História Heathens - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Block B, EXO, Got7, Monsta X, WINNER
Tags Ação, Block B, Bts, Crime, Exo, Fuga, Got7, Monstax, Multifandom, Prisão, Violencia, Winner
Visualizações 241
Palavras 3.561
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde!!!
Bem bem, essa fic é diferente de tudo o que já escrevi e é um desafio para mim tbm, eu sou pacifista mas como ela se passa em um prisão, uma das piores, mais cruéis e inumanas do mundo, já imaginam que não vai ser levinha, certo? Contudo como o foco é ação então eu fiz o menos agressivo possível haha mas é violenta, fica o aviso.
Sobre a prisão eu tentei ser o mais fiel possível, venho estudando o campo 22 já algum tempo então até as localização que serão dadas estão corretas. obvio que é ficção então tem elementos que são culpa da minha imaginação mas as coisas descritas acontecem mesmo lá, espero que gostem dessa fic que afinal, vcs escolheram certo?
Ela vai rolar paralela a Fighter, mas são independentes okie?
Outras duvidas como sabem, só perguntar hehe
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Excêntricos, loucos e mortais


Fanfic / Fanfiction Heathens - Capítulo 1 - Excêntricos, loucos e mortais

 

Dia atual 20:00 Campo 22 Norte, Coréia do Norte

 

  Chavy tinha um metro e sessenta de altura, branco, caucasiano, olhos azuis, cabelos brancos ralos, cara de velhinho boa gente, do tipo que costuma aparar jardim em filmes de comedia romântica.

  Só que não.

  Esse cara era procurado em todos os continentes, por todas a agências secretas e polícias internacionais, esse cara era o alvo número um de metade das máfias mundo a fora e, contudo, continuava um avô fofo que você ia querer como vizinho, inclusive ali, na prisão mais infernal, louca e doente do mundo.  Campo 22.

  Ele foi posto em cela especial e isolada, até os grandes chefes da prisão não falavam, mas tinham medo do cara, diziam que ele sobreviveu a incêndios, explosões e afogamentos, diziam que o cara era sinistro e liso... Como ele foi parar no norte da Coréia do Norte e pego pelos guardas era a notícia do último mês lá dentro. A verdade que rolava entre os prisioneiros era que ele não foi pego, ele entrou como um plano.

  E a coisa se tornou pólvora...

  Se tornou mito como tudo em volta dele, seu caso foi levado com urgência até o chefe do estado e líder do país. Kim JongUm. E até agora não obteve uma resposta, afinal esse homem valia uma fortuna, matá-lo ou agredi-lo era o pior dos caminhos. E se tinha algo que o ditador não era, era burro.

  E enquanto isso, nosso fofo vovô simpático assoviava baixinho em sua cela estreita e suja como se estivesse em um passeio no parque, deixando todos enervados ao redor, deixando uma pessoa em especial muito confusa e tensa, mais tensa do que já estava devido a sua situação aparentemente sem solução.

  Park Chanyeol, PCY, preso por um crime que não cometeu e prestes a ir para o campo de tortura confessar algo que não fazia a mais remota ideia do que se se tratava. Enquanto o vovô Chavy assoviava divertido, Park chorava silencioso arrependido de ter dito seu nome sem querer a pessoa errada...

  Uma mulher tinha acabado com seu mundo, ele só queria poder voltar no tempo... Só isso...

  E Park Chanyeol não fazia ideia do que o dia seguinte ia lhe resultar, mas nosso vovô sabia e por isso, quando o seu companheiro de cela finalmente caiu em sono exausto e todos os guardas pararam de andar em frente ao seu corredor, ele se ergueu e assoviou outra música, essa claramente uma canção de ninar quase universal e foi respondido de longe. Por outro assovio, completando a música perfeitamente.

  Chavy sorriu, as luzes se apagaram, todas.

 

 

Nove dias antes, 20:00 Campo 22 Norte, Coréia do Norte

 

 

— Tem certeza disso, o cara veio mesmo de Seul?

  Jeon Jungkook sorriu irônico para seu companheiro de cela, Park Jimin, que assentiu.

— É um fugitivo do país, acredita, e o idiota foi pego.

  Jimin rolou os olhos antes de chutar as grades distraído, seu passatempo preferido era chutar as grades grossas e meio enferrujadas. Kook cruzou os braços e se escorou no seu catre velho encarando o mais velho de forma curiosa, ainda que reticente:

— Os caras dos sul não iam entregá-lo só por isso, ele fez alguma coisa lá embaixo, o que foi?

