História Heaven - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cristiano Ronaldo
Personagens Cristiano Ronaldo
Tags Cristiano, Futebol!, Heaven, Romance, Ronaldo
Exibições 252
Palavras 4.689
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!

Minha primeira fic aqui no site e primeira fic com o Cristiano Ronaldo, crush eterno!

Espero que gostem!

Nos vemos lá embaixo! ;**

Capítulo 1 - Heaven - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Heaven - Capítulo 1 - Heaven - Capítulo Único

Eu e Cristiano descemos juntos do elevador até a garagem, e então eu notei que estávamos, digamos, seguindo os mesmos passos.

Não tinha noção de quais seriam as próximas ações, principalmente quando estas se referiam a mim. Derrotando meu orgulho idiota e deixando de lado minha fome pelo controle da situação, perguntei:

- Cris, posso saber onde estamos indo? – perguntei parando de andar. Cristiano virou o rosto para mim, meio que me medindo; eu estranhei. - Aqui em cima, Ronaldo. – disse rindo e acenando.

Ele finalmente tirou os olhos do meu corpo para sorrir e olhar nos meus olhos. Perdi-me naqueles globos amendoados devastadoramente apaixonantes e sorri sem graça, retribuindo.
            Ele veio para perto de mim, maroto, e segurou minha cintura com as duas mãos, puxando o meu corpo para o seu, forçando um choque mecânico que fez todas as minhas células tremerem; satisfeitas.

Só ele era capaz de fazer com que o ar dançasse feliz nos meus pulmões, e eu sentia meu sangue mais puro, mais limpo; sentia meu coração borbulhar.

- Nós vamos para onde você quiser. – sussurrou em meu ouvido. Tirou os cabelos do pescoço, explicitando a pele lisa e vulnerável, deslizando seus lábios quentes e sua respiração descompassada por toda aquela extensão. Comprimi um gemido, apenas sendo capaz de suspirar pesadoramente, a boca semi-aberta.

- Hum... Eu estou com fome. – disse, tomando ar e me separando.

- Ah, claro... – ele disse, um pouco desapontado. Sorri levemente enlaçando meus braços em seu pescoço.
- Eu preciso de energia, meu caro. Sem energia não há trabalho, certo?

            Ronaldo sorriu malicioso e beijou-me com fúria, apertando meu corpo contra o seu com cada vez mais força. Coloquei uma das mãos sobre seus cabelos, puxando-os, guiando-o naquele beijo de tirar o fôlego. A língua dele invadia cada canto livre da minha boca; sua saliva me drogava, era calorosamente viciante.
            Separamo-nos com certa resistência, ainda deixando nossos narizes tocarem-se e nossas respirações ofegantes fundirem-se. Cristiano sugou demoradamente meu lábio inferior, finalizando com uma mordida leve, sorrindo daquele jeito galanteador.
- Eu acho que tenho um lugar para te levar. – disse, desvencilhando-se de minha boca e me abraçando de lado pela cintura.
- Que lugar? – perguntei, começando a andar em direção à sua divina Land Rover, meu braço rodeando sua cintura.
- Segredo. – disse Ronaldo colocando o dedo indicador sobre os lábios. O eco do meu salto batendo contra o concreto era o único som ouvido naquela garagem estranhamente silenciosa. Havia muito poucos carros estacionados, o que era plausível num dia de fim de semana ao meio-dia, visto que estávamos em um prédio comercial. Suspirei fundo, soltando o ar com força, relaxando meus músculos tensos.
- O que foi? – perguntou.
- Nada.
- Vamos fazer assim, eu vou te perguntar de novo e você me responde a verdade. – ele disse sério – O que foi?
- Nada que...
- Lizzie, confia em mim. Eu não sou mais um monstro. – falou com as sobrancelhas clementes. Deixei meu olhar descansar no seu, procurando conforto.
- Eu só estava percebendo que hoje é fim de semana, há poucos carros na garagem e...
- É a viagem, não é? – perguntou-me, parando de andar. Seu carro já estava na nossa frente. Encostei-me no capô, baixando a cabeça. Será que pelo fato de eu ter mergulhado em seus olhos ele acabou por ler a minha mente?
- É meio problemática essa história, mas eu não queria conversar sobre isso. – sorri fraco – Diga-me, quais são seus planos?

