História Heaven - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella
Tags Ana Paula Padrão, Pana, Paola Carosella, Romance
Visualizações 345
Palavras 3.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EIIIIIII....
Primeiro: São cinco meses de fanfic! CINCO. Hoje me dei conta de que esta historia vem se desenvolvendo a cinco lindos meses e eu fiquei emocionada por tudo que já vimos por aqui.
Segundo: São quase 100 corações por aqui e por isso eu tambem agradeço grandemente.
Terceiro: A musica de hoje é uma das mais importantes na minha vida; The Reason - Hoobastank
Quarto: Me desculpem a demora e divirtam-se como eu to me divertindo. Espero os comentarios lindos de sempre <3

Capítulo 29 - 29 - The Reason


Fanfic / Fanfiction Heaven - Capítulo 29 - 29 - The Reason

 

Ana Paula POV
 

Sete meses. Haviam se passado sete meses desde do Baile da Vogue. Estavamos em Setembro. Mes das flores se desabrocharem, das arvores darem frutos. Mes de um clima gostoso e nosso mes. Setembro sempre seria nosso mes.

Hoje, O2 de Setembro. Paola e eu completavamos um ano. Um ano desde que ela apertou a campainha de minha casa e assistiu ao primeiro episodio ao meu lado. Um ano em que ela olhou para a janela pela primeira vez. Um ano que começamos a escrever nossa historia juntas. Muito juntas. Quase sendo uma só.

Havia organizado uma pequena viagem até o Rio de Janeiro para comemorar essa data especial par nós. Com a final do Masterchef 2 chegando, seria impossivel que fossemos para qualquer lugar que fosse muito longe. 

Viemos  ontem, uma terça feira de muito sol e que so serviu para que nós três curtissemos juntas sem grandes roteiros e programações. O que eu queria era poder comemorar um ano não so com Paola e sim com nossa filha. 

- O que vamos fazer hoje mama? - Fran pulava na cama enquanto eu tentava fracassadamente arruma-la para que eu pudesse seguir com meu plano.

- Francesca! Pare agora de pular nessa cama e deixa a Ana terminar de te arrumar!  - Paola falou com um tom de voz que até eu mesma havia ficado com medo. Fran a olhou com os olhos estalados e parou na hora.

Eu a conhecia o suficiente para saber que ela estava assim por achar que eu havia esquecido o dia que era. A disse que precisava ir para o Rio a trabalho e que queria sua companhia. Me fiz de desentendida e esquecida quando ela insinuou algo sobre nos e desde então...

- Não precisa falar assim Paola! - Digo terminando de arrumar Fran, a repreendendo por sua forma rude com tudo e todos ao seu redor.

- Nos estamos atrasadas, Ana Paula! - Ela disse impaciente pegando sua bolsa e colocando o que julgava necessario dentro dela. - Você falou que o seu encontro com o cara lá era para o almoço. Você já viu que horas sao? - Eu queria rir de tamanha birra mas não podia. Fran tampou seu rosto com o travesseiro pois provavelmente não havia conseguido segurar como eu.

- Estou namorando um sargento e não sei! - Digo colocando os oculos de sol e seguindo para a porta do quarto. - Vamos?

Enquanto Paola foi com Fran na minha frente para o carro, disse que iria ver se havia alguma coisa para mim na recepção do hotel. Francesca tratou de me ajudar e prender a atenção da mãe em si. Pedi para que a recepcionista me desse as duas cestas que eu havia pedido para prepararem.

- Si yo fuera el hombre no te esperaba - Paola disse enquanto olhava qualquer coisa pelo vidro do carro, chateada. Ela achava que passaria o dia inteiro dentro de um lugar falando de trabalho em um dia especial que aparentemente a namorada havia esquecido completamente.

 - Está aburrido! - Digo olhando Fran sorrindo pelo retrovisor do carro. - Não aguento você falando espanhol não! Jogo baixo! - Pego em seu rosto para ela me olhar.

- Eu não vou te beijar, Ana Paula Padrão! - Meu Deus! Que essa surpresa recompense esse drama todo dessa argentina que fica linda emburrada desse jeito.

Seguimos o GPS e do hotel que estavamos até o lugar que eu pretendia ir, tinha 20 minutos de estrada. Fran tentava a todos os custos que Paola desse pelo menos atenção a ela e vez ou outra ela até conseguia.