  Jimin sorriu de canto:

— Matou três mulheres com as próprias mãos e depois brincou de boliche com as cabeças, eram mulheres infiltradas lá no Sul, espiãs, ao menos é o que está no relatório oficial do dia, eu não coloco fé, a cara do pobre é de um babaca levando culpa por outro e morrendo de medo do que vai acontecer aqui. Como ele era do Norte, claro que ia levar a culpa, para mim e só mais um idiota que conseguiu fugir do país, mas foi pego por meia dúzia de marginaizinhos de quinta em Seul. Nada muito novo, não?

— Como você dificilmente se engana com cara de bandido eu acredito – Kook riu e se sentou escorando a cabeça na parede toda rabiscada – Vamos saber de manhã, ele vai ser levado para tortura.

— Atrasaram a tortura do novato por causa do Chuck Norris vovô. E eles são vizinhos, pelo o que ouvi.

  Zico, prisioneiro da cela a frente deles, disse rindo e então ele encarou o piromaníaco que por causa das experiências cientificas feito nele desde que nasceu – Zico era um dos muitos que nasceram naquela prisão proveniente de famílias inteiras encarceradas -  e por ser controlado com o chip que eles implantavam nas “cobaias com defeito” ficava agora na cela comum e não mais nas alas das cobaias. Ninguém entendia ainda porque ele não foi morto, os cientistas do campo 22 se livravam rápidos das cobaias inúteis, o que consistia em noventa por cento das cobaias, mas em fim, ele gostava do cara, era bem na dele, mas adorava apelidar o povo da prisão, e olha que não eram poucos ali dentro. Alguns diziam que ele ainda estava vivo porque tinham planos para ele... E quando os coreanos não tinham planos para algo?

  Os líderes do país eram todos malucos!

— Ei Kook – Jimin o chamou subitamente sério – Acha que é verdade, que o velhinho australiano é mesmo o cara procurado que o povo ‘tá dizendo?

— Me diga você, o garoto das informações aqui é você, não eu. Eu só sou um babaca revolucionário que foi pego tuitando sobre garotas de biquíni, como vê, patético.

  Era proibido usar internet no país, era proibido quase tudo, era proibido respirar e como ele sempre estava pouco ligando para essas merdas, foi pego, para variar... E estava ali e não sendo abusado fisicamente ou torturado como os menos sortudos deles, simplesmente porque era filho de uma das putas do alto escalão. Ia morrer lá, mas morrer seguro.

  Havia muitas mortes naquela prisão, o povo no Norte era bem versátil na área, se podia dizer algo sobre o assunto. Sua ala era a dos “sortudos” e das poucas experiências que não deram certo, mas estavam sendo mantidas vivas para algum fim desconhecido e bizarro. Não se podia dizer o mesmo dos andares abaixo da superfície.

  Quanto menos sol você via, mais ferrado estava. Ali, trabalhar lá fora debaixo do sol inclemente ou da neve, ou sob chicote era uma regalia, porque se te colocavam nas celas negativas, a coisa ficava feia... E o tal Chuck Norris que Zico falava e o novato babaca estavam lá, no corredor dos que não passavam um mês vivos.

  Como ambos estavam juntos era o que lhe instigava a curiosidade, porquê?

— Acho que ele é real, acho que ele foi pego porque quis... Ele deve ter um plano.

  Kook riu e rolou os olhos:

— Olha só, isso é o que dá assistir filmes americanos proibidos, ficou louco e cheio de teorias conspiratórias, mano, sério, para com isso.

  Jimin riu e assentiu.

  Ele foi preso por tuitar, Jimin foi preso por contrabandear filmes americanos da fronteira para a Coréia do Norte. Ele era órfão, tinha que ganhar a vida da alguma forma. E mais ou menos como ele, só estava nas celas “vida boa” porque seu maior cliente era carcereiro ali dentro e deu um jeitinho dele ficar ali, e não nas celas do piso, que era para onde iam os contrabandistas e que inclusive ainda era um lugar bom, você comia uma vez por dia e podia ver o sol uma vez por dia também, mas carinhas bonitos como os dois, viravam putas bem rápido por lá.

  Kook não estava mesmo a fim de ser estuprado todo dia por caras meio doidos e chateados. Ainda que soubesse que tinha um caso por lá que não era bem assim... E o cara em questão era bem protegido inclusive, e ganhava mais comida... Talvez fosse uma saída caso você não visse comida por mais de uma semana, sabia que a ala das famílias, onde ficava as mulheres e as crianças antes de irem para a ala das cobaias viam comida um dia sim outro não, quando o “chefe da prisão” estava afim de ser legal.

