História Heirds Of Salem - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Bruxos, Colegial, Interativa, Magia, Magia Negra, Ritual, Salém
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Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse prólogo será mais curto, foi feito só pra dar uma contextualizada, espero que gostem

Boa Leitura

Capítulo 1 - Convenção de Ollerya - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Heirds Of Salem - Interativa - Capítulo 1 - Convenção de Ollerya - Prólogo

Ollerya andava de um lado para o outro visivelmente nervosa, sua avô continuava seu trabalho minucioso de bordagem levantando duas ou três vezes os olhos e reprovando a impaciência da neta, seus cabelos brancos estavam presos em um coque generoso e seu vestido preto era bem semelhante com a jovem de pé, com exceção de que o seu tinha mais tecido cobrindo o corpo.  

— Nenhum deles nunca foi pontual... — Disse a mulher mais velha, quando o andar de um lado para o  outro da neta voltou a lhe roubar atenção.  

— Eu sei vovó, mas não está achando estranho?  — Disse a mulher secando as mãos no seu corpete preto.  

A avó riu baixinho, ergueu a cabeça e fechou os olhos respirando fundo e prendendo o ar nos pulmões por alguns segundos. Então soltou o ar e voltou a abrir os olhos, suas orbes castanhas deram lugar à olhos brancos como a neve que caía timidamente do lado de fora.  

— Olhe direito querida, já temos algumas visitas chegando — Edith falou em um tom calmo enquanto encarava o vazio com seus olhos pálidos.  

Ollerya voltou a encarar o lado de fora da cabana, e revirou os olhos quando não encontrou nenhuma figura caminhando pelos terreno plano coberto com um palmo de neve, estava prestes a reprimir a avó por insistir em ficar pregando peças, quando algo do lado de fora lhe chamou atenção. 

Pequenas pegadas começavam a ser desenhadas na neve, dois pares delas caminhavam com passos pesados em direção a cabana, deveriam ser seus primos, aqueles que sabiam se ocultar, provavelmente pensavam em chegar de surpresa, mas para o azar deles a velha Edith tinha sido abençoada com a Dádiva da Revelação.  

— Agora se acalme e pegue o lenço para secar o rosto, está parecendo uma porca de tão suada — Disse a mulher colocando a agulha e a linha que estava usando para bordar próxima a comoda e começando o lento e doloroso processo de se levantar.  

— Só se for um porco prestes a ser abatido ... — Sussurou a jovem antes de se aproximar da avó para ajuda-la a se levantar e guiar a senhora até a sala para receber os primos.  
 

-x- 

Quando todos os convidados já tinham chegado Ollerya chegou à conclusão de que preferia a cabana vazia, sem todos aqueles familiares. A mãe dos jovens ocultistas chegou minutos depois dos filhos, fazendo um escândalo por terem deixado-a para trás. E então todos os outros chegaram quase ao mesmo tempo, desde a família noruguesa que sempre respondia a qualquer convocação até Zahid e Syndaria, o casal que viera das terras orientais para a cerimônia, passando pelos Sandell com seus bonecos encantados, os franceses Fleurmoth que mudavam de rosto constantemente e os calados portugueses, que quase nunca apareciam. 

O encantamento que Ollarya utilizou nos donos da casa foi elogiado por todos, o pai a mãe e os dois filhos pareciam agir normalmente como se a casa não tivesse sido tomada por um enorme grupo de estranhos. Enquanto a mulher dava conta  de várias panelas e do forno na cozinha o marido e os filhos estavam sentados, segurando talheres em frente as paredes e sorrindo, enquanto imaginavam estar em um grande e farto jantar.  Ollarya odiava invadir as casas dos mortais, odiava mais ainda fazer como que eles agissem como seus escravos, mas não tinham lhe restado muitas opções, prometeu a si mesmo que deixaria tudo no lugar assim que saísse. 

A jovem olhou o relógio e percebeu que não teria tempo para cumprimentar um a um os presentes, ou ainda reparar quais eram os ausentes, simplesmente ficou de pé no meio da sala ao lado da cadeira de balanço em que sua avó estava sentada e pediu para que todos fizessem silêncio  

— Boa noite, eu e minha avó estamos profundamente gratas pela presença de todos vocês — Disse a jovem com a voz um pouco mais trêmula do que gostaria.  

Ela nunca se imaginou na frente de uma reunião como aquela, conversando com os líderes de várias famílias de renome. Observou que alguns deles tinham levado seus filhos os polonêses que bebiam sentados na mesa abraçavam a filha com o mesmo rosto redondo e cheio de sardas que eles, algumas crianças de que Ollerya não lembrava de quem eram filhos estavam em um canto da sala fazendo desenhos em folhas de papel, fazendo com que a menina se lembrasse das reuniões nada amistosas que costumava ir com seus pais, normalmente aconteciam em pontos remotos , sem nada para se fazer além de encarar o teto e ouvir discursos tediosos, ainda assim ela daria tudo para voltar à uma delas. 

Quase se perdeu nos devaneios da infância,balançou a cabeça se livrando rapidamente daqueles pensamentos e voltou a sua atenção aos adultos. 