*

As nuvens pairavam no céu, esse pincelado com seu cinza triste. O cheiro do mar – e dos sais ali dissolvidos - era extasiante, principalmente por se fundir com o perfume de Cris, que estava ao meu lado.

Estávamos em uma praia praticamente deserta; Ronaldo havia dirigido algumas horas para que chegássemos àquele lugar divino, e tenho certeza de que ele teve alguns vários problemas para me convencer a fazer isso, a vir aqui.

Meu argumento ‘Eu tenho que trabalhar na segunda’ foi simplesmente vencido por ‘Eu sou o Cristiano Ronaldo, quem manda sou eu.’ – e nada de pensar que para mim aquilo não fora bom. Um fim de semana numa praia com CR7, o melhor jogador do mundo.

 Eu não me importava que ele tivesse sendo mandão e blá blá blá, para mim tudo estava ótimo; incrivelmente ótimo.

O horário, bem, eu arriscaria umas cinco horas da tarde. O sol já não sobressaia às nuvens e logo ele não estaria mais lá, o dia escurecia; os postes da periferia já estavam ligados, iluminando as vielas que se faziam por entre o chão de pedras.
            A água do mar era escura, esverdeada e mastigava dolorosamente as pedras, debatendo-se contra elas. Nessas pedras ante o mar raivoso estávamos sentados eu e ele; na mesma posição, pernas esticadas, braços suportando os pesos para que não caíssemos para trás.

Meus saltos urbanos e os sapatos sociais do jogador estavam descansados sobre um pequeno banco de areia branca ali perto. Meus cabelos dançavam esvoaçantes, caindo em meu rosto; Cristiano tirou os fios que ricocheteavam minha pele facial, forçando os dedos ásperos suavemente sobre minhas bochechas:

- Gostou daqui? – perguntou.

- É lindo – respondi, deixando um sorriso invadir meus lábios secos - Obrigada por me mostrar isso aqui. – acrescentei.

            Enxergando-o com minha visão periférica, senti seu rosto virar para o meu.

- De nada – disse ele dando de ombros e voltando a encarar a paisagem. Suspirei fundo, deixando o ar limpo do vento frio e forte – que se debatia contra meu corpo – entrar em meus pulmões.

- Eu gosto desse cheiro. – comentei – de mar, de sal, de água, de palmeira... e de pedra úmida.

- Também gosto. – disse sorrindo, provavelmente surpreso com minha capacidade de distinguir tais perfumes – Costumo vir aqui aos fins de semana de folga, sabe... Para espairecer.

- O único lugar o qual costumo sair para espairecer começa com P e termina com B, tem três letras.

- Pub?

- Garotinho esperto, você. – ri – Isso mesmo.

- Nem sabia que você costumava beber, é sempre tão politicamente correta. – disse Ronaldo, arqueando perfeitamente uma das sobrancelhas. Virei meu rosto para ele e passamos a nos encarar.

- A bebida me dá a felicidade instantânea e amigos, esses que nunca tive. – disse simplesmente, lutando contra a hipnose dos seus olhos – é só uma válvula de escape, mas não a uso muito frequentemente.

- Logo você? Digo... Eu vejo o pessoal do trabalho sempre procurando ser seu amigo...

- Não costumo confiar em qualquer um. – interrompi-o.

- Talvez seja isso que te deixe assim, sozinha.

- Talvez seja isso que me torne seletiva. – retruquei dando uma piscadela e voltando a encarar o mar selvagem.

