História Heaven Is a Place on Earth With You - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Ficção, Originais, Romance, Yaoi, Yuri
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Palavras 1.469
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cheguei atrasada, mas cheguei

Capítulo 8 - Consolida


Fanfic / Fanfiction Heaven Is a Place on Earth With You - Capítulo 8 - Consolida

Capitulo 8 – Luna

Consolida-Coração aberto

Aquilo chegava a ser ridículo. O jeito que eu estava sorrindo como uma boba enquanto Amber falava. Depois da nossa grande fuga Cory foi para outro lugar, ele simplesmente falou “aproveitem sua aventura lésbica” e saiu andando. Ele estava com aquele tipo de expressão que fazia quando estava chateado e queria se isolar do mundo, então eu o deixei ir.

Depois disso eu me virei para Amber. Eu estava completamente sozinha com a garota dos meus sonhos, que por acaso estava parecendo uma super modelo com um vestido de gala. “sem pressão”, pensei enquanto tentava não olhar para a minha calça jeans simples que a ponta estava suja de molho.

–Então... –Comecei –Tem alguma ideia de onde ir?

Amber me deu um sorriso, pensei que iria desmaiar.

–Na verdade, sim, tenho.

                                                                          ∞

–Esse lugar existe, meu Deus.

Falei, olhando para os lados. Estávamos em uma lanchonete que era toda decorada em estilo anos 50. As paredes eram de um tom creme bem claro, os fofas de couro vermelho, o chão preto e branco. Havia uma bancada com assentos tipo bancos, bem altos e em um tom de vermelho brilhante. No canto, uma jukebox retro e nas paredes, por todos os cantos, estavam retratos de grandes celebridades como Marilyn Monroe, James Dean, Barbara Stanwyck, Ingrid Bergman e Bette Davis.

As garçonetes estavam vestidas com saias rodadas até o joelho, saias vermelhas com bolinhas brancas, camisa branca e um chapéu típico das garçonetes naquela época. Amber segurou a minha mão e me levou até o assento perto da jukebox. Ela foi até a máquina e apertou alguns botões. “Devil in Disguise” de Elvis Presley começou a tocar, e o sorriso que ela deu ao ouvir a música fez parecer que ela própria era o demônio disfarçado de anjo que Elvis falava.

Amber se sentou na minha frente.

–Pensei em vir aqui porque é o meu lugar favorito e porque eles tem uma conta minha, que eu posso pagar depois –Disse ela –Eu estou sem dinheiro aqui.

–Eu posso pagar.

Falei.

–Metade tudo bem, a outra metade você pode deixar que eu coloco na minha conta, eu me sentiria péssima se você pagasse tudo.

–Você que manda.

Falei. Ela deu uma risadinha. Uma garçonete se aproximou e a cumprimentou. Seu cabelo ruivo estava penteado em um rabo de cavalo estiloso com uma franja elaborada, ela tinha covinhas nas bochechas e um sorriso lindo. Ela se aproximou enquanto segurava um bloquinho de notas.

–Olha ela aqui de novo, o de sempre, Amber?

–Sim! Mas traga duas xicaras de hot vanilla por favor, quero que a Luna experimente.

A garota virou pra mim e colocou um menu na minha frente.

–Então esse é o nome dessa garota linda que você trouxe! Como vai, amor?

–Ótima –Respondi meio tímida por causa do comentário –Primeira vez aqui, é muito lindo.

–Como um sonho, não? –Falou ela- E qual é o seu pedido, gatona?

Olhei rapidamente pelo menu.

–Beignets e a bebida que ela pediu.

Falei, olhando para o nome no crachá da garota. Bella.

Bella girou os calcanhares e foi embora com o nosso pedido. Amber suspirou.

–Ela é linda, não? –Falou ela, mas algo em seus olhos me deu a impressão que ela estava triste. Coisa que se confirmou com a frase seguinte –Minha mãe amaria se eu fosse como ela.

–Sua mãe errou miseravelmente –Falei, ela olhou para mim surpresa –Quer dizer, olha pra você, quem não se apaixonaria por você?

Ela ficou, ao mesmo tempo, sorridente, surpresa e vermelha.

–Fala isso só porque...

Eu realmente não sei de onde veio a coragem, mas eu a cortei no meio da fala e falei:

–Falo isso porque me encantei na primeira vez em que eu te vi. E porque mesmo que eu fosse hétero, o que eu não sou, sempre bom relembrar, eu ainda assim diria que você é linda –Falei tirando um canudo do pote que estava do meu lado. “Don’t Be Cruel” do Elvis começou a tocar –Eu tenho uma filosofia que acredito que sempre deve-se relembrar a beleza de alguém, as vezes essa pessoa não sabe o quanto é linda.

Ela ficou em silencio por um instante, nos encaramos em silencio até que ela sorriu e disse:

–Gosto da sua filosofia –Disse finalmente –Você é a garota mais linda que eu já vi, inclusive.

Eu fiquei instantaneamente vermelha, ela riu.

