História Hells Angel - Capítulo 64


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Anna Milton, Ash, Balthazar, Bela Talbot, Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Claire Novak, Crowley, Dean Winchester, Diana Ballard, Ellen Harvelle, Gabriel, Jo Harvelle, John Winchester, Lilith, Lúcifer, Mary Winchester, Meg Masters, Michael, Miguel, Personagens Originais, Rafael, Ruby, Sam Winchester
Tags Arcanjos, Bobby, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Irmãs, Isabella, Sam Winchester, Samantha, Supernatural
Visualizações 81
Palavras 2.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 64 - Anjo do Senhor


Fanfic / Fanfiction Hells Angel - Capítulo 64 - Anjo do Senhor

POV Dean Winchester

Depois da breve “discussão” da Isabella e o Sam, o Bobby sugeriu que fossemos procurar uma vidente, conhecida dele. Estávamos indo para a casa dela, usando a interestadual. O Sam estava comigo na baby e a Isabella estava levando o Bobby no Mustang dela.

- Ainda tem uma coisa me intrigando – Falei enquanto dirigia.

- É?

- É. A noite em que eu me mandei, ou me mandaram, como você escapou? Eu achei que Lilith mataria você.

- Ela tentou, mas não conseguiu – O encarei e logo voltei a atenção para a estrada.

- Como assim não conseguiu?

- Ela jogou uma… Luz de fogo em mim e nem me arranhou, como se eu fosse imune ou coisa assim.

- Imune?

- É – Ele riu fraco – Não sei quem ficou mais surpreso, ela, eu ou… – Ele falou mais baixo em seguida – A Samantha.

- Ela estava lá também?

- Ela chegou alguns instantes depois e Lilith parecia surpresa em vê-la ali, quase tanto quanto eu. Ela acabou com os dois cães do Inferno, só com os poderes dela ou seja lá o que tenha sido aquilo. Depois a Lilith se mandou bem depressa.

- E a Ruby? Onde ela está? - Ele deu de ombros.

- Morta ou no Inferno.

- Então, você anda usando seus poderes?

- Não.

- Tem certeza? - O encarei - Digo, agora que você tem imunidade, ou seja lá o que for, só queria saber que outro tipo de lace sinistro está rolando.

- Nenhum Dean. Você não me queria naquela estrada, então eu não segui naquela estrada. Aquilo foi quase o seu último desejo.

- Sem querer começar uma briga, mas meu último desejo foi que você cuidasse…

- Da Samantha – Ele suspirou – Eu sei.

☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Chegamos na casa da vidente, logo pela manhã. O Bobby bateu na porta e esperamos que ela atendesse. Ela abriu a porta e riu ao ver o homem e a Isabella ao seu lado.

- Bobby! - Ela o abraçou.

- Pam – Ela o tirou do chão e se afastou em seguida.

- Você é um colírio para os olhos – Ela olhou para a Isabella e colocou a mão no próprio rosto.

- Minha nossa, olha só você – Ela olhou a Isabella de cima a baixo – Nem parece aquela garotinha que o Singer aqui trazia para esperar durante uma caçada – A Isabella riu fraco e a Pamela nos encarou - E quem são os rapazes?

- Sam, Dean, Pamela Barnes, a melhor vidente do estado.

- Oi – Falamos em unissíno e ela me encarou.

- Dean Winchester, fora do fogo e de volta a frigideira. Você é mesmo um sujeito raro – Ela olhou para a Isabella em seguida – Vocês dois.

- Se você diz – Falei e ela sorriu.

- Vamos entrar – Ela falou.

- Você soube de alguma coisa? - O Bobby perguntou, assim que entrou na casa.

- Eu contatei uma dúzia de espíritos – Ela fechou a porta – Ninguém sabe quem trouxe vocês de volta ou o porquê.

- O que fazemos agora? - O Bobby perguntou.

- Uma sessão, talvez – A Isabella falou e a encaramos – Para ver se descobrimos quem foi - A Pamela a encarou sorrindo.

- Você deveria vir mais aqui.

- Vocês querem chamar aquela coisa aqui? - O Bobby perguntou.