Via as ondas debatendo-se cada vez com mais força nas pedras, mas mesmo diante de tal provocação ambiental, eu estava impassivelmente calma, relaxada. Isso era evidente nos meus músculos faciais, estranhamente descontraídos.

Ronaldo riu alto e copiou o meu gesto, também voltando a encarar o mar verde e espumoso.

- Não entendi a risada. – retruquei.

- Você acabou de dizer que confia em mim e que eu não sou qualquer um. – disse em tom convencido.

            Sorri sem graça; sempre me esqueço de ler minhas próprias entrelinhas quando estou com ele.  Muito problemático, eu sei. Baixei a cabeça e mordi meu lábio inferior.

- Eu gosto de você – admiti quase num sussurro. – só não sei se isso é bom ou ruim.

            Sorrindo largamente, Cristiano virou meu rosto para si, segurando meu queixo com seus dedos gélidos. Logo sua respiração soltava um filete de ar quente perto da minha boca.

- Acho que agora você já pode dizer que a recíproca é verdadeira, ta no script. – sussurrei risonha, talvez um pouco nervosa também, mas não deixando transparecer.

- Intensamente v... – a fala de Cris fora interrompida por uma grossa gota d’água que caiu no exato espaço entre nossas bocas.

Ambos olhamos para o céu, deparando-nos com uma chuva orográfica digna do litoral espanhol; uma chuva fraca e duradoura. A água fria reanimava espasmos corporais de ambas as partes e o vento havia se tornado um inimigo em nossas vidas.

A camisa social de Cristiano encharcava aos poucos, grudando em seu tronco másculo; e o mesmo acontecia com a camisa quadriculada que eu vestia.

Momento pós-insight, sorri maliciosa e passei a desabotoar minha camisa, levantando-me, explicitando minha nudez e o sutiã branco.

- O que você está fazendo, mulher? – perguntou-me confuso.

            Não respondi, apenas sorri mais largamente, provocante, e mordi levemente minha própria língua, de um jeito maroto, moleque. Deixei que a blusa escorregasse pelos meus ombros, caindo pela minha cintura e puxando-a para fora do corpo.

Vi a boca dele se abrir levemente num "O" perfeito e seus olhos brilharem em luxúria e tesão; não podia ser diferente. Era eu, uma mulher com apenas um sutiã branco molhado sobre seios jovens, um corpo molhado pela mais gelada água doce e algo o qual eu chamei de saia, cobrindo apenas o que tinha que cobrir (entretanto eu tinha certeza de que Cristiano já imaginava que aquele pedaço de pano havia perdido sua utilidade).

Chamei-o com o dedo, fazendo-o levantar perigosamente perto do meu corpo – e vagarosamente.

- Sempre surpreendente – falou com sua voz sensualmente masculina. Que tipo de voz era aquela? Será que existia algo mais torturante que a completa hipnose de um Deus Grego? Um Deus louco por mim.

Por mim, eu, Elizabeth Orvatich. A designer, a funcionária, a nada mais. Adorável.

Os lábios de Cristiano desenhavam os contornos da minha barriga e sua língua deslizava toda aquela temperatura impossivelmente gostosa por toda aquela extensão.

Aos poucos se levantava, chegando ao meu colo e pescoço – depositando algumas mordidas aqui – enfim aos meus lábios, enfim em pé.

Beijamo-nos com uma calma simples, as línguas se movimentavam em uma sincronia perfeita, como se ouvissem uma mesma melodia e dançassem conforme a música.

Aos poucos fomos largando as respectivas bocas, o frio estava cada vez mais latente.

- Tire a blusa também. – disse sorrindo enquanto nossos lábios ainda se tocavam.

- Por quê? – perguntou desconfiado.

- O calor passa melhor de um corpo pro outro se você tirar essa blusa gelada.

- Ah... – riu – entendo.

            Cristiano logo tirou aquela camisa (irritante) e chocou seu tronco nu com o meu, fazendo-me arrepiar e soltar um gemido abafado.

- Melhor. – disse em seu ouvido.

