História Heavy Red Heart - Capítulo 3


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Categorias Batman, Gotham, Justiça Jovem, Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Damian Wayne, Dick Grayson, Jason Todd, Kon-El (Superboy), Timothy "Tim" Drake
Tags Amor, Batman, Bissexual, Dc Comics, Drama, Ficção, Gay, Gotham, Jasontodd, Jaytim, Quadrinho, Robin, Romance, Slash, Timdrake, Yaoi
Exibições 30
Palavras 1.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Fúria


-

            Após a frustrada refeição e tentativas de Dick de ter algum assunto normal durante a mesma, Jason resolveu treinar um pouco na academia da própria mansão que Bruce mantinha para os próprios treinos. O seu corpo ainda estava um pouco fraco da briga, mas não se importava. Adentrou o grande salão, olhou ao redor pra ver se alguma companhia indesejada estaria por ali e respirou fundo.

Estava sozinho por um tempo. Tirou a camisa e se olhou no espelho. As marcas das feridas da última briga se sobrepunham já as outras. Eram tantas cicatrizes que já nem fazia questão de contá-las. Eram as consequências do tipo de vida que vinha tendo e tinha certeza que Bruce e os outros também tinham as mesmas marcas. Talvez menos. Talvez fossem mais cuidadosos, mas Jason pensava que cuidado não resolvia em muitos casos. Precisava atacar e atacar. Com toda a força. Mas era engraçado que Tim e Damian lutavam com aquela idade e altura. Tim ainda era um pouco maior mas Damian era muito pequeno. Mas tinha bastante força, como já tinha presenciado.

Suspirou ao lembrar da cena logo pela manhã.

Não que eu me importe mas...

Sabia que tinha vacilado com o garoto.

Não iria pedir desculpas (pois nunca o faria jamais nessa nova vida, tinha prometido a si mesmo) mas mesmo assim o sentimento de culpa o acompanhava desde cedo. E ainda tinha aquele sonho estranho.

Moveu a cabeça para os lados e começou a treinar. Começou a socar o saco de pancadas em movimentos rápidos e fortes, até suar. Tinha retirado ele mesmo os pontos do braço e estava cicatrizando bem, então não tinha problema sair socando qualquer coisa que não fosse a cara de alguém. Lembrou que na briga onde tinha ganho os machucados, seu oponente tinha ficado muito pior.

Sorriu sombriamente e voltou a socar.

- Vejo que acordou cedo hoje, Jason.

Jason virou o corpo rapidamente pra onde vinha a voz e dessa vez não era sonho.

Bruce Wayne estava vestido com roupas de academia. Um shorts largo e uma regata. Trazia uma bolsa que provavelmente carregava os utensílios que iria usar no treinamento.

Jason deu de ombros.

- É.

-  E também vejo que ainda tem muito da sua experiência. – disse a voz grossa e autoritária.

- Quer a prova?

Em um movimento rápido e violento Jason virou para dar um soco de direita bem no rosto de Bruce, que simplesmente o parou no meio, segurando seu punho.

- Tsc...

- Mas muito brusco.

- Seu...- o mais novo puxou o punho de volta para si, bufando.

- Está melhor dos seus ferimentos.

- É. – Jason responde, seco. – Logo estarei indo embora daqui.

- Pensei que estava se dando bem com seus irmãos.

- Eles NÃO são meus irmãos. – Jason bufa novamente – E nem você é meu pai.

- Serei sua família mesmo que não queira. – Bruce Wayne começou a fazer seus exercícios – E também gostaria que estivesse presente no jantar beneficente que teremos hoje na mansão. Alfred já providenciou as roupas adequadas.

Jason ri.

- Você acha mesmo que...

- Se pelo menos tentar, verá que não é tão ruim.

O mais novo apenas suspirou e voltou ao treino. Lembrou-se do sonho e sentiu um certo alívio por tudo estar calmo.

Então ouviu um vibrar anormal no salão. Recordou-se que tinha trazido o celular e ele estava embaixo da sua camisa. Atendeu o telefone e foi saindo da academia.

- Alô?

Jason ouviu a voz familiar. Scott era um dos seus informantes mais confiáveis do setor de tráfico de drogas de Gotham, talvez o mais próximo que podia ter de um colega ou amigo.

- Jason? Pelo amor de deus, por onde andou? Está em algum hospital?

Lembrou que não tinha avisado ninguém que estava na mansão Wayne. Nem poderia.

- É...huh. Sim. Mas recebi alta hoje.

- Precisamos conversar. Algumas coisas estão acontecendo...

- Está bem. Te encontro naquela lanchonete de sempre. – Jason desliga rapidamente o celular.

Não podia deixar que ninguém escutasse o que fazia em Gotham.

Caminhou até o quarto, mas antes parou na porta do quarto de Tim. Suspirou e até pensou em bater, mas não sabia o que ia dizer. Nem por onde começar. Sua raiva dele tinha passado um pouco mas não sabia explicar o sonho ou o acesso que teve no dia do videogame. Precisava elaborar algo. Continuou andando, foi para o quarto e pegou algum dinheiro, se vestiu melhor e saiu.

