História Hells Angel - Capítulo 5


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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Anna Milton, Ash, Balthazar, Bela Talbot, Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Claire Novak, Crowley, Dean Winchester, Diana Ballard, Ellen Harvelle, Gabriel, Jo Harvelle, John Winchester, Lilith, Lúcifer, Mary Winchester, Meg Masters, Michael, Miguel, Personagens Originais, Rafael, Ruby, Sam Winchester
Tags Arcanjos, Bobby, Castiel, Crowley, Dean, Irmãs, Sam
Exibições 130
Palavras 2.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá minhas pudinzinhas!
Queria em primeiro lugar pedir desculpas pela demora, mas tive um belo e tremendo bloqueio - Não conseguia organizar as ideias e não queria publicar um capítulo ruim para vocês, então mil perdões
Mas agora voltei e trouxe um capítulo um pouco mais longuinho hoje

Capítulo 5 - The wings of an archangel


Fanfic / Fanfiction Hells Angel - Capítulo 5 - The wings of an archangel

Assim que cheguei às montanhas cai de joelhos no chão, estava mais fraca do que antes. Sabia que ter me teletransportado para tão longe ia me deixar assim, mas era o único lugar que havia deixado preparado para que pudesse cuidar dos Winchester’s de longe e ao mesmo tempo esperar minhas asas crescerem.

Na vida dos arcanjos, só existem dois momentos em que a dor é algo insuportável, quando perdemos nossas asas e caímos, e quando elas têm que nascer de novo. Já experimentei a primeira, agora, vou passar pela segunda.

A primeira vista o processo é simples, mas na hora, você percebe o quão difícil e terrível será. O primeiro passo, cortar minhas costas, isso vai ajudar as asas a saírem.

Todos os anjos e arcanjos precisam de um corpo novo ao virem para a Terra, exceto os que caíram. Eu tenho meu próprio, não precisei de uma casca, mas toda vez que passamos por algum processo de muito martírio ao nosso corpo, ele se restaura.

Nossas características mudam, às vezes são apenas algumas coisas, outras, mudamos por completo. Hoje eu tenho cabelos um pouco abaixo dos ombros, castanhos, olhos verdes escuros, mas sei que não vou continuar muito mais assim.

Um arcanjo ou anjo em uma casca pode feri-la com facilidade, porém, nós que temos nosso próprio corpo só podemos ser feridos com armas celestiais. A única que tenho é a lâmina angelical. A dor é terrível, é como se estivessem te queimando vivo. Assim que faço, preciso de tempo para me recuperar, isso não é fácil e é só o início. Há uma maneira de acelerar o processo e me recuperar mais rápido, porém, posso morrer no meio do processo. É um feitiço simples, três palavras e eu vou dormir até meu corpo estar recuperado. Eu preciso arriscar, não posso ficar muito tempo longe dos Winchester’s.

- Somnum autem mortem – Bastaram essas três palavras e eu apaguei.

Acordei com os raios de sol entrando no quarto, tinha conseguido passar pela primeira parte do processo. Agora precisava dar uma olhada nos Winchester’s, ver como estavam, tenho acima de tudo uma missão, descrever tudo pelo que eles estão e vão passar. Minhas roupas estão manchadas de sangue, o quarto onde estou não está muito diferente.

Peguei uma bacia que havia deixado separada, com ela e com o feitiço certo, posso ver tudo o que os Winchester’s estão fazendo. Coloquei-a sob a mesa e algumas ervas dentro dela, a água ganhou um tom escuro e recitei o feitiço.

- Sicut quod oculorum autem Dei. Relinquo me vide mea Protexit – A água começou a se mexer e formar uma espécie de rodamoinho.

Me sentei na cadeira e por um segundo me apoiei com as costas nela, mas logo me afastei quando senti a dor. Os garotos estavam com o pai numa cabana, não era nenhuma que eles já tivessem ido.

Era o aniversário de um ano do Sam, como o tempo tinha passado – Cerca de cinco meses desde que comecei a recuperar minhas asas. Queria poder vigiá-los melhor, precisava usar alguma forma para isso.

Uma borboleta.

Ela era minha marca e do Sam, sempre que queríamos falar com o outro as usávamos. Ele mandava borboletas azuis e eu vermelhas. Isso é algo que preciso contar, mas não agora, preciso falar primeiro sobre os Winchester’s.