Em questão de milésimos de segundos nossos lábios estavam colados de novo; minhas mãos passeavam pelas suas costas, vez ou outra descansando sobre a barra da sua calça; as dele estavam completamente indecisas, ele as deslizava facilmente por toda extensão possível do meu corpo.

Sentia-o excitar cada vez mais, e o beijo não estava mais em uma melodia calma. Sugeria um rock como trilha sonora, ou uma daquelas músicas techno que estimulam pessoas drogadas a ficar mais doidas ainda.

- Acho que não ta funcionando muito. – interrompi o beijo, fazendo-o bufar.

- E você, por acaso, tem alguma sugestão?

- É claro, sou a melhor funcionária, certo? – sorri convencida – O plano B é usar atrito. Não sei se você me entende, mas atrito produz calor.

            Ronaldo tinha seus olhos fixos no meu e um sorriso bobo nos lábios. Eu podia ler toda a sua mente, ele não precisou dizer nada.

Soltamo-nos, catamos as blusas e sapatos e seguimos em direção à linda e adorável Land Rover. Por troca de olhares havíamos trocado a seguinte mensagem:

Vamos testar a suspensão do carro.

*

- Aqui tá bom? – perguntou Cristiano enquanto estacionava o carro em um lugar mais discreto. Olhei para os lados, analisando. Estávamos a poucos metros da praia, mas entre palmeiras mais densas.

- Aqui está perfeito. – eu disse, sorrindo maliciosa. – Agora vá para o banco de trás. – indiquei.

            Ronaldo me olhou confuso, arqueando brilhantemente uma das sobrancelhas.

- Mandona. – reclamou. Eu ri baixinho e, com alguma dificuldade, passei para o banco de trás. Sentei-me, vendo-o me olhar com desejo.

Minha situação já era bastante crítica, usava apenas o sutiã e o projeto de saia; talvez por isso, consegui a atenção de Cristiano em tempo integral para cada mísero traço do meu corpo. Passei o dedo indicador em meus lábios, molhando-os com um pouco de saliva e passei a delinear cada traço do meu tronco: clavícula, seios, abdômen, entrada pélvica e enfim chegando ao botão do jeans.

Encarei a face de Cris: visivelmente assustada e pervertida. Seu corpo estava torto, virado para o banco de trás; com certeza aquilo lhe traria algumas dores no pescoço depois de um tempo.

Tentei abrir o botão do jeans com apenas uma mão, sem qualquer sucesso.

- Acho que preciso de uma ajudinha aqui. – disse, transbordando a malícia e luxúria a cada abrir e fechar da boca, a cada mudança de entonação na voz.

Eu estava sim um pouco nervosa, não tinha como não estar.

Era Cristiano Ronaldo ali... O melhor do mundo.

Eu nunca me acostumaria com isso; nem eu, nem meu corpo. Cristiano sorriu largo e finalmente saiu do seu transe temporário para vir ao banco de trás.

O banco era de couro, e reclamou um pouco da movimentação de dois corpos estranhos ali. Ele selou seus lábios nos meus com intensidade, com fome, e tratou de desabotoar o jeans em segundos, deslizando a saia pelas minhas coxas até os tornozelos, forçando-me a deitar no banco.

Largou meus lábios para me encarar, completamente possuído, e então levantar uma das minhas pernas, beijando cada centímetro possível. Quando enfim chegou aos meus calcanhares, Cristiano retirou a saia jeans e aproveitou para puxar de uma vez a calcinha:

- Dessa vez eu deixarei ela inteira. – disse sorrindo, lembrando da vez em meu escritório. Eu dei uma risada abafada.

- Acho bom mesmo. – Cristiano forçou uma risada, encostando seu corpo ainda úmido no meu. Seu peitoral, com seus músculos bem definidos, tocou o meu tronco sem dó, retirando qualquer ar ou forma de vida de meus pulmões; o mundo havia parado na suavidade de um toque.