- Não, eu só quero dar uma olhada, como uma bola de cristal, sem cristal – A Pamela falou e a seguimos para a sala.

POV Isabella

Ajudamos a Pamela a preparar toda a sala: Fechamos as cortinas, preparamos a mesa e eu trouxe as velas que ela pediu. Como o Bobby já havia me trazido diversas vezes, quando mais nova aqui, ainda lembrava bem onde ficava cada coisa.

Enquanto estávamos vindo até a casa da Pamela, o Bobby perguntou o porquê de eu ter dado um soco no Sam. Era simples, mas ao mesmo tempo não. Eu sabia que a Sah não devia ter revidado o que ele falou, e que muito menos levantou a mão pra ele.

Mas imaginava o quanto ela sofreu quando ele a culpou pela minha morte e do Dean. Nenhum deles sequer imaginou que eu havia prendido ela, e talvez por isso, eu e o Dean acabamos ficando quatro meses no Inferno.

E o que mais me incomodava nisso tudo, era que ela, mesmo depois do que eu fiz, manteve sua palavra: Ela livrou eu e o Dean do Inferno. Não consigo nem ao menos imaginar o que ela teve que fazer para conseguir isso.

Nos sentamos a mesa, a Pamela a minha frente, o Dean a minha esquerda, o Bobby a minha direita e o Sam entre o Bobby e a Pamela.

- Pronto – A Pamela falou – Vamos dar as mãos – Segurei a mão do Bobby e do loiro – E eu preciso tocar em algo que o monstro segurou – Olhei para o Dean e ele suspirou.

Ele abaixou um dos lados da flanela, remangando a camiseta em seguida, deixando aquela queimadura, com forma de mão, a vista. A Pamela colocou a mão em cima da marca e fechou os olhos.

- Certo – Fechei os olhos - Eu invoco, conjuro e comando você a aparecer para mim neste círculo. Eu invoco, conjuro e comando você a aparecer para mim neste círculo – Abri os olhos e olhei para os outros, apenas o Dean estava como eu - Eu invoco, conjuro e comando você a aparecer para mim neste círculo – A televisão da sala dela se ligou, assim como na loja de conveniência - Castiel? - Olhei para a Pamela - Não, desculpe Castiel, eu não me assusto fácil.

- Castiel? - O Dean perguntou.

- O nome dele apareceu para mim, mas ele quer que eu desista – O loiro olhou para mim em seguida - Eu conjuro e comando a você, mostre a sua face – O chão da casa estava tremendo e parecia que tudo ia desabar - Eu conjuro e comando a você, mostre a sua face. Eu conjuro e comando a você…

- É melhor parar – O Bobby falou.

- Estou quase lá! Eu comando, mostre a sua face. Mostre sua face, agora!

Assim que ela terminou de falar, as chamas das velas no centro da mesa aumentaram e a Pamela gritou. Os olhos dela, pensei, eles pegaram fogo! Ela caiu no chão e nos levantamos.

- Ligue para a emergência! - Falei e o Sam saiu da sala.

O Bobby segurou a Pamela no chão e parei, assim como o loiro, ao lado deles.

- Estou cega, eu estou cega – A Pamela falou chorando – Ah meu Deus…

☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆

O Bobby havia levado a Pamela para o hospital e voltei com o Dean e o Sam até o hotel em que o moreno estava hospedado. Nós começamos a pesquisar o que esse tal de “Castiel” poderia ser.

Eu estava tentando prestar atenção nos livros a minha frente, mas simplesmente não conseguia. Fui falar com o loiro, mas o vi dormindo sentado na cama, em meio aos seus livros.

O Sam estava concentrado na sua leitura, e de qualquer forma, eu não tinha o que falar com ele, até que estivesse calma de novo. Larguei os livros que estavam comigo de lado e me levantei da cama, me espreguiçando.

Peguei meu celular e minha carteira, indo até uma das cadeiras, pegando minha jaqueta e saindo do quarto. Fui até o primeiro andar do hotel e parei em frente a máquina de café. Tudo que eu preciso agora, pensei.

Enquanto esperava meu café ficar pronto, olhei para a janela ao lado da máquina, que dava uma visão perfeita do estacionamento. Foi quando vi o Sam no Impala, saindo do estacionamento.

