História Hell's Secrets - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Lady Camille Belcourt, Lilith, Lily, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Max Michael Lightwood-Bane, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Alec Lightwood, Clace, Drama, Família, Luta, Magnus Bane, Malec, Romance, Shadowhunters, Sizzy, Violencia
Visualizações 204
Palavras 2.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom vamos ver se vocês vão continuar gostando... kkkkkkkkkkk. Espero que sim :*

Capítulo 2 - Capitulo 2 - As Reais Prioridades


O sol que entrava pelas frestas da cortina fez Alec sentar-se na cama, não tinha ideia de que horas eram, mas queria sair cedo para poder procurar pistas sobre o ocorrido no dia anterior. Encarou a cama ao seu lado, percebendo que Magnus não estava mais lá, assim como Max não estava no berço. Ele entrou no banheiro que havia na suíte do casal e fez a sua higiene pessoal, tomando um banho e saindo em seguida colocando apenas uma calça jeans escura, uma camiseta preta e um tênis, alias o que ele usava sempre. Saiu do quarto sentindo o cheiro de ovos com bacon invadindo a casa, assim como o adocicado aroma da cobertura de panquecas. O fato de Magnus saber cozinhar sempre o deixou maravilhado, não que ele também não soubesse, mas ter alguém cozinhando para si era simplesmente maravilhoso, ainda melhor quando não era Isabelle, ele adorava a irmã, mas ela péssima cozinheira. Quando chegou a cozinha estavam apenas Jace, Simon, Magnus e Max. Jace tomava seu café com ovos, Simon devorava torradas cheias de mel e uma enorme xícara de café preto e Max lutava para conseguir comer as frutas picadas junto com o seu copo de suco natural.

- Porque não me acordou. – Disse baixinho roubando um selinho do marido antes de sentar-se a mesa e puxar um copo grande de leite para perto de si. Magnus sorriu piscando para ele, como quem diz para não se preocupar, colocou no prato a sua frente ovos com bacon e o achocolatado para ele misturar no leite. – Que foi? É gostoso. – Disse olhando respectivamente para Jace e Simon que o encaravam como se ele tivesse fazendo algo de outro mundo.

Enquanto misturava o chocolate no seu leite, Magnus sentou-se ao seu lado, já havia colocado tudo em cima da mesa, fazendo um café da manhã digno de reis, era sempre assim todas as manhãs, mas ele ainda não tinha acostumado com isso, visto que no instituto tinham que sair praticamente todos os dias para fazer suas refeições.  

- Ok, temos que ir verificar o perímetro para saber se encontramos alguma pista. – Disse Alec por fim começando o seu café da manhã sem problemas. – Magnus disse que fica com as meninas, Simon eu vou te responsabilizar por tomar conta dos quarteirões em volta do apartamento é melhor prevenir, bom eu e Jace vamos para o instituto e ficamos em contato pelo celular, certo? – Disse apontando para os dois com a faca de passar manteiga no pão distraidamente.

- Certo. – Disseram os dois em uníssono e todos assentiram com a cabeça.

- Tenho dó do Magnus, Clary não está muito fácil depois que descobriu nossa menina. – Jace se manifestou com um sorriso malandro nos lábios, um pouco antes de comer um pedaço da panqueca.

- Nem a Izzy, as vezes tenho vontade de beber veneno de ravener com as mudanças de humor, de pratos voando a choradeira... de xingamentos a trocas de móveis de lugar... mas o pior é o fato dela sempre querer saber de tudo e os bebês não deixarem saber o sexo em nenhum dos ultrassons... ela sai frustrada de cada exame e diz que a culpa é minha. – Simon fez uma careta encarando as panquecas no seu prato, comendo-as em seguida. – Tem também as vontades, eu achei que nada poderia ser pior do que melancia com manteiga, até ela ter vontade de mingau de aveia com lasanha. – Todo mundo fez uma grande careta, porém em seguida deram risadas. – Só sei que se um dos gêmeos for uma menina, espero que ela me deixe colocar o nome dela de Leah. – Sorriu o nerd vendo que ninguém havia entendido a referência de star wars. – Mundo estranho esse de vocês. – Murmurou voltando a comer a sua panqueca.