Logo sua respiração forte pairou em meus lábios e eu o ouvi sussurrar:

- Mas isso não significa que vou te deixar inteira dessa vez. – Encarei-o aturdida. O que ele estava pretendendo? Que tipo de amortecedores terrestres poderiam suportar sua fúria sexual?

Aliás, será mesmo que ele seria capaz disso tudo?

Sorri brincalhona e encostei minha boca em seu ouvido, levantando um pouco o corpo.

- E qual vai ser a primeira parte de mim que você vai arrancar? – perguntei, sentindo Ronaldo relaxar as feições do rosto num sorriso largo.

- Você descobrirá quando sentir. – respondeu convencido, antes de impactar seus lábios nos meus e ativar sua língua bem instruída para brigar com a minha, desafiadora.

Beijávamo-nos numa intensidade impossível de se descrever; aliás, se pudesse fazer quaisquer comparações, diria que estávamos preparando uma fissão nuclear. A energia que passávamos um ao outro se tornava uma espécie de aura e sintonia; os gestos vinham como premeditados para nos despir e encaixar nossos corpos.

Então, depois de não demorados segundos, já roçávamos nossos corpos nus e fazíamos jus às palavras selvagens trocadas. Ronaldo parecia realmente o chefe daquela vez e, por incrível que pareça, era exatamente esse papel que eu queria vê-lo exercendo naquele momento.
            Ele parou de me beijar, encostando nossos narizes. Minhas pernas já rodeavam sua cintura e seu membro jazia pulsando perto da minha intimidade, arrancando-me o ar e fazendo da minha postura ofegante.

Era incrível como há pouco estávamos os dois morrendo de frio sob a chuva e, de repente, juntos, sofríamos de uma perda de água excessiva, o suor tomando conta de nossos corpos e o calor dilacerando nossas células (e também nossa sanidade).

Aquele era o momento, a conjuntura iria começar.

- Testando a suspensão do carro, tomada 1. – disse baixinho, meus olhos já fechados e minhas unhas fincadas nas costas dele. Ouvi uma risada baixa de sua parte, sentindo-o aproximar o rosto do meu pescoço e posicionar-se devidamente.

Juntei todo o ar que pude e o senti penetrar-me com uma selvageria insanamente gostosa. Não consegui suprimir um gemido alto, aquela sensação era divina e Ronaldo era realmente um cara que conseguia fazer essa sensação ser fora do normal; demais para o intelecto humano. Continuou com as investidas, alternando-as, e o carro movimentava fortemente com o impacto.

Em minha mente, nada de mais se propagava. Eu poderia fechar os olhos e a única coisa que podia ver era ele; o único som que podia ouvir era seu gemido sussurrado perto do meu ouvido; a única sensação do tato era da sua pele amaciando a minha, de seus pêlos eriçando, misturando-se com os meus, da sua respiração ofegante perto do meu rosto e das investidas poderosas do seu sexo no meu.

A cada vez que sentia o ápice mais próximo, consegui distinguir outros sons e outros aromas, principalmente. Mas não envolvia quaisquer pessoas, era apenas o nosso cenário: o carro, a praia, as palmeiras, os amortecedores da suspensão, o banco de couro, a falta de ar.

Dotada agora de sentidos mais atentos, senti o cansaço apoderar-se do corpo de Cristiano, tornando seus músculos rígidos involuntariamente relaxados pelo meu corpo e mãos.

Toquei seus lábios num pedido para que parasse como movimento de vai-e-vem, deparando-me com seu rosto confuso e seus olhos desejosos atacando os meus. Levantei meu corpo vagarosamente e, em completa sintonia, Ronaldo fazia o mesmo, retirando seu membro extremamente excitado de dentro de mim. Não foram necessárias palavras para que eu o confortasse pedindo por confiança.