Onde ele está indo essa hora?, pensei e dei de ombros, não é problema meu de qualquer forma. Tomei meu café e subi as escadas que levavam ao segundo andar. Estava com os pensamentos longe, quando ouvi uma voz masculina baixa.

Isabella...”

Olhei para trás, mas não havia ninguém no corredor. Olhei para frente de novo e balancei a cabeça de leve.

Você pode me ouvir?”

Parei de andar de novo e olhei em volta mais uma vez. Não, pensei, não tem ninguém aqui. Foi quando escutei o som de vidro quebrando, um pouco mais a frente no corredor onde eu estava.

Dean, pensei e corri na direção do quarto. Ao abrir a porta, vi as janelas do quarto explodirem. Ele estava com as mãos contra os ouvidos e de joelhos no chão. Vi o vidro do teto trincou e me joguei na sua direção, impedindo-o de ser acertado.

POV Dean Winchester

Estávamos no carro da Isabella, dirigindo para o mais longe possível do hotel. O Bobby chegou minutos depois que a Isabella voltou para o quarto.

- Como está rapaz? - Ele perguntou, enquanto eu limpava o sangue do meu ouvido.

- Fora o barulho de sinos na minha cabeça, ótimo – Falei sínico.

A única coisa que ainda estava me incomodando, era o fato de que o Sam não estava no quarto e nem havia aparecido ainda. Peguei meu celular e liguei para ele.

Oi.

- O que está fazendo? - Perguntei.

Estou sem sono, fui pegar um hambúrguer.

- No meu carro?

Desculpe, força do hábito. Por que você acordou?

- Ah, o Bobby voltou, nós íamos tomar uma cerveja – A Isabella me encarou e logo voltou a atenção para a estrada.

Tudo bem, então tomem uma por mim.

- Claro, a gente se fala depois – Desliguei.

- Por que você não contou para ele? - O Bobby perguntou.

- Porque ele ia tentar nos impedir.

- De fazer o quê?

- Invocar essa coisa – A Isabella falou e o Bobby alternou o olhar entre nós dois – Está na hora de encarar o bicho.

- Não estão falando sério.

- É claro que estamos – Falei - É matar ou morrer.

- Não sabemos o que é, pode ser um demônio, pode ser qualquer coisa.

- Por isso temos que estar prontos para qualquer coisa – Peguei a faca dos Curdos e a olhei – Nós temos a faca mágica e um arsenal no porta-malas.

- É uma péssima ideia – O Bobby resmungou.

- Eu concordo – A Isabella falou - Mas que outra escolha temos?

- Podemos escolher viver.

- Bobby, seja o que isto for, seja lá o que quer, está vindo atrás de nós, disso sabemos, não é? - Falei e o encarei - Ora, nós não temos onde nos esconder.

- Ou vamos ser pego de surpresa de novo ou vamos nos adiantar – A Isabella falou e concordei.

- Nós podemos chamar o Sam - Neguei.

- Não, ele está bem onde está.

☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Achamos um galpão abandonado num trecho da rodovia. O Bobby cobriu as paredes e o chão com os mais diversos símbolos, alguns que nem mesmo eu conhecia. Eu e a Isabella preparamos as armas que tínhamos.

Quando o Bobby terminou, ele voltou parra perto de nós, jogando a lata de spray numa das mochilas.

- Belo objeto de arte você fez aqui – Falei.

- Armadilhas e talismãs de cada fé do mundo. O que estão fazendo?

- Estacas, ferro, prata, sal, a faca – Falei - Acho que estamos prontos para pegar e matar qualquer coisa que aparecer.

- Seria bom termos a lâmina da Sah também – A Isabella falou.

- Ainda acho uma péssima ideia – O Bobby falou e revirei os olhos.

- Certo Bobby, você já disse isso dez vezes – Falei e ele me encarou – Que tal a gente tocar a sineta?

Ele preparou o feitiço, mas já haviam se passado uns dez minutos e nem sinal do tal Castiel. Estávamos sentamos nas mesas que tinham no galpão, quando suspirei.

