História Heika - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Red Velvet
Tags Irene, Joohyun, Red Velvet, Wendy, Wenrene, Yuri
Exibições 57
Palavras 1.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


uma semana é um tempo bom de atualização, certo? antes eu não consigo atualizar, meu cérebro pensador trabalha muito devagar - voces podem observar pelo tamanho do capitulo que não é de 10 mil palavras kk

qualquer erro por favor me avisem, eu não ligo de ser corrigida sério. todo conhecimento é bem vindo.

Capítulo 2 - Segundo


Son Seungwan se perguntava muitas coisas ultimamente. Primeiro de tudo: por que fora a escolhida? Ela teimava em dizer para a ahjumma que era porque era a filha sem valor e a ahjumma retrucava de volta dizendo que ela era menina mais bonita – mas era mentira, Seungwan sabia. A menina passara a vida toda sendo chamada de esquilo por causa de suas bochechas. Eles não mudariam de ideia tão rápido. Talvez se seus pais não tivessem lhe morrido, ela não precisaria fazer isso. Porém morrer não é bem uma questão de escolha.

 

Ela fazia sua mala com lágrimas nos olhos. Era a primeira vez que via hanboks e kimonos e até mesmo meias tão bonitas. Não era esse o motivo de seu choro obviamente. Seungwan simplesmente não queria ir. Não queria ser chamada de criada. ELA NÃO ERA UMA CRIADA. Na verdade, ela fora criada para ser a filha da revolução, eles diziam.

 

Ah, outra coisa que ela se perguntava era como ninguém havia descoberto a pequena cidade que existia no que restava no país do Japão original. A ilha estava uma porcaria, cheia de vulcões e terremotos, mas com um pouco de tecnologia e paciência, eles haviam nascido e se criado ali.

 

Afinal quando o governo manda uma tantada de homens e mulheres raivosos e com sede de viver para morarem juntos no meio de destroços, dá para se conseguir muita coisa. E Seungwan era o resultado. Um dos resultados. Seus pais foram mortos tentando derrubar a monarquia de Japão-Coreia e ela, um bebe rechonchudo e vermelho, fora jogada no que eles chamavam de prisão do reino para ser criada.

 

O povo havia bolado outro plano então usando ELA. Mudaram até seu nome. A ahjumma chegou um dia desses na casa em que moravam e lhe jogou os documentos falsos na mesa.

 

— Você é Son Wendy agora. – ela disse. – Todos conhecem o bebe Son Seungwan por lá. Você ainda tem as mesmas bochechas das fotos dos jornais. – e apontou para um jornal velho enquadrado na parede, de quando Seungwan fora trazida para a cidadezinha e o reino do outro lado ficou em choque.

 

Ela rolou os olhos, mas queria chorar.

 

O povo dali pregava o anarquismo. Sim, um bando de velhinhos que tocavam taiko, faixa preta em karate e que gostavam de ouvir música da antiga província de Okinawa, no Japão. Você só pode estar brincando, Seungwan repetia e se lembrava que seu pai fora um deles. Ela aprendera com um professor fraco sobre o anarquismo. Não gostara. Chegara em casa e perguntara a ahjumma:

 

— Ahjumma, isso não daria certo! As pessoas não sabem se portar.

 

Levara um tapa no rosto.

 

— Nunca mais fale isso ou lhe darei de comida aos jacarés. – E naquele dia aprendera também que no anarquismo não havia opinião contrária ou liberdade de expressão.

 

E terminando de enfiar suas sapatilhas na mala, ela pensava como seria possível combater a monarquia tentando se tornar um deles? Seungwan gostaria de ter nascido no passado, em um país aonde não havia nada daquelas coisas. Ela ainda chorava. Chorava tanto que seus cabelos castanhos lhe grudavam na cara e não desgrudavam mais. Chorava de soluçar. Chorava tão alto que chamou a atenção da Ahjumma e a fez entrar no quarto.