Beijei-o numa calma inabalável e fui correspondida por lábios que tremiam – nervosos, talvez. Aos poucos fui ajeitando nossos corpos do jeito que tinha em mente. Logo, Cris estava sentado e eu estava em cima dele, uma perna para cada lado, de joelhos, frente a ele; e beijando-o como se fosse a última coisa que faria em vida.
            Ele deixou seu corpo deslizar sobre o banco, entortando a própria coluna, aperfeiçoando a posição e encaixando nossos corpos perfeitamente. Enrosquei meus cotovelos em seu pescoço, entrelaçando meus dedos em seus cabelos enquanto tocava nossos narizes; eu já estava mais alta que ele.
            As respirações ofegantes faziam da Land Rover uma espécie de vulcão em erupção; poderia ser apenas minha insanidade, mas eu podia jurar que havia visto fumaça pairando sobre o ar ao meu redor.

- Hm – gemeu Ronaldo, chamando minha atenção. Impulsionei os joelhos forçando meu corpo a se levantar.  

As mãos dele espalmaram em minha bunda, permanecendo ali. Toquei seu pênis com uma das mãos, posicionando-o em minha vagina, novamente colocando minhas mãos em seus cabelos.

Ele depositou um beijo em meu pescoço, numa espécie de sinal afirmativo, então eu puxei todo o ar para os meus pulmões e dei início ao movimento de descida.

A penetração se fez lenta e deliciosamente torturante para ambos os lados. Cheguei a sorrir quando terminei o primeiro ato. Ronaldo tinha seus lábios semi-abertos, uma expressão insana de prazer.

Mordi meu lábio inferior e iniciei movimentos de subida e descida em cima dele, rebolando em movimentos circulares que faziam com que seu membro tocasse em cada canto da parede vaginal, ele estava muito mais do que dentro de mim; assim senti a primeira parte de mim esvair-se: sanidade.

O jogador arrancou a infeliz sanidade. Eu era louca, só podia ser. E continuava ainda mais louca transando com um jogador de futebol num carro, no meio do nada e pior: ficando por cima. Dessa vez, se o desempenho do sexo não fosse tão bom, a culpa seria inteiramente minha: Eu estava no controle.

Um momento de reflexão: Eu estava no controle?

Podia sentir minhas células gargalharem maquiavelicamente.

Que tal uma pequena ‘vingançazinha’ sexual? Não foi ele o cara que me deu o meu primeiro orgasmo de quase um minuto? Que tal se eu proporcionasse a ele o melhor de mim? Talvez agora não estivéssemos mais testando os amortecedores da Land Rover, os amortecedores seriam meus joelhos.  

Preparei meus músculos das pernas para o máximo desempenho e então joguei minha cabeça para trás, segurando o cabelo da nuca dele com mais força e acelerei os movimentos em velocidade máxima. Seu membro saía quase que completamente e entrava por inteiro; seus gemidos já eram silenciosos, não havia mais forças para propagar quaisquer sons.

Ambos estávamos demasiados concentrados, eu, em lhe proporcionar o máximo do prazer e ele, em senti-lo em sua latência.
            Fechei meus olhos a fim de concentrar-me mais ainda naqueles movimentos, como uma tentativa de descansar, ao menos, minha pobre retina. Fui surpreendida por lábios úmidos que deslizavam em meu colo aleatoriamente, esfomeados. Suas mãos então subiram às minhas costas e sua língua quente passou a tocar um dos mamilos enrijecidos.

O som rouco da minha voz ecoou num gemido prolongado, porém interrompido por espasmos cada vez mais intensos e constantes do meu interior. Era incrível o poder que ele exercia sobre mim, parecia uma força de gravitação; temia que chegássemos a anular tal força e nos fundir de uma vez.

Aliás, era exatamente essa fusão que os românticos apelidavam de amor, não é?

Cedo demais para chegar a qualquer conclusão.

Cristiano alternava entre meus seios – talvez um dos seus hobbies – em chupões e sugadas, vez ou outra parando para respirar ou gemer alto devido à uma boa investida vinda de mim e dos meus amortecedores naturais.

