vish, irritou... — ouvi ele dizer, sua voz saiu abafada por estar no outro lado, eu apenas abri a porta fazendo sua cabeça se chocar com a porta, ele caiu — eu ri de maneira perversa.

            Toby veio aqui apenas para dizer que eles estavam longe o suficiente para a gente “cair fora”, então apenas seguimos o nosso caminho, mas Hoodie estava diferente; em alerta, rígido com cada ação que eu fazia. E nessa situação, eu amaria provocar o mesmo, mas dessa vez o deixarei em paz e isso é bem estranho até para mim, enfim, o que eu poderia fazer? Eu queria mesmo era apenas comer, de preferência aquelas travessas de pimenta que Splendor faz...

            Só em pensar, me dá água na boca...

...

            Finalmente em casa! Nossa, nunca pensei que sentiria falta da mansão assim. Segui em frente com a minha mochila no ombro direito, vi Drowned na sala; o mesmo acenou — espera! Ele fez isso mesmo?! Eu o olhei de forma estranha, semicerrando os olhos, “Está aprontando alguma, que eu sei!” pensei, apenas sorri de forma cínica para o mesmo e segui o meu caminho.

— Só há loucos nesse bendito lugar. — sussurrei, e eu não estava errada. Senti uma pequena pulsação no meu símbolo, Slender me chama, dei meia volta no corredor e vi Rake no meio da passagem, o mesmo estava frenético e bastante perturbado.

            Ou seja, seu jeito de ser.

            Ele ameaçou vir para cima, eu o cortei com olhar nem um pouco delicada.

Manete donec veniamus ad vos aut mori!

            O mesmo ficou no lugar, com seus dentes e ombros rígidos — eu apenas segui meu caminho, se eu atrasasse poderia ganhar alguma advertência e eu não estou com paciência para isso; estou com fome. E quando eu fico com fome... Sabe-se lá o que eu sou capaz de fazer. Após alguns segundos de passos apertados, rápidos e ágeis, finalmente vi a porta macabra cujo Slender sempre estava e agradeci mentalmente por chegar, estava querendo adiantar isso logo. Bati na porta rapidamente e entrei, sem cerimônias.

O senhor quer falar comigo? — digo tão rápido que me embolei para entender depois. — Oh... desculpe. — disse mais calma.

Sim, quero sim... Vai ser rápido, não se preocupe. — esqueci que ele lê mentes. — Seu pai quer lhe contatar, fará uma reunião e quer que você vá. — mas, ele não está fugindo de Zalgo? Para quê algo tão chamativo? — Exatamente Heathen, é para isso a reunião.

— Desculpe Slender, não estou conseguindo entender.

Arranjar alianças, seu pai disse, conseguir o máximo de forças para deter Zalgo. — ao dizer “Zalgo”, sua voz saiu como se ele cuspisse todas aquelas letras que saíram de sua boca, como se o nojo fosse algo à parte.

— Entendo agora eu consegui distinguir, mas eu... — parei de falar bruscamente, senti um leve aperto no estômago, e não era nada bom; eu precisava comer.

Dei uma olhada de relance para Slender, o mesmo apenas disse para eu ir que terminaríamos a conversa depois. Nem sequer hesitei em sair dali, joguei a mochila no chão e corri até o primeiro andar, esbarrei em muitos, não consegui ver quem era, pois minha visão estava embaçada — ficar alguns dias sem comer por um diário idiota dá nisso —, e eu poderia virar a outra face de mim se eu não comesse algo logo. Ao chegar no meu destino, vi Splendor e mais alguns ali.

— Preciso de... comida. — eu disse entre soluços. Mas Splendor não se moveu, ele estava ocupado demais lavando a louça com seu avental preto, escrito algo em branco, mas eu não consegui ler, tudo parecia estar em constante movimento e um latejar em minha cabeça começou. — Que se foda! — eu gritei com um tom de voz anormal, tanto para mim quanto para os outros, fui ao armário e abri-o deixando cair potes e sacolas de algumas comidas, e achei um molho de pimenta, peguei-o e apenas o abri e joguei em minha boca, engolindo tudo num só gole.

            Minha visão voltou ao normal, e então vi o estardalhaço que havia cometido. Vidros quebrados no chão, biscoitos pisoteados, resto de pimenta em minha roupa... e mais uma infinidade de bagunça. O olhar ameaçador de Splendor pesou sobre mim.

O que houve com você?! — deu para perceber uma irritação, mas também, certa preocupação.

— Não posso sobreviver sem a pimenta ou algo relacionado a isso, viro um demônio. — eu disse meio envergonhada, não é do meu feitio fazer esse tipo de coisa, é um dos contras ser filha do próprio diabo. — Me desculpe Splendor, eu ajeito isso.

Tudo bem, mas evite fazer isso. — ele mudou de tom, e ajeitou uma mecha caída sobre minha testa com um tentáculo.

...

            Após alguns minutos de esforço, consegui ajeitar toda a bagunça que causei. Bufei de cansaço, e logo agradeci à Splendor por não fazer coisa pior comigo, já vi e ouvi algumas vezes em que ele castigava as pessoas que bagunçavam a sua cozinha. Logo saí da cozinha para encontrar Slender, mas logo o ouvi em minha cabeça:

Não venha aqui, estou ocupado. Seu pai lhe deixou algo em cima da sua cama.

