História Hello - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ian Somerhalder, Nina Dobrev
Personagens Ian Somerhalder, Nina Dobrev
Tags Drama, Nian, Romance, The Vampire Diaries
Exibições 71
Palavras 3.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI GENTE!

Vamos ler mais um?

Boa leitura!

Capítulo 4 - Someone Like You


Fanfic / Fanfiction Hello - Capítulo 4 - Someone Like You

I hate to turn up out of the blue uninvited But I couldn't stay away, I couldn't fight itI hoped you'd see my face and that you'd be reminded That for me, it isn't over.

Eu odeio aparecer do nada, sem ser convidada. Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar. Eu tinha esperança de que você visse meu rosto e que você se lembrasse. De que pra mim, não acabou.

(Someone Like You – Adele)




NINA
 

 

— Preciso que você troque sua roupa por essa, ok?

 

A mulher grande e com sotaque espanhol me entregou o macacão hospitalar desbotado, amarelado e voltou a sua tarefa de limpar com álcool e algodão uns instrumentos que mais parecem ser de filmes de alienígenas.  Abby estava comigo. Jan não parava de ligar e sei que está preocupada. Contei as duas a forma como Edna me tratou e as coisas que disse, mas ainda assim Abby não estava de acordo. Me desfiz da calça jeans, dos tênis e casaco vermelho, guardei minha calcinha e sutiã em uma sacola azul e vesti o macacão que cheirava a amaciante amarelo.

 

— Você disse quase três meses certo? – o “médico”, um homem de cabelos tão loiros que pareciam brancos e olhos negros, se aproximou calçando as luvas de silicone. Ele tinha uma cara azeda.

 

— Isso. Treze semanas. – ele me indicou a maca enferrujada e eu me sentei nela.

 

— Como isso é feito? – olhei pra Abby e ela deu de ombros. – Quero saber.

 

— Depende. Se fosse algo muita mais recente poderíamos dar um jeito com comprimidos.

 

Dar um jeito.

Juntei minhas mãos sobre as coxas e apertei meus dedos.

 

— Mas com esse tempo de gestação nós introduzimos um tipo de aspirador dentro do útero, a sucção quebra o feto e o puxa, na maioria dos casos é de uma vez.

 

 

A tranquilidade na voz dele, a forma como aquilo lhe parecia rotineiro e normal fez meu coração perder uma batida e os olhos de Abby se inundarem de lágrimas.

— Vou esperar você lá fora.

 

Assenti, a vi sair e me desesperei em estar sozinha.

 

— Deite-se por favor. – obedeci e o vi sentar em um banco que estava ao meu lado. – Antes preciso ver o feto, deduzir o tamanho dele. Cruz, me auxilie aqui.

 

A mulher, Cruz, ergueu a camisola do meu corpo, expondo minha intimidade e despejando um gel gelado e com cheiro forte no meu ventre, depois o homem puxou um aparelho que parecia um telefone, branco e cinza, aproximou da minha pele e olhou direito para um monitor bem pequeno.

 

— Do tamanho de uma ameixa. – tive de torcer o pescoço pra saber do que ele estava falando e vi a ultrassom na tela, vi a pequena coisinha que parecia se mexer de lá pra cá. – É bem pequeno pro tempo de gestação, isso facilita. – esticou a outra mão e apertou um botão verde perto do monitor.

Vush. Vush. Vush. Vush. Vush.

 

— O que é isso? – ergui um pouco minha cabeça e o encarei.

 

— O coração.

 

 

 

 

 


Abigail abriu a porta do nosso pequeno apartamento e eu entrei primeiro, arrastando meus pés cansados e vendo Janele parada na cozinha, segurando uma xicara branca e usando o uniforme rosa do hospital que trabalhava. O tintilar do molho de chaves trancando a porta se misturou ao som dos passos dela até mim.

— Nina, você está bem?

 

Apertei minhas mãos e assenti.

 

— Do tamanho de uma ameixa. – meus olhos arderam e eu voltei a chorar. – Pequeno demais para o tempo de gestação, mas o coração dele bate tão forte, tão alto... Eu sou a única pessoa que ele conhece, que ele confia... Jan... Eu não fiz.