Eu sentia meu corpo se alterar com mais espasmos, cada vez mais potentes, fazendo-me fechar os olhos com mais força. Cris parou de chupar meus seios para segurar-me pelos cabelos, puxando-me, e selando nossos lábios. Subi o máximo que pude com minhas últimas forças, os músculos das pernas já reclamando em desfalque, e desci tudo de vez, sem dó.

Senti o líquido dele jorrar dentro de mim sem pudor, forçando uma segunda reação: meu orgasmo. Ficamos em choque por um tempo, procurando sentir mais minuciosamente cada sensação proporcionada pelos corpos dotados do gozo. Pequenos choques elétricos alimentavam o pulsar das minhas artérias e um campo magnético de atração aproximava meu corpo ao toque dele, era inevitável.

Meu corpo clamava por Cristiano. Abracei-o em meio à sensação latente, talvez um pouco desesperada, e fui devidamente retribuída por aquelas mãos quentes, que deslizaram pelas minhas costas suadas, juntando com mais força os nossos corpos.

Eu ouvia sua respiração diminuir aos poucos e deliciava-me com o cheiro másculo que seu pescoço exalava.

- Isso foi... – a voz dele irrompeu o silêncio - incrível.

            Deixei que minha risada brincalhona ecoasse, afastando-me de seu pescoço ainda com um pouco de reluta. Sua expressão risonha me atacou, fazendo-me imprimir nos lábios um sorriso maroto.

- Eu sei. – disse, dando-lhe um selinho demorado. Quando tentei me afastar da sua boca, ele se aproximou de mim ainda mais, mordendo o meu lábio inferior como se me chamasse de volta para ele. O canto da minha boca coçou com mais um sorriso, este de satisfação.

Beijou-me com mais intensidade, pedindo espaço para sua língua me invadir, porém os movimentos eram calmos, como quem descansa beijando. Realmente eu precisava descansar, Ronaldo me deixava extremamente exausta.

Além de sono, eu tinha fome e certa necessidade de uma cama quente e uma noite bem dormida com minha cabeça deitada no peito dele.

Afastei-me vagarosamente e finalmente saí de cima dele, para o alívio da minha intimidade e dos meus joelhos.

Nus em pêlo, estávamos sentados no banco de trás da Land Rover, um ao lado do outro, as cabeças erguidas para o teto. Os sons eram distinguíveis, tinha o mar que batia nas pedras, a chuva fraca que alisava os vidros, as nossas respirações que tentavam se acalmar e os nossos corações que batiam em descompasso, fortes e potentes.

- Acho que essa última, foi a tomada dois, não é? – perguntei com um sorriso malicioso.

- Um ponto para a Land Rover. Excelente suspensão. – disse Cris rindo enquanto eu o acompanhava.

Nossas risadas esgotaram e logo entramos no transe momentâneo novamente. Olhei para o lado da janela, vendo as gotas de água doce escorrerem pelo vidro.

Cada detalhe ao meu redor era facilmente notado por mim, principalmente detalhes vindo daquele ser ao meu lado, que tocava a pele quente do seu braço no meu; os pêlos da sua perna na minha, o suor do seu corpo misturando-se ao o meu.

- Heaven.... – cantei baixinho, virando meu rosto para ele, que já me encarava confuso. – I’m in heaven. And...

- My heart beats so that I can hardly breath. – ele continuou a música perfeitamente. Sorrimos cúmplices.  

Cristiano colocou sua mão em minha coxa, a palma para cima; deixei que minha mão também descansasse ali e entrelacei nossos dedos.

Um sentimento bom me invadiu, suspirei fundo e deixei minha cabeça encostar-se ao seu ombro, cantarolando a música com a boca fechada enquanto ele alisava meu polegar distraidamente.

