História Heiress (HIATUS) - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Becky G, Cara Delevingne, Drama, Romance, Sobrenatural, Suspense
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Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA eu voltei MAS com uma pessima noticia para voces, vou falar nas notas finais entao

LEIAM AS NOTAS FINAIS É IMPORTANTE

Capítulo 4 - Espero Que Saiba Lutar


O pânico era geral; pessoas machucadas corriam de um lado para outro enquanto gritavam por ajuda, outros corriam em direção a colina onde ficava o Palácio. Enquanto isso, eu e Anna continuamos sentadas tentando descobrir se aquilo era um pesadelo ou estava realmente acontecendo.  

 

- Não deixem ninguém entrar ou sair da Capital. – gritava alguém, provavelmente o chefe da guarda. – Os rebeldes podem estar entre nós, reúnam todos os ratos na praça. 

 

Eu levei alguns segundos para entender o quê ele estava querendo dizer e quando entendi pude sentir o pânico começar a tomar conta de mim.  

 

Os ratos éramos nós, pessoas das vilas, era assim que eles se referiam a nós. Qualquer um de nós que estava dentro daqueles muros indicava perigo para eles, iriam julgar todos nós como rebeldes e nos responsabilizariam pela bomba. O que significava que seriamos todos mortos.  

 

- Anna, nós precisamos sair daqui. – falei começando a me levantar. 

 

Ela olhou para mim e pela sua expressão ela também havia entendido o que o homem havia dito. 

 

- Precisamos nos esconder. – disse Anna levantando-se e começando a andar rápido, na direção contrária de onde os guardas estavam, enquanto eu a acompanhava.  

 

Segundos depois começamos a correr pela rua enquanto olhávamos para todos os lados a procura de um lugar para nos escondermos. Conforme passávamos pelas pessoas algumas nos olhavam alarmadas, outras começavam a gritar os guardas dizendo que estávamos ali e algumas simplesmente expressavam medo.  

 

Quando chegamos na esquina, viramos a direita e continuamos a correr tentando encontrar um lugar onde pudéssemos nos esconder mesmo não tendo a mínima chance de escapar ainda tínhamos esperança. Nós corríamos sem direção, apenas virávamos esquinas e passávamos entre casas até sairmos no lugar errado.  

 

Assim que percebemos para  onde estávamos indo, paramos por um segundo e nos entreolhamos assustadas. Nós havíamos saído na praça, onde estavam reunindo os possíveis rebeldes para execução. 

 

- Volta, volta, volta. – disse puxando Anna pelo braço e antes que voltássemos a correr, um dos guardas nos viu e gritou apontando sua arma. 

 

- Hey! Paradas ai.  

 

Mas nos não demos ouvidos a ele, apenas nos viramos e começamos a correr pelo caminho que havíamos vindo. Segundos depois tiros começaram a ser disparados em nossa direção, enquanto desesperadas tentávamos desviar dos mesmos. 

 

- Becky, para onde estamos indo? - gritou Anna. 

 

- Eu não sei, apenas continue correndo. - falei olhando para trás e vendo três guardas atrás de nós.  

 

Parecíamos animais domésticos soltos na selva; não sabíamos o que fazer, não tínhamos ideia de para onde ir ou de onde estávamos e tentar não ser pego pelo bando que comandava a selva era algo praticamente impossível.  

 

Enquanto corríamos, tiros eram disparados em nossa direção nos deixando ainda mais aterrorizadas. Virávamos em ruas  e pulávamos cercas tentando despista-los. 

 

- Eu não consigo correr mais. - respondeu Anna parando repentinamente. - Becky, eu não consigo mais. – completou ela colocando as mãos nos joelhos.  

 

- Anna. – chamei sua atenção, enquanto parava ao seu lado. – Por favor, nos precisamos sair daqui. – completei olhando para trás e não vendo os guardas. Parece que havíamos os despistado. 

 

- Eu não posso Becky. – disse minha amiga com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas. – É o meu joelho. – Assim que ela disse isso, um choque de  realidade tomou-me. 

 

Há alguns anos atrás Anna foi pega roubando remédios para seu pai que estava doente. O guarda bateu muito nela; chutou, esmurrou e pisou em cima dela até que ela estivesse quase morta. Ela ficou dias de cama e meses com lesões e dores. É uma das coisas de que se quer esquecer, e ela até tenta, mas a lesão em seu joelho nunca lhe permitiria tal luxo. Lesão essa que impossibilitava Anna de fazer grandes esforços, como andar vários quilómetros ou correr por mais de um minuto.  