Estaciono o carro na vaga e desligo em frente ao Jardim Botanico do Rio de Janeiro. Um dos lugares que mais amava naquela cidade e que conhecia com intimidade, já que meu pai, Doutor Fausto o amava tanto quanto eu e passavamos horas passeando por ali.

- Chegamos! - Digo me desfazendo do cinto e olhando a cara e Paola que me olhava completamente espantada e sem reação. - Desce Paola!
- Mas.. - E Fran a interrompe de imediato.

- Desse logo desse carro, mama! - Fran se desfez da cadeirinha abriu a porta e desceu junto comigo enquanto Paola ainda estava estatica no mesmo lugar.

Abri o porta malas do carro e peguei as duas cestas que havia pedido para que preparassem para mim no hotel, entregando uma a Fran que fazia questão de ajudar.

- Nos chegamos! Vamos? - Abro a porta do lado de Paola, tiro o cinto dela e a olho. Fran so sabia rir de sua mãe que mais parecia uma semi morta.

- Você marcou uma reunião de trabalho aqui, Ana Paula? Serio? - Eu que queria pergunta-la se aquilo era realmente serio. Não estava acreditando em tamanha lerdeza.

- Claro que sim, Paola. - Digo carregando na ironia enquanto andavamos pela grama do Jardim. - Passaria o dia O2 de Setembro em uma reunião pois eu sou uma pessima namorada né? - Tiro meu oculos e a olho. Pude ver seus olhos se encherem de lagrimas e sentir quase que instantaneamente seu abraço.

- Me desculpa! Me desculpa! - Paola me abraçava e fazia do meu pescoço sua casa, como sempre. Podia sentir o arrependimento de longe. - Eu fiquei tão brava com você, mi amore. Me desculpa... - Senti o seu carinho em meu cabelo e naquele momento, já não havia nada a ser desculpado.

- Vamos logo encontrar um lugar, mama! - Fran entregou a cesta para Paola e saiu correndo em nossa frente indo de encontro aos passaros que haviam ali, livre, feliz... 

Demoramos dez minutos para acharmos um lugar perto do enorme chafariz que havia ali. Um lugar que segundo Paola exalava imponencia e força, como nos duas juntas. Embaixo das arvores que faziam sombra e perto de carrinhos com sorvetes e agua de coco.
Paola com a ajuda de Fran estendeu a famosa toalha quadriculada de piquinique que Fran disse que era igual dos desenhos enquanto eu fui comprar nossas aguas de coco.

- Eu não acredito que você me enganou, Ana! - Paola parecia um gatinho timido. - Me desculpa por ter te tratado tão mal... E você tambem filha! - Ela dizia e suas maças do rosto ficaram vermelhas. Poucas vezes acontecia e sempre era algo que eu não me cansava.

- Você tava chatona, mama! - Fran se empanturrava de comida e se sujava inteira. Nesses momentos eu perdia completamente a minha vergonha na cara! Eu era frouxa quando o assunto era essas duas mulheres.

A cada dia que passava junto a Paola e Fran, vi que minha volta ao mundo atras de felicidade havia sido em vão. Em vão porque a felicidade não esta em apenas um lugar e sim dentro de si, dependente apenas de você e dos pequenos momentos que vive a compartilhar.

Me dei conta de que na verdade, tudo que eu queria, era viver assim. Equilibradamente. Sem ter que me policiar a cada instante tentando não cometer o erro de deixar com que um sentimento fosse alem de outro e assim me tirasse do eixo porque ali, tudo era natural. Eu era uma Ana Paula tão entregue que a que sempre fui me parecia comica.

- Agora que já estamos todas alimentadas, que você já esta mais feliz. - Digo pegando nas mãos de Paola e lhe deixando um beijo. Estav sentada na frente das duas que estavam uma ao lado da outra. - Quero conversar com vocês duas sobre uma coisa muito importante. - Fran me olhava com a mesma feição que Paola exibia e eu me permiti ver o quão parecidas aquelas duas eram e o quanto eu estava certa do que eu estava prestes a dizer ali.

- O que aconteceu, Ana? - Paola tinha um sinal de preocupação em sua testa. Me olhava fixamente esperando que eu disesse algo bom que pudesse faze-la soltar o ar que inconsciente ela havia preso e como se não bastasse, dois pares de olhos ansiosos pelo o que eu tinha a dizer.