 

Ela arfou e seus olhos se inundaram de lágrimas. Senti o abraço de Abby nos meus ombros e respirei fundo.

E eu não era minha mãe, eu não era a garota de doze anos que morreu nas mãos de um açougueiro, eu não era uma das mulheres que são estupradas por monstros. No momento em que levantei daquela maca e pedi meu dinheiro de volta, tive a ciência de que nada seria fácil, que tudo seria difícil e complicado, mas ele ia viver. Ele não pertencia a Ian , a Edna ou qualquer um deles, ele era meu. O bebê dentro de mim não era um deles, ele nunca ia ser, ele nunca ia se aproximar daquelas pessoas, nunca ia saber. Quando eu ouvi aquele coração tão pequeno me implorar pra não desistir eu entendi que se ele que era tão pequeno queria continuar, eu deveria continuar também. Continuar por ele.

 

— Graças a Deus! – Jan me abraçou apertado, acariciando minhas costas e sorrindo. – Você fez a coisa certa, Nina!

 

— Ele não tem culpa. – repeti o que dizia a mim mesma o tempo todo. – Eu vou conseguir fazer isso, não vou?

 

— Nós vamos! Você não está sozinha, Nikolina, eu já te disse. – Abby pegou uma das minhas mãos e Jan a outra. – Vamos dar conta, com certeza cabe um berço em algum lugar desse buraco e essa ameixinha só vai alegrar nossas vidas.

 

Tocou minha barriga e sorriu, me fazendo sorrir também, me fazendo sentir felicidade só em saber que ele estava ali comigo.

Ameixinha.


— E quando você pretendia me contar, Nina?

 

James era um homem muito bonito e bem humorado. Na minha primeira semana ali, ele morria de rir das minhas tentativas de falar inglês e ele mesmo me ajudou com isso. Um cara alto, branquinho e com uma barba engraçada que parecia de pirata. O escritório dele, que ficava no terceiro andar da boate, era bonito e cheio de coisas esquisitas que eu tinha curiosidade de tocar.

 

— Logo. – fiz uma careta. – James, eu precisava do emprego e só agora não posso mais disfarçar... – ele suspirou e passou as mãos pelo rosto.

 

— Você é a minha mina de ouro! – cruzou os braços. – Nikolina, você sabe que eu te adoro, mas não tenho nada aqui que seja trabalho para uma grávida!

 

— Eu lavo copos, os banheiros... Qualquer coisa! Como no começo!

 

— No começo você não estava grávida. – desdenhou. – Olha, eu já tenho de liberar muita grana pra aqueles filhos da puta do consulado pra manter vocês aqui sem dar uma grande merda, não estou afim de ter de liberar mais nada.

 

— James, eu preciso do dinheiro, mesmo que seja pouco. Médicos clandestinos cobram caro pra tudo, vou fazer quatro meses daqui a uma semana e não consegui comprar nem uma meia pro meu bebê... – ele suspirou de novo. – Por favor, James? Depois que nascer eu volto a dançar, eu faço o que você quiser!

 

— Espera. – assenti, esperançosa. Ele pegou o celular no bolso e pareceu fazer uma ligação. – Hey, pode falar?... Ainda tá precisando de gente? – me encarou e sorriu um pouco. – Eu vou mandar uma garota ai, mas te ligo daqui a alguns minutos, ela está numa situação especial. – olhou pra minha barriga que quase não aparecia no moletom preto. – Ok, nos falamos. – desligou a chamada e puxou um papel amarelo do bloquinho de notas sobre a mesa. – Meu irmão tem um restaurante perto da Zona de Guerra e precisa de gente pra trabalhar... – começou a anotar alguma coisa. – Vou te dar o endereço, vá lá ainda hoje e diga que fui eu que te mandei, o nome dele é Jason... Sim, minha mãe não tem criatividade pra nomes. – riu um pouquinho. – Só estou fazendo isso porque em todos esses anos você nunca me causou problemas. – me entregou o papel.
— Muito obrigado, James! Você está me ajudando muito! Eu nem sei como te agradecer! – peguei o papel.

 

— Nina, você sabe quem é o pai desse bebê? – apoiou os braços na mesa e meu sorriso morreu. – Por que você não o procura? Você não fez sozinha... Olha, lá você vai trabalhar muito e nesse estado isso pode te prejudicar...