 

— O que está fazendo menina? Por que não para com esse berreiro?

 

— Ahjumma eu não quero ir! Isso não é justo!

 

— Justo não é o que fizeram com a gente, menina. Vá lá e honre seus pais.

 

Wendy fez um bico e deixou que mais lágrimas escorressem.

 

— Ao menos me diga que isso não está acontecendo porque sou a filha de valor...

 

Os olhos da Ahjumma diziam que sim, mas a sua boca disse: — Não. – Ela mentiu. – Você está indo porque é a menina mais bonita de todas.

 

 

Eles atravessaram a fronteira de avião. Avião de carga mesmo. A tecnologia era alta, mas ele já estava velho. Disseram que seria melhor assim, que aparentaria ser um avião comum daqueles que vinha trazer notícias das famílias dos presidiários. Eles não foram direto para a capital, onde estava o palácio. Precisavam de um plano perfeito. O avião pousou em uma cidade do Sul, onde eles fingiriam ter uma família falsa para torcer na competição. Por mais tóxicos que fossem, não eram burros.

 

Wendy usava um hanbok marrom e sem graça, porém havia tanta maquiagem em seu rosto que sentia repuxar. Só de pensar que teria que usar roupas que não estava acostumada por tempo indeterminado, sentia vontade de chorar mais do que já havia chorado.

 

Ela não ficaria na casa simples que haviam arrumado por tanto tempo. Era apenas uma semana até ir para o palácio. E usaria aqueles dias para desenferrujar seu japonês e aprender algumas regras que alguns oficiais do palácio já haviam passado nos dias anteriores.

 

Pelo menos a comida dali era melhor. Na sua casa, só havia praticamente arroz para comer. Era a única coisa que conseguiam plantar no que sobrara das montanhas do Japão. Vez ou outra só que o reino mandava alguns mantimentos que eram realmente comida que sustentava um homem de pé e não era alimento vencido. De resto, eles jogavam tudo para queimar nas lavas do vulcão.

 

O menino que seria o pretendente da princesa se chamava Hoseok. Ele tinha a pele bronzeada de tanto ter ajudado o povo a construir casa e a plantar arroz sob o sol quente. Isso também havia lhe dado um porte grande e musculoso. Ele era do seu grupo de tambores de Okinawa, o melhor dos tocadores.

 

— Você não está com medo? – Ela lhe perguntou, em um momento que estavam sozinhos.

 

— Não, eu quero os destruir com todas as minhas forças – havia sangue e fogo em seus olhos. – Por que? Você está?

 

Ela encarou o céu estrelado e viu que ninguém enxergava o que ela via. Seungwan sabia que eles iriam cair. Havia muitas falhas. E ela não tinha poder para pará-los.

 

— Não. – A castanha respondeu. – Eu quero os destruir também. – A mentira era óbvia em seu tom de voz, mas Hoseok não sabia diferenciar esse tipo de coisa.

 

O palácio mandara buscar os dois numa limusine branca com o brasão do reino estampado em uma das portas até o aeroporto. O motorista chegou a ficar impressionado com a pouca quantidade de bagagem que os dois estavam carregando. Por mais que haviam juntado todo o dinheiro que o seu povo tinha, ainda não era suficiente ou uma quantidade grande como a dos outros.

 

O avião também era particular e branco. Talvez o Imperador tivesse uma obsessão com a cor branca. Wendy chegou a se sentir desconfortável. Não havia ninguém no aeroporto, eles anunciaram a data errado do transporte dos pretendentes para que não houvesse tumulto.

 

A viagem até a capital não demorou muito. Ainda mais com aqueles aviões mais modernos, chegaram na cidade em duas horas. Era bonito ver como a arquitetura antiga do palácio contrastava com os carros e casas modernas. Wendy sentia seu estomago doer de nervosismo, mas tentava se distrair um pouco ao menos observando a beleza do lugar. Precisava daquilo para não surtar.

