História Help Yourself - Capítulo 15


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Categorias Harry Potter
Personagens Abraxas Malfoy, Alvo Dumbledore, Avery (Riddle-era), Charlus Potter, Dorea Black, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Lilá Brown, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Murta Que Geme, Personagens Originais, Tom Riddle Jr.
Tags Hogwarts, Tom Marvolo Riddle, Tom Riddle, Viagem No Tempo, Vira-tempo
Visualizações 47
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, tudo bem?

MIL DESCULPAS PELA DEMORA. Gente vocês não tem ideia do quanto eu estou triste comigo mesma por ter demorado tanto a escrever e a postar, mas esses dias para mim realmente estão sendo complicados, mas cá está mais um capítulo no ponto de vista do nosso Tom Riddle!

Espero muito que vocês gostem!!!

Capítulo 15 - Um provável dia de glória


Desde o dia que fiz a proposta a Mary sobre nossa troca de favores, vi algo diferente em seu olhar, algo que mexeu com o meu íntimo e eu não soube distinguir o porquê disto.

Estávamos no grande salão, se deliciando com a nossa última refeição e pude ver que Mary saiu de uma forma muito estranha da mesa, não falou com ninguém e isso acabou deixando as primas Black's um tanto chateadas, já que vieram pedir a minha ajuda para procurá-la pelo castelo já que não conseguiram a achar nos dormitórios.

Saí pelos jardins do grande castelo e me lembrei do dia em que Ivan a machucou, no primeiro segundo pareceu tão frágil, mas no outro agiu como uma verdadeira sonserina e o deu uma lição.

Alguns passos mais adiante foram o suficiente para achá-la. Estava deitada e parecia contar as estrelas, um sorriso de canto se formou em meu rosto e eu me aproximei e a vi dar um sorriso, talvez uns dos mais sinceros que já vi vindo da tão ambiciosa e corajosa sonserina.

Pareceu notar os meus passos mas não se importou, quando ouviu minha voz se levantou prontamente  com um sorriso desafiador que sempre vejo em seus lábios.

Trocamos algumas palavras e seguimos pelos corredores escuros e silenciosos do grande castelo. Meu sexto sentido não falhava, estávamos sendo seguidos e assim confirmei quando senti Mary estremecer ao meu lado com a mesma sensação, me distanciei da mesma e vi uma sombra tentar se esconder, os seus traços pude reconhecer de longe, era Louis. Um sorriso zombeteiro surgiu em meus lábios e logo comecei a andar para longe, deixando pista alguma e Mary para trás.

Pude ouvir o grande basilisco através das gélidas paredes de pedra, rastejando pelos canos e logo o convoquei. Um a menos em minha eterna vida que estava por vir não faria falta alguma. A sede de matá-lo aumentou, finalmente poderia fazer a minha primeira horcrux, após tantos ataques planejados que falharam resultando apenas em pessoas petrificadas, finalmente teria a morte de um sangue-ruim, um a menos neste imundo mundo.

Sem me importar, corro até o meu tão esperado destino: O segundo andar. Faço o meu habitual trajeto e liberto o monstro que habitava o subsolo de Hogwarts.

Logo sinto o seu rastejar se aproximar, estávamos próximos a presa e isso apenas facilitava tudo. O auxílio no caminho até chegar no maldito garoto que resolveu se meter em minha vida. Logo ouço um grito, curto, porém estridente. 

Sei que Louis continuava ali, o mesmo me seguia em minhas rondas, também tinha o privilégio de ser monitor.

Mas para a minha surpresa, encontro uma garota, ela estava de costas, seu rosto estava abaixado e a luz da lua que entrava pelo corredor realçou a cor castanha de seu cabelo que me pareceu semelhante, e mesmo distante pude ouvir a sua respiração ofegante. Vejo que o maldito havia fugido, ordeno que o Basilisco se aproximasse da garota que insistia em continuar ali.

Vi os seus pés se mexerem de uma forma impaciente, parecia que ela queria sair dali e ela finalmente se virou de frente para a fera, acidentalmente soltei uma exclamação e logo a reconheci: Mary.

Ela tinha os olhos fechados e levantou um pouco a cabeça, logo vi a sua expressão de desespero e senti essa sensação tomar conta de minha expressão também. Não posso deixar a mesma morrer antes mesmo de descobrir algo grandioso sobre a mesma. Ela parecia querer olhar para a grande fera que tinha ao meu lado, mas pelo meu alívio apenas virou de costas e se apoiando pela parede parecia ainda estar de olhos fechados.

