História Helena - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Tags Darky, Madness, Morcegando, Tiablair, Zacky Seu Gostoso
Visualizações 21
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá Moregada! Sem muitas palavras, apenas curtam a leitura!

Capítulo 4 - Castigo Eterno


No fundo eu sentia remorso por ter feito todas as atrocidades que fiz, mas não adiantava de nada, eu era culpada. Talvez por isso eu tenho, aqui nesse hospital, um castigo pior do que os outros...” HF

 

Os lindos olhos verdes do Dr. Baker me encaravam de um jeito diferente, não era como os outros me olhavam, com medo, como se estivessem prestes a me tacar uma pedra em minha cara! Ele não tinha medo, ele não se importava em se machucar perto de mim, ele se importava comigo, eu via isso em seus olhos. E podem me julgar, sei que talvez possa parecer insano, mas ele era minha saída daqui! Depois da conversa que tivemos, ficou claro em minha mente que ele me ajudaria. Qual o psicólogo que riria quando eu admiti ter matado três pessoas? Nenhum havia feito tal coisa. Dr. Baker era diferente, eu sabia disso, desde a primeira vez que o vi... Então, minha cabeça tramava um plano esperto pra que eu pudesse ficar livre desse lugar. Pra cadeia eu não iria, já que minha mãe com toda sua grana, conseguiu mexer uns pauzinhos, mas se eu conseguisse sair curada daqui, teria que pagar muito serviço comunitário. É, ridículo, eu sei, pagar homicídio com serviço comunitário, mas o que uma maleta de dinheiro não faz?!

 

O guarda me puxava pela corrente, e aquilo fazia meus pulsos doerem. Não me importava, na verdade. Sempre usei a dor para escapar dos problemas que me cercavam, ainda mais depois que entrei nesse lugar. Estávamos prestes a atravessar o jardim, quando Shadows entra em meu campo de visão. Gelei.

 

– Hey George... – Ele deu um sorriso animado. – Parece estressado, quer que eu a leve pra dentro? – Pergunta.

 

– Claro! Estou doido pra jantar, e também, odeio olhar pra cara dessa maluca! – Ele resmungou me empurrando para Shadows. Eu o encarei com raiva e dei um cuspe em seu rosto.

 

– Repita isso quando estivermos sozinhos! – Disse e gargalhei.

 

– Porque faz isso, Helena? – Shadows me puxa para andarmos. – Sabe que se não se comportar, vai passar um tempo comigo...

 

– Vai pro inferno... – Dei um sorriso falso e ele riu.

 

– Eu vou. E você vai junto... – Seu sorriso se expandiu e eu soube sua intenção, quando ele começou a me puxar para o porão do Inferno.

 

– NÃO! – Gritei, tentando me soltar. – ME SOLTA! EU NÃO FIZ NADA! – Gritei e volta, esperando que outro guarda intervisse.

 

Claro que ninguém fez nada. Ter uma fama como a minha não era boa coisa por aqui, eles achavam que eu brigava por qualquer coisa a qualquer instante, e estava sempre sendo punida.

 

Meu corpo foi empurrado escada a baixo, por sorte eram poucos degraus, caso contrário eu poderia estar morta. Mas talvez meu corpo já tenha se acostumado com isso. Me remexi no chão, sentindo meu corpo doer em vários lugares e minha visão embaçada, levei a mão até minha cabeça, estava sangrando. Tentei levantar, mas não tive sucesso, pois Shadows fincou as mãos em meu cabelo me arrastando pelo chão até a sala ao lado. A luz dali era precária, já estava acostumada, ele sempre me trazia pra cá, e sempre torturava outros pacientes aqui. Ele me ergueu em frente a uma mesa, pude ver as paredes manchadas de sangue, o chão também estava no mesmo estado, na verdade, a sala fedia a sangue.

 

– Você sabe o quanto eu te amo! – Ele disse apertando meu pescoço, enquanto beijava minha bochecha. Meus olhos começaram a lacrimejar pela falta de ar, percebendo isso, Shadows me soltou, e eu pude respirar.

 

– É?! Bem, eu te odeio! – Disse com nojo e logo depois ri. Fui presenteada com um tapa no rosto, que me fez quase cair, tive de segurar na mesa.

 

– SUA VADIA! – Gritou pegando em meu cabelo e me virando para que ficasse de tras para ele e de frente para a mesa. – Eu te dou amor e é assim que me retribui?!

