História Held - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Loki, Personagens Originais
Tags Comedia, Crack!fic, Drama, Fluff, Gatos, Loki, Loki Laufeyson, Revelaçoes, Romance, Tentativa De Crack
Visualizações 37
Palavras 3.910
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


A primeira coisa que Ginerva pensa quando ela finalmente encontra o Sturm depois de procurá-lo por uma boa hora - como um cachorro do tamanho dele conseguiu se esconder no seu pequeno jardim é um mistério – e vê que ele está gentilmente enrolado em torno de um gato é, obviamente, mas que merda está acontecendo aqui?

Ela se lembra muito bem de quando sua irmã tentou pegar um gatinho da rua e Sturm o atacou antes mesmo que ele pudesse entrar na casa direito, perseguindo Elisa, que estava gato na mão, por todo o quarteirão antes dela conseguir acalma-lo. Mas agora esse gatinho está praticamente enrolado em si mesmo, pressionando contra o lado de Sturm, que parece estranhamente... protetor?

Não. Ela só pode estar imaginando coisas.

— O que está acontecendo? — ela sussurra, voz baixa, se ajoelhando do lado do seu cachorro. Sturm levanta o rosto apenas o suficiente para que Ginerva possa dar uma boa olhada no gato, e Deus, a pobre criatura parece tão machucada.

Há cortes ao longo do seu corpo, o pelo foi completamente arrancado em alguns pontos, uma das suas patas está virada em um ângulo estranho e sangrando, e todo seu corpo está coberto de algum modo com sangue ou sujeira. Muito ruim, por que ele é o tipo de animal que seria tão bonito em outra ocasião. Seu pelo preto é do tipo quase azul na luz do sol e quando o gato olha para ela com dois olhos grandes e verdes que parecem inteligentes e intensos demais para os olhos de um animal...

— Jesus — solta em voz baixa. Avança devagar para ter certeza de que o gato não vai morde-la – ele não faz. No momento que Ginerva se ajoelha do seu lado e passa os dedos pela pelugem do seu pescoço, que sinceramente parece o lugar mais ileso e menor dolorido, ele quase se enrola contra seus dedos. — Bem, não posso te deixar aqui — conclui consigo mesma, então sorri para o gato. — Eu acho que você está vindo comigo para dentro, não é?

Ela se move um pouco para levantar, sorrindo quando Sturm a imita – gato também tenta, mas no momento em que a pata machucada toca o chão, ele solta um miado alto cai de uma vez.

— Ei, toma cuidado — ela diz, então cora. Enquanto ela sempre afirmou que Sturm podia totalmente a entender, Elisa sempre dizia que era ridículo e que animais não podiam entender os humanos. E se, às vezes, até mesmo Sturm parece ignora-la, não há motivo para um gato qualquer a escutar.

Ela pega o gato com cautela e fica muito surpresa quando ele – ele, definitivamente um ele – praticamente se esfregou contra seu abdômen, fazendo um barulho enferrujado da parte de trás da garganta que provavelmente era seu ronronar. Elisa já tinha tido vários gatos de estimação depois que se mudara para longe de Ginerva e Sturm, e sempre que ela tentou segurar algum deles, eles tentavam arranha-la ou sibilavam e fugiam. Uma vez, um deles a mordeu bem na bochecha, lhe dando um pequeno corte que permaneceu lá por muito tempo.

— Você não é a coisa mais fofa desse mundo? — ela pergunta retoricamente. O gato dá algo que parecia um sorriso, mas não é possível, é?

Ginerva suspira. Não deveria ter começado a reler a Torre Negra as 10 horas da noite e só ter ido dormir depois de acaba-la. Agora está vendo coisas!

 

[...]