 

Enquanto isso ao seu lado no avião Hoseok sorria para as aeromoças como se viajasse naquele meio de transporte todos os dias. Seungwan sentia por ele por não ver como estava sendo usado. Ele era um bom rapaz afinal. Se não houvesse tudo aquilo, ele daria um bom marido e um bom pai para algumas três crianças – não marido dela e não pai dos filhos dela.

 

Ela sentiu o impacto do pouso lhe atingir com força e quase teve seu rosto atingido pelo banco da frente se não fosse pelo sinto de segurança e pelos braços de Hoseok. A morena ficou surpresa com o toque e depois mais surpresa ainda com a fala dele:

— Sua mãe ficaria orgulhosa se estivesse aqui.

 

 

 

 

 

 

A princesa escolhera um belo vestido ocidental para usar naquele dia. Ele tinha um tom rosa-chiclete, era adornado de pedrarias do mesmo tom, as alças faziam seus pequenos seios ficarem avantajados e tinha a cauda como a de uma sereia. Prendeu os cabelos em um coque e passou um batom rosa claro nos lábios e depois esfregou um pouco do mesmo em suas bochechas, para aparentar ser o mais inocente o possível. Deixou que suas criadas apenas lhe vestissem o anel com uma pequena pedra de diamante e um ponto de luz em seu pescoço esguio. O brinco de diamantes ela também vestira sozinha, assim como os sapatos prateados.

 

Antes de sair para recepcionar seus convidados treinou suas expressões no espelho. Queria parecer surpresa e envergonhada quando recebesse elogios pela sua beleza, coisa que nunca fazia. Joohyun era bem confiante quando se tratava de sua aparência. Seu ego era maior que a torre mais alta do palácio.

 

Irene mandara que deixassem os pretendentes arrumados em fila no salão principal para que ela os cumprimentassem um por um, com suas criadas atrás – para que ela já desse uma olhada nas mais bonitas. Abriu a porta de seu quarto e esperou que o guarda lhe estendesse a mão. Em dias como aquele, quando seu salto era alto demais e precisava andar distancias muito longas, ia sempre acompanhada de um criado. Tinha muito medo de cair e ficar mal falada.

 

Quando chegou à beira da escada, sentiu todos os olhos em si. Conseguiu ouvir até mesmo alguns suspiros em meio ao barulho dos flashes das câmeras. Sorriu e abandonou o braço do guarda para descer degrau por degrau com cuidado, como se fosse uma peça de vidro. Eles estavam postos exatamente como ela queria. Viu alguns rostos agradáveis de relance. Havia alguns nomes que ela havia decorado. Hoseok, Yoongi, Youngjae... Mas também Wendy, Yeri, Yoona...

 

Curvou-se diante de sua mãe e de seu pai. As câmeras provavelmente fotografaram o seu decote e o reino teria que gastar dinheiro tirando aquilo da internet. As palavras de apresentação vieram automaticamente em sua cabeça, as havia decorado. Eram três minutos só de fala sua olhando diretamente para um câmera-man com um flash forte ligado. Suas bochechas doeram de tanto forçar um sorriso simpático.

 

Quando terminou, pediu que as câmeras se retirassem. Só restou no salão ela, alguns guardas bem armados para o caso de algum pretendente portar alguma arma bem escondida, e bem, as pessoas convidas. Até o casal governante se retirara para tomar um chá da tarde.

 

E nos olhos do primeiro rapaz da fila – que inclusive suava como um porco para o abate e em sua placa de identificação estava escrito Kihyun –, Joohyun viu o seu futuro e toda a sua glória de Imperadora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


lembrando que se eu tiver um leitor anarquista eu não tenho nada contra, essa foi só a mentalidade que eu imaginei pra personagem ok?

se quiserem falar comigo podem usar o gato curioso, porque as vezes eu tranco o twitter: https://curiouscat.me/goldenretriever


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...