- Queroquevocêssemudempracasa. - Digo de uma vez e de form tão rapida que eu mesma não entenderia. 

- O que mama? - Quando olhei pra Fran sua cabeça estava tombada pro lado e um grande ponto de interrogação estava presente em todos os traços de seu rosto. - Eu não entendi nada.

- É Ana. Eu tambem não entendi. 

Respiro uma, duas, tres vezes e olho primeiramente para Fran buscando a coraem necessaria para aquilo que eu tanto queria dizer e ela veio quando o sorriso da minha pequena apareceu.

- Eu quero que vocês se mudem para casa. - Digo firme olhando intercaladamente para ambos os rostos esperando algum sinal de resposta, seja ela qual for.

- Morar com você na casa de janela grande? - Fran parecia pensativa enquanto Paola estava mas uma vez no modo semi morta me deixando completamente inquieta e aflita.

- Sim... Eu queria que vocês se mudassem la pra casa - Digo com calma buscando apoio naquela imensidão azul que eram os olhos de minha filha. - Nos ja passamos tanto tempo juntas, não tem mais o porque esperar... 

- NOS VAMOS MORAR JUNTAS!!! - Fran quando se deu conta do que se tratava, se levantou e começou a pular de felicidade batendo palmas... Por um momento fiquei tão feliz com aquela reação que me esqueci de que quem tinha a palavra final, não havia se quer se mexido.

- Poala... - Minha voz saia em um fio que eu mal conseguia escutar. A minha felicidade ja dava o lugar para a tristeza que eu sabia que apareceria. Paola olhava para mim de uma forma que, mesmo com minha experiencia sobre ela, não sabia destinguir.

- Ana Paula. - Ela disse firme e eu se quer tive coragem de olha-la nos olhos. - Ana Paula Padrão, olhe pra mim. - E quando meus olhos marejados descansaram nos seus, os seus os reconheceu e fez deles seu motivo para sorrir. Aquele famoso termo " sorrir com os olhos ". - Nos nos mudamos quando?

- E-eu.. E-u.. - Aquilo era serio ou apenas uma peça pregada por mim mesma. - Isso é um sim?

- Você me prometeu naquele baile a sete meses atras que nos morariamos juntas e esta cumprindo sua promessa. - Ela disse calma. Tanto que transpassava a mesma para mim como sempre fazia em situações assim. - Quando nos podemos fazer da sua casa, nossa casa? 

- Assim que voltarmos, por favor! - Digo me aproximando cada vez mais dela até que pude sentir o cheiro do seu perfume e sua boca a centimetros da minha quentes. - Não quero passar um dia sem que você não esteja ao meu lado. - Paola me beijou de forma terna e assim ouvimos mais palmas e gritinhos felizes de uma Francesca esterica e feliz.

- Ana Paula Padrão - Fran me chamou e nos duas olhavamos pra ela. Eu achava que nunca iria gostar mais de alguem dizendo o meu nome depois que conheci Paola mas estava completamente enganada. 

- Sim, Francesca Carosella? - Digo entrando na brincadeira ouvindo as risadas de Paola daquilo tudo.

- Nos moraremos juntas! Com o Mané! - Estava ali o motivo de tamanha felicidade. Mané. Longe de mim achar que aquela empolgação toda seria por minha causa.

- Juntas, filha... - Paola dizia feliz e com a voz levemente embargada. - Agora somos realmente uma familia de verdade.

Uma noite antes de voltarmos para São Paulo, fomos almoçar em um restaurante de frente pro mar. Não havia muita gente e estavamos somente eu e Paola ja que Fran brincava no parquinho do mesmo.

Uma musica ambiente começou a tocar e Paola olhou firmemente a minha direção. Segurou minha mão e disse: Você é a minha razão,

- Ana Paula. Você é minha razão!

Paola POV

Os meses se passaram rapido. Masterchef havia inciado e estava em sua reta final e o sucesso estava cada vez maior como o orulho que sentia por fazer parte daquele projeto que havia mudado minha vida.

O nono mes do ano havia se iniciado e com ele viria a felicidade de poder comemorar o encontro de amor que Ana e eu haviamos tido.