- Você tem certeza de que fez o ritual certo?- Perguntei e o Bobby me encarou sério – Desculpe. Está sensível?

Instantes depois, todas as telhas do galpão começaram a bater e um vento forte começara a soprar. Nos colocamos de pé e pegamos nossas armas.

- Eu queria muito que fosse apenas o vento – A Isabella falou e no instante seguinte, a lâmpada sobre nossas cabeças explodiu.

As outras lâmpadas começaram a explodir, uma após a outra. A porta do galpão foi aberta e vimos uma figura humana entrar. Por onde ele passava, as lâmpadas iam explodindo.

Não perdemos tempo e começamos a atirar contra aquela coisa, mas foi o mesmo que nada. Olhei para a Isabella e ela foi para perto da mesa, onde as outras armas estavam.

- Quem é você? - Perguntei e aquela coisa parou na minha frente e da Isabella.

- Eu sou aquele que os segurou firme e tirou da perdição – O Castiel falou.

- É, obrigado por isso – Falei sínico e a Isabella cravou a faca dos Curdos no peito dele.

Mas diferente do que imaginávamos, não fez nenhum efeito nele. Ele olhou para a faca no seu peito e para nós em seguida, tirando-a sem esforço e soltando no chão.

O Bobby tentou acertar uma barra de ferro naquela coisa, mas ele segurou a barra antes mesmo de encostar em si, virando-se na direção do Bobby e colocando dois dedos na cabeça do mais velho. O Bobby caiu no chão e a coisa se virou na minha direção e da Isabella.

- Temos que conversar – Ele olhou para o Bobby no chão – A sós.

Fui até o Bobby e me abaixei ao seu lado, checando seu pulso.

- Seu amigo está vivo – O tal Castiel falou, enquanto analisava a Isabella de baixo a cima.

- Quem é você? - Perguntei.

- Castiel.

- É, isso já percebemos – A Isabella falou - Queremos saber o que você é? - Ele a encarou.

- Eu sou um anjo do Senhor – A expressão da Isabella mudou no mesmo instante.

- Dá o fora daqui – Falei e me levantei – Anjos não existem.

- Este é o seu problema Dean, você não tem fé – Alguns raios cortaram os céus, fazendo a sombra de um par de asas aparecerem atrás do Castiel.

- Belo anjo você é – Falei sínico - Queimou os olhos da pobre mulher – Ele suspirou.

- Eu disse para ela não tentar ver a minha forma real, pode ser demais para os humanos, assim como a minha verdadeira voz, mas isso você já sabia.

- Está falando do posto e do quarto de hotel? Aquilo era você falando? - Ele assentiu – Cara, na próxima vez, abaixe o volume.

- Aquilo foi um erro. Certas pessoas, pessoas especiais, reconhecem minha verdadeira face. Eu achei que você era assim, mas eu me enganei.

- No corredor do hotel – A Isabella falou e a encaramos – Foi você? - Ele inclinou um pouco a cabeça ao observá-la.

- Você pôde mesmo me ouvir? - O anjo perguntou e a Isabella assentiu.

- E em qual face você está agora? - Perguntei - Cobrador dos impostos divinos?

- Isto? - Ele olhou para o próprio corpo – Isso é só uma casca.

- Você está possuindo algum desgraçado?

- Ele é um devoto, ele rezou para isso acontecer – Ele nos encarou.

- Olha cara, eu não vou comprar o seu peixe. Quem é você afinal? - Ele me encarou, como se não entendesse.

- Eu já disse.

- Já ouvi um pouco a respeito de vocês, e não foi coisa muito boa – A Isabella falou e ele a encarou – Então por que um anjo nos resgataria do Inferno?

- Coisas boas acontecem.

- Não na nossa experiência – Falei.

- Qual é o problema? - Ele me encarou por alguns instantes – Você acha que não merecia ser salvo.

- Por que você fez isso? - A Isabella insistiu e ele a encarou.

- Porque Deus mandou – Ri fraco.

- Claro – Falei sínico.

- A ordem Dele veio por meio de um de seus arcanjos.

- Qual arcanjo? - A Isabella perguntou e a encarei.

- Hanniel.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...