Enquanto a mesma se distanciava eu ordenei que a rainha das cobras voltasse para a câmara e novamente olhei para Mary que arquejava se curvando a procura de algo no chão, olho ao meu redor e logo vejo o que ela procurava, sua varinha, a pego rapidamente e depois de alguns minutos ela finalmente se vira e vem em minha direção, com uma expressão indefinida em seu rosto e quando já estava o suficiente perto de mim, pude ver como seus olhos estavam vermelhos, sussurrou:

– Tome mais cuidado quando querer fazer mais uma vítima.

E essa frase ecoou em minha mente vendo Mary sumir entre as sombras com o seu corpo curvilíneo e a clara mágoa em direção as masmorras.

E talvez pela primeira vez, não tive controle dos meus próprios atos e pensamentos. O meu chute foi certeiro na parede em que Mary ficara encurralada e ignorei a possível torção em meu pé e rumei ao salão comunal sonserino com a intenção de poder ter um lugar para colocar os meus pensamentos no lugar.

Assim que entrei, gostaria de ver Mary sentada encolhida na pequena poltrona, observando o crepitar do fogo que saia da lareira e aquecia o todo o salão, como normalmente fazia, mas ela não estava lá.

Suspirei em sinal de cansaço e me joguei na mesma poltrona que ela normalmente fica e que por mim, já se podia considerar sua.

A sua voz ecoou em minha mente. Apertei meus ouvidos em sinal para a mesma se dissipar mas ela apenas continuou me perguntando. Como ela sabe? Como ela pode me desafiar? Por que ela não saia de minha cabeça?

Decidi que ficar dessa forma não iria adiantar muita coisa, por isso, subi ao meu dormitório sem cuidado nenhum, não me importava com os meus colegas de quarto neste momento, apenas queria paz e tive assim que deitei em minha cama e olhei para o meu diário que deixava à espreita da parede e minha cama. Olhei para a janela que ficava ao lado de minha cama e calmamente fechei as cortinas que me envolviam e por fim relaxei com a intenção de dormir sem o tormento das palavras de Mary ecoando em minha cabeça.

Acordei com a movimentação dos outros garotos e resmunguei por conta disso. Me levantei calmamente e respondi de forma educada todos que me desejavam um bom dia, fui em direção ao banheiro e coloquei uma roupa confortável, fiz a minha higiene matinal e como sempre escovei da melhor forma possível os meus dentes para os manter em boas condições.

Peguei alguns livros que estavam sob a mesinha típica que tinha ao lado de todas as camas de Hogwarts e rumei para a saída dos dormitórios e prestes a descer as escadas quando a vi. Seu olhar era sereno, mas demonstrava claramente o seu cansaço e talvez a tristeza. Parecia absorta de tudo e apenas ouvia a conversa de nossos colegas e a vi dar um riso quando uma garota acabou falando alto demais que estava planejando se relacionar com garotos do sétimo ano.

Acordei de meus pensamentos e tirei os olhos de minha presa, como sempre, fui educado com todos e ao menos a olhei, rapidamente fui a biblioteca e lá fiquei estudando os diversos livros que estavam em minha mãos.

Ouço a sineta sinalizando o horário do almoço e novamente junto meus livros e rumo ao meu dormitório para guardar os mesmos e nisso pude ver claramente o meus companheiros de casa juntos, rumando ao salão comunal, e de longe a vi com os olhos pregados em meus "seguidores". 

Uma raiva súbita me preencheu e rapidamente guardei os livros e me certificando de que ninguém estava no salão comunal, muito menos nos corredores, fiz o trajeto que mais gosto de fazer em Hogwarts: O banheiro feminino do segundo andar.

Chegando lá deixei a raiva me preencher, fiquei de frente a pia que com uma simples fala da tão famosa e misteriosa língua das cobras, eu poderia matar a todos deste castelo, e encarei o espelho que se encontrava a minha frente e por fim através do espelho vi que tinha alguém atrás de mim, mas como a mesma não representou nenhum sinal de vida, presumi que seria aquela que não saia de meus pensamentos.

Por fim me virei e pude ver a dor, Mary estava séria, pude ver arranhões em seu rosto e pensei quem foi que fez aquilo, ou... Ela mesma fizera aquilo? Não, não... Tirei esses pensamentos quando a vi se dirigir a uma pia, se molhando um pouco e direcionando a água para o seu rosto, tentando se acalmar.

Logo me lembrei de suas palavras ontem e falei com ela com todo o desdém que eu poderia ter contra ela. Sua coragem realmente foi algo...Extraordinário. Sempre a via com os grifinórios e pareciam se dar tão bem, diferente de mim que nem ao menos dirigia o olhar a eles.

