História Heather - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Calum Hood
Exibições 21
Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


✦ Mais um capítulo sz
✦ Muito obrigada pelos favoritos, isso me deixa bastante feliz <3
✦ Boa leitura!

Capítulo 2 - Anxious;


Fanfic / Fanfiction Heather - Capítulo 2 - Anxious;

Heather Grace.

Acordei com o som do alarme soando pelo quarto praticamente vazio. Ainda chovia do lado de fora, e o frio que arrepiou minha espinha assim que estiquei para desligar o despertador fez com que minha vontade de dormir permanecesse. Se passavam das oito da manhã, minha audição era às dez e meia.

Bocejei, sentando na cama e arrumando meus cabelos. Esfreguei o rosto e tentei acordar de vez, não deu muito certo. Apesar de ter pegado no sono na tarde anterior, eu ainda estava cansada. Então, levantei e tratei de ir tomar um banho.

Fiz minhas higienes, tomei um banho demorado e sai vinte minutos depois, enrolada em uma toalha branca que batia antes de meus joelhos. Sequei meus cabelos, procurei uma roupa adequada para minha audição e dei um simples sorriso ao terminar de vesti-las.

Assim que sai do quarto, dei de cara com Ethel. Ela sorria, parecia feliz demais.

— Bom dia, Ethel!

— Heather Grace, como vai? Vai sair?

— Hoje é o dia da minha audição. Começa às dez e meia, mas acordei meio atrasada e preciso correr antes que me atrase mais ainda. — respondi, soltando um suspiro e sorrindo de lado.

— Vai dar tudo certo, querida. Pode apostar que vai.

— Ah, obrigada, Ethel. Agora, eu preciso mesmo ir. Foi bom ver você. — a abracei rapidamente, sorrindo e abrindo o guarda-chuva.

— Boa sorte!

Acenei e sai disparada em meio a chuva, passando pela recepção e finalmente chegando ao lado de fora do hotel. Parei um táxi, logo entrando. Dei o endereço e o motorista assentiu, abaixando o volume do rádio.

— Você parece meio nervosa, criança. O que vai fazer? — ele perguntou, mostrando um sotaque bastante diferente. Meus olhos se desfocaram na janela, eu olhei para a frente e tirei alguns fios de cabelo do rosto.

— Hoje vou fazer minha primeira audição... Estou bastante nervosa, mas acho que... Acho que vai passar... — suspirei um sorriso.

— Oras, não precisa ficar nervosa! É uma menina bonita, parece ser bastante confiante.

— Hm, o senhor me analisou durante segundos por seu retrovisor, mas, obrigada do mesmo jeito!

Ele riu, parando o carro em uma sinaleira.

— Sabe, minha avó costumava dizer que eu tenho um dom. Um dom de saber mais sobre as pessoas ao analisar bem seus rostos. Você... Hm... Uma garota nova. Um grande sonho: uma carreira. Quer ser atriz?

— Sim.

O carro voltou à se mover novamente.

— Ah, sabia. Você mesma disse ainda agora.

— Mas eu falei que vou fazer uma audição. Poderia ser uma audição musical, sabia? — retruquei, sorrindo.

— Não me contrarie, menina! — ele riu. — Como eu estava falando, quer ser uma atriz. Veio de muito longe. Vou chutar... Nova Iorque?

— Indiana.

— Puts! Passei longe! Ham...  Tens seus dezessete anos.

— Dezenove.

— Quer saber? Eu vou voltar na casa da minha avó e nós dois vamos ter uma conversa seríssima. Quero saber porque meus sentidos de identificação de histórias não estão mais funcionando.

Uma risada passou por meus lábios, o sorriso continuou também. O senhor de meia idade contou-me muitas coisas. Seu nome era Oscar, ele tinha seus cinquenta e oito anos, trabalhava em uma firma de táxi faziam dezoito anos e era casado. Duas filhas, quatro netos. Todos eles eram de Roma.

Quando chegamos na frente do prédio, um nervosismo tomou conta de mim. A chuva já havia parado, porém, ainda chuviscava.

— É Hollywood, filha. Sabes que tudo pode acontecer, não sabes?

— Sei... A-acho que sei.

Suspirei. Ele sorriu.

 — Pegue, esse é meu número. Pode ligar para mim quando precisar, sabe, ir para algum lugar importante.

— Tipo a casa de algum famoso?

Ele riu novamente.

— É. Tipo a casa de algum famoso.

Peguei o pequeno cartão e o analisei. Oscar Allen. Taxista. O número. Sorri em forma de agradecimento, enfiando o cartão no bolso de minha calça.

— Bom, acho que nossa jornada acaba aqui, Oscar. Obrigada.

— De nada, Heather Grace. E, ah, boa sorte.