 

- Becky, você precisa sair daqui. – disse ela olhando nos fundos dos meus olhos. – Eu não vou deixá-la morrer por minha causa. Corra o máximo que puder e não olhe para trás.  

 

- Pelo amor de Deus Annabelle, cale essa boca, você sabe que eu não vou deixar você aqui sozinha. – respondi passando seu braço por cima dos meus ombros. - Precisamos encontrar um lugar para nos escondermos. 

 

Comecei a levá-la em direção a uma casa que estava mais próxima. Ela não conseguiria fugir então nossa única opção no momento seria nos escondermos. 

 

- Becky, o que está fazendo? Perdeu a cabeça? Não podemos invadir uma casa. 

 

- E quem disse que vamos invadir? – respondi a ajudando a sentar-se na varanda da casa e logo em seguida fiz o mesmo. 

 

- Não podemos ficar aqui, eles vão nos encontrar. – sussurrou Anna. 

 

- Então que faremos Anna? Ficamos no meio da rua e esperamos eles colocarem uma bala na nossa cabeça? Porque é exatamente isso que irão fazer. – respondi de forma grossa. Somente quando ela me olhou triste percebi o que havia feito. – Desculpe, eu não queria ser grosseira.  

 

- Não! Você tem todo direito de estar com raiva. Eu mereço isso, Becky. A culpa é toda minha, fui eu quem insisti para que você viesse e agora... 

 

- Annabelle. – a interrompi. – Se você não parar com isso eu vou socar esse seu rostinho lindo. 

 

Ela bufou e revirou os olhos. 

 

- Você sabe que eles não vão parar até nos encontrarem, não sabe? – disse Anna. 

 

- Eu sei.   

 

Em hipótese alguma eu deixaria Anna cair nas mãos desses guardas novamente. Ela já havia passado por coisas horríveis e com certeza não merecia isso novamente. 

 

- Eu conheço esse olhar. No que está pensando? – Perguntou ela, me encarando com os olhos cerrados. 

 

- Eu tive uma ideia. Não me interrompa até eu terminar.  

 

Assim que ela acenou com a cabeça eu continuei. 

 

- A casa da senhora Sandra fica a 40 metros de distancia. Eu vou distrair os guardas e você vai até lá e pede pra ela te ajudar a sair daqui. 

 

- Tá e onde vamos nos encontrar? No muro? Que horas? Como você vai distrair os guardas? E se eles te pegarem? – perguntava ela em um só fôlego. 

 

Antes que eu pudesse responder a porta da frente da casa foi aberta e uma mulher, já de idade, ficou parada nos encarando assustada; como se nos estivéssemos prestes a enfiar uma bala em sua cabeça. Isso durou por pelo menos 30 segundos antes dela começar a gritar desesperadamente. 

 

- Rebeldes! Guardas! Guardas por favor me ajudem. – Ela gritava incrivelmente alto para sua idade. 

 

Por um segundo eu perdi completamente a noção do que estava fazendo, era como se outra pessoa tivesse tomado conta do meu corpo e eu só percebi o que havia feito quando a mulher já estava inconsciente no chão. Eu havia batido sua cabeça com força na janela. Força o suficiente para quebrar o vidro e fazer sua cabeça  sangrar.  

 

- Becky, o que você fez? Ela está morta? – perguntou Annabelle chocada. Seu olhar em minha direção era diferente de todos os outros. Era como se estivesse com medo de mim, como se eu fosse outra pessoa. 

 

Eu não tive tempo para explicar o que havia feito, pois alguns segundos depois já podia-se ouvir os guardas virem correndo em nossa direção. Parece que os gritos da mulher foram altos o suficiente.   

 

- Vá para a casa da Sandra e assim que puder, dê o fora daqui e não se preocupe comigo. – Foi a última coisa que disse para Anna antes de sair correndo rua afora com os guardas atrás de mim. 

 

Eu podia sentir meus pulmões gritarem e meus pés implorarem por descanso. Eu não tinha a mínima noção de a quanto tempo estava correndo, mas nada do que eu tentava fazer para despistar os guardas parecia funcionar. Em um momento de distração eu olhei para trás para ver se havia conseguido despistar os guardas e topei em algo duro que me fez cair no chão com força. Quando olhei para cima, a surpresa foi tanta que até mesmo minha respiração parou por alguns instantes. 