            Ficamos um tempo ali, apenas admirando a presença um do outro. Talvez estivéssemos trocando informações telepaticamente; o que eu sei é que, vez ou outra, ríamos sem motivo, era como se ele tivesse contado uma piada, nessa nossa conversa telepática. Os sorrisos e olhares eram cúmplices, os carinhos eram dotados de uma extrema cautela, um carinho que ninguém nunca saberá de onde surgiu ou como surgiu.

Era com certeza verdade e também com certeza o paraíso: Heaven.

- Estou com fome. – reclamei finalmente, sentindo meu estômago revirar pela terceira vez.

- Pra variar. – ele disse num tom brincalhão. Fuzilei-o com o olhar e ele fez cara de inocente, colocando as duas mãos para o alto. – Juro que também estou com fome, por favor, não me mate, eu sou jovem!

- Jovem? – perguntei. – E eu sou feia. – disse irônica.

- Bem que eu achei algo torto e estranho no seu nariz... – ele disse rindo, logo se desculpando com um beijo no meu nariz. - Eu sou velho e você é linda. – sussurrou no meu ouvido. Sorri largo e depositei um beijo carinhoso em sua bochecha.

Procurei com os olhos a minha calcinha, a saia e o sutiã. Achei algumas roupas emboladas e supus que algum daqueles trajes poderia pertencer a mim. Passei por cima das pernas de Ronaldo para pegá-los e separei-os. Encontrei a saia e o sutiã juntos e a boxer dele.

Joguei a boxer no colo dele e passei a me vestir, impressionantemente rápida. Eu sentia os olhos dele acompanharem meus movimentos rápidos para me vestir naquele lugar um tanto quanto pequeno.

Quando acabei, olhei para ele que ainda me encarava.

- Não vai se vestir, velhinho? – perguntei com um sorriso sapeca.

- Não sei... Estou decidindo ainda. – ele disse, completamente disperso nas curvas do meu corpo feminino. Aproximei-me dele e toquei o seu pescoço, encarando algumas velhas marcas feitas por mim. Escolhi a mais fraca e ali calei meus lábios, sugando com destreza e finalizando com uma leve mordida.

- Me alimente e eu deixo você ficar nu. – eu disse indo para o banco da frente e catando minha blusa, começando a abotoá-la. Puxei o retrovisor melhorando minha visão e assisti Ronaldo tocar o próprio pescoço e sorrir maroto, procurando o resto das suas roupas e vestindo-as devagar. Quando ele acabou, virei-me para olhá-lo, encarando minha visão de Deus Apolo encarnado.

- Velhinho gostoso, você viu minha calcinha? Não a acho em lugar algum... – disse, deixando meus olhos caírem para o chão do carro à procura daquela calcinha idiota.

- Agora eu sou gostoso? – perguntou desconfiado, fazendo-me gargalhar alto.

- Não, sempre foi. – eu disse e antes que pudesse abrir a boca pra falar qualquer coisa, interrompi-o – Não é pra ficar convencido, senhor Aveiro. Agora vamos, me ajude a encontrar a calcinha.

- Você é mandona demais, sabia? – perguntou, segurando meu queixo e me forçando a encará-lo.

- Você se incomoda? – perguntei.

- Não... Na verdade isso até me excita. – sorriu, beijando-me no canto dos lábios. Sorri de volta. – E sinceramente, esqueça essa calcinha, facilite meu trabalho. Você não quer ver mais outra calcinha rasgada, não é mesmo?

            Um pico de perversão subiu ao meu cérebro e deitou em minha língua, que não se segurou.

- E se eu sentir frio?

- Eu te aqueço. – ele disse tão pervertido quanto e, com um pouco de vergonha, voltei ao meu assento, endireitando-me e prendendo o cabelo de qualquer jeito.

Essa situação com Cristiano com certeza o paraíso: Heaven.

E eu estava extremamente ansiosa para saber o nosso futuro.
 


Notas Finais


That's all folks!

Estou escrevendo mais uma fanfic com o Cristiano, mas será long fic.
Dependendo do recebimento de Heaven eu posto a nova.

Comentem!

Beijos da tia Dani ;**


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