História Hemisférios - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Johnny, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin
Tags Drama, Jaeyong, Psychological
Visualizações 150
Palavras 3.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Sóbrio.


Ficção científica? Amor? Ódio? Ciúmes?

O que fizeram com você?

Acorde.

Amor.

Para esse garoto sóbrio. Eu digo que quero fugir. Mas não significa que quero deixa-lo sozinho vivendo meus problemas demasiadamente. Eu sou um garoto crescido, não forte o suficiente para soltar sua mão, no entanto posso fazer isso por mim mesmo, afinal a bagunça é minha, as dores bonitas são minhas, a pior sorte para o amor também é minha. Passado crítico. Passado lamentável. Eu juro, não importa o que eu toco, sempre se quebra em pedacinhos e o restos são jogados por debaixo da minha porta, então não quero ver o seu rosto.

-Desculpa Taeyong. – eu disse com a voz se sobressaindo ao escuro. – Quando tudo isso acabar, eu vou terminar com você. Eu vou fazer o que deveria ter sido feito há muito tempo, desculpa, desculpa, desculpa. As coisas estão ficando piores, e eu não posso continuar vivendo com esse desconforto.

Demorou cinco segundos para Taeyong se decidir. Cinco segundos para considerar as possibilidades. E as consequências.

-Sou um desconforto para você? Não fode Jaehyun. Um ano vivendo com a sua cabeça virada. Com você mostrando que conhecia nosso amor, moldando ele da forma que bem queria e tudo que eu fiz foi engolir sozinho e agora você me vem com a palavra “desconforto”. Se fode e termina sozinho, porque eu não vou terminar. Nós podemos virar aqueles casais que estão juntos há muito tempo com a relação destruída, nós podemos virar um desse tipo, mas não vou largar, não vou só de raiva, vamos juntos até o fim.

-Você não acha essa naturalidade estranha? – perguntei contando nos dedos. – Taeil, Sicheng, Ten, Jung Sung. Eu tinha um melhor amigo. Um emprego. Um primo. Uma mãe. O que fizeram com a minha história? – perguntei apertando o braço de Taeyong. – O que fizeram comigo?

-Eu encaixei essas pessoas. Escolhidas a dedo. E pagas com meu dinheiro. Sua mãe disse para mim ser inteligente ao escolher, os vilões, e a pessoa que demonstrasse luz no fim do túnel. Não sei até onde as coisas são reais para você, porque ela realmente estava tentando te matar sufocado em culpa, ao fazer você pensar que matou o pai do seu melhor amigo. Você e Taeil, realmente estudaram juntos e eram amigos, no entanto eu cresci com a presença dele, então foi fácil encaixa-lo nos momentos certos de seus surtos com as memórias falsas, e Ten foi muito fácil persuadi-lo, mostrando vingança bem diante dos seus olhos, já que ele estava procurando por isso depois que Malai, o enrolou em uma festa na minha casa, deixando uma cena de pós sexo com ele pela manhã sendo que ela tinha transado com o diretor do filme, mas ele realmente pensou que tinha sido com ele porque ficou bêbado e ela alegou que o filho que ela estava carregando era dele, foi estranho leva-lo para esse caminho, porque ele era um ator adolescente na época em que matou Malai no set de gravação, eu pensei que ele não teria coragem de pressionar o gatilho mesmo que aquela cena estivesse no script. Tudo bem, você ainda não entendeu a função dele? Eu o ajudei com a coragem de matar alguém e em troca ele fez o papel de príncipe encantado para você. Eu precisava de pessoas que pudessem ser minhas marionetes e que me dessem facilidade para obter informações sobre suas memórias e de quais seriam os próximos passos para chegarmos na verdade. E quando eu finalmente seria capaz de matar a criadora das suas memórias. – Bonito não? – perguntou. – Acho que ninguém faria isso por você, seria mais fácil para qualquer um, te internar em uma clínica alegando que ficou maluco dizendo que suas memórias tinham sido alteradas, ou melhor Jaehyun, você poderia assumir um crime que nunca cometeu porque viveu durante todo esse tempo uma mentira, carregando uma culpa que não é de ninguém, sua mãe era uma vadia horrível.

-Em que momento foi verdadeiro para você? – perguntei com a voz embargada. – O momento em que você não olhava para mim com pena ou raiva porque sábia que eu era uma cobaia jogada no lixo sofrendo todos esses anos com experimentos ilegais. Olhava para mim apenas por gostar, e não por causa da vontade de sobreviver e que para isso tinha que me carregar nas costas? Quando Taeyong?