 

- Indo a algum lugar, princesa? - disse o Príncipe James me olhando divertido. 

 

Provavelmente eu estava com a expressão mais idiota do mundo. Por um segundo eu esqueci completamente a situação e simplesmente fiquei admirando aquele rosto. Meu Deus, agora eu entendia porque Annabelle era tão apaixonada por ele. James era muito lindo, seu rosto parecia ser esculpido por anjos. Como pode uma pessoa com sangue de demônio ser parecido com um anjo?  

 

- Príncipe James. - a voz de um dos guardas despertou-me dos meus devaneios. Quando olhei para eles, os mesmos estavam se curvando diante o Príncipe. - Obrigada por nos ajudar a capturar essa rebelde. - completou o guarda, me tirando do chão sem nenhuma gentileza. 

 

- Eu não sou uma rebelde. - protestei, recebendo um beliscão  inesperado do guarda que me fez gritar.  

 

- Deixem-na comigo, podem ir procurar pelo resto. - disse o Príncipe em um tom tranquilo.  

 

- Sim, senhor! - disse o guarda me soltando. - Com a sua licença . - completou o mesmo se retirando com os outros. 

 

- Espero que não seja estupida o bastante para tentar fugir. - disse o Príncipe e eu apenas revirei os olhos em resposta. 

 

Ele começou a andar e fez um gesto com a cabeça para que eu o seguisse. 

 

- Qual o seu nome? 

 

- O que? Você não pode ler mentes? Nossa, essa é nova. - debochei. 

 

O poder que o Rei William e seu descente possuíam era o poder o fogo. Eles eram capazes de criar e controlar o fogo. Mas alguns dizem que seus poderes vão muito além disso. Rumores dizem que eles continham uma força física além do normal e também tinham reflexos muito apurados. 

 

- Qual o seu nome? - ele repetiu a pergunta calmamente, ignorando totalmente o que eu havia dito. 

 

- Rebbeca Gomez.   

 

- O que veio fazer aqui hoje Rebbeca? 

 

- Explodir uma bomba. - brinquei abrindo um sorriso. 

 

Ele ergueu suas sobrancelhas quase perfeitas para mim. 

 

- Então você é uma terrorista?  

 

- Ah, não. Esse é um adjetivo muito pesado. Eu diria Protetora dos Direitos Humanos. 

 

Eu estava tão distraída com a conversa que não percebi que havíamos parado de andar e estávamos um de frente para o outro. 

 

- Então espero que saiba lutar. - disse ele abrindo um sorriso. 

 

- Lutar? Pra que?   

 

 - Porque meu pai está prestes a fazer um show, onde vocês serão as estrelas principais. - disse ele piscando para mim e abrindo um sorriso.  

 

 - O que? Como assim? - perguntei totalmente confusa. 

 

- Ele fará vocês lutarem uns contra os outros até a morte. Um show para o publico e um recado para os terroristas, ou como você diz: Protetores dos Direitos Humanos. 

 

– Mas eu sou inocente, há muitas pessoas inocentes que não tem nada a ver com esse ataque. - disse alarmada, com meu coração prestes a sair pela boca. 

 

- Ele não se importa quem é culpado ou inocente, Rebbeca.  - disse ele por fim, fazendo um gesto para alguém atrás de mim e logo em seguida senti braços me puxando.   

 

- Vocês são uns monstros. Não podem fazer isso com a gente. - gritei desesperadamente enquanto estava sendo literalmente arrastada pelos guardas.  

 

Pude ver o Príncipe mover a boca formando as palavras "Eu sinto muito" e pela sua expressão ele realmente parecia sentir. Mas ele precisaria de muito mais do que isso para me convencer de que não era um monstro como seu pai. 

 

O guarda me jogou em uma cela, num lugar escuro e fedorento. Eu podia ouvir as outras pessoas gritarem nas outras celas, desesperadas por ajuda, pois ninguém queria morrer. Eu podia sentir as lagrimas correrem por meu rosto e eu simplesmente desabei. Nunca mais eu veria minha família, nunca mais teria a chance de dizer a eles o quanto os amo. E agora, deitada neste chao sujo enquanto esperava minha morte, eu só desejava que Anna tenha conseguido fugir.


Notas Finais


PESSIMA NOTICIA: Heiress entrará em HIATUS e so voltará o ano que vem. Sorry

mas comentem o que acharam do cap e oq esperam da fanfic


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