            Tive quase certeza que não era Slender ali, sua voz estava um tanto calma e não melancólica quando de costume. Segui até o meu quarto, durante o trajeto senti que havia esquecido algo, mas pelo visto nada de importante já que não lembrara... Ao chegar perto da minha porta, ouvi a dos Proxies abrindo, logo saindo de lá Masky com a minha mochila, merda! A mochila!

— Como a pegou? Por quê está com ela? Ela é minha! — eu disse eufórica, quase soltando faíscas pelos olhos, eu havia perdoei Hoodie, não Masky.

— Calma Heathen... Slender pediu para lhe entregar — estendeu a mão direita, que estava com a mochila pendurada, logo a peguei, não tirando meu olhar de Masky —, achei que havia nos perdoado. Hoodie disse que...

O cortei de imediato.

— Eu o perdoei, não você. Não precisava esconder algo daquilo de mim, não sou mais criança! Além do mais, a brincadeira que vocês iriam fazer comigo foi muito infantil... muito infantil. — passei meu olhar para o chão, quase que desolada, ele podia namorar, se casar, ter filhos... o que quiser! Mas eu sou sua “amiga” desde criança, sempre contei as coisas para ele, e quando isso acontece tenho que ficar calada? Poupe-me.

Antes mesmo de dar uma resposta, entrei em meu quarto e fechei a porta fazendo um barulho quase que ensurdecedor, e logo atirei a minha bagagem na parede oposta a mim, fazendo um “baque” pelos zípers e correntes que tinha. Ouvi um murro como resposta na parede, e uma voz abafada e quase apagada no eco do quarto: Vá atazanar sua mãe, desgraça! Aquilo me deu uns nervos, mas eu só continuei calada, para não causar mais bagunça do que já causei hoje. Após contar até dez mentalmente, acordei dos meus devaneios e vi uma caixa enorme sobre a minha cama, era vermelha reluzente, com detalhes dourados e bastante ousados...

Só pode ser coisa do meu pai — pensei.

Tinha algo que a mantinha fechada, uma espécie de fechadura, mas sem qualquer resquício de uma chave — na verdade nem precisava —, e então o seu símbolo principal que eu sempre amei: um par de chifres cruzados, em negro marcante, enquanto o dourado em volta só dava mais “charme” para o símbolo. Abri a caixa sem menor esforço, envolvendo ali dentro um forrado de tecido preto.

Para quê tanta coisa? Não é apenas uma reunião? — indaguei para mim mesma, percebendo que havia algo a mais na palavra “reunião”.

Havia ali, além do tecido felpudo, uma carta de papel grosso e no seu verso escrito “Para Heathen”, feito à mão, delineado com bastante precaução e de forma um tanto despachado. Abri sem precedências, ansiava por qualquer palavra vinda do meu pai, coisa que é rara de acontecer.

Querida Heathen.    

Por meio dessa situação, dentre fugir e se esconder, vi que estava colocando ainda mais você em perigo. Então decidi juntar pessoas com poder, na qual esse pessoal pode acabar com Zalgo num estralar de dedos [...]

Ok, então seria um pessoal um tanto... poderoso. Claro né, se na carta já diz! Continuei a ler, ignorando meus pensamentos idiotas:

[...], e quero que você venha, para conhecê-los e, é lógico, me ver. Faz quase um ano que não te vejo e está me consumindo, na verdade. Slender cuidará de como irá chegar aqui, não se esqueça de agradecê-lo, foi ele que nos ajudou em toda nossa jornada, se é assim que posso chamar. E você foi forte para aguentar tudo isso.

Tem um presente para você logo abaixo dessa carta, use-o na reunião.

Lúcifer, seu pai.

Algo não estava certo. Por mais que eu queria agradecer, via que não tinha algo batendo ali. Eu precisava mesmo ir? Claro, quero vê-lo, sem sombra de dúvidas, mas conhecer seus “amigos” não é essas coisas. Talvez eu devesse contatar Slender sobre isso... talvez.

Ao fuçar mais ali dentro, vi um retalho vermelho vibrante — como sangue —, costura levemente feita e com muito cuidado; um vestido. Era do estilo “tomara que caia”, com um decote moderado, com algumas pedras reluzentes espalhadas por todo o comprimento. Era justo no tronco, mas depois da cintura ele se soltava, mas apenas um pouco.

Por meu pai, como é que isso é usado para uma reunião?!

Logo vi um salto, abaixo do vestido, que combinava muito com o retalho. E então, como se já não fosse suficiente, tinha aquelas pedras reluzentes que eu tanto usava na cabeça, só que o cordão era prateado e as pedras vermelhas da cor do vestido. Tudo estava combinando. Não foi meu pai que fez isso. Disso eu tinha certeza.

Joguei as coisas sobre a cama, deixando claro que eu não estava bem hoje — e eu precisava urgentemente esclarecer algo com Slender.

Aquilo não seria uma reunião.

Minhas vestes comprovavam ainda mais isso.

E ainda por cima, teria que levar um acompanhante.


Notas Finais


Gostaram?

— Vejo vocês no próximo capítulo.


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