Mary continuava em minha frente e observava minuciosamente os passos que eu dava em vai e vem, falando o tanto que ela me instigava. Como ela sabia sobre o basilisco? Sobre o seu mandante? Sobre os ataques? E por fim:

– Como você sabe de tudo isso e ainda me dá uma chance? - Cheguei aonde queria, estava em sua frente e sentia meu peito subir e descer por ter falado de forma rápida todas as palavras que vem me atormentando nessas ultimas horas. Apenas fechei meus olhos e me aproximei da garota que se encontrava a minha frente, por um momento pareceu tão impotente mas agora parecia uma pequena criança indefesa.

Quando finalmente abro meu olhos vejo os seus olhos castanhos, bem claros por sinal, que estavam a me encarar de forma intensa, resolvi me aproximar para a mesma não sair daqui sem responder minhas perguntas. E com um movimento enlacei meus braços em sua cintura e afundei meu rosto entre sua pescoço e cabelo que tinham um aroma doce e soltei um som que fez minha consciência começar a se movimentar em minha cabeça lutando para que eu acordasse para o meu real propósito neste momento, já que a dama misteriosa estava tão vulneral e comecei a contornar meus dedos em seus cabelos que formavam pequenas ondas. Por fim soltei a tão esperada pergunta:

– Então, Mary. O que faz aqui em Hogwarts? - E logo suas bochechas tomadas pelo vermelho se intensificaram e pela veia que ameaçou saltar de seu pescoço presumi que estava com raiva. Me xinguei mentalmente por isto. Maldita! Como ela pode fazer isto comigo?

– Não lhe interessa, Riddle. - Disse com rispidez e logo disferiu um tapa em minha mão que ainda estava em seu cabelo fazendo com que ela ficasse com uma fraca mancha vermelha logo liguei os pontos de o porquê aquele estupido garoto da grifinória ter saído daquela forma após levar um bofetão de Mary.

– Me solte agora! - Sua voz estridente soou em meus ouvidos, e pude jurar que um vidro poderia se estilhaçar com um grito de Mary. 

Tentei a acalmar com um jogo, não só de persuasão, mas de atração também, algo que nunca pensei em fazer diante de alguém, principalmente Mary.

Mas por fim a mesma consegue sair de meus braços e a vejo suspirar, como se quisesse voltar correndo para mim. Sorri de lado com o propício pensamento que a mesma estava tendo agora.

Me deu as costas, com uma certa relutância e eu não podia deixar de a provocar, gritando sobre a tão falada "Missão" entre nós.

Saio calmamente do banheiro, me permitindo assobiar, fazendo com que o som ecoasse de forma solitária pelo corredor.

Não a vi até a nossa última refeição e claro que não podia deixar de lhe lançar olhares maliciosos, logo a mesma desviava o olhar totalmente envergonhada.

Eu ansiava por ter um momento a sós com ela, mas estava tão distante e cada passo que dava olhava ao redor pedindo para não se encontrar comigo.

Rapidamente subi ao meu dormitório e não me importei com todos os garotos que falavam baixo, planejando "pegar" algumas garotas pelos corredores.

Totalmente entediado vou ao salão comunal e a única pessoa que o compartilhava comigo era uma pequena garota loira e uma ideia pareceu se iluminar em minha mente.

– Garota? - A chamo e seus grandes olhos castanhos, que lembravam os de Mary, se dirigem a mim de forma amedrontada.

– Si... im. - Por fim fala e logo lhe lanço um sorriso tentando a tranquilizar, para que a minha ideia se realizasse.

– Já que você é uma bela garota e tem acesso aos dormitórios femininos, chame a Mary Ann para mim. - Disse em um sussurro e os olhos amedrontados deram lugar a um totalmente ansioso. - Mas não conte a mais ninguém!

Logo ela se prontificou com um sorriso de orelha a orelha, com um ar de superioridade, como se estivesse em uma real missão e esperei por alguns minutos a pequena sonserina que insistia em não me procurar, mas quando ouço seus passos se aproximando, sinto o meu coração acelerar e meu sorriso aumentar e quando finalmente acho seus olhos sinto que talvez hoje seja o meu dia de glória.

 


Notas Finais


Eu espero muito que vocês tenham gostado e novamente peço desculpas pela demora, mas também tenho que agradecer por todos os comentários e favoritos deixados nesta história, foram umas das únicas coisas que vem me animando nestes dias então tenho que agradecer muito a vocês <333

Vejo vocês no próximo capítulo! :3

Mal feito, feito e um beijo <3


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