Bruce não se importaria dele pegar algum dos carros emprestados. Ele tinha muitos. Por sorte deixava as chaves na cozinha. Dirigiu até uma lanchonete no centro da cidade que não parecia muito suspeita, era o local onde sempre marcava de encontrar com seus informantes. Andava muito pensativo desde o sonho, então teve que se concentrar nas ruas até chegar lá.

            Jason saiu do carro usando óculos escuros pra não ser muito reconhecido, apesar da mecha branca que tinha nos cabelos sempre ser algo pra chamar a atenção. Deixou estacionado perto da lanchonete e entrou com sua jaqueta de couro e ar superior. Sentou em uma mesa mais próxima do canto, uma garçonete veio toda sorridente para ele.

            - Olá senhor, o que vai pedir hoje?

            - Quero uma cerveja. – respondeu de maneira direta.

            - Está bem, gracinha.

            Olhava para os lados esperando que Scott aparecesse. Enquanto isso, começou a mexer no celular e ver as notícias do dia. Parecia que uma nova gangue de traficantes havia sido apanhada...

            - Quem é vivo sempre aparece! – sentiu um soquinho no ombro.  

            - Hey, Scott. – Jason tira os óculos – Pois é. Não foi dessa vez. – sorriu consigo –

            Scott tinha os cabelos morenos arrepiados pra cima e usava um moletom.

            - Mas o Bradley está em coma no hospital. Perdeu oito dentes. – Scott sorriu malicioso – Acho que ele aprendeu a não mexer com você mais.

            Jason deu de ombros.

            - Eu avisei. Mas enfim, me conte o que tem de urgente.

            - Ah sim. Deve ter visto a notícia que um dos traficantes mais famosos de Gotham rodou ontem. Pois é. Parece que tem alguém querendo ser o novo chefão da área. Ou ao menos está acabando com a raça deles.

            - O que? – Jason se mostrou meio surpreso – Acabando com todos? Mas eu estava com eles na minha mão. Não estavam mais vendendo pra crianças nem...

            A garçonete coloca a cerveja na mesa, junto com um pequeno papel, saindo dando uma risadinha. Jason abre a lata e coloca no copo, percebendo que no papel havia um número.

            - Ela te deixou o número, Jay. Hoje alguém tem sorte à noite. – Scott ri alto.

            - Nah, hoje não. Preciso descobrir quem é esse sujeito. Se ele está querendo se colocar no meu caminho...

            - E eu ouvi que ele está transportando drogas pras escolas. Ele quer as crianças e adolescentes viciados, Jason. Dá mais lucro, pelo visto.

            Jason bate os punhos na mesa.

            - Quem esse porra pensa que é?!

            Jason havia há algum tempo chantageado todos os grandes traficantes de drogas a pararem de vender droga pra crianças e adolescentes. Não podia deixar que as crianças caíssem em desgraça por causa desses marginais. E claro, chantageou-os da melhor maneira possível: com mortes.

            - Mas você sabe que estou do teu lado nessa, Jay. Pode contar comigo, meus informantes já estão em toda parte.

            - Bom saber Scott. – Jason olha para os lados inquieto – Vou precisar de toda a ajuda...

            Então Jason deu um solavanco pra trás. Ao olhar pelas janelas transparentes da lanchonete, viu dois rapazes se abraçando carinhosamente. Um bem mais alto e robusto, e outro menor...que parecia...

            - Tim?! – Jason falou meio alto demais.

            - Algum problema, cara? – Scott logo ficou alarmado.

            - N-não! Quer dizer! Acho que vi alguma coisa que eu...

            Que porra é aquela? E quem é aquele cara?! O que?!

            Quase num salto, Jason levanta da cadeira. Scott leva a mão à cintura, ele obviamente estava armado.

            - O que foi!? Quem é o maluco?! – Scott já estava com os sentidos todos alerta.           

            - Não sei! – Jason rosna e vai até a porta. Joga o dinheiro no balcão e sai seguindo os dois. Scott vai junto sem entender o que estava acontecendo. Jason sentia o corpo tremer inteiro e alguma coisa pulsando na têmpora. Os viu praticamente andando de mãos dadas de tão próximos enquanto Tim sorria com qualquer coisa que o mais alto falava.

Jason cerrou os punhos com força, rangendo os dentes.

            - Ei, Jason, tá tudo bem?

            Por algum momento a mente de Jason não conseguia conectar o que estava acontecendo. Olhava ao redor e sentia tudo como vultos, inclusive os dois à sua frente.

            - Scott...- Jason disse em tom meio sombrio – Vai pra casa, depois a gente conversa.

            O rapaz que estranhava a situação recuou.

            - Tem certeza?

            - Sim. Vai. – disse, gelado.

E tentou se concentrar enquanto sentia o coração pulsar forte nos ouvidos.


Notas Finais


Obrigada pelos comentários e pelos favoritos. <3 E agora, como Jason vai enfrentar isso?


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