— Obrigada.

Sai do táxi, o guarda-chuva em minhas mãos já se encontrava sem uso. Entrei no enorme prédio e agradeci mentalmente quando a temperatura aquecida de dentro se chocou contra meu corpo. Me encaminhei, em passos curtos, até o balcão. Uma mulher com cabelos loiros e curtos estilo Chanel anotava coisas em um pedaço de papel.

— Com licença, será que... Será que você pode me ajudar?

— Arn, sim. Só um momentinho. — então ela pegou o telefone novamente. — Sim, senhora Hemmings, peço para ele ligar assim que chegar aqui... Sim, senhora, seu filho está aqui... Tudo bem, Liz, eu dig-... Liz? Argh, estressada demais. — bufou, encerrando a chamada e suspirando. — Olá, no que posso ajudar você?

— Ham, oi.

— Oi.

— Meu nome é Heather Grace Beaumont, eu tenho uma audição marcada às dez e meia.

— São dez e vinte e sete. Já deveria estar esperando aqui há muito tempo, menina! Eles são rígidos demais.

— Eu sei, é que...

— Marvin! — ela chamou, olhando para os lados. — Marvin! Onde está esse maldito quando eu preciso? Vincent!

— Sim, Tracy?

— Onde está o Marvin?

— E-eu n-não sei, Tracy. O que houve?

— Leve essa menina até os chefes.

— John e Jenna?

— É claro, bobalhão!

O tal Vincent assentiu, tocando meu ombro levemente e se colocando à minha frente de maneira apressada e atrapalhada. Ele me guiou por corredores enormes, estes que eu nunca decoraria se viesse sozinha. Paramos em frente à uma porta de madeira, a placa na porta dizia "Armstrong". Suspirei, meu coração já batia forte demais para que eu pudesse segurar. Ele bateu na porta, esperando alguns segundos antes que alguém lá dentro dissesse algo. Assim que terminou, cedeu espaço.

— Boa sorte. — sussurrou, saindo.

— Heather Grace Beaumont? — uma voz grossa chamou de dentro. Abri a porta com certo medo, respirando fundo antes de abri-la por completo. — Você é Heather Grace Beaumont? — o senhor perguntou por trás de seus óculos.

— S-sim.

— Entre, não tenha medo.

E finalmente, eu estava dentro. Nervosa, porém, dentro da sala onde eu faria minha primeira apresentação. Deixei a bolsa em um canto, caminhando na direção do X marcado no chão.

— Bom dia.

— Bom dia. — responderam-me em uníssono. Ela sorria, ele mantinha postura séria.

— Bom, pode começar. — ela disse.

— Tudo bem, ok...

Fechei meus olhos, soltei a respiração e olhei para a frente.

— Sou como você me vê...  Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar... Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre... Tenho felicidade o bastante para ser doce, dificuldades para ser forte, tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre... Sou uma filha da natureza, quero pegar, sentir, tocar, ser... E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo.

Sorri. Foram mais de dois minutos. Droga. Abaixei a cabeça por um momento, Jenna e John continuavam anotando qualquer coisa em seus papéis. Hora ou outra trocavam cochichos e olhavam para mim, o que me deixava mais nervosa.

— Heather Grace? — Jenna chamou.

— Sim?

— Entraremos em contato com você logo em breve. Você fez muito bem vindo aqui mostrar-nos seu talento. — sorriu.

— Obrigada, tenham um bom dia. — acenei, pegando minha bolsa e saindo da sala.

Oi, aqui é a Margareth, deixe seu recado.

— Oi, mãe. Hm, eu fiz o teste... Ocorreu tudo bem, mas eu acho que fiquei bem nervosa. Ern... Talvez eu vá conhecer lugares hoje, aqui não está mais chovendo. Apesar do frio, o dia está lindo. Prometo que mando fotos para você ver, e... É. Mande beijos para o papai. Logo logo estarei em casa. Tchau.

Encerrei a chamada e enfiei o celular no bolso, levando o canudo da taça do milk-shake de chocolate aos meus lábios. Já se passavam das onze quando resolvi levantar do banco de uma pracinha e ir procurar algo para comer.

— Bem vinda ao Burger's, posso anotar seu pedido? — um garoto de cabelos azuis me perguntou, mostrando um sorriso simples.

— Claro. — sorri de volta. — Hambúrguer com fritas, refrigerante e um brinquedo.

— Brinquedo? — riu.

— É, ué. Talvez essa seja a única lembrança física que eu irei levar de Hollywood. — sorri abobalhada, tirando alguns fios de cabelo do rosto. — Somente.

— Dupla, refri, brinquedo. Entendi. Ham, você disse que vai levar de Hollywood... É de onde?

— Indiana.

— Ah, está explicado. Sou Michael Clifford, da Bay Area. 