 

Senti vontade de chorar, mas meu orgulho era grande e não me permitia chorar. Mordi minha bochecha, e fechei os olhos esperando que tudo acabasse tão rápido como começou. Eu não podia fazer muita coisa, não na situação que me encontrava...

 

Shadows passava a mão por meu corpo sem nenhuma delicadeza, e apertava meus seios com ferocidade. Uma de suas mãos puxou meu cabelo, fazendo com que meu pescoço ficasse exposto, e foi entre meu pescoço e ombro que ele me deu uma mordida tão forte, que fui obrigada a gritar. Mais um pouco e aquele maníaco arrancava um pedaço de mim. Logo suas mãos apertaram meus braços, e forçou meu tronco contra a mesa. Meu vestido foi levantado, tentei me mexer mas ele conseguia me segurar apenas com uma mão. O barulho de seu cinto sendo aberto me deixou aflita, meu coração disparou, eu já não escutava mais os xingamentos dele, só queria que acabasse logo. Minhas unhas arranharam a mesa quando o senti me penetrando, permaneci quieta, pois se eu lutasse contra aquilo, doeria ainda mais. Não sei quanto tempo ele ficou ali, se aproveitando de minha fraqueza, empurrando seu corpo contra o meu, me machucando...

 

Quando acabou, ele me jogou no chão e eu fiquei ali, trancando meu choro na garganta. Shadows se aproximou de mim e sorriu passando as mãos em meu rosto.

 

– Ah querida... – Disse me encarando nos olhos. – Eu odeio te machucar assim, mas você não me dá alternativa...

 

– Eu vou te matar... – Resmunguei um pouco baixo, mas tinha certeza que ele ouvia. – Mas vou te fazer sofrer muito antes... – Dei uma leve gargalhada.

 

– Nós dois sabemos que isso nunca vai acontecer. – Ele suspirou. – Vem meu amor, vou te levar até seu quarto.

 

Claro que depois daquilo eu não consegui aparecer na terapia em grupo, eu não pude ver o Dr. Baker novamente. Fiquei deitada em minha cama, pensando nas coisas, pensando em como sair dessa merda de lugar, em como me livrar do Shadows... As coisas seriam tão simples se eu pudesse simplesmente decapitar esse idiota! Mas não, eu tinha que me submeter a isso! E não importava o quanto eu tentasse avisar, Shadows me ameaçava e também, ninguém acreditaria em mim.

 

Ah... Tudo era tão mais fácil quando Clay estava comigo. Eu não conseguia entender como todo o amor que eu tinha por ele, virou puro ódio. As vezes, quando lembro dos últimos meses que passamos juntos, tinha ainda mais raiva, mais ódio. Se eu pudesse tinha estripado mais gente, todas aquelas pessoas que me machucaram, que supostamente deveriam me amar, eu deveria ter matado elas também... Aposto que quando eu voltar, tudo vai continuar como era, ou talvez ainda pior! Quando eu voltasse, minha querida mãe já arrumara um novo marido, e ainda estaria mimando minha prima, aquele pedaço de prostituta...

 

Stefani foi uma das primeiras pessoas que agredi, quando eramos pequenas, ela sempre arrancava a cabeça das bonecas e colocava a culpa em mim. Não demorou muito pra que eu explodisse. Empurrei-a do escorregador, e ela acabou ficando com um braço quebrado. A medida que íamos crescendo, as coisas ficavam ainda mais tensas. Eu sempre fui uma garota estranha, reservada e fechada, e minha mãe odiava meu jeito, por isso me deixava de lado e tratava Stefani como se fosse sua filha. É claro que tudo piorou quando a mãe dela morreu, e Stefani veio morar conosco. Aquela demonia me irritava, me tirava do sério, dava em cima de Clay na frente de todos, e não demorou muito pra que eu a agredisse novamente. Sinceramente, eu não me importava, eu faria tudo de novo, e pior, se pudesse...

 

Eu sei que me tornei uma pessoa ruim, que mereço estar aqui... Mas acreditariam em mim se eu dissesse que um hospício te deixa mais louco ainda? Bem, eis o meu caso... Esse lugar torra a minha paciência, e não só por eu ser espancada e estuprada quase toda semana, mas pelos pacientes me encararem como se eu fosse um monstro, como se eu não fosse humana. Eles falavam como se eu merecesse queimar no inferno, como se soubessem de toda a verdade. Rá... Se soubessem de toda a verdade, eles chorariam por mim...  



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