Quando ela dá para o coitado algo para comer – o que diabos gatos deveriam comer? Ela realmente espera que ele não fique ainda pior por causa da ração de Sturm que ela lhe deu, mas ei, era a única coisa que ela podia pensar –, ele termina dentro de alguns segundos praticamente, comendo tudo como se temesse que ela lhe tirasse a comida. O gato continua lhe encarando com um rosto pidão e não para até que ela lhe alimenta com o resto de salmão, agora frio, que ela estava almoçando antes de notar que Sturm tinha desaparecido e ir atrás dele. E mesmo assim o gato ainda parece faminto.

Ela liga para Janie, a veterinária que ela normalmente vai e que, graças a Deus, vive no andar de baixo dela. Quando a mulher chega, um olhar cansado, mas um sorriso doce no rosto, Ginerva se sente um pouco ridícula de chama-la apenas por isso, mas joga o sentimento o lado e a deixa entrar. Janie limpa a pata do gato com cuidado e faz uma pequena atadura, deixando-a imóvel.

— Onde você o achou? — ela pergunta, sem tirar os olhos do seu trabalho.

— Eu não achei. Foi Sturm. Ele o encontrou no jardim, sabe como ele gosta de fugir de casa e eu sempre esqueço de trancar a porta... De todo jeito, eu nunca fui muito uma pessoa de gatos, mas ele está tão machucado e eu achei que não seria um problema cuidar dele por um tempo, se Sturm não tem nenhum problema com isso.

Janie dá um aceno rápido de cabeça.

— Ele está seriamente desnutrido e desidratado. Você vai ter que fazer uma alimentação especial para ele recuperar todo o peso e nutrientes. E os machucados vão precisar de cuidados. As ataduras vão ter que ser trocadas diariamente também... mas ao menos ele não está com nenhuma infecção, o que é uma boa surpresa, eu preciso dizer. Eu também posso ver alguns arranhões na sua perna que denunciam que ele andou por um bom tempo até chegar até aqui, então é melhor deixar ele de repouso deitado. Nada de leva-lo para passear, muito mais passeios longos.

Ginerva concordo – como se ela estivesse planejando fazer isso – afagando o lado esquerdo do gato, logo acima da parte onde o pelo foi arrancado.

— Você sabe o que aconteceu? — pergunta, hesitante se realmente queria saber. Janie sorriu tristemente para ela.

— Eu diria que ele foi atropelado por alguém, provavelmente passou pela pata dele, pelos ossos quebrados que eu posso notar, e ele acabou se machucando enquanto tentava fugir, e então a pessoa deixou ele morrer. Deve ter sido extremamente doloroso andar tanto.

Ela paga Janie pela ajuda, então, depois de pensar um pouco, deixa o gato dormir junto com Sturm no seu próprio quarto, dividindo a cama com ela.

 

[...]

— Pobre coisinha — diz Elisa, quando ela finalmente vê o gato no dia seguinte.

Ela tinha ido ver sua irmã dizendo querer saber como ela está, mas Ginerva sabe muito bem que ela só está com preguiça de cozinhar. Isso não a impede de fazer um almoço para Elisa, sem nem tentar desalojar o gato no momento em que ele escala toda a sua perna de repente e a atrapalha a andar pela cozinha. Aproveita a desculpa para se sentar.

— Como você o achou? — sua irmã continua.

— Eu não fiz, foi tudo Sturm — diz Ginerva, o acariciando distraído. Elisa solta um grunhido.

— Ao menos aquele cachorro fez alguma coisa boa em toda sua vida.

Ginerva apenas revira os olhos e a ignora.

— Eu não acho que eu já tenha visto um gato mais bem-comportado, mesmo que eu não ache que seja por bons motivos.

Elisa se move ao lado dela, olhando o gato mais atentamente.

— Deuses, quem faz isso com um animal?

— Eu não sei, mas não é alguém que eu gostaria de encontrar — Ginerva responde com sinceridade.

Elisa avança e passa a mão pela cabeça do gato - ele ronrona novamente, parecendo incrivelmente feliz com toda a atenção. Ginerva não tenta imaginar que ele provavelmente nunca recebeu muita atenção e por isso está tão feliz perto delas.