-Em todos os momentos idiota. Eu raptei você porque te amei primeiro e porque não sábia lidar com o sentimento, achando que essa era a única maneira de me aproximar, mas também porque percebi que algo estava errado quando ela me introduziu para sua vida alterando algumas coisas no meu corpo. Ao me levar até sua casa me deixando de frente para suas fotografias, eu já sábia que iria salva-lo. Isso pode soar estranho, mas gostei dos brilhos nos seus olhos naquela primeira vez, você dizendo coisas de um relacionamento que parecia ter anos.

-Sendo que era a primeira vez que se despia para mim, implorando para que eu não o deixasse, sendo que nós nunca tínhamos iniciado nada, aquele foi o momento em que eu te amei verdadeiramente, no Interlude das suas memórias falsas comigo. Porque foi a primeira vez que alguém me amou. Ruim você não acha? Alguém ser amado pela primeira vez por causa de memórias falsas de outra pessoa. Enxerga o quão ruim eu sou?

-Taeyong você percebeu? – perguntei quase com o peito explodindo naquela sensação. – Faz sentido, não estou perdendo a cabeça, Jung Sung poderia ter todos os seus defeitos, mas ela me fez ver com meus próprios olhos, uma prova de amor, ela me fez sentir o que é amor para mim.

-Você encontra amor onde não deveria encontrar de forma alguma.

-E você faz com que as coisas tenham sentido, porque no final sempre será ele.

Dia ou noite? Eu não tinha relógio, de modo que o tempo sumisse do meu controle, e apenas a ansiedade de sair de um lugar como aquele tomasse espaço em todos os meus pensamentos. Esta era a pior parte, não saber por quanto tempo estávamos naquela caixa. Eu estou em um estado de contar as batidas do meu coração, quanta respiração é gasta com meu medo ao lado de Taeyong. Tentei contar os segundos, então os minutos antes de deitar minha cabeça no colo de Taeyong, mas era um exercício inútil, mesmo servindo de entretenimento para o meu desespero.

Taeyong explorou cada centímetro quadrado daquela prisão. Não encontrou nenhum ponto fraco, nenhuma fechadura, ou fissura que pudesse abrir ou fechar. Estendi o cobertor sob meu próprio corpo, um revestimento muito viável por causa da dureza que eram os ferros. Por horas, estabelecemos uma rotina. Fechar os olhos, mas nunca dormir. Beber água, e urinar no balde. Tudo que eu tinha para medir a passagem de tempo era o estoque de comida. Quantas barras de chocolate havíamos dividido e quantas restavam. Ainda havia uma dúzia no saco. Mas uma hora as barras iriam acabar.

-Isso é loucura! – Taeyong gritou me fazendo arregalar os olhos ligando a lanterna com as mãos trêmulas. – Essa porra tem que abrir! – disse ele chutando a parede de ferro fazendo um barulho chamativo. – Nós precisamos sair daqui! – gritou chutando ainda mais a parede. – Eu não aguento mais Jaehyun! – gritou chorando enquanto chutava a parede de ferro, senti as coisas balançarem um pouco mas nada muito efetivo que pudesse garantir nossa saída dali de dentro.

Eu não era capaz de dizer “calma Taeyong” porque eu também já estava chorando de desespero, era impossível manter a calma. Puxei Taeyong para descansar a cabeça em meu peito. Coloquei um pedaço de chocolate em sua boca, mas ele não o mastigou. Deixou-o derreter em sua língua como se estivesse tentando estender a sensação doce na boca. Taeyong sempre amou coisas doces, e nunca conseguiu passar em frente de uma loja de doces e sair com as mãos abanando. É claro que os doces que ele gostava eram muito mais refinados do que aquelas simples barras de chocolate. Mas chocolate é chocolate, e ele saboreava o que tinha. Mas aquela sensação não iria durar para sempre as barras de chocolate não vão durar para sempre.

Olhei para as embalagens amassadas e espalhadas por nossa prisão, consumimos muita comida e eu estava preocupado. E se acabasse, o que aconteceria? O sequestrador estava fornecendo água e comida para que dias depois morrêssemos de fome? Isso não pode acontecer. Coloquei na minha cabeça. Querem nos ver vivos e não mortos.

Ergui meu rosto para a grade de ventilação e inspirei profundamente. Querem que eu viva, querem que Taeyong viva, continuei repetindo para mim mesmo.

-Taeyong você precisa me contar se existe alguém que seria capaz de fazer isso ou se você fez algo que desencadeou essa situação. Eu preciso da sua sinceridade.

-Tudo que eu fiz, você já sabe. Não tenho mais nada a esconder. Isso é tudo. Para mim essa situação é inacreditável.

-Taeyong você é rico. – falei me aproximando. – Acha que estão simulando uma situação de resgate? Para que você pague? Aqueles que tecnicamente iriam te encontrar?

Taeyong se encostou na parede, as perguntas pareciam ecoar em sua mente naquele momento.