Um ano. Um ano que parece ter sido a eternidade mesmo passando a velocidade da luz. Porem, somente eu me lembrava de que no segundo dia do mes, isso aconteceria. Ana tinha uma reunião de trabalho aqui no Rio de Janeiro e Fran e eu viemos junto para lhe fazer companhia mas ela estava longe de lembrar que era hoje. Hoje, a um ano atras eu hava perguntado a ela o quão prazeroso seria alguem cantar fogo a ela, naquela janela.

Chateada era a palavra certa e estresse fazia parte deste pacote. 

- O que vamos fazer hoje mama? 

- Francesca! Pare agora de pular nessa cama e deixa a Ana terminar de te arrumar!  - Francesca pulava na ama do hotel a meia hora sem deixar com que Ana a arrumasse. Fui grosseira e so percebi isso pela cara assustada das duas em minha frente.

- Não precisa falar assim Paola! - Era verdade mas era uma coisa maior do que eu. Aquela tranquilidade de Ana Paula estava me irritando. Como ela poderia esquecer?

- Nos estamos atrasadas, Ana Paula! Você falou que o seu encontro com o cara lá era para o almoço. Você já viu que horas sao? - Era verdade mas ninguem pareci dar tanta importancia para o horario como eu dava e se eu estivesse no mesmo pique que elas eu tambem não daria, mas não estava. Passar esse dia em uma sala ou em uma reunião estava longe de algo que eu iria esperar ou querer.

- Estou namorando um sargento e não sei! Vamos?
Fran e eu seguimos para o carro enquanto Ana havia parado para fazer alguma coisa que eu não tinha dado importancia na recepção. Eu estava birrenta, chateada, estressada e mais parecia estar naqueles dias infernais de tpm.

- Si yo fuera el hombre no te esperaba 

 - Está aburrido! - Por um momento eu quase me derreti com Ana falando em espanhol, havia se tornado um hobbie pra ela e eu amava. - Não aguento você falando espanhol não! Jogo baixo! 

- Eu não vou te beijar, Ana Paula Padrão! - Por mais que eu quisesse beija-la com todas as minhas forças e por mais que eu ja estivesse me derretendo pela mesma, eu me segurava. 

Fran foi o caminho inteiro tentando fazer com que eu isse mais do que duas palavras e mais do que: sim, não e talvez. Muitas vezes ela conseguia e muitas outras vezes eu olhava pra Ana Paula e me perguntava qual que era o problema pra ela não lembrar daquela data. Era importante so pra mim assim, poxa?

- Chegamos! - Ana havia parado na frente de portões enormes com muito verde.  - Desce Paola!

- Mas.. - Queria poder perguntar se a reunião seria ali mas não tive nem tempo.

- Desse logo desse carro, mama! - Fran correu para se desfazer da cadeirinha e descer do carro acompanhando sua mãe que tambem estava descendo e eu fiquei ali, estatica.

- Nos chegamos! Vamos? - Porque diabos Ana Paula Padrão havia marcado uma reunião de trabalho naquele lugar? 

- Você marcou uma reunião de trabalho aqui, Ana Paula? Serio? - E o sorriso que ela me entregou tratou de amolecer e derreter o resto de mim que faltava. Eu nunca que acostumaria com o efeito que ele tinha sobre mim. 

- Claro que sim, Paola. Passaria o dia O2 de Setembro em uma reunião pois eu sou uma pessima namorada né? - Ela lembrava. Pude ver em seus olhos o quanto ela lembrava de que dia era aquele e pude sentir meu corpo inteiro corresponder arrependido por tanta birra e falta de vontade.

- Me desculpa! Me desculpa! Eu fiquei tão brava com você, mi amore. Me desculpa... - Era  as mais sinceras desculpas que eu ja havia entregado a alguem. Ana não havia esquecido. Nos não estavamos no Rio pra negocios e muito menos ali para uma reunião. Eu sou uma idiota.

- Vamos logo encontrar um lugar, mama!  

- Nossa, como aqui é lindo, Ana.. - Estava impressionada com toda aquela natureza ao nosso redor. As flores. As folhas. Os passaros.

- Lindo como você, meu bem! - Mais um sorriso e se ela me entregasse mais um daqueles eu tinha a certeza que era capaz de casar com ela ali.