  Todo mundo sempre torcia para não nascerem mulheres, o destino delas era tão infernal quando os garotos bonitos do térreo. A diferença era de quem elas eram putas, as mulheres, quase todas que eram jovens viravam prostitutas dos carcereiros... Não havia esposas naquela ala, ou eram velhas obrigadas a trabalhar sol a sol na lavoura da prisão ou na cozinha para os funcionários, ou eram incubadoras de mais cobaias, ou prostitutas. Era isso, ou morte, muitas preferiam a morte, contudo, e ele não julgava não, se tivesse no lugar... Talvez a morte fosse mesmo preferível.

  Se ele tivesse que ser puta de alguém, com certeza ia preferir os contrabandistas, ladrões e babacas que como ele foram pegos por “crimes” tolos e idiotas, mas não tinham QI para ficar no primeiro andar.

— Kai disse que seja como for, mandaram um dos coronéis avisar o chefão. Ou seja, acho que o vovô lá não sai daquela ala...

  Zico voltou a falar estralando os dedos e espalhando faíscas baixas que sempre o deixava meio assustado. O cara não conseguia fazer fogo, não tinha nada inflamável na cela dele, mas a cada vez que ele faiscava Kook refletia se era mesmo boa ideia deixarem ele lá com reles mortais...

— Kai? Kai?

  Jimin chamou o prisioneiro da cela do lado deles e logo ouviram uma voz de sono falando baixo:

— Que é cara, ‘tô com sono, me deixa!

— O que é que você ouviu na cozinha?

  Jimin perguntou baixo grudado na parede fina que os dividam, ele ouviu Kai resmungar um palavrão.

  O homem foi um importante atleta coreano em dança no gelo, porém tentou fugir quando foi competir nas Olimpíadas de inverno no ano anterior. Como ele ainda era “útil” para o país, mandaram ele para lá em caráter “provisório”, era outro que o destino estava na ponta da caneta do ditador do país, chamado ali dentro de ‘chefão’.

  Agora, como um de seus castigos ele trabalhava na cozinha doze horas por dia descascando legumes e juntando lixo. Em sua opinião uma babaquice entre milhões feitas todos os dias naquele inferno.

— O que o Zico disse, só isso que eu ouvi, agora me deixem dormir, inferno!

  E Jimin respondeu um ‘beleza’ e logo a cela lateral voltou ao silêncio sepulcral habitual.

— Ele é o cara que dizem que é, tenho certeza! Ele vai explodir esse lugar Kook, e "kabum"– Jimin riu meio louco batendo palmas no ar – Vamos todos virar fogos de artificio!

— Você comprou uma daquelas coisas verdinhas do povo lá debaixo ao foi? ‘Tá doidão seu idiota!

  Resmungou e deitou em seu catre irritado, porém com o decorrer das horas aquilo ficou martelando na sua cabeça, e se fosse verdade, e se o velhinho explodisse mesmo o local com todos eles dentro?

  Australianos eram loucos, ao menos era o que os filmes do Jimin pregavam...

  Merda, ele não queria morrer... Mas a verdade era que já estava morto, entrar ali era estar morto...

Que merda de vida!

 

 

 

  Chanyeol gritou para que deixassem ele sair, chorou, pediu, implorou, mas tudo o que ganhou foi a única luz da sua cela ser apagada o deixando em quase breu total se não fosse pela luz fosforescente do corredor estreito.

  Se sentia dentro de uma caixa de metal com porta lacrada e chão sujo, se sentia pior que um mendigo... Se sentia como quando era criança e tinha que dormir dentro da geladeira velha para não ser pego pelos guardas que caçavam filhotes de cães como ele, órfãos de rua, que eram levados e nunca mais voltavam... Ele viveu com medo a vida toda deles, medo de não conseguir fugir, medo de tudo e então quando finalmente conseguiu passar pela fronteira e saber que um dia poderia ser livre... Quando virou alguém normal, livre daquele pedófilo louco que o tirou da Coréia do norte, mas que o manteve em cativeiro por anos até ele passar a ser desinteressante e ser jogado na rua...  Quando pensou que finalmente ia ser alguém na vida... Ele caiu na lábia daquela mulher e foi pego no lugar do verdadeiro assassino.

  Porque eram parecidos e tinham o mesmo nome, nome esse que ele roubou de um astro idol que achava super bonito quando o via nos outdoors das ruas lindas de Seul. Porque tinha que ser Park? Porque não escolheu os Kim da vida? Ahhhhh sim porque ele era um idiota, só isso, não bastava toda a sua vida miserável e asquerosa, agora ainda conseguia ser extraditado e enviado para o pior lugar do mundo. Campo 22...