 

— Não tem problema, de verdade. Eu faço o que for preciso, gosto de trabalhar.

 

— É a obrigação dele, Nina.

 

— Não é. É minha obrigação, é meu filho... Eu vou fazer isso. Obrigado por tudo e feliz natal! – fiquei de pé e estendi minha mão. – Você é incrível, James Bond.

 

— Você também é, Halo. – apertou minha mão e sorriu.

 

 

 

 

DOIS MESES DEPOIS

 


— Você está muito agitada hoje, ameixinha.

 

Toquei meu ventre e respirei fundo depois do chute forte que senti. Coloquei o rodo recostado na parede e me abaixei pra pegar o balde cheio de água, mas parei no meio do caminho quando senti a pontada na coluna. Minha mãe sempre dizia que gestação de menina faz a mulher ficar toda ferrada e ela estava completamente certa. No sexto mês eu já estava mais redonda que uma bola de futebol e, apesar dela ainda ser bem pequena, já havia engordado quase dez quilos.

— Nikolina, pelo amor de Deus! O que você está fazendo?!

Olhei por sobre o ombro e vi Erick se aproximar de mim às pressas. Ajeitei a coluna no lugar e fiz uma careta.

 

— Trabalhando? – ele rolou os olhos castanhos.

 

— Daqui a alguns dias você vai estar passando pano nesses banheiros com a barriga! – ri sem humor e ele gargalhou. – Falei com o chefe e consegui trocar você com a Peggy.

 

— Não! Depois vão ficar dizendo que eu tenho regalias e não sei mais o que...

 

— Ela já aceitou, mulher! – começou a me empurrar para fora do banheiro. – Você fica na lanchonete e ela no caixa do restaurante. Vou mandar a Kim cuidar dos banheiros.

 

— Tem certeza? Eu posso limpar, vai ser lento, mas eu consigo! – Erick tirou do bolso um pequeno chapeuzinho laranja, o desdobrou e colocou na minha cabeça. – Odeio isso.

 

— Todos nós odiamos, eu odeio tanto que virei gerente! Agora, mova seu traseiro até lá e venda hambúrgueres para esse americanos obesos.

 

— Sim, senhor!


O Hokkus era um restaurante e lanchonete bem popular e que sempre estava com clientes. O trabalho era sempre pesado e com uma carga horaria de nove horas por dia, com uma folga a cada seis. As pessoas me receberam bem e, apesar da gravidez, eu conseguia me sair bem em muita coisa.

 

— Bom dia, bem vinda ao Hokkus, qual o seu pedido?

 

 

A mulher de grande olhos azuis sorriu pra mim e fechou o cardápio. Haviam mais três pessoas com ela: uma garota e dois homens. O mais alto deles, o que usava um boné estava de costas olhando o cardápio e ouvindo a outra garota falar.
— Eu quero o número sete, com molho extra e pelo amor de Deus, sem picles! – digitei o pedido e ela puxou um dos homens pela mão. – Amor, vai querer o que?

 

— Hm... Eu quero... – o homem era alto e tinha olhos verdes. – O três. E uma coca grande, por favor... – assenti e digitei. – Você pediu o que? – perguntou pra namorada. – Ela sempre como o meu também. – sussurrou pra mim e ganhou um tapinha dela no ombro. – Mas é verdade, Tara!

 

— Own, você tá grávida! – apontou pra minha barriga. – Quanto tempo?

 

— Seis meses. – sorri, orgulhosa.

 

— Sabe o sexo? – ela apoiou os cotovelos no balcão e o namorado dela me deu uma nota de cinquenta.

 

— É uma menina. – dei o troco pra ele e Tara deu um gritinho.

 

— Já escolheu o nome dela? – neguei com o rosto. – Meu Deus, isso deve ser tão difícil! São tantas opções! Se eu tivesse uma bebê ia se chamar...

 

— Aretha. – ele completou e ela sorriu. – Espero onde?

 

— Aqui ao lado, senhor. – indiquei e eles passaram para o lado, a outra garota se aproximou e eu abri um novo pedido. – Oi, boa noite, o que desejam?

 

— Oi. – ela sorriu e eu podia jurar que a conhecia de algum lugar. – Quero o dois do menu vegetariano. - assenti. – Ian, você quer o que?