Ele estendeu sua mão e eu a apertei.

— Heather Grace, de Indiana.

Sorrimos. Michael anotou algo em sua caderneta e saiu, caminhando em direção a cozinha. Continuei pensando, sozinha, encarando a vida pela vitrine de vidro. A vida lá fora parecia estar tão interessante quando a minha que nem me toquei do tempo passando. Quando acordei do tal transe, Michael colocava os pedidos em minha frente, logo deixando a bandeja na mesa e se sentando. 

— Huh, você não tem que trabalhar? — perguntei, mantendo as sobrancelhas arqueadas enquanto mordia meu sanduíche. 

— Está me expulsando? 

— Que ofendido! Claro que não, Michael Clifford da Bay Area. — ri junto dele. — Eu só...  Seu chefe não se importa?

— Às terças-feiras eu folgo. São quase meio-dia. Ele não vai falar nada. — sorriu, lançando-me uma piscadela. — Então, Heather Grace de Indiana, conte-me sua história. 

— Ahn... Sou Heather Grace Beaumont, tenho dezenove anos, praticamente fugi de casa, vulgo Indiana, para vir aqui, em Hollywood. Cheguei ontem pela tarde, estou ficando em um hotel onde uma senhora muito legal e gentil me acolheu com maior vontade e praticamente acabei de sair de um teste. Uma audição. Quero ser atriz. 

Michael sorriu. 

— Que legal, guria. Você parece ser uma ótima atriz. Fez quanto tempo de teatro?

— Faço teatro desde meus nove anos. Sempre fui apaixonada por Romeu e Julieta, Hamlet, Sonho de Uma Noite de Verão...

— Aposto que citou um desses em seu monólogo. 

— Nah, citei Clarice Lispector. 

— Melhor ainda! — ele se levantou rapidamente, erguendo a mão. — Heather Grace, você aceita subir em meu cavalo preto e embarcar em uma aventura comigo? Quer dizer, não é exatamente um cavalo, sabe, é uma moto... 

Gargalhei, tomando meu refrigerante e mexendo nas batatas. Michael ficava uma gracinha envergonhado, era adorável ver a cena de suas bochechas corando de maneira violenta. 

— Claro. Eu aceito. Porém, com uma condição. 

— Qualquer uma, pode falar. 

— Embala as batatinhas para mim? Por favor, eu vou ter que pagar, sabia? 

— Ugh, está bem! Já volto. 

O colorido sumiu no meio das pessoas, voltando minutos depois. Eu havia feito o pagamento, e assim que Clifford me viu, ele me puxou pela jaqueta e me levou para o lado de fora. Fomos nos aproximando mais ainda de uma moto preta, com detalhes meio cinza. Algumas pessoas cumprimentavam-o, outras apenas sorriam ou acenavam. 

— Parece-me que você é popular. 

— Deixe de birra, são só meus conhecidos! — sorriu. 

Michael entregou-me um capacete rosa, com flores bem coloridas. Eu ergui o objeto e fiz uma careta. O dele era exatamente igual. 

— Ah, nem é tão feio assim. Minha irmã quem me deu esses dois capacetes. No início, eu odiava usá-los, mas agora, são ótimos. E lindos. Vem, sobe logo. 

— Tudo bem, tudo bem...

Me sentei na moto e prendi o capacete rosa em minha cabeça, agarrando a cintura do garoto com toda a força do mundo assim que ele arrancou. Corríamos por entre os carros, as curvas eram pura adrenalina. Até que ele parou a moto. Foram vinte minutos de pura emoção na garupa de uma moto. Minha mãe nem sonhar com isso poderia! 

— Onde estamos?

— Bem vinda à Los Angeles, Heather Grace. 

— Los Angeles?

— L.A. 

Olhei ao redor. O som da água se movendo devagar era gostoso demais de se ouvir, assim como o vento batendo contra meus cabelos. Pelas pessoas, pelo estilo de pessoas que estava ali, percebi que estávamos na Manhattan Beach. Um sorriso largo brotou em meu rosto. Me livrei do capacete, deixando-o nas mãos de Michael e correndo para a areia. Meus sapatos brincavam em minhas mãos, meus pés deixavam rastros pela areia molhada e meu cabelo continuava voando. 

—  Linda, não é? — ele perguntou ao meu lado. 

— É...Demais. 

Michael me pegou pela mão, girando-me devagar. Ele sorria, eu sorria. Nada nos impedia de estar ali; dois completos desconhecidos dançando calmamente ao som das ondas do mar. 

— Relaxe, Heather Grace. Apenas... Sinta. Sinta esse momento. 

E era isso que eu deveria fazer. Sentir os momentos. Não me preocupar com nada. Nada.


Notas Finais




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