— Ele é tão lindo — diz, acariciando sua cabeça novamente. — Você está certa, nunca vi um tão dócil.

O gato grunhiu com isso, mostrando os dentes e provavelmente tentando parecer ameaçador. Tudo o que recebe são as risadas divertidas tanto de Ginerva quanto de Elisa. Ele franze o cenho emburrado – Ginerva não sabia que gatos podiam fazer isso, mas ele claramente faz.

— Estou surpresa que ele tenha confiado em você, sabe das suas experiências anteriores com gatose... Esse daqui parece realmente gostar de você. — Elisa encolhe os ombros, colocando o gato no seu colo. Ele finalmente tira a carranca do seu rosto quando ela corre uma mão sobre suas costas. — Você já o nomeou?

Ginerva balança a cabeça, servindo os pratos.

— Eu realmente não pensei nisso ainda. Talvez eu devesse, mas... eh, nunca fui muito bom ao nomear as coisas. Você sempre diz que Sturm é um nome sem imaginação. — Ela coça as costas da cabeça.

— Bem, mas é — afirma Elisa. — Quero dizer, eu entendo que você respeita toda a ascendência alemã da nossa família, mas porque Tempestade?

— Não é minha culpa! Você sabe que eu estava na minha fase Potterhead e eu não me lembrava da palavra alemã para raio. Foi o mais perto que eu consegui chegar! — Levanta os braços dramaticamente, então dá de ombros. — Bem, eu vou pensar em alguma coisa.

— Tenho certeza que sim — diz sarcasticamente.

— Vamos ver — Ginerva suspira —, ele tem cicatrizes por toda parte. Obviamente, passou por muito para chegar até aqui. Os heróis das histórias que a mamãe contava para nós tinham cicatrizes.

— Eles tinham — concorda, parecendo confusa pelo caminho que a conversa está tomando.

— Held?

Elisa pensa nisso um momento, então suspira.

— É alemão de novo. Mas acho que não é tão ruim.

O gato solta algo que nos ouvidos cansados ​​de Ginerva soam como uma exclamação irritada. Ela provavelmente está imaginando isso. Gatos não podem descordar quando recebem um nome, podem? E muito menos ficarem irritados. Sturm claramente não tinha reclamado e até mesmo ela precisava admitir que ela mais nova tinha errado.

 

[...]

No dia seguinte ela acorda cedo, imediatamente se arrependendo disso, e desbrava o inverno gelado de Londres para ir até um petshop, onde compra alguns brinquedos e todas as comidas especiais que Janie tinha pedido.

Ao chegar em casa, três horas depois, ela encontra Sturm e Held na sala, ainda enrolados um contra o outro.

— Ei — ela diz, se ajoelhando e passando a ponta dos dedos nas costas do pescoço de Held. — Você gostaria de experimentar algumas comidas bem gostosas?

O gato quase literalmente pula em seus braços.

Ginerva adivinha que ele realmente foi maltratado antes, se ele gosta tanto dela depois de tanto pouco tempo – porque ele claramente não podia estar animado por causa da comida, afinal, ele não a entende. Ela o leva até a cozinha, enquanto Sturm os segue. Ela finge não notar o sorriso excitado no rosto de Held. Só pode ser uma coincidência, de todo jeito.

 

[...]

Uma semana se passa e não a nenhuma mudança significativa. Held ganha peso e o machucado de sua perna finalmente se cura, o permitindo de poder andar livremente pela casa. Na verdade, essa pare ser a coisa que ele mais gosta de fazer: andar de um lado para o outro com o rabo balançando como se ele fosse o dono da Terra, mesmo que ele ainda manque ligeiramente e seja obvio que ainda doa ao menos um pouquinho sempre que ele apoia a perna no chão com muita força ou tenta correr.

 

[...]

