História Heather - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Calum Hood
Exibições 26
Palavras 1.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


✦ Mais uma história;
✦ Heather é de minha total autoria;
✦A fanfic é baseada no álbum 'Electra Heart', da cantora Marina Diamandis;
✦ SEM PLÁGIO;
✦ Somente.

✦ Kaya Scodelario as Heather Grace Beaumont, Drew Van Acker as Charlie Smith, Nina Dobrev as Mia Amber, Steven R. McQueen as Ian Collins, Jessica Alba as Hailey Parker, Blake Lively as Decca Smith.
✦ Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings and Michael Clifford.

✦ Boa leitura. sz

Capítulo 1 - Heather;


Fanfic / Fanfiction Heather - Capítulo 1 - Heather;

Debaixo de um guarda-chuva ensopado, preto e com flores amarelas pintadas no mesmo de maneira infantil, Heather pisou na porta de um hotel simples. Tentava equilibrar duas malas cheias de roupas em seus ombros, o guarda-chuva em suas mãos e tentava abrir a porta de vidro em sua frente. 

Abriu a porta com certa dificuldade, sentindo-se aliviada ao passar pela mesma sem engatar. Sorriu para si mesma de maneira boba, deixando o vidro atrás de si bater com um pouco de força. Heather fez uma careta e pediu mentalmente para ninguém a encarar naquele momento.

Tratou de fechar seu guarda-chuva e foi caminhando até o balcão, deixando as duas malas de ombro no chão e sorrindo para a atendente. A senhora sorriu de volta, permanecendo no telefone com um dos hóspedes do pequeno porém arrumado hotel. A garota olhou ao redor; nada demais, nada caro, nada luxuoso. Madeira, decoração simples com um ar de casa de avó. Várias revistas se encontravam jogadas sobre uma mesinha de centro entre dois sofás aconchegantes.

Heather sorriu ao ver Uma Thurman em uma delas. Voltou seu olhar para a senhora de cabelos grisalhos atrás do balcão, esta que já batia o telefone na base. Ela sorriu meigamente, já tirando a carteira do bolso e entregando os documentos para a senhora. Seus olhos vagavam perdidos pelo enorme local, a música que soava pelo rádio inundava sua mente e lhe trazia lembranças de diversos anos. 

— Ham... Será que eu poderia ficar com uma dessas revistas? 

A senhora olhou na direção que a garota apontava, a revista com a Uma Thurman na capa. 

— Ninguém lê essas revistas há anos! Elas ficam empoeiradas, desgastadas. Pode ficar sim. — sorriu. 

Então, Heather pegou sua revista e a aconchegou contra o peito. Enquanto a senhora fazia seu cadastro, a mesma falava sobre como era ser dona daquele lugar. Sentia-se sozinha, poucas vezes as pessoas paravam por ali e sempre deixavam tudo de cabeça para baixo ao saírem. Quase 50 anos cuidando de um lugar que ela construiu com seu marido, Lawrence. O nome da mulher baixinha e de cabelos grisalhos era Ethel.

Quando Ethel terminou de anotar tudo, entregou para a jovem uma chave com um '17' bordado na mesma. Heather, para não passar o resto de seu dia trancada em um quarto, resolveu fazer algumas perguntas para a senhora. Por mais que a menina quisesse trocar as roupas ensopadas e se enfiar debaixo das cobertas quentes, ela decidiu conversar mais um pouco. 

— Então, Heather Grace, conte-me. O que uma moça tão bela e jovem como você faz em Hollywood? — Ethel perguntou, servindo um pouco de chá na xícara da jovem. 

— Ah... Hollywood é um sonho. Todo mundo quer vir para cá. Eu quero tentar um papel de atriz. Pode até parecer impossível, mas minha maior paixão é cinema. Quero atuar em grandes filmes, grandes papéis e até mesmo ao lado de grandes estrelas. 

— Angelina Jolie? 

