História Heaven (Imagine NamJoon e HoSeok - BTS) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Rap Monster
Tags Anajoon Louca, Imagine Bts, Imagine Hoseok, Imagine J-hope, Imagine Namjoon, Imagine Rap Monster, Monhope, Namseok, Raphope, Sexo
Visualizações 131
Palavras 2.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem decidiu dar as caras! Eu mesma, Kim AnaJoon.
Primeiramente; fORA TEMER! Segundamente, peço desculpa à vocês, que acompanham e gostam de Heaven, por ficar um mês sem atualizar. A explicação do meu sumiço de Heaven é que fiquei sem inspiração, comecei a pensar que a estória é um lixo e cogitei excluí-la. Entretanto, graças ao carinho de vocês e à uma ameaça que recebi, não o fiz. Também fiquei cheia de seminários, testes e atividades para entregar.
Mas agora aqui estou (vou tendo que me esconder. Tua mãe quer me matar e teu pai me prender) com esse capítulo mais ou menos.

Boa leitura!!!

Capítulo 6 - Chapter VI


É realmente ruim quando as coisas não saem da forma como planejamos, certo? Quando isso acontece, o sentimento que fica é o arrependimento e nos culpamos por sermos inúteis que não sabem planejar nada. E é exatamente assim que estou me sentindo. Me sinto tão arrependida de ter inventado de me infiltrar em um relacionamento tão bonito que é o dos meus oppas. No dia que NamJoon flagrou Hobi e eu na cama – mesmo não fazendo nada –, me senti desesperada. De dentro do meu quarto pude ouvir as vozes alteradas e a de NamJoon carregada de raiva, principalmente raiva de mim. Eu estava tão feliz porque HoSeok havia admitido, mesmo que indiretamente, que estava disposto a encarar um relacionamento a três. Mas agora tudo isso desceu pelo ralo, menos a minha esperança de tê-los; essa se mantém mais viva do que eu queria.

Estar em Namak depois de tanto tempo morando na capital é um tanto quanto estranho. Claro que eu vinha aqui quando eu tinha um tempo sobrando para visitar minha família, porém eu só passava um final de semana e voltava para Seul. Mas agora eu já estou morando na minha cidade natal há dois meses. Meus pais estranharam o fato de eu ter voltado porque eu sempre dizia o quanto Seul combinava mais comigo. Não contei a eles o que aconteceu para eu ter voltado assim; do nada. Eles pareceram notar que eu estou mais calada, mais contida, entretanto não perguntaram nada. O contrário de HyukWoo, que não pode me ver quieta em meu quarto pensando sobre o que fiz, que já vem todo curioso me encher de perguntas sobre o que aconteceu. HyukWoo sempre foi um bom irmão, mas é do tipo que não consegue manter a língua dentro da boca. Então, com medo de que ele desse com a língua nos dentes, não lhe contei nada do que aconteceu.

Longe de Seul e dos olhos de NamJoon e HoSeok, eu tive tempo para pensar se eu realmente queria me relacionar com os dois citados. Eu os amo tanto e, por causa desse fator, cheguei a conclusão que o melhor a se fazer é esquecê-los, manter uma amizade distante para que eu não corra o risco de fazer a mesma merda. Enquanto pensava ainda mais sobre isso sentada na janela, ouvi minha mãe gritar-me para que eu desça para jantar. Tirei os fones, lendo mais uma vez a mensagem um tanto ameaçadora que eu já havia decorado, e deixei o celular sobre a penteadeira, saindo do quarto rumando para a sala de jantar. HyukWoo já estava sentado à mesa, prestando total atenção à sua comida. Eu sentei ao seu lado, dando-lhe um tapa fraco no pescoço, o assustando. Ri ao receber a sua cara de raiva.

Durante o jantar, a conversa rolava. Meus pais empolgados com a minha carreira profissional e também com a carreira artística de HyukWoo que optou por ser rapper e não um médico, engenheiro ou qualquer outra profissão que todos os pais esperam que seus filhos sigam. Batidas sutis na porta interromperam a nossa conversa e levantei para ir atender quem estivesse lá, mas meu pai é mais rápido que eu. Ele foi e eu voltei a me sentar. Ouvi uma voz conhecida mas não dei importância. Papai me chamou, dizendo que era pra mim. Pedi licença e fui até a porta.