Meu corpo inteiro paralisou quando eu ouvi aquele nome, mas dessa vez foi automático. Trabalhando com pessoas eu o ouvia todos os dias, mas daquela vez parecia diferente, parecia que todos os alarmes do meu corpo estavam soando e me avisando que era perigoso estar ali. Engoli minha saliva e ela estava amarga. Não ergui o rosto, o meu medo não deixou, mas o
perfume dele, o mesmo perfume que ele usava naquela noite, queimou minhas narinas e minha bebê chutou com força, sentindo a tensão do meu corpo, da minha mente.

— O número oito, com molho extra e... Vocês tem cerveja aqui?


Era a voz dele.

Apenas assenti e a garota que estava com ele se aproximou do outro casal.

 

— Quero uma Stela. – assenti outra vez e ele me estendeu uma nota de cem. Puxei a gaveta do caixa e percebi que minhas mãos tremiam, peguei nota por nota do troco sabendo que os olhos dele estavam em mim.

Se ele me reconhecesse eu ia ter um colapso.

 

— Aqui, obrigado. – entreguei o troco às pressas e ele deu uma risada.


— Você deu a mais, moça! – ergui os olhos e peguei a nota de vinte que ele estendia. A mão dele era pálida, unhas curtas e limpas. O relógio parecia caro.

 

— Moça, mas você não tem nem algumas opções? – Tara chamou minha atenção e eu ergui a cabeça, a olhei e tentei sorrir.

 

— Minha irmã está grávida também, mas ela sabia o nome que ia pôr desde que tinha doze anos! – Ian disse e também apoiou os cotovelos no balcão. – Você está de quantos meses?

 

Eu o encarei e o vi franzir o cenho, estranhando alguma coisa e eu quase desmaiei. A garota que estava com ele o abraçou pela cintura, deslizando a mão pra dentro do grosso casaco de lã e os olhos dele não saiam de mim. Me afastei um pouco do caixa e toquei minha barriga, a bebê não parava de se remexer e chutar.

 

— Seis. – murmurei e ele assentiu, olhou pra minha barriga e depois pro meu rosto de novo.

 

O contato visual não cessou até o momento em que os pedidos deles chegaram e cada um pegou o seu.

— Obrigado e bom parto pra você. – Tara sorriu e saiu abraçada com o namorado.

— Ian, vamos?! – a garota o chamou, já saindo e ele olhou pra porta, por sobre o ombro, vendo ela sair conferindo o celular e se virou pra mim outra vez.

 

— Mais alguma coisa, senhor?

 

— Eu acho que... – mordeu o lábio inferior e meu estomago embrulhou. – Não. Nada. Obrigado e bom trabalho.

 

Assenti. O observei ir até a porta, olhar pra mim mais uma vez antes de sair e abraçar a garota pelo ombro.

Me afastei do balcão até bater com as costas na máquina de refrigerante. O cheiro dele estava me enjoando muita mais do que o cheiro de fritura e milk sheiks, estava fazendo meu corpo inteiro ficar gelado.

 

— Cate, eu preciso ir ao banheiro... Eu...

 

Sai apressada até o banheiro mais próximo, com a mão na boca, empurrei a porta e curvei o corpo vomitando meu almoço e sentindo calafrios pelo corpo inteiro, vomitei até me sentir fraca demais pra ficar de pé e me sentar no chão que cheirava a desinfetante.

 

 

 

 

 

 

— E ele falou com você?!

 

— Ele te reconheceu?

 

— Nikolina, fala!

Suspirei e parei de dobrar o pequeno macacão cor de rosa que tinha nas mãos. Era um dos poucos que eu tinha conseguido comprar. Abby e Jan também me ajudavam muito. Jan conseguia uma consulta por mês com um obstetra confiável de onde ela trabalhava e Abby gastou bastante com vitaminas e comida de verdade. Elas sempre compravam uma roupinha quando o dinheiro sobrava, matavam algum desejo bobo de comer bolinhas de queijo as duas da manhã e me surpreenderam com o berço branco, de segunda mão, mas inteiro que conseguiram em uma loja de moveis usados.