— Quem sabe? 

Ethel gargalhou.

— Gostei desse seu jeito confiante, menina. Deixe-me dizer uma coisa: Vá. Siga em frente. Quem sabe um dia você atue ao lado de grandes pessoas e se lembre de mim? — riu de novo. — As coisas só dão certo quando nós corremos atrás. 

— É, isso é verdade. — Heather confirmou, bebericando seu chá. 

— O que seus pais acham de tudo isso? Eles autorizaram sua vinda para cá? 

— Uma grande bobagem. Eles disseram que eu não irei conseguir muita coisa aqui. — deu de ombros. 

— Isso está errado. Muito errado. 

— Hm, eu não me importo muito com o que eles dizem. Se é meu sonho, eu quero seguir. Antes de sair falei que eu tentaria algo. Se nada der certo, volto para Indiana e continuo servindo cafés em uma confeitaria perto de casa. — riu seco, engolindo o resto do líquido quente em sua xícara. 

— Não se deixe abalar por esses tipos de pensamentos, querida. Você tem chance sim. 100 por cento de chances! Uma moça jovem, bonita, inteligente... Quem deixaria de lado? 

— Muita gente. 

— Não fale isso. — repreendeu, olhando para Heather com chateação. — Sabes que não é verdade, certo? 

— Sim, e-eu acho que sei. 

— Ótimo. Agora, vá descansar. Sei que pareço estar expulsando você, mas deve estar cansada. A chuva, o frio, precisa ir se trocar antes que pegue um resfriado. 

Ethel pegou a xícara e o pires de cima do balcão, Heather levantou e colocou as duas malas sobre os ombros, já se preparando para abrir o guarda-chuva florido. 

— Ah, Heather Grace! — chamou a senhora. — Ligue para sua mãe. Ela vai ficar aliviada em saber que você chegou aqui. 

Heather sorriu, assentindo com a cabeça e se pondo à andar debaixo da chuva. Caminhou até seu quarto, e assim que abriu a porta, deixou que as duas malas enormes e cheias de roupas caíssem em seus pés. 

O quarto era simples: duas camas, uma cômoda, TV colorida, banheiro, telefone e cigarros em uma das gavetas. Tudo o que a menina precisava para dois ou três dias. Tirou os sapatos que congelavam seus pés, se livrando da roupa ensopada e indo até a cama. Sentou-se e acendeu um dos cigarros, relaxando a mente antes de algo. 

Pegou o telefone da base, discando o número de casa. Demoraram alguns toques para que alguém atendesse. 

Alô?

— Oi, Georgina, será que eu poderia falar com a mamãe? 

Ela não está, Heather. O que você quer? 

— Cadê meu pai?

Heather, eu não sei! O que você quer? 

Heather suspirou. Encarou o chão do quarto, o cigarro brincava entre seus lábios e o silêncio havia pairado entre os dois lados da linha. 

— Diga que eu estou bem. Acabei de chegar em Hollywood.

Peço para sua mãe retornar quando ela chegar. Adeus. 

A garota encarou o telefone de cor azul em suas mãos. Revirou os olhos e apertou um dos botões da base, digitando outro número. Deu uma tragada no cigarro, soltando a fumaça em três anéis perfeitos. 

Oi, aqui é a Margareth, deixe seu recado. 

— Oi, mãe. Liguei para avisar que já cheguei aqui. É tudo muito bonito, mas não vi muita coisa por conta da chuva. Tenho um teste amanhã de manhã, então vou ligar assim que sair de lá. Prometo que vou ficar bem. Beijo. 

Colocou o aparelho no lugar, esmagando o filtro minúsculo de cigarro no cinzeiro de vidro em cima da cômoda. Apagou o abajur e se enfiou debaixo das cobertas. Aquele dia havia sido longo, e por mais que ela não sentisse muito sono, quis fechar os olhos. 

Bem vinda à sua nova vida, Heather.



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