Só não desmaiei porque sou forte o suficiente para que isso não acontecesse. Meu coração batia tão forte que eu podia ouvi-lo, minhas mãos logo começaram a suar, as pernas bambearam e o típico frio se instalou em meu interior. Meus olhos arregalados focaram no sorriso enorme e gostoso do ser que estava na porta. Fechei a boca apenas para engolir em seco, ainda não acreditando na imagem que meus olhos estavam a ver. De todas as pessoas que pudessem bater em minha porta, ele estava no final da lista. Primeiro porque ele não sabe – não sabia – onde é a casa da minha família, e segundo; não estávamos a nos falar há semanas!

 

— Você não vai convidar seu amigo para entrar? — minha mãe falou, me fazendo perceber que ela estava um pouco atrás de mim encarando, com um sorriso, o homem que ainda estava do lado de fora — Venha, querido, entre! — animada, como sempre — Jante conosco.

 

Como se comportar quando o carinha – um dos – que você está apaixonada é convidado pela sua mãe para jantar com sua família? E pior; como se comportar quando ele aceita? NamJoon nem esperou que eu o chamasse, apenas fez uma reverência para minha mãe com um sorriso simples enfeitando seu rosto, e passou por mim, seguindo a dona da casa para a sala de jantar. Sentei-me ao lado de HyukWoo novamente, olhando para NamJoon como se pedisse uma explicação de sua aparição aqui. Ele fingiu – muito bem – que eu não estava falando consigo. Um suspiro desesperado foi liberado por mim enquanto eu passava a mão pelo cabelo, bagunçando-o. Meu irmão pareceu perceber minha tensão pois ficou desviando seu olhar confuso de mim para NamJoon. Retomamos o jantar, mas dessa vez eu não estava tão falante quanto antes. Estava mais intimidada por ter Kim NamJoon sentado conosco agindo como se nada tivesse acontecido entre nós, como se não houvesse uma nuvem de tensão sobre nós dois. O sorriso de minha mãe agora exibia uma esperança, não sei por qual motivo.

O momento que eu mais ansiava chegou e um sentimento de alívio surgiu dentro de mim. O fim definitivo do jantar demorou a chegar por causa da conversa que se seguiu mesmo depois de todos os pratos estarem na pia. Meus pais seguiram para sala depois de me pedirem para dar um jeito na cozinha, HyukWoo saiu para uma festa ou para mais uma das suas apresentações e NamJoon se ofereceu para me ajudar. Como eu não queria fazer sozinha, aceitei. Vez ou outra eu o olhava ao entregá-lo um prato e ele me olhava de volta. Eu estava tão curiosa para saber o que ele veio fazer aqui.

 

— Por que você fica me olhando o tempo todo? — ele começou, parando em minha frente, jogando o pano de prato sobre ombro coberto pelo casaco cinza. Jogou o cabelo para trás, me olhando a espera de uma resposta.

— Deve ser porque eu preciso saber o que veio fazer aqui. — decidi não fazer rodeios, muito menos esconder a verdade. Fechei a torneira e puxei o pano do seu ombro, tentando não encostar nele. Consegui não tocá-lo, mas não consegui me proteger e fui tocada. Na verdade, ele segurou meu braço e se aproximou.

— Vim te buscar. — seu rosto estava perigosamente perto do meu — Como eu prometi há quase três meses atrás. — seus olhos focaram-se nos meus e o meu olhar vacilou.

— NamJoon, por favor… — minha fala saiu baixa — Você sabe que eu não voltarei.

— Por que não? — sua mão abaixou meu braço mas não o soltou — Me dê um bom motivo para não voltar.

— Te darei dois; você e HoSeok. — respondi, fechando o punho — Não quero interferir negativamente no relacionamento de vocês. Não mais do que já interferi.