Os meninos não demoraram muito para sair, Jace e Alec deixaram Simon na esquina do apartamento para que ele pudesse verificar o local e foram diretamente para o instituto. Alguns quarteirões antes de chegarem, já viram os sinais da luta no dia anterior, mundanos caminhavam por todos os lados, mas não conseguiam ver o que eles estavam vendo. Ambos usavam a runa para se manter invisíveis. Alec sentiu o celular vibrar no bolso e o pegou rapidamente, esperando alguns noticia ruim, mas era apenas Magnus desejando a eles boa sorte, o que deixou o rapaz um tanto constrangido.

- Quando vai parar de ficar envergonhado com as mensagens de Magnus? – Indagou Jace sem olhar para ele, seus olhos dourados corriam pelo local e ele mantinha a mão na adaga serafim caso precisasse dela rapidamente.

- Nunca. – Respondeu o moreno com um sorrisinho no canto dos lábios, ele adorava as declarações ainda que o deixasse completamente vermelho.

Jace balançou a cabeça em negativa rindo, andava um pouco mais a frente de Alec. O moreno por sua vez mantinha a mão firme no arco preso ao seu ombro direito, olhando por todos os lados atento. O loiro pegou o seu medidor para ter certeza que não havia nenhum demônio ali, porém não foi necessário já que dois demônios os encurralaram perto de um beco.

- Pelo Anjo. – Bradou Jace correndo na direção de um deles. Alec ergueu a mão até sua aljava de flechas pegando uma delas levando ao arco, acertando a carne fétida do demônio, antes que ele pudesse acertar Jace. No entanto sem que pudesse perceber o outro lhe atacou pelas costas, fazendo o moreno rolar para perto das lixeiras.

- ALEC. – Berrou Jace enfiando a adaga nos tentáculos de um deles, cortando-o fora.

- EU ESTOU BEM. – Gritou erguendo-se do chão e sendo novamente empurrado para o mesmo, porém dessa vez de frente para o monstro. Ele levava dois dos tentáculos até o pescoço de Alec e ele o bloqueava com as mãos. Ele conseguia ver a fileira de dentes do monstro e a gosma que escorria pela boca dele, parecia ácido formando buracos na roupa do rapaz.

A força que Alec proporcionou empurrando o demônio, deu resultado depois de algum tempo, dando a ele tempo o suficiente para pegar uma flecha e acertar o monstro no peito, que desapareceu em seguida. No mesmo instante Jace se livrou do seu demônio, com facilidade.

- Alec, você esta bem? – Indagou o loiro vendo o rapaz assentir com a cabeça. – Eles estão a mando de alguém, tenho certeza disso, eram espiões e estavam aqui só para atacar quem chegasse perto do instituto. – Concluiu Jace quando eles voltaram a andar pela calçada com rapidez em direção ao local onde viveram por tanto tempo.

Não demoraram em adentrar o local, o instituto era praticamente o mesmo, porém sempre que entrava no lugar Alec percebia algo diferente. Estátuas, quadros, detalhes que jamais teria percebido se ainda morasse ali, certamente agora que estava morando com Magnus e tinha uma decoração diferente por semana, conseguia reparar os detalhes de todos os lugares que entrava, de certa forma isso era até bom para a sua profissão, afinal de contas perceber detalhes poderia salvar a sua vida. Ele as vezes sentia falta do instituto, mas morar com Magnus era tudo o que o rapaz mais desejava e sentia-se muito bem no apartamento... seu lar com a sua família. Maryse apareceu em seguida e sorriu para os filhos, abraçando-os fraternalmente ela não era uma mulher de demonstrar muito afeto, Alec sentiu isso desde quando eram pequenos, porém isso não fazia dela uma mãe ruim, só um pouco distante. Quem as vezes reclamava do tratamento de Maryse era Jace, mas ela o adorava especialmente depois que cresceu e virou o caçador de sombras que  trazia orgulho a família, um Lightwood ou Herondale, não importava Jace era o filho  de honra. Lógico que Maryse havia aceito a sua união com Magnus, ela os amava e amava os netos, mas  ideia de felicidade que ela almejava para Alec sempre foi outra e isso de alguma forma fez algo se quebrar entre o laço que ele tinha com os pais, eles tinham uma ótima convivência juntos e muitas vezes o moreno se forçava a esquecer que ainda havia uma barreira para avançar com a mãe.