  Ia ser torturado por um crime que não cometeu, por um crime que outro fez e ele foi jogado na cena para ser acusado. Afinal ele era apenas mais um coreano do norte, sem documentos e inútil, escória, lixo. Não importava se apensar de tudo o que passou ele jamais ferisse um cãozinho abandonado, ajudasse os catadores de papelão das ruas, dormisse nos fundos de uma loja de flores de uma ajuma legal que lhe pagava com teto enquanto ele fazia o trabalho pesado da loja, não... Não importava se era honesto, bandidos sentiam seu cheiro a distância, bandidos... Sempre procuravam por um babaca que ia levar a culpa por eles.

  E agora estava lá, no último local da Terra que queria, depois de tudo o que sofreu para se ver livre daquele país. Surrado e fugitivo na infância, violentado depois dos dez anos, fugitivo outra vez aos treze, miserável até os quinze, trabalhador até os dezenove, e aos vinte um dos assassinos mais odiados da Coréia do Sul.

  Muito bem Park, muito bem mesmo...

  Se fosse mais corajoso tentava se suicidar, foi uma vida miserável no fim, mas não tinha essa coragem, não era tão audacioso assim...

  E ainda odiava o escuro... A-aquele Ajussi sempre o trancava no quarto escuro, deixando ele sozinho para cuidar do corpo machucado... Pesadelo... Eram tantos pesadelos...

— Pare de chorar, criança – Uma voz disse em coreano arrastado e ele olhou para uma das paredes de metal que o cercavam... Havia um homem no outro lado? Ele esteve tão apavorado desde que foi levado da cena do crime com as mãos ensanguentadas que nem se atentou se havia gente ali, mas... Era claro que havia, sabia muito bem do formigueiro que era aquela prisão medonha, as histórias... Todos ouviam as histórias do campo 22 – Aqui você precisa ser forte, chorar só vai piorar a sua situação, quando em um formigueiro, haja como formiga.

  Ele também pensava naquele lugar como um formigueiro... O homem era estrangeiro?

— E-estou com medo A-jussi...

— Espere nove dias, aguente até lá, apenas nove dias Park Chanyeol, acha que consegue?

  Chan congelou, ele... Ele sabia quem era?

  Então Channy se arrastou até o outro lado e se encolheu ali. Quem era o seu vizinho? Como ele sabia seu nome?

 Em segundos depois ele passou a ouvir um assovio descontraído e fechou os olhos, era um louco, só podia, só podia...

 

 

 

 

  SeungYoon pousou a cabeça no travesseiro - ele tinha um que ganhou de presente e protegia com todas as forças - quando a porta da sua cela abriu e ele quase bufou. Até ver quem era e acabar sentando no catre e sorrindo sereno.

— Mino?

— Oi, como está?

— Cansado – Sussurrou, mas ainda assim abriu os braços – e com saudades, você não tem vindo mais...

— As coisas tem sido complicadas lá embaixo, mas estou aqui agora hun? Temos algumas horas.

  E ele veio para si o abraçando firme e beijando seu pescoço com carinho, ou tudo o que era capaz de fazer mais próximo disso depois de tantos anos lá embaixo.

  Ele foi seu protetor ali em cima, e o mais amável dos seus amantes. Era o responsável também por ele ser bem alimentado e vestido lá dentro. Por ele, Mino desceu e se tornou um galo de ringue para entretenimento dos guardas. Batia, as vezes apanhava e já tinha matado caras naquela cela de ringue para que SeungYoon não fosse machucado nem passasse fome. Por sua vez ele se deixava tocar por alguns dos carcereiros e outro homens lá dentro que tinham dinheiro o suficiente para poder comprar algumas horas do seu corpo.  Ninguém podia estuprá-lo, era a regra, mas tocá-lo, se masturbar em seu corpo e coisas parecidas era praticamente seu trabalho ali dentro desde que chegou. Era admirável o que as pessoas faziam ali dentro, no fundo eram todos animais sobrevivendo como podiam e brigando por migalhas como selvagens. Sua cela era sempre visitada e todos faziam vista grossa, afinal ele era a “quase puta de luxo” dos detentos, carcereiros e até dos militares que eram desviados por meses para lá. Seu rosto bonito, seu corpo quase perfeito ainda que um prisioneiro e sua prática em dizer o que queriam ouvir, eram suas armas para sobreviver ali dentro, ele sabia as regras, ainda que seu coração pertencesse apenas aquele homem corajoso a sua frente.

  No fundo ambos eram brinquedos dos poderosos daquele lugar, só eram brinquedos diferentes...