 

— Ele não me reconheceu! Vocês acharam que ia ser assim? Que ele ia me ver, se lembrar, deduzir que o bebê na minha barriga era dele, se apaixonar por mim e seriamos uma grande família feliz? – rolei os olhos. – Isso aqui é vida real, gente!

 

— O desgraçado transou contigo noite inteira, fez um filho em você e não lembra nem da sua cara?! – Jan colocou as mãos no quadris e respirou fundo. O cabelo estava um pouco maior, sensível na palma da mão se tocasse, mas logo ela rasparia a cabeça de novo.

 

— Você deveria ter mostrado a boceta, com certeza ai ele ia lembrar. Atorzinho filho da puta! – Abby sentou do meu lado e puxou um macaquinho amarelo com um ursinho marrom bordado na frente. – Um cara me chamou pra ir no cinema e o filme dele ainda estava em cartaz, senti vontade de chutar o stand e botar fogo.

 

— Abby, pra mim ele nem existe. – dei de ombros. – Olha só o que o Guilherme me mandou. – peguei uma sacolinha rosa que estava num canto, a abri e tirei de dentro dela um pequeno vestidinho branco, rendado na barra e com alças finas. – É da Bulgária .

 

— O lugar onde você nasceu?

 

— Sim. E foi feito a mão. – puxei os sapatinhos também brancos e Abby os pegou. – A mãe dele até benzeu pra mim.

 

— Como é mesmo o nome? Uganda?

 

— Umbanda. – corrigi. – A religião dela. Tia Tereza é conhecida lá por benzer muita criança e essas coisas, eu e meu irmão fomos criados aprendendo a tê-la como mãe mesmo.

— O Gui vem pra cá quando?

 

— Disse que vem depois que ela nascer, que está trabalhando muito lá em Las Vegas e até me mandou dinheiro, trezentos dólares e com o que eu consegui juntar acho que já pra pagar o seu amigo pra fazer o parto.

 

— Vou falar com ele. – me devolveu o vestidinho e sorriu. – Ele me disse que tem até o dia dezoito de dezembro .

 

— Tomara que ela não me invente de querer nascer antes! – encostei as costas no sofá e respirei fundo, acariciando minha barriga e sorrindo. – Tô louca pra ver o rostinho dela logo.

 

— Decidiu o nome? – Abby também acariciou. – Preciso de um nome pra conversar com ela direito!

 

— Meu voto vai pra Anne. – Jan se sentou do meu outro lado.

 

— Prefiro Rachel. Ou Rose.

 

As duas continuaram debatendo sobre suas preferencias e eu mudei o canal da tv com o controle até chegar a programação de clipes da MTV. Relaxei meu corpo pesado e cansado, levantei os pés e os apoiei na mesinha desgastada. Estavam inchados assim com minhas mãos. O médico tinha me avisado sobre esse problema da circulação e da retenção de líquidos, tinha me aconselhado a parar de trabalhar ou apenas evitar serviços muito puxados, mas eu precisava trabalhar e não era todo dia que Erick conseguia me deixar longe dos rodos e esfregões.

 

 

 

O vídeo clipe de Beyoncé acabou com ela encarando a câmera e com as mãos posicionadas para a coreografia de Single Ladies – que eu sabia muito bem, e outro começou. Era Adele e sua voz incomparável em Someone Like You.

Na primeira nota do piano minha bebê chutou tão forte que eu gemi.

 

— Ui! – minhas costelas pinicavam de dor. – Calma, ameixinha. – passei a mão na região do chute.

 

— Tudo bem? – assenti. – Achei que ela estava dormindo.

 

— Eu também. – a voz de Adele começou a cantar e a bebê se remexeu toda, como se mudasse de posição e eu me ajeitei no sofá. – Menina de opinião!

 

— Como assim? – Jan franziu o cenho.

 

— Acho que ela quer se chamar Adele. – sorri e as duas olharam pra tv ao mesmo tempo. – Sintam isso. – peguei a mão de cada uma delas e coloquei sobre minha barriga. No primeiro agudo de Adele, a bebê chutou de novo. – Viram?

 

— Adele? – perguntaram juntas e eu assenti.


— Adele. Certo, ameixinha? – ela chutou de novo. – Certo, então.

 

E seria Adele.


Notas Finais


Comentem :)

Até o próximo!


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