Então, um dia, ela está se arrumando para ir pro trabalho quando seu chefe liga para ela e diz que eles precisam fazer alguns cortes de gastos por causa da crise e oi, ela é um dos gastos que vai ser cortado. Ela não se preocupa em ouvir sobre o seguro desemprego e qualquer merda desse tipo.

Corre para seu quarto e se tranca lá, querendo chorar por que a vida é tão injusta e ela tem a mínima ideia de como vai continuar pagando as suas contas. Ela vai ter que voltar a morar com a sua mãe de novo? Vai precisar admitir que não consegue se cuidar sozinha? Ah, não, não... E é quando ela sentiu algo sendo pressionando contra sua perna.

É Held. Ele parece preocupado, como nenhum gato deveria ficar.

— Estou bem — ela diz, mesmo que saiba que, logicamente, o gato não pode entende-la. — Quero dizer, eu vou ficar.

E então Held solta um resmungo que se parece demais como se ele estivesse falando mentira, o que seria impossível, e ele move seu nariz frio para tocar as bochechas molhadas de lagrimas de Ginerva.

— Eu deveria me secar, eu sei — ela suspira.

Fica completamente imóvel quando Held começa a lamber seu rosto. Ginerva ri baixinho e o abraça.

— Olhe para você. Meu herói, hein?

Por um momento, ela está realmente certa de que os olhos do gato se arregalam horrorizados.

Deus, ela realmente deve estar perdendo a cabeça se acha que um gato pode ficar horrorizado.

 

[...]

Acontece que, depois de um mês, ela não encontra outro emprego e precisa colocar o rabo entre as pernas e voltar para casa de sua mãe, que parecia mais do que feliz em ter outra pessoa para ajudá-la, além de não se incomodar nem um pouco com Held e Sturm, e as coisas claramente poderiam ser piores, tem que admitir.

— Eu não quero ver jornal! — reclama Elisa, quando as três se tacam no sofá depois de acabar de trazer todas as coisas de Ginerva. Asha lhe manda um olhar feio o suficiente para fazer ela se calar e volta sua atenção para tela.

— Eu não entendo porque eles ainda não deixaram para lá tudo que aconteceu em Nove York — Ginerva murmura, balançando sua cabeça enquanto via outra foto de Loki pipocar na tela, enquanto os jornalistas continuavam especulando onde ele poderia estar.

Held assobia alto o suficiente para que as três ouviram, mas elas o ignoram.

— Tá bom, então alienígenas imortais que se acham que são deuses existem, por que todo mundo não pode continuar suas vidas e aproveitar que nenhum deles nos atacou...

E então Held está bem ao lado dela e arranhando o sofá enquanto silva. Ele nunca fez isso antes.

— O que está acontecendo? — pergunta sua mãe.

— Eu não sei — diz Ginerva, ajoelhando-se. — Ele parece chateado. Ele nunca esteve até assim. Ei, está tudo bem. Nada está acontecendo.

Ela pega o gato no colo, imaginando que talvez ele se acalme se ela o segurar, o que quer que esteja acontecendo.

— Com muita sorte, uma sorte que nós não temos alias, aquele psicopata com chapéu de rena vai ser o único a tentar nos atacar...

E então ela sente que garras fincam no pulso dela.

Não é suficiente sangrar, mas é definitivamente seu gato.

— Gin — diz Elisa — você está ciente de que seu gato está balançando a cabeça?

— Ele não está... — começa Ginerva.

— Gin, ele está.

Então, Sturm entra na sala e começa a latir suavemente antes de pegar a carta o controle da mão de Asha e jogar do outro lado da sala.

— O que... — Ginerva começa, mas para quando Held apoia a cabeça na sua mão, os olhos grandes parecendo irritados e feridos e que diabos está acontecendo ali?

Algo está muito errado.

— Mãe ­— ela diz ­— eu acho que eu vou para o meu quarto.

— O que...