- Eu não acredito que você me enganou, Ana! - Vergonha era o que eu sentia. Vergonha por toda a minha birra, por toda a minha grosseria.  - Me desculpa por ter te tratado tão mal... E você tambem filha!

- Você tava chatona, mama! - Chatona, mama? Eu poderia ouvir Fran me chamar de chatona mais mil vezes que em todas elas eu acharia fofo e morreria de amores pela dona daquele par de olhos azuis lindos.

- Agora que já estamos todas alimentadas, que você já esta mais feliz.  Quero conversar com vocês duas sobre uma coisa muito importante. - Quando Ana Paula fazia aquela volta toda para dizer algo era porque era realmente importante e serio, quase sempre era ruim. 

- O que aconteceu, Ana? - Eu vi Ana Paula abrir e fechar sua boca mil vezes ensaiando para dizer o que precisava e aquilo tudo fazia eu ficar cada vez mais preocupada

- Queroquevocêssemudempracasa. - Disse em um so folego e enfim pude ver aqueles olhos lindos.

- O que mama? Eu não entendi nada. - Quem entenderia? Ana falou mais rapido do que o qualquer outra coisa rapida do mundo.

- É Ana. Eu tambem não entendi. 

- Eu quero que vocês se mudem para casa. - Tudo o que meu corpo sentiu com aquela afirmação, com aquela voz que estava carregada de certeza e com aquele olhar que esperava muito uma resposta positiva foi frio. Eu fiquei arrepiada e minha barria estava completamente gelada. Eu queria poder dizer algo mas nada saia de minha boca e eu se quer conseguia mover um musculo.

- Morar com você na casa de janela grande? - Ana Paula feliz por a unica preocupação de Fran ser essa. Fran parecia feliz com o que Ana havia dito. Era uma bolha.

- Sim... Eu queria que vocês se mudassem la pra casa. Nos ja passamos tanto tempo juntas, não tem mais o porque esperar... 

- NOS VAMOS MORAR JUNTAS!!! - Foi os grito de Fran que me trouxeram pra realidade. Os mesmos que me fizeram ver que aquilo ali não era um sonho, que aquilo ali era a minha realidade. Realidade.

- Poala... - A voz triste e a expressão carregada da mulher que amo me fez ver que desde quando ela disse eu não havia se quer demonstrado algo. Eu não havia se quer dito. E aquele jeito acanhado de Padrão me conquistava.

- Ana Paula.  Ana Paula Padrão, olhe pra mim. - Pude ver lagrimas em seus olhos me me amaldiçoei por não te-la respondido antes. E eu queria entender como ela podia achar que a reposta fosse outra se não sim. - Nos nos mudamos quando?

- E-eu.. E-u..  Isso é um sim? - Era muito mais do que um simples sim. Eu queria encontrar outra palavra para descrever o quão sim aquilo era.

- Você me prometeu naquele baile a sete meses atras que nos morariamos juntas e esta cumprindo sua promessa. Quando nos podemos fazer da sua casa, nossa casa? - Vejo um sorriso surgir em seu rosto e as lagrimas triste ja eram as mais felizes do mundo. Eu podia ver o corpo todo de Ana se iluminar ainda mais naquele unico instante.

- Assim que voltarmos, por favor! Não quero passar um dia sem que você não esteja ao meu lado. - Eu tambem não pois eu não conseguia mais.

- Ana Paula Padrão - Oi? Nomes inteiros? 

- Sim, Francesca Carosella? - Eu nunca iria me acostumar com o tanto de amor que aquelas duas tinham uma pela outra.

- Nos moraremos juntas! Com o Mané! 

- Juntas, filha... Agora somos realmente uma familia de verdade.

Por muitas vezes achei que eu nunca encontraria alguem que me despertasse a vontade de dividir minha vida ao seu lado. Muitas outras eu não me julgava merecedora de ter alguem Outras que poderia ate aparecer alguem mas que o mesmo não iria querer uma mulher com uma filha pequena. Ali, eu vi que tudo o que eu havia pensado não se passava de besteiras. Eu havia encontrado esse alguem. Eu havia conquistado uma familia.

- Você é minha razão, Ana Paula. Você é minha razão. - Eu digo com toda a convicção que eu possuia.

- Você sabe a tradução dessa musica? - Ela pergunta emocionada e eu posso ver todo seu amor.

- Sei o suficiente para dizer que a Razão da minha vida é você!



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