- Velut a papilio – Falei e cortei minha mão sobre a água, ela concentrou o sangue no centro e sumiu da água, logo aparecendo próximo aos Winchester’s na forma de uma borboleta.

- Hei Sammy, olhe – O Dean falou apontando para a borboleta próxima a eles – Ela está vindo pra cá – O Sam levantou os bracinhos na direção da borboleta e fiz com que ela parasse nele – Ela gostou de você Sammy – Sorri fraco, os dois estavam bem.

Me levantei da cadeira e fui para perto da janela da cabana em que eu estava, o dia estava nublado e frio, do jeito que eu amava. Voltei até a cama e me sentei na beira, os cortes que fiz há cinco meses serviriam para que pudesse usar minhas asas para voar ou me teletransportar em longas distâncias, mas antes, precisava fazer minhas asas aparecerem.

Essa era a parte mais dolorosa, eu teria que literalmente arrancar minhas asas para fora. Elas não sairiam sozinhas, era preciso puxá-las completamente para fora das minhas costas. Tirei minha blusa e coloquei minhas mãos por cima dos ombros, parei um pouco e respirei fundo, depois que começasse não poderia parar.

Coloquei as mãos nas feridas e senti uma onda de dor percorrendo todo o meu corpo, demorei a achar a primeira pena, mas quando a achei segurei o mais firme que pude, não podia tirar minha mão do ferimento sem puxar as asas junto, não queria ter que passar pela mesma dor uma segunda vez.

Sentia o sangue quente escorrendo pelas minhas costas, minha respiração estava falhando e minha visão estava embaçada. A dor era indescritível. Quando consegui puxar para fora parte das minhas asas parei, precisava de uns instantes de descanso. Pensei nos Winchester’s, eles precisavam de proteção, eles precisavam de um guardião, eles precisavam de mim.

Respirei o mais fundo que pude, segurei firme a parte das asas que já estava fora das minhas costas e as puxei com as últimas forças que eu tinha. Parecia que uma dúzia de cães do Inferno haviam dilacerado as minhas costas, mas senti minhas asas abertas, eu tinha conseguido.

Tentei me levantar, mas minhas pernas falharam e cai de joelhos no chão. O estado do quarto era digno de uma cena de filme de horror, sangue, sujeira e muitas penas ensanguentadas espalhadas. Tentei lutar contra meu corpo, mas não consegui, meus olhos começaram a pesar, minha respiração ficou lenta e acabei apagando.

Nós arcanjos sonhamos, talvez isso seja estranho para vocês, mas nós somos mais parecidos do que imaginam. Bem, talvez nem todos nós. Dessa vez, foi mais uma lembrança do que sonho, lembrança da minha casa, do meu lar.

Nosso Pai havia nos dado uma nova tarefa, dominar os elementos, água, terra, fogo, ar e o mais difícil, o espírito. Nós nos reunimos com nossa dupla e nosso tutor e fomos treinar. O primeiro elemento que conseguíssemos dominar seria o que definiria nosso tipo de personalidade.

Samael foi o primeiro a conseguir dominar seu elemento, o fogo. Eu e o Sam tentamos muito, mas não conseguimos nada.

- Vocês precisam pensar em algo que gostem, algo que os deixem bem – Samael nos falou e concordamos.

Pensei nos lugares em que mais me sentia calma, os lugares em que podia ficar sozinha comigo mesma. Pensei nos meus irmãos e nosso tempo juntos, em músicas, desenhos, meu Pai, tudo e mesmo assim não consegui.

- Funcionou! – O Sam conseguiu controlar seu elemento, o dele era o fogo como Samael.

- Muito bem Sam – Samael me encarou – Não se preocupe Hanni, sei que você conseguirá, mas acho melhor tentar mais amanhã, por hoje está bom.

- Certo – Odiava ficar para trás nos treinos, parecia que eu era impotente comparada aos meus irmãos.

O comportamento do Sam tinha mudado, não sei se era com todos, mas comigo estava diferente. Quase não nos falávamos e ele passava muito tempo com o Gabe. Assim que Samael foi embora, ele veio falar comigo.

- Hei, não fique assim, sei que logo você vai conseguir.

- Eu espero mesmo, já deve estar ficando chato para vocês terem que me esperar em todos os treinos.

- Isso não é verdade.

- Sam, quando precisamos treinar combate, eu evito lutar, quando preciso usar minhas asas, não posso porque ainda não consegui usá-las e agora isso, nem mesmo dominar um elemento eu consegui.