 

O homem de cabelos roxos soltou-me e se afastou, voltando a pegar o pano de prato para enxugar o restante dos objetos que estavam no escorredor. Eu suspirei e caminhei pela cozinha, prendendo o cabelo.

 

— Eu gostei do seu cabelo. — falou, deixando o pano de lado e se virando para mim — Você ficou linda com essa cor.

— Obrigada. — baixei a cabeça agradecendo e quando ergui, ele estava próximo novamente, levando sua mão para o meu rosto, colocando uma mecha de fios tingidos de castanho atrás da minha orelha — Vamos sair daqui para conversar? — ele assentiu e me seguiu para fora da cozinha. Passamos por nossos pais que estavam na sala e subimos as escadas, parando na porta do meu quarto, que eu abri e dei espaço para ele passar.

— Eu nunca imaginei que seu quarto seria assim. — falou com um sorriso no rosto observando os pôsteres colados nas paredes, as prateleiras cheias de pelúcias esquisitas, o tom escuro da pintura do quarto — Eu gostei do seu quarto, mas você sabe que não podemos conversar aqui.

— Cala a boca. — abri o guarda roupa, tirando um blusão de dentro — Eu sei. Vamos sair. É mais seguro termos essa conversa fora daqui.

 

Vesti a peça, dando uma olhada rápida no espelho e chamei o mais velho para sairmos. Descemos silenciosamente em direção à porta, mas a senhora Kwon decidiu perguntar para onde íamos. Eu só disse que iríamos dar uma volta e que não demoraria.

Na rua, ventava de forma gostosa. Um sorriso atentou em se formar em meu rosto e eu deixei, fechando os olhos por breves segundos para então começar a caminhar para um local seguro. NamJoon caminhava ao meu lado com as mãos nos bolsos da calça preta e larga de pano em completo silêncio. Não trocamos uma palavra sequer até chegarmos a uma árvore que fica em um canto escondido da praça mais próxima. Eu amava passar minhas tarde aqui enquanto escrevia alguns poemas bestas de adolescente. Sentei-me e descansei as costas na árvore, esperando que o homem que fica muito lindo com um casaco cinza e calça folgada sentasse. E quando ele sentou, respirei fundo e voltei meu olhar para ele:

 

— Me desculpe. — falei baixo — Eu não queria estragar nossa amizade, seu namoro. Me desculpe ter me apaixonado por vocês dois. Isso é loucura.

— Ei, ei… — chamou minha atenção, sentando nos calcanhares e virando-se para mim — Pare de se desculpar, dongsaeng. — franzi a testa confusa e ele tomou fôlego para voltar a falar: — Não é culpa sua ter se apaixonado por nós dois, simplesmente aconteceu. — sua mão deslizou pelo meu rosto num carinho singelo — Você não estragou nada. — sorriu — Claro que de início eu senti raiva de você, te queria distante mas quando cheguei em casa e não te vi me senti triste. Sem contar que as coisas lá estão cada vez mais difícil. — um suspiro saiu por seus lábios — Hobi e eu pouco nos encontramos e quando isso acontece, preferimos descansar sem a companhia do outro. É como se não morássemos sob o mesmo teto, sabe? — desabafou num tom triste e eu segurei sua mão, apertando com força — Eu estou com saudade dele. E, antes que pense, eu não te quero como refúgio, até porque eu gosto de você. Não tanto quanto HoSeok gosta, mas gosto. Na verdade, aprendi a gostar dessa maneira graças às suas provocações. — ele riu, arrancando um sorriso meu.

— Nam, você não sabe o quanto senti sua falta. — confessei baixinho, levando minha mão ao seu cabelo — Eu precisei me afastar de vocês para me recuperar do choque que foi você ter nos pego. E também queria dar espaço a vocês. Foi doloroso para mim deixá-los lá e vim para Namak. Tentei esquecer os dois mas é impossível. Vocês já estão cravados em meu coração.