- Onde estava? Fiquei preocupada que não voltou ontem a noite. – Disse a mulher olhando diretamente para Jace, já que Alec não mais morava lá.

- Tivemos um problema com demônios, na verdade ainda temos. – Disse o loiro caminhando até a sala principal parando em frente a um dos grandes e novos computadores que haviam lá. Jace mexia neles com experiência, assim como o moreno mesmo tinha, aprenderam juntos a fazer isso.

- O que está acontecendo? Onde estão Izzy, Clary e Simon? – Indagou a mulher preocupada. Maryse mantinha os cabelos negros presos em uma longa trança nas costas, Alec percebeu o quando a mãe parecia mais jovem depois que se separou do pai.

- Eles estão lá em casa mãe, houve um ataque de demônios aqui perto do instituto, Clary e Jace foram lá para casa e depois Simon e Izzy. – Respondeu Alec colocando uma das mãos no ombro da mulher, fazendo ela o encarar.

- Mas... porque não vieram para cá? – Perguntou ela olhando de um para o outro.

- Foi minha culpa, eles não nos deixaram escapatória e eu pensei que ir para a casa do Alec nos deixaria longe dos demônios por causa das proteções de Magnus, pareciam dispostos a levá-la e eu tinha que proteger minha mulher e minha filha. – Jace suspirou olhando para a mulher e em seguida voltando a sua atenção para o grande computador a sua frente.

- Mas estamos em solo sagrado, demônios não podem entrar aqui. – Disse Maryse ainda sem entender.

- Haviam esquecidos mãe, não só demônios. – Explicou Alec com um suspiro.

- Tudo bem, estão todos bem? Meus netos? – Perguntou a mulher e dessa vez virou-se para Alec.

Ambos assentiram com a cabeça e Maryse parece estar mais aliviada ou pelo menos momentaneamente melhor, pois ainda tinha a testa levemente enrrugada.

- O fato era que os demônios pareciam estar atrás de Clary e Izzy. – Começou Jace fechando as janelas que havia aberto no computador, cruzando os braços sobre o peito e voltando a atenção para os dois. – E antes de chegarmos aqui, eu e Alec fomos atacados por dois demônios, tem alguém colocando monstros de guarda para contar alguma coisa, com certeza sobre a chegada delas.

- Mas porque demônios estariam atrás de Clary e Izzy? – Perguntou Maryse tentando formar algum raciocínio lógico, em vão.

- Não sabemos. – Respondeu Alec sem saber exatamente o que fazer. 

A campainha do instituto soou alto, assim como o alarme quase que no mesmo instante. Todos correram em polvorosa para saber quem estava entrando sem ser avisado. Jace correu escada abaixo, até chegar na entrada e quando a abriu já com a espada nas mãos, viu que era Maia.

- Desculpe vir sem avisar. – Disse a jovem loba encarando os olhos dourados do rapaz e o fazendo baixar a arma, dando em seguida espaço para ela passar. – Jace houve ataques de demônios no restaurante, no hotel Dumort, na pandemônio... por todos os lugares essa noite, vim em nome dos lobos e dos vampiros avisar. – Disse a negra de uma vez, sem deixar que o rapaz perguntasse o que ela estava fazendo ali. – Eles estavam mais sanguinários e assassinos que nunca, procurando alguma coisa que não conseguimos saber o que era. – Finalizou Maia com os olhos arregalados. 

- Por quanto tempo permaneceram? – perguntou Jace logo em seguida, caminhando junto com Maryse, Maia e Alec para a biblioteca.

- Nada mais do que vinte minutos. – Respondeu ela olhando para o três. – O problema é que os submundanos estão com medo, perdemos muitas pessoas mesmo nesse pouco tempo, ninguém tem ideia de quem pode estar por trás desses demônios e muitos até cogitam a ideia da volta de Valentin ou Sebastian.

- Eles estão mortos. – Disse Maryse taxativa, fazendo os três virarem para ela de uma só vez.

