História Heathens - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~hatgirl

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dark, Fichas, Hannah Murray, Heathens, Hospicio, Interativa, John Francis Daley, Loucura, Nojin, Sangue, Trevas, Twenty One Pilots
Exibições 48
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Me desculpem pela demora, fui impedida de postar por falta de tempo e alguns problemas pessoais. Espero que me perdoem.

Queria apresentar a nova coautora a vocês, a diva que se dispôs a me ajudar com a fic: @SailorNath! Muito obrigada mesmo!

Enfim, depois de dois meses eu cheguei, e LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 2 - I - Secret Information


Fanfic / Fanfiction Heathens - Interativa - Capítulo 2 - I - Secret Information

Michael sentou-se em frente à escrivaninha e ligou o computador. Conectou o cabo de sua câmera ao laptop e esperou até os arquivos aparecerem em sua tela. Havia uma porção de vídeos, todos gravados naquele mesmo dia. Ele lembrava-se de cada um deles e de cada coisa que havia sido dita pelos entrevistados. Estava na hora de revisitar cada momento daquele dia. Afinal, Mike não podia perder nem mesmo o menor dos detalhes.

Naquele mesmo dia, às 8:30 da manhã, Michael saiu de seu quarto, em direção à Ala 2. Seu quarto ficava no fim da Ala 1, ao lado da porta que conectava os quartos de hóspedes aos dos funcionários. Ele tocou a campainha e, logo em seguida, ouviu passos apressados.

Quem abriu a porta foi uma garota pequena e magra. Com cabelos louros e a pele pálida, poderia se passar por uma russa nativa. Se não fosse pelos olhos puxados, é claro, que revelavam sua ascendência asiática.

— Pois não? — ela perguntou, inclinando levemente a cabeça para o lado.

— Michael Johansson. — o jornalista apertou a mão da moça de modo energético. — Sou jornalista.

— Ah, é você que está gravando o documentário? — ela sorriu. — Boa sorte! Meu nome é Arabella Hills. Sou psicóloga.

— Ótimo, ótimo! — Mike riu, batendo palmas. — Vou entrevistar você agora mesmo! Digo… Você está livre agora?

— Uh… Sim, estou! Quer usar a minha sala?

— Seria ótimo! — o sorriso do repórter se alargou. Mike estava falando muitos “ótimos” naquela manhã.

— Vamos lá, então!

Após deixarem a Ala 2, a srta. Hills o guiou pelos vastos corredores do sanatório. Os dois subiram as escadas até chegarem a uma sala cuja porta estava aberta. Aquele, segundo o diploma de universidade pendurado na parede, era o escritório da jovem psicóloga.

Ela fechou a porta e fez um gesto para que Mike se sentasse no divã, fazendo o mesmo em sua poltrona.

Michael posicionou sua câmera na mesinha de centro em frente à srta. Hills, para que, além de sua voz, cada expressão facial e gesto da psicóloga fosse capturado.

— Diga seu nome, idade e o porquê de estar aqui quando eu ligar a câmera. — instruiu Mike, e a moça assentiu, mostrando entendimento. — Três, dois, um… Gravando!

— Meu nome é Arabella Hills, tenho 24 anos e sou psicóloga contratada pelo hospital. — ela apresentou-se, ganhando um gesto se aprovação de Michael.

— Trabalha aqui há quanto tempo, senhorita Hills? — perguntou o jornalista.

— Três anos.

— Isso seria, então… Desde 2013?

— Sim.

— Você se formou bem cedo. Existe algum motivo para isso?

— Entrei adiantada no colégio e pulei alguns anos.

— Mm-hm. Como é trabalhar aqui?

— Devo admitir que é bastante agradável. Os outros funcionários são bem simpáticos, em sua maioria… E vários dos pacientes são pessoas muito boas.

— Você sabia que o Elizabeth Báthory abriga alguns dos criminosos mais perigosos do mundo inteiro?

— Sim, mas nunca fiquei sabendo de alguma brutalidade cometida por eles aqui dentro.

— Seus colegas falam alguma coisa?

— Sobre…?

— Sobre o comportamento dos pacientes.

— Nada fora do normal. Tudo aqui está sempre dentro dos padrões. — a frase da psicóloga soou bastante monótona, quase robótica.

— Continuando… Você tem contato frequente com Quinn Dollaganger?

— Sim, atendo ela desde que comecei a trabalhar aqui.

— Poderia descrever o comportamento dela?

— Não estou autorizada a revelar informações sigilosas sobre nossos pacientes. — de novo, aquele tom de voz automático. — Mais alguma pergunta, senhor Johansson?

— Não, estou satisfeito. — Mike desligou a câmera. — Muito obrigado pela entrevista. — ele saiu do escritório, mas enfiou a cabeça para dentro outra vez. — E me chame de Mike, por favor.

— E você pode me chamar de Bella. — Arabella sorriu, simpática.

Michael bateu a porta atrás de si e sentou-se no chão. O que diabo fora aquilo? Tudo aqui está sempre dentro dos padrões. Não estou autorizada a revelar informações sigilosas sobre nossos pacientes. Parecia um discurso decorado. E a mudança na expressão dela fora sinistra. O sorriso gentil tornara-se uma carranca fria e assustadora.

(Estou num hospício, afinal. Todo mundo deve ser meio louco aqui.)

Michael levantou-se do chão e voltou a perambular. Talvez encontrasse alguém que estivesse disposto a falar sobre a menina Dollaganger.

Um barulho, parecido com o bipe do aeroporto ao anunciar o terminal de algum voo, ecoou pelo sanatório inteiro.