— Por favor. Eu só quero conversar com Held e Sturm a sós. — Asha e Elisa olham para ela como se ela estivesse louca e Ginerva não duvida que ela provavelmente está. Merda, porque ela iria ter uma conversa a sós com um cachorro e um gato?

Mas Held vai em direção ao seu quarto como se ele entendesse o que ela tinha falado e dá uma batida na porta com a bunda forte o suficiente para fecha-la e Ginerva já não tem mais a mínima ideia do que está acontecendo.

— Muito bem — sua mão diz com cansaço, e Ginerva vai até o quarto. Já era hora de descobrir o que realmente está acontecendo.

E então ela entra e...

Tem um homem na sua cama.

Um homem alto e esguio, muito magro, vestido em verde e preto, com um sorriso de lado meio malvado no seu rosto, cabelos pretos longos e sedosos e olhos esmeraldas familiares e quentes – nos dois sentidos – que consegue parecer assustador mesmo que ele esteja com uma cara cansada e meio doente, abatida, e Ginerva consiga muito bem ver as cicatrizes que cobrem seus braços e o modo como ele toma cuidado para não tocar na sua perna.

— Olá, querida — ele diz com um tom sensual, e algo sobre isso a lembra do modo como Held diz "mrrrrrow".

Sua garganta fica seca.

— Quem... quem é você? ­— ela pergunta e o sorriso dele cresce.

— Você não me reconhece? — ele pergunta. — Que decepcionante. Você me deixou entrar na sua casa. Você cuidou de mim. Você mesmo me deu um nome... Held. — Esta última parte é pronunciada com aversão. Ginerva pisca para ele algumas vezes. — No entanto, você não sabia da minha identidade, e ainda não faz, então eu vou ter a bondade de iluminá-la. Eu sou Loki, Deus do Trapaça, legítimo herdeiro do trono de Asgard, e um habilidoso metamorfo.

— Hã — é tudo que sai da boca de Ginerva quando, para provar o que falou, ele se transforma em Held e então volta para si mesmo. — E você foi meu gato? Por três meses? — pergunta sem acreditar. Ele assentiu, parecendo orgulhoso de não ter sido pego na mentira. — Por que?

O sorriso dele caiu e ele fez uma careta.

— Longa história, na verdade — sussurrou, parecendo envergonhado de repente.

— Bem — disse Ginerva, se jogando na cama e deitando de lado, apoiando o queixo na mão —, eu estou muito confortável e também não tenho emprego. Posso ficar aqui por dias se eu quiser, então... pode começar. — Faz um sinal com a mão.

Loki a olha como se estivesse mortalmente ofendido por ela trata-lo como se estivesse apenas falando como uma pessoa normal, mas, nesse exato momento, Ginerva não se importa. Eles já estão em um nível de intimidade superior a o de pessoas que ela conhece a muito tempo. Ela já deu banho nele, não é?

— Tudo bem — ele suspira e taca seu corpo na cama ao lado dela. — Não é tão grande na verdade. Você sabe, quando eu fui... temporariamente parado pelos Vingadores depois de todo o... acidente em Nova York, eles eram supostos para me levar de volta para Asgard, mas eu consegue fugir e usei o resto de magia que eu tinha para me transformar num gato. Eles claramente não esperavam isso de mim e me deixaram sair sem nem me notar. Acontece que eu não podia simplesmente sair andando como eu mesmo com todos os policiais me procurando e eu usei a última gota de poder que eu tinha para me transportar para o mais longe de Nova York que eu podia, que acabou por ser Londres, então eu muito fraco para ficar me transformando sempre que visse que minha forma atual estava chamando atenção de alguém e eu resolvi continuar como algo pequeno e inofensivo.

— Mentiroso! — ela exclama divertida, apontando um dedo para o rosto dele. — Você estava muito fraco e ficou preso na forma de gato!

Loki lhe encara irritado, mas está claro que ela está certa. Ginerva rola na cama, soltando uma risada verdadeira como ela não solta desde que foi demitida. Ele resolve que não é tão ruim se ele for o motivo dela.