- Eu sei Sra. Lightwood, mas o medo começou a se espalhar mesmo em apenas só uma noite... e o medo faz com que conclusões idiotas surjam. – Explicou Maia e todos assentiram com a cabeça.

- Entendo. – Murmurou Maryse se sentando na grande mesa de madeira ao centro da biblioteca, a mulher estava pensativa. – Jace... Alec precisamos descobrir quem está espalhando o terror com demônios e tem que ser rápido. – Disse a mulher repentinamente fazendo os três assentirem com a cabeça.

- Maia vou precisar da sua ajuda. – Alec se manifestou e a moça estava prontamente ao seu lado. – Reúna o bando e avise que estamos investigando o aparecimento de demônios descontrolados, fale com Lily talvez isso deixe os seres do submundo um pouco menos apavorados.

Maia assentiu com a cabeça e se virou dizendo que sabia onde ficava a saída, assim que a moça deixou o recinto os dois se viraram para Maryse.

- Eu vou ter que comunicar a clave. – Disse ela vendo os filhos concordarem, talvez se tivessem mais ajuda, terminariam com aquilo rapidamente.

- Talvez... – Disse Jace pensativo. – Acredito que seja melhor assim mesmo. – Concluiu o rapaz olhando a mãe.

Em seguida Jace saiu do local puxando Alec consigo. Ele sabia que o irmão tinha algum plano, Jace sempre tinha um plano e o fato dele ter concordado rapidamente com Maryse deixou tudo mais suspeito ainda, por isso saiu da biblioteca em silencio apenas esperando o momento em que o loiro dividiria os seus pensamentos consigo.

- Enquanto Maryse se entende com a clave, nos podemos fazer essa investigação mais de perto, não vou deixar ninguém encostar a mão na Clary e na Izzy. – Disse o loiro sussurrando enquanto caminhava pelos corredores para fora do local.

- Você sabe que não pode fazer isso agora... Jace. – Disse ele olhando para o rapaz e então puxou o braço do parabatai, fazendo ele parar de andar e encarar os seus olhos. – Agora você é chefe do instituto tem que zelar por todos aqui. – Disse tentando trazer o irmão ao juízo, ainda que soubesse que talvez fosse em vão.

- Alec eu me importo muito com o instituto e com as pessoas que estão aqui dentro, mas aqui dentro elas estão protegidas ou pelo menos devem ficar... eu não estou abandonando o instituto, só estou cuidando da minha família . – Respondeu o rapaz puxando o braço com certa força das mãos do mais alto, ainda o olhando nos olhos. Alec sabia que Jace se sacrficaria por qualquer pessoa sem pensar e entendia que ele estava muito preocupado com sua mulher e filha a ponto de deixar tudo para trás e ir salvá-las.

- Eu sei... e eu te entendo, mas você é responsável pelas pessoas que estão aqui dentro e tem que zelar por elas. – Explicou o moreno como se fosse óbvio.

- Eu vou zelar por todas elas, assim que conseguir deixar a minha mulher e a minha filha fora de perigo, eu não sei o que está acontecendo e nem quem está por trás de tudo isso, mas eu vi aqueles demônios indo para cima da minha ruiva e não vou deixar que eles façam nada com ela, nem que eu tenha que matar um por um com as minhas próprias mãos lá no inferno. – O loiro suspirou fechando uma das mãos em punho na frente do próprio rosto, indicando que mataria qualquer um ou coisa que aparecesse na sua frente para machucar sua família.

- Eu sei mas... – Começou Alec novamente, mas tudo o que ganhou foi as costas do parabatai, indo na direção da porta. Ele apenas suspirou e o seguiu talvez Jace nunca fosse entender ou se importar com o cargo que ele agora dividia com Clary.

- Maryse cuida do instituto. – Disse Jace como se tivesse ignorado tudo o que o Alec tinha acabado de dizer, agora descendo as escadas até a porta.

- Ok então vamos para minha casa, vou mandar uma mensagem de fogo para Maia e Lily, tenho certeza que elas poderão nos ajudar. Jace assentiu com a cabeça deixando o instituto para trás enquanto caminhava com o irmão de volta para o Brooklin. 


Notas Finais


Se gostar deixa um recadinho :*


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