  Ele sonhava com o dia em que seria apenas ele e Mino, em uma casinha distante, olhando o pôr do sol pacifico de um horizonte livre. Provavelmente jamais teria aquilo, mas era seu sonho mais precioso junto do travesseiro macio.

 Abraçou mais firme o corpo do mais velho e beijou com cuidado seu rosto:

— Tem se alimentado bem? Tem dormido o suficiente... E-eu...

  E então foi calado por um beijo cheio de significados e intenso que comprimiu seu coração e tirou lagrimas de seus olhos involuntariamente.

— Você tem dormindo bem? Comido, esses caras não te...

— Meu corpo desde que te conheci, só teve e terá um outro dentro dele, meu amor, só você.

— Yoon... Yoon...

  E logo ambos se apertavam mais, trocavam mais beijos quase desesperados e choravam juntos nos únicos poucos momentos que tinham para serem eles mesmos naquele inferno de lugar...

— Eu sei, eu sei...

  Esfregou as costas dele lhe dando um pouco de afeto. Seu lutador era tão precioso...

  Por que o mundo tinha que ser assim? Porquê? Ele foi preso por sua família ir contra o governo e Mino por ser filho de militar desertado por ser gay.

  Sua única regalia foi ser preso nas celas do primeiro andar, apenas aquilo. Mas não ficou muito tempo, sua força e sua coragem logo foram notadas pelos donos da prisão, precisavam de um novo campeão nos ringues cruéis... E usaram o amor dos dois como moeda de troca.

  Que mundo era aquele? Essa frase cobria sua mente, já que não podia riscar as paredes, ele tinha que ser uma puta boazinha...

— Eu acho...  – Ele sussurrou baixo, muito grudado mesmo em seu corpo – Que temos um passe para sair daqui, mas não posso falar mais do que isso, vai precisar confiar em mim, eu te amo Yoon, eu vou te tirar daqui, eu juro.

  SeungYoon fechou os olhos e deitou no catre abraçando as pernas dele com as suas, o abraçava o mais que podia, o quanto podia e assentiu:

— Eu confio e seja lá o que vá fazer, só me prometa que vai ficar bem, hun? Pode me prometer?

— Prometo.

  Sussurrou em seu ouvido, Yoon sorriu, Mino tinha um plano...

— E eu prometo ajudar no que quiser, só me avise como sempre, combinado?

  Seu sim veio como um beijinho em seu nariz, depois daquilo eles fecharam os olhos e aproveitaram o corpo do outro tão grudados como era fisicamente possível, era assim que se amavam... E seria assim até que um dos dois ou ambos morrerem.

 

 

 

    Jackson sorriu quando o guarda passou por ele jogando um pedaço de papel dentro da sua cela, ele encarou Mark e seu companheiro de cela arqueou as sobrancelhas indo pegar pedaço de papel e entregar para ele ainda sem entender, mas ele não precisava entender, aquilo não era para ser entendido. Então ele sorriu de canto e fechou os olhos:

— Se for fazer algo, faça direito.

— E quando na vida eu não fiz uma entrega decente?

  Resmungou desenrolando o pedacinho de papel e sorriu com o recado:

“Nove dias”

— Acho que dessa vez a entrega é externa, MM.

  Disse rindo, seu companheiro deu de ombros:

— Que seja, eu ainda acho isso improvável, mas você é quem manda.

— Exato, sou eu quem mando, você só executa – E ele foi até as grades e olhou para a cela na frente da sua onde Hyungwon chupava Wonho. Ele quase rolou os olhos, aqueles dois o irritavam sempre! – Dá para pararem de agir como coelhos e se focarem.

— Pode falar, estamos ouvindo – Wonho rosnou fechando os olhos e puxando um pouco os cabelos do outro. Jackson rolou os olhos mas disse entre os dentes:

— DDI, Nove graus. Leoas a caminho.

  Quase riu quando Hyungwon se engasgou e Wonho xingou antes de encarar ele com os olhos o dobro do tamanho.

— Impossível.

  Ele sorriu com todos os dentes e mostrou o dedo do meio para o maníaco da frente. Conviver com dois ninfomaníacos o irritava, mas desconfiar dele o tirava mesmo do sério:

— Quer morrer, filho da mãe!?

— Merda -  Wonho se ergueu do catre e veio para si subindo as calças – Ele ‘tá aqui?

— Te prepara, fica de olho. Todos os olhos.

  E girou o dedo acima da cabeça, o outro assentiu. E estava feito.

     Jackson deitou no seu próprio catre e olhou para o teto da caixa de metal que chamavam de cela, nove dias hein...

  Chefe espertinho...

 

 


Notas Finais


Beijinhos!


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