- Hanni, pare com isso, cada um tem seu tempo, você vai ver, tenho certeza que logo mais você estará controlando seu elemento e usando suas asas sem grandes esforços.

- Eu espero também – Falei e olhei para baixo, ele segurou a ponta do meu queixo fazendo com que eu o encarasse e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Eu odiava quando ele fazia isso porque me deixava mais envergonhada do que eu já era, mas aquele par de olhos verdes me encarando, aqueles cabelos castanhos despenteados e aquele sorriso acabavam comigo.

- Hanni, eu queria falar uma coisa com você – Ele falou e começou a mexer no cabelo, ele sempre fazia isso quando estava nervoso.

- Sobre? – Perguntei tentando parecer o mais calma possível.

- Sam, acho que já está na hora de você falar com... – Olhamos para o lado e o Gabe estava ali, ele me olhou e depois o Sam – Estou atrapalhando? – O Sam foi responder, mas falei antes.

- Não, não, eu já estava de saída, eu, ah, eu preciso ir falar com o Pai.

- Hanni... – O Sam falou.

- Nós conversamos depois Sam, melhor deixar vocês dois conversarem – Falei e me teletransportei o mais rápido possível dali.

Apareci no Salão Principal, precisava conversar um pouco com meu Pai, talvez Ele pudesse me ajudar com tudo que estava acontecendo. Há pouco tempo, havíamos começado a trabalhar com magia de ocultação e nós tínhamos usado uma que fazia com que nosso Pai não pudesse nos encontrar. Quando estava chegando ao Salão, acabei ouvindo a conversa do meu Pai.

- Como andam os treinos de combate? Eles já estão prontos?

- Zadquiel e Gabriel são ótimos guerreiros, mas são muito infantis, basta que eu fale para fazerem uma coisa e eles discordam – Era Miguel falando.

- Jofiel e Uriel são excelentes estrategistas, porém, são muito diferentes no quesito combate, Uriel é decidido, mas Jofiel é ainda sensível a certas coisas – Rafael também estava ali.

- Hanniel e Samuel são ótimos tanto em combate, quanto em estratégia, juntos ainda mais. Samuel sozinho é fantástico, implacável e muito destemido, Hanniel também, mas ela sempre evita mostrar seu potencial – Samael falou. Eles estavam fazendo uma espécie de relatório sobre nós?

- Isso é bom, mas não o suficiente para que eles possam nos ajudar, não ainda. Você três são os meus melhores guerreiros, preciso de vocês preparados para o que está por vir. Vocês sabem que os meus poderes e os da Amara são iguais, forças iguais não podem se combater, por isso preciso de vocês nessa luta.

- Nós sabemos Pai – Miguel falou.

- Então se preparem, a luta está cada vez mais perto – Ouvi os passos dos arcanjos na direção da porta, me afastei e recitei um feitiço para ficar invisível.

- Invisibilia – No mesmo instante a porta foi aberta e Samael saiu de lá, ele passou por mim e logo Miguel veio até ele o segurando pelo braço.

- Precisamos conversar Samael.

- Sobre?

- Você sabe sobre o quê – Eles se encaravam fixamente.

- Não temos o que falar sobre isso Miguel – Samael soltou seu braço de Miguel e começou a se afastar.

- Você quis! Não adianta negar! – Samael se virou e o encarou, ele começou a andar na direção de Miguel, ele estava irado.

- Aquilo foi um erro, você me enganou!

- Erro? Não foi o que pareceu.

- Você assumiu outra forma e me enganou! – Comecei a recuar para longe dos dois.

- Só porque assumi a forma... – Acabei batendo em uma mesa que tinha no corredor, Samael colocou a mão na boca de Miguel e começou a olhar para os lados.

- Acho bom encerramos esse assunto – Ele encarou Miguel mais sério do já tinha visto antes.

- Claro, vamos continuar depois, “irmão” – Miguel falou e fez aspas quando referiu-se a Samael.

Miguel sumiu e Samael ficou mais alguns instantes ali, ele olhava atentamente para o lugar onde eu estava, por um segundo achei que ele soubesse que eu estava ali, mas para minha sorte, ele sumiu também. Respirei fundo, como se não bastasse ter ouvido a conversa do meu Pai sobre uma batalha que está por vir, Miguel e Samael estão com uma briga pessoal.