 

Ele relaxou ao ouvir todas as palavras que soltei baixo. Inesperadamente seus lábios selaram minha bochecha e deslizaram para minha boca, parando ali. Acariciei o rosto do outro, hesitando antes de beijá-lo com carinho. Foi estranho beijá-lo porque senti como se eu estivesse traindo HoSeok. Entretanto, no meio daquele contato dos nossos lábios e, timidamente, nossas línguas, eu pude sentir que NamJoon gosta de mim, que está, nem que seja um tantinho, apaixonado. Talvez eu eu esteja equivocada, mas foi o que senti.

Quando demos fim ao beijo, sorrimos e eu me levantei, puxando-o pela mão. Enlaçamos nossos braços e caminhamos um pouco mais pelas ruas, conversando sobre o que vinha acontecendo nos últimos meses que estivemos separados. Ao chegarmos a porta de casa, Nam segurou meu braço, me parando e eu, curiosa, perguntei o que era.

 

— Você voltará para Seul comigo, não vai?

— Eu não sei, oppa. — respondi, querendo dizer um sim.

— Por favor, dongsaeng. Não nos faça sofrer ainda mais. — pediu em súplica e beijei sua mão.

— Descanse, oppa. — puxei-o para dentro de casa, indo direto para o quarto, já que meus pais já estavam em seus aposentos — O quarto de HyukWoo está vazio. Se quiser dormir lá é…

— Eu quero dormir aqui. Com você.

 

Não neguei, muito menos esperneei. Ajeitei a cama, pegando um travesseiro a mais e caminhei até a porta, saindo do cômodo. Voltei com um colchão, que encostei no guarda roupa e recebi seu olhar. Tentei decifrá-lo, porém não consegui. Tirei o blusão, jogando-o no cabideiro e prendi o cabelo direito para dormir.

 

— Pra que esse colchão? — NamJoon falou enquanto deixava o sapato num canto do cômodo — Você vai dormir aí? — eu assenti e ele me puxou pela mão — Eu durmo no colchão, você na cama.

 

Não protestei, até porque eu amo muito a minha cama. Sem me importar com a roupa que dormiria, me joguei sobre a cama, soltando um longo suspiro. O pedido de NamJoon ainda martelava em minha cabeça, me atentando a aceitar. É óbvio que quero voltar para Seul, voltar para o apartamento que passamos poucos dias dividindo, voltar a ter a visão dos dois com os cabelos bagunçados e os rostos inchados assim que acordam. Era tão maravilhoso vê-los em casa, mesmo quando tinham uma discussão pequena, ver os sorrisos diários direcionados a mim… todas essas coisas faziam meu coração bater mais rápido e eu me sentia cada dia mais apaixonada. Já não aguento mais ver essas cenas por fotos que tirei dos momentos com eles.

Virei-me na cama e olhei para NamJoon que estava deitado no colchão com o celular em mãos. Talvez estivesse falando com o namorado. Fiquei a observá-lo até ele sentir sono, me desejar uma boa noite com direito a beijo em minha mão e ir dormir. Coisa mais linda aquele homem grande se encolhendo no colchão e se cobrindo!

Não consegui dormir de imediato, pois ainda estava a pensar na tentação de arrumar minhas malas e correr desesperada para o apartamento em Seul. Fora que uma empresa da capital me chamou para uma entrevista. Suspirei cansada e me entreguei ao sono, me remexendo agitadamente na cama.


Notas Finais


O que acharam? Eu, sinceramente, não gostei muito.
Era para esse ser o penúltimo capítulo, mas como eu não soube planejar direito a fanfic ficará um pouquinho só mais estendida. Prometo trazer algo melhor para a reta final.

Vocês notaram a capa nova? Viram como se encaixou certinho com os personagens? Graças a @jungwonhie estamos de cara nova. Deem amor a essa mocinha e conheçam os trabalhos dela tanto como capista quanto escritora.
Eu ultimamente tô muito viciada nas músicas do Daniel Caesar e do Childish Gambino. Ouçam esses dois, eles são muito bons.
Foi isso. Obrigada por estarem me apoiando e acompanhando. Beijinhos e até o próximo.

Me encontrem no Twitter: @KuroRMonster


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