História Helianthus - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags 1109, Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Jhope, One-shot, Taehyung, Taeseok, Vhope, Yoonseok
Visualizações 30
Palavras 936
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oláaaaaa

até lá embaixo, boa leitura!

Capítulo 1 - Flor do Sol


Fanfic / Fanfiction Helianthus - Capítulo 1 - Flor do Sol

Capítulo Único.

 

Os olhos de Taehyung estavam vazios.

Era como se todas as Supernovas que brilhavam em seu céu explodissem e sumissem pelo espaço sem sequer deixar um rastro de luminosidade.

Eles eram donos de uma vermelhidão tremenda que até mesmo seriam capazes de ultrapassar a tonalidade de seus fios vibrantes.

Algumas lágrimas lhe escorriam a face, se perdendo no pano claro do travesseiro sob suas bochechas inchadas e rosadas pelo choro contínuo.

Seu peito desnudo e de bruços subia e descia em uma respiração descompassada onde, até mesmo, era possível enxergar os pequenos poros de sua epiderme se arrepiar a cada soluço sofrido que escapava por sua garganta.

Seus orbes me encaravam como se a qualquer momento minha existência fosse desaparecer dali de maneira que nunca tivesse me apossado de seu lado na cama. Era até mesmo possível assistir por eles todos os momentos que presenciaram nosso laço.

Eles refletiam tudo o que seu interior expressava.

E Taehyung estava completamente quebrado.

Certamente, em um acordo silencioso e mútuo, aquela seria a última noite e - quando ao despertar - manhã a qual teríamos a ligação que tanto cultivamos e que chamávamos de namoro, mas que nos últimos tempos só estava de pé e durando por conta do metal frio que circundavam os dedos de nossa mão.

De todos os meios, era totalmente palpável a forma como aquele relacionamento estava desgastado. O quanto não éramos mais os mesmos nem tão pouco necessário na vida do outro.

Eu já não era mais o seu raio de sol muito menos lhe aquecia o corpo magro com sentimentos sinceros. 

Já não havia mais o amor de antes.

Pelo menos era isso que eu firmava em minha mente e acreditava com todas as forças para não me afundar na culpa e arrependimento de deixa-lo.

Naquela noite nos entregamos como uma despedida aos nossos corpos que ainda insistiam em se conectar em desespero àquele rompimento. Marcamos o gosto e sensação um do outro em nossos sentidos. Trilhamos rotas imaginárias em cima de nossas peles com a certeza de que nunca mais seriam percorridas dali em diante.

Acariciei com carinho o rosto pequeno do rapaz deitado a minha frente, sua face tremia pelo toque e o ver daquela forma partia meu coração em inúmeros pedacinhos, porém eu não podia mais engana-lo dizendo que ainda era dono do mesmo e o motivo de suas batidas.

Havia outra pessoa, havia outro alguém o qual me encantará da mesma forma que o Kim fez.

Havia um novo amor borbulhante ocupando meu peito.

Havia Min Yoongi.

Taehyung uma vez me disse que gostava de girassóis e por vezes o peguei cantarolando baixinho com um sorriso bobo nos lábios enquanto regava as plantinhas amarelas ao mesmo passo que se comparava com as mesmas.

"Sabe de uma coisa, Hobi? Eu acho que sou um girassol".

Naquela tarde quentinha de primavera eu ri da afirmação do rapaz embrulhado no avental bege de jardineiro, na medida em que, encarava o rostinho sorridente e infantil ajeitar os vasinhos do "jardim" da sacada um tanto espaçosa do nosso apartamento.

"E eu posso saber o por quê?"

Ele me encarou e eu juro que nunca vi um semblante tão iluminado e encantado quanto aquele durante todos os anos de nossa convivência. Kim adorava quando lhe davam espaço e atenção para contar sobre suas reflexões e descobertas.

"Oras Hoseok! Eu já lhe contei sobre os girassóis."

Suas sobrancelhas e cenho estavam franzidos e as bochechas infladas em um puro ato de dengo e manha carregados com uma falsa chateação, e apesar de saber muito sobre aquelas mudinhas - como o resultado de um mais um ser logicamente dois - permiti que ele embebedasse mais uma vez meus ouvidos com sua voz rouca e recitasse sobre sua pequena paixão floral.

"Eles representam a felicidade e energia positiva. Tudo isso porque o caulezinho deles, lembra daquilo que te mostrei ontem? Então, ele sempre posiciona a flor em direção ao sol. Isso é tão legal".

"Então por que o TaeTae é igual a eles?"

"Porque você é meu sol, Seokie. O raio de sol que faz com que eu possa transmitir felicidade, calor e alegria, entende?".

Seu olhar para mim depois daquela fala tornou-se profundo e nele eu pude sentir meu corpo inteiro ser tomado e se aquecer com o calor dito por aquele pequeno helianthus de madeixas loiras e pele dourada.

O menor deixou a pazinha com terra de lado e logo se aproximou de mim, abraçando meu corpo com seus braços finos e selando nossos lábios duradoura e timidamente.

"E eu sempre vou girar, girar, girar e girar em sentido do meu único sol".

Doía lembrar esses momentos e ter ciência de que eles ficariam apenas no passado sem a chance de novos serem criados e lembrados. Porém ao passo que a saudade corroía meu âmago, a mentira claramente estraçalharia meu ser.

Passei meus​ dedos finos e gélidos por entre seus fios rubros caminhando até as trilhas de lágrimas salgadas que ainda insistiam em percorrer seu rosto tão belo. Detestava o ver chorar. Desci os dígitos até seu ombro direito que estava descoberto pelo edredom, traçando exatamente o contorno das pétalas amareladas da tatuagem em sua pele que estava marcada ali. 

Sentiria falta de seu cheiro, de seu toque e de sua voz. De sua presença e existência.

Apoiei-me pelo cotovelo, deixando um selar demorado e repleto do mais puro amor no desenho do ruivo como sinal de que a estrela de fogo marcada em meu ombro esquerdo iria eternamente pertencer ao seu par.
 

Independente de tudo, Taehyung sempre seria a flor do meu sol.


Notas Finais


eu tentei encaixar alguns elementos da mitologia grega que explica a origem do girassol, espero que tenha funcionado ahsuahushau

beijos pra vocês!


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