Poderia perguntar a meu Pai que batalha é essa que Ele está envolvido, mas Ele saberia que eu escutei sua conversa com os meus irmãos. Poderia falar com Samael e tentar descobrir se há algo que eu posso fazer para ajudar ele e Miguel, mas de qualquer jeito, teria que contar que escutei a conversa deles também. Acho que em ambos os casos vou optar pelo silêncio.

- Visibilia – Falei e voltei a ficar visível, ainda precisava conversar com meu Pai.

Entrei no Salão, meu Pai estava apoiado perto de uma das janelas.

- Pai? – Falei e ele se virou na minha direção, seu semblante era cansado, raramente o via assim.

- Hanniel, aconteceu algo? – Ele me indicou que fosse para o lado dele na janela e o fiz.

- Hoje estávamos treinando, você pediu que treinássemos para dominar nosso elemento, Samael e o Sam conseguiram sem grandes esforços, mas até agora não consegui nada.

- Para dominar seu elemento você precisa pensar em algo que você ame Hanniel, ame de verdade.

- E eu pensei Pai, pensei nos lugares que me acalmam, música, nos desenhos que eu faço, meus irmãos e até você, mas mesmo assim, nada.

- Você pensou em coisas que você gosta, não que ama. Diga-me Hanniel, com qual dos seus irmãos você tem maior afinidade?

- Eu me dou bem com todos, mas passo mais tempo com o Sam, o Samael, o Gabe, o Zad e o Jof.

- E deles, quais você passa mais tempo junto?

- Bem, acho que é com o Sam e o Samael já que nós treinamos juntos, mas no quesito afinidade, eu e o Sam nos damos melhor.

- Use isso, pense nos momentos em que estiveram juntos, pense nas coisas boas que já fizeram, tente.

Meu Pai segurou minhas mãos e as colocou estendidas, fechei meus olhos e comecei a pensar nos momentos que tinha passado com o Sam, tínhamos tantas histórias para contar que dariam livros. Ao me lembrar de algumas tive que rir sozinha, realmente tínhamos passado por muitas maluquices.

Abri meus olhos e vi uma espécie de massa de energia concentrada sob minhas mãos. Fiquei a encarando por alguns instantes, ela tinha um tom azul bem claro.

- Muito bem Hanniel, você conseguiu dominar seu elemento – Encarei meu Pai e a massa de energia se dissipou.

- Isso quer dizer que...

- Sim, seu elemento é o mais difícil de se controlar, o espírito. Só quem controla o espírito pode transitar entre os demais elementos, tente fazê-lo.

Assenti e pensei mais uma vez no Sam, a massa de energia voltou a aparecer sob as minhas mãos.

- Agora, escolha momentos específicos, quatro momentos que lembrem cada um dos elementos – Consegui mais facilmente dominar três dos quatro elementos, porém, o único que não havia conseguido era o fogo – Hanniel, antes de continuar, preciso que me diga, como você vê Samuel? – O encarei confusa.

- Como assim Pai?

- Como você o vê, como seu irmão apenas ou algo mais? - Eu sabia que estava nutrindo alguma coisa a mais pelo Sam, mas não sabia se era amor.

- Eu... Eu não sei Pai, eu não sei – Ele sorriu fraco e assentiu.

- Pense um pouco nisso, depois conversamos – Assenti e saí do Salão.

Quando cheguei do lado de fora do Salão, me apoiei contra uma das pilastras, só tinha um jeito de eu ter certeza de que sentia algo pelo Sam. Estendi minhas mãos para a frente e fechei os olhos, procurei a memória do Sam que mais havia me marcado e a primeira que veio, foi do dia em que nos conhecemos, quando ele pulou em direção ao Vazio e me salvou.

Pensei em quando abri meus olhos e o encarei, seu par de olhos verdes com um tom de cor de mel misturado, seus cabelos castanhos um pouco acima dos ombros e suas enormes asas negras que pareciam ser tão fortes e delicadas ao mesmo tempo. Senti um calor nas minhas mãos e abri os olhos, havia uma bola de fogo flutuando a poucos centímetros das minhas mãos. Naquele momento eu não tinha mais dúvidas, eu realmente estava apaixonada pelo Sam.


Notas Finais


Bem mores, por hoje era isso
O que acharam?
O que será que o Sam queria falar pra ela e o Gabe atrapalhou?
Sobre quem o Gabe estava falando que o Sam deveria falar?
O que será que aconteceu com Miguel e Samael?


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