— O motivo da reunião eu creio que já saibam... — Disse em um tom de voz sério, fazendo com que alguns presentes deixassem visível o seu desconforto. — Estamos sendo caçados —— Disse ela sem rodeios. Deixando muitos ali ainda mais inquietos. 

— O que minha neta está tentando dizer é que precisamos nos preparar... Nossos filhos precisam estar prontos... — Disse Edith fazendo esforço para se levantar da cadeira.  

Existia muito respeito pelos anciões e anciãs de cada família, ao ver a senhora se levantar todos calaram-se para ouvi-la, e ainda que não concordassem com que a mulher estava dizendo não tiveram coragem de interrompê-la.  

— Eles levaram os pais de Ollerya, bem debaixo do nosso nariz... queimaram e destruíram nossa casa, caçaram e mataram os feridos como um grupo lobos, eles tiveram treinamentos, e nós também precisamos ter ... — Completou a senhora.  

— Me perdoe, anciã... mas eu poderia ter a palavra? — Disse o líder de uma das famílias europeias, os Peerandis

Enquanto todos em seus lugares se aprumavam para poder encarar o dono daquela voz até então não escutada a velha Edith assentiu com a cabeça, dando a palavra ao homem de braços largos e muitos pelos. 

— Já ouvimos muitos relatos desse tipo, mas não existem registros de caçadas e julgamentos desde Salém, isso foi a quantos anos atrás? 200? O que leva vocês a acreditar que estamos sendo caçados mais uma vez ? — Disse o homem cruzando os braços 

Os burburinhos voltaram com a fala do homem, os que antes tinham se calado para a fala da anciã voltaram a falar com as pessoas próximas suas opiniões, pequenos focos de discussão começaram a surgir.  

— Você não nos ouviu? — Disse Ollerya, em um tom mais alto do que gostaria, chamando a atenção de todos os presentes. 

 — Nos vimos eles ! O que estamos falando aqui não são teorias ou boatos ! Eles são reais! Eles levaram minha mãe e meu pai!  Meus tios, meus irmãos... minha casa, eles levaram tudo o que a gente tinha — A voz de Ollerya estava trêmula, seus olhos estavam cheios de água e pelo olhar sarcástico do homem de braços cruzados ela deveria estar vermelha de raiva. 

— Eles estão do lado de fora das suas casas, prontos para matar seus familiares também, tirarem tudo o que é seu. Tudo o que mais amam — Ollerya não se importava mais em estar parecendo fraca, não se importava se ririam dela, ou se iam embora, só precisava tirar aquela dor de dentro de si.  

Foi exatamente isso que a família fez assim que a jovem terminava seu desabafo, o pai e a mãe e os dois filhos se colocaram de pé, percebendo que não tinha sido uma boa ideia aceitar aquele convite.

— Infelizmente nós não temos tempos para essas histórias, muito menos para ataques de histeria. O caminho para nossa casa apesar de não tão longo é incrivelmente cansativo, de toda forma, obrigado pela hospitalidade — Disse ele após fazer uma pequena referencia a anciã e caminhar com a sua família até a porta.  

Ollerya pensou em protestar, mas sua avó colocou a mão em seu ombro. 

— Não podemos obriga-los a ficar, querida —  Disse a avó tentando acalmar a garota  

 — Isso serve para todos os outros que não se sentirem à vontade em ouvir nossas propostas, não vamos obriga-los a ficar aqui conosco — Disse Edith para todos os outros famíliares que destinavam os mais diversos tipos de olhares as duas mulheres no centro da sala.  

Tinha sido a vez de Ollerya se sentar, ela não conseguia acreditar que tinha se descontrolado tanto por tão pouco. Ela era a segunda responsável pela família, gritar e chorar na frente de todos como uma criança mimada não lhe renderia o respeito que precisava.  Mas a jovem achou prudente deixar a avó continuar a explicar os planos.  

— Pensando na segurança das suas famílias, de seus filhos e netos nós fundaríamos um instituto. Um colégio que ensinaria a eles como se defenderem, como lidarem com todos as dificuldades que os aguardam —Para o bem ou para o mão todos estavam focados no discurso da anciã, muitos não tinham mexido um músculo desde a saída da outra família. 

Edith fazia questão de repassar com calma e clareza todos os projetos que ela e sua neta tinham montado nos últimos meses, alguns olhares de aprovação foram trocados entre os presentes, algumas sobrancelhas tinham se arqueado e até alguns esboços de sorrisos começavam a ser desenhados em alguns rostos. 

Mas não houve tempo para vê-los. 

As janelas foram quebradas com violência, arrebentadas com o peso daqueles embrulhos que agora se moviam agonizantes no meio da sala. O pânico foi geral assim que perceberam que não eram simples embrulhos, e sim os corpos quase sem vida da família que tinha acabado de sair de lá. 

— Ca-ca-çadores...— Disse o chefe da família que discutira com Ollerya, antes de engasgar com o próprio sangue.


Notas Finais


Link com regras e fichas : https://spiritfanfics.com/jornais/-heirds-of-salem--regras-e-fichas-9949573

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