— Senhores pacientes da Ala 3 e funcionários, favor comparecer ao refeitório. Estaremos servindo, a partir deste momento, o café da manhã. — uma voz anasalada anunciou, fazendo com que todas as portas do corredor se abrissem.

Em seguida, a ala foi tomada por pessoas de jaleco branco. Em vez de ficar ali parado, Michael os seguiu.

Passando por diversas portas, escadas e corredores, Mike finalmente chegou à enorme sala branca que era o refeitório. Várias pessoas que vestiam camisolas de hospital e roupões — os pacientes da Ala 3, pelo visto — sentavam-se às mesas, alguns sozinhos, outros agrupados.

Ele resolveu ir até as mesas dos funcionários e conversar com mais alguns, para ver se descobria algo de interessante.

Mike se aproximou da mulher que sentava-se sozinha, comendo um sanduíche de atum. Ele posicionou-se em frente a ela, que, distraída, levou um pequeno susto.

Assim como Arabella, a moça que o jornalista entrevistara mais cedo, ela era asiática. Pele pálida, olhos escuros e puxados e longos cabelos negros. A mulher parecia mais velha — uns cinco anos a mais do que Mike. Era muito bonita, com um olhar sereno, mesmo após o susto.

— Bom dia! — Michael estendeu a mão para ela, que a apertou calmamente. —  Michael Johansson, jornalista. E você é…

— Morgana Young, psiquiatra.

— Poderia, por favor, me conceder uma entrevista?

— Sim, claro.

No instante em que Mike ligou a câmera, um dos pacientes gritou. Em seguida, Morgana e o jornalista ficaram cercados por figuras vestidas de branco. Tanto pacientes quanto funcionários deram entrevistas. Contudo, Michael não conseguiu informação alguma sobre o Caso Dollaganger. Enquanto os funcionários repetiam aquilo que, aparentemente, era o seu mantra — “Não estou autorizado a revelar informações sigilosas sobre nossos pacientes.” —, os pacientes não sabiam coisa alguma.

Frustrado, após cerca de quinze entrevistas, Michael saiu do refeitório. Ficou andando por perto dali, tentando encontrar alguém com quem não tivesse falado. Sem sucesso, continuou andando pelos corredores por mais algum tempo. Acabou saindo do lugar onde ficava o refeitório e indo parar na Ala 7, a de radiologia.

Os corredores daquela parte do hospital estavam desertos. Não havia sinal de qualquer funcionário ou paciente.

(Espere aí, que barulho é esse?)

No fim do corredor, havia uma enorme porta de ferro. Embora fosse pesada, ela não bloqueava o som de gritos estridentes que vinha de dentro daquela sala.

Michael ligou a câmera e correu até a porta. Encostou o ouvido na fria superfície de ferro, para que pudesse escutar melhor o que se passava lá dentro.

— AAAAHH! Não toque em mim, não toque em mim!

— Quinn, por favor. Você precisa fazer os exame. — uma voz calma, provavelmente masculina, insistia.

(Quinn? Oh, Deus, é Quinn Dollaganger!)

AAAAAAAAAAAAHHHHH! Seu porco desgraçado, tire as mãos de mim!

Dollaganger, eu sei que esse medo é fingido. Pare de gritar. — outro homem,  desta vez mais impaciente. Mike conhecia a voz de algum lugar, mas não conseguia lembrar. — Lee, saia daqui.

NÃO, NÃO, NÃO! Por favor, Jackson, não vá embora!

Lee, agora.

Agora os gritos da garota haviam se tornado soluços. Ela chorava sem parar, implorando para que Lee não a deixasse lá. Foi em vão: os passos de alguém, provavelmente ele, se dirigiram à porta.

Michael desligou a câmera rapidamente, logo antes de a porta abrir. Um homem jovem, provavelmente da mesma idade do jornalista, saiu da sala. Cabelos louros platinados, estatura mediana, olhos escuros e puxados…

(Só contratam asiático nessa merda. Até agora, não vi UM russo.)

— Bom dia, senhor. Quem é você? — perguntou o tal Jackson, no mesmo tom de voz calmo que usara para falar com a paciente.

— Michael Johansson, jornalista. — Mike sorriu e apertou a mão do funcionário.

— Jornalista, é? Então é você que está gravando aqui? Boa sorte! — ele retribuiu o cumprimento. — Jackson Lee, radiologista.

— Você poderia me conceder uma descrição? — perguntou Michael, cujo sorriso se alargou quando Jackson assentiu. — Como é o comportamento de Quinn Dollaganger?

— Não estou autorizado a revelar informações sigilosas sobre nossos pacientes. — ao contrário de suas colegas, o radiologista parecia um pouco assustado. — Mais alguma coisa que você queira saber?

— Não, não. Muito obrigado.

Durante o resto do dia, Michael ficou andando pelo sanatório. Não conseguiu informação alguma sobre Quinn Dollaganger, mas um paciente lhe passou a planta baixa do hospício, mostrando exatamente onde ficava a Ala 4, lar dos criminalmente insanos. Embora fosse proibido entrar lá, Michael sabia que uma mera regra não o seguraria.

O show tinha que continuar.



 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo. Prometo que, da próxima vez, posto pelo menos um extra antes da ausência de Heathens completar dois meses.

Ainda tem 8 vagas abertas, e aqui está o link da planilha com todos os aceitos até agora: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1utQv8eUlSncoG-XTx3Jz5b0WdbMrNnW0KcWSP--G2uo/edit?usp=drive_web

Comentem o que acharam, adoraria saber a opinião de vocês!


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