                                                                        ∞

–Lufa-lufa? Sério?

Perguntei enquanto dava uma mordida no Beignet. A bebida que Amber tinha pedido para mim era, basicamente, leite, baunilha, açúcar e chantilly, mas meu santo Deus. Aquilo era a melhor bebida que eu já tinha experimentado.

–Eu amo a minha casa, ok? Nada de piadinhas –Disse ela, dando um gole no Hot Vanilla –E você? Qual é a sua casa?

–Corvinal.

Disse dando um sorriso de lado.

–Uhh, a casa dos espertinhos –Disse ela completando com um risinho –Eu gosto.

–Livro favorito?

Perguntei. Imediatamente os olhos de Amber se iluminaram.

–Eu AMO “O prisioneiro de Azkaban”, sério. Eu tenho uma conexão com aquele livro que –Amber suspirou –Eu estava passando por uma fase horrível e então eu li o livro na biblioteca da escola e tudo mudou. Depois eu comprei toda a saga e aqui estou. E o seu?

–Os Instrumentos mortais, Cidade dos Ossos. Eu amo Harry Potter, mas Cidade do Ossos foi o primeiro livro que eu li e me senti dentro do livro. Depois dele comecei a ler muito, encontrei Harry Potter, entre muitos outros. Agora eu estou pra ler Percy Jackson só porque Cory pediu.

Amber parecia mais energética do que nunca.

–Oh! Sim, sim! Eu ouvi falar, mas ainda não li. Ele também me recomendou.

–Filme favorito?

Perguntei.

–Alice no País das Maravilhas. E você?

–Harry Potter e a pedra filosofal, a nostalgia é incrível.

                                                                     ∞

Sai do restaurante quando já era noite. Acompanhei Amber até o ponto de ônibus e convenci ela de me deixar pagar pela passagem dela. Quando nos olhamos, eu não sei o que aconteceu, mas foi...mágico.

Estava frio, um vento passou por nós, fazendo o meu cabelo voar e o vestido dela ondular levemente. Amber sorriu para mim, iluminada pela luz da lua. Ela estava linda.

–Obrigada pela noite –Disse ela em um tom baixo –Foi realmente incrível, mesmo que a minha meia irmã irá me matar quando eu chegar em casa.

Eu ri levemente. Não nos encaramos por uns segundos, até que sem querer nossos olhares se encontraram. Eu cheguei perto dela, com o coração batendo forte e rápido.

Foi apenas um selinho, um encontro de lábios, por alguns segundos, mas foi o suficiente para que o meu peito se enchesse de alegria. Era como...fogos de artificio, eu sei meio clichê, mas é a melhor descrição possível.

Quando nos separamos eu pude ouvir o som do ônibus se aproximando, eu não queria deixa-la, mas eu tinha conseguido a melhor noite da minha vida, eu tinha que me contentar.

–Adeus Amber.

Falei. Ela deu aquele sorriso que me encantava e hipnotizava e disse:

–Adeus não, isso é um “até logo”.

E se afastou, correndo para pegar o ônibus. Antes de entrar, se virou e gritou:

–E manda mensagem!

Ela entrou e o ônibus partiu. Eu fiquei exatamente no lugar em que estava, ainda sentindo a sensação de como era beijar ela.

–Obrigado, mãe, por me dar a luz.

Agradeci em voz alta.

                                                                      ∞

–Eu tive a MELHOR noite da minha vida –Cantarolei com um sorriso bobo estampando o rosto enquanto entrava no apartamento –Sério, eu tenho que primeiramente te agradecer, e depois, contar tudo. Ela é tão incrível, tipo, ah, Deus eu...

Me interrompi ao finalmente olhar pra sala. Info e um garoto com um moicano grande e rebelde que eu não fazia ideia quem era. Os dois me olharam enquanto mastigavam lentamente a batata chips.

–E ai, Luna?

Cumprimentou Info.

–O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI? E QUE BAGUNÇA É ESSA NA MINHA SALA?

O chão da sala estava coberto de fios e monitores de computador. Além de aparelhos que eu nem sabia o que eram e, no canto, uma cesta cheia de diferentes tipos de salgadinhos.

–Ah, que bom que voltou da sua aventura lésbica.

Falou Cory, entrando na sala enxugando o cabelo, usando uma camisa larga preta e um short verde velho.

–O que está acontecendo aqui?

Perguntei. Cory respirou fundo.

–Plano de vingança contra o cara que postou em uma rede social dele um vídeo pornô meu e dele, o qual eu nem sabia da existência, inclusive.

Fiquei quieta por um instante. Cory estava sem expressão, mas eu o conhecia, ele estava magoado. E provavelmente com raiva, e também provavelmente tinha chorado por isso.

–Como vamos mata-lo?

Perguntei. Cory sorriu.

–Vamos fazer algo pior e que não é ilegal, tecnicamente. Tá dentro?

–Você sabe que sim.

Respondi.

–Então vamos começar.



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