— Sim, feliz? — pergunta. Ela assente com a cabeça e mesmo tendo parado de rir, não consegue tirar o sorriso do rosto que faz suas bochechas doerem. — De todo jeito, eu estava fugindo a algumas semanas quando bem... algum homem horrível que representa o pior de todas as espécies me atropelou!

— O pior de todas as espécies? — ela repete. — Loki, você tentou conquistar a Terra e causou pânico por todo o mundo, além de ter matado um tanto de gente.

— E ele passou por cima da coisa mais fofa e inocente de todo mundo, eu, e então fugiu. Quem é o verdadeiro monstro? — diz, dramático. Ela ri novamente. — Voltando, eu andei por uns bons vários metros antes de me encontrar com Sturm e o resto você já sabe.

— E aí você resolveu só ficar comigo? — Ela levanta uma sobrancelha.

— Bem, você tinha comida e um lugar quente onde eu podia recuperar as energias e minha magia. Além disso, sem chances da SHIELD achar que eu teria fugido para virar um animal doméstico de uma londrina qualquer.

— Então eu fui seu disfarce — pergunta e se for ser sincera, está um pouco decepcionada e magoada com o deus.

— Um ótimo disfarce — ele concorda.

Baixa seu olhar e seu nariz roça o dela. Ginerva pode contar os milímetros entre seus lábios, de repente consciente do quão perto eles estão um do outro. Se esforça para ficar concentrada, tentando lembrar que está brava com ele por mentir... brava com ele por alguma coisa, mas a boca dele está bem na frente à sua e sua mente não consegue parar de pensar em como acabar com o espaço entre eles.

E então ela faz.

A primeira coisa que ela nota é como os lábios deles são rachados. Não o tipo ruim não saudável de rachados, mas apenas como se ele nunca tivesse visto um batom de cacau na vida – o que ele provavelmente não viu. Vá entender os alienígenas! – e eles ficaram um pouco secos e gelados. O que é uma ótima sensação contrastando com o qual molhados e quentes os delas são.

É como se seus lábios raspassem suavemente contra os dela, o que é uma sensação completamente enlouquecedora, fazendo com que ela esteja plenamente consciente de cada toque de seus lábios. Suas mãos se emaranharam nos cabelos dele, puxando-o para si como se houvesse algum meio possível de ficarem mais perto. Suas pernas se enrolaram nas pernas dele, a cama fazendo o apoio de que ela precisava. Sua língua se contorcia com a dela, o contraste de textura e temperatura fornecendo uma espécie de variedade vertiginosa.

E então...

Há uma pancada na porta. Os dois permanecem congelados no lugar, sem saber como lidar com está parada súbita nos acontecimentos. Então, a porta explode, a mãe e irmã de Ginerva entrando surpresas.

Irmã!­ — Elisa grita, a mão na boca. — O que diabos você está fazendo? Quem é esse? Como ele chegou aqui?

Loki deixa cair sua cabeça com desagrado e solta um suspiro quase estrangulado.

— Você não poderia ter esperado só um segundinho? — ela pergunta retoricamente, ainda com o olhar fixado sob Loki. Elisa e Asha seguem o olhar dela.

— Uh... oi — ele diz, sem parecer saber o que fazer, mas ao mesmo tempo mantendo uma posição de calma que surpreende Ginerva.

— Eu sempre soube que eu te ensinei bem — sua mãe comenta, piscando um dos olhos e dando varias levantadas de sobrancelhas.

Ginerva escondeu seu rosto corado no edredom, sem querer saber como explicaria o que tinha acabado de acontecer e pode escutar Loki soltando uma risada. Como mesmo as coisas acabaram assim?


Notas Finais


Eu nem mesmo sei começar a explicar o que é isso.
Só posso dizer que a culpa é, com certeza, do Tumblr.
Desculpe.


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