-Ele caiu na ilusão de Taeyong. Minhas gravatas de marca, meus ternos. As máquinas que dirijo para manter minha imagem. – ele começou a rir histericamente. – Fomos sequestrados por causa do meu dinheiro? Alguém vai entrar naquela casa, descobrindo que meu carro está na garagem, os móveis tombados e o quarto de cima queimado. Quem leria o pedido de resgate? O bilhete com a exigência da grana? Taeil deve estar muito ocupado aproveitando a porra da vida dele. Não teria tempo para ir até a minha casa, estamos fodidos Jaehyun, meu dinheiro compra muita coisa, menos a vida.

Enquanto conversávamos, subitamente, a luz perdeu a intensidade. Bati a lanterna contra a palma da minha mão e ela voltou a brilhar mais intensamente, porém apenas por um instante. Então voltou a enfraquecer. Não, não. Ah, meu Deus, as pilhas Jaehyun, apenas coloque pilhas novas e pare de gastar a luz desse jeito, mas Taeyong não aguentava ficar no escuro e eu também não. Taeyong remexeu o saco de compras e abriu outro pacote de pilhas novas, extremamente ofegante com medo do escuro ensurdecedor, as pilhas caíram e rolaram por todo lado por causa do seu nervosismo.

A luz se apagou completamente.

-Jaehyun! – Taeyong gritou. – Não faz isso comigo, eu sei que você está com raiva, mas não me deixa no escuro, eu tenho medo, por favor. 

O som da minha própria respiração preenchia a escuridão. Gemidos de pânico crescente partiam por parte dele. Tudo bem Jaehyun, pare com isso. Eu sei que tenho pilhas novas, basta instalá-las da forma correta. Tateei o chão, recolhendo todas as pilhas que caíram. Respirei fundo, abrindo a lanterna, apoiando a tampa com cuidado sobre minha coxa. Tirei as pilhas usadas, colocando-as de lado. Cada movimento que eu fazia era na total escuridão. Calma Jaehyun, você já instalou pilhas antes. Apenas devo colocar o lado positivo primeiro. Uma, duas, três. Agora, enrosco a tampa na extremidade.

A luz surgiu clara. Emiti um suspiro e deitei de costas exausto como se eu tivesse percorrido uns quatro quilômetros. Peguei as mãos de Taeyong e entreguei a lanterna para que ele ficasse mais calmo.

-É melhor economizar. Não quero que acabe outra vez. – Taeyong desligou a lanterna e ficou em silêncio. Desta vez, sua respiração estava regular, lenta, sem pânico. Podíamos estar em um escuro total, no entanto tínhamos o dedo no interruptor sabendo que poderíamos ligar a luz a qualquer momento.

Estávamos no controle.

Me deitei no chão, abraçando a cintura de Taeyong, encolhendo-me em desespero. Minha mente em particular, era mais escura e mais profunda do que qualquer prisão que tentassem me encarcerar.

-Garotos.

Parei de respirar por um segundo e fiquei estático, incerto de ter realmente escutado uma voz.

-Falem comigo, garotos.

Taeyong ligou a lanterna e mirou para cima. Dali estava vindo a voz da grade de ar.

-Conseguem me escutar? – era uma voz masculina.

-Quem é você? – perguntou Taeyong.

-Encontraram a água e as comidas?

-Quem é você?

-Sejam cuidadosos. A comida tem que durar.

-Por que estamos presos?

-Estão sentindo dor?

-O quê? – perguntei. – Só me deixe sair daqui! – gritei.

-Quando chegar a hora.

-Por quanto tempo vai nos manter aqui? Quando vai nos deixar sair?

-Mais tarde.

-Como assim? Abra esta merda agora! – gritou Taeyong.

Os passos se afastaram.

-Você tem que nos tirar daqui! – Taeyong ergueu-se golpeando o teto, chorando novamente.

Os passos se foram.

-Ele disse que vai voltar. Depois.  – abracei Taeyong tentando acalma-lo.

Eu estava sentado no escuro, imaginando quanto tempo demorava para uma pessoa morrer de fome. Eu e Taeyong estávamos devorando a comida muito depressa. No saco de compras restava apenas três barras de chocolate, meio pacote de bolachas e algum resto de comida enlatada. Tenho que raciocinar, pensei. Tenho que fazer durar o suficiente para... sobreviver?

Mordi um pedaço precioso de chocolate e Taeyong deu outra mordida. Ficamos tentados para dar uma segunda dentada, mas tivemos força de vontade para resistir. Com cuidado embrulhei o resto da barra e guardei para depois. Se eu ficar realmente desesperado, posso comer o papel, e Taeyong riu quando eu comentei sobre isso. Papel é comestível, não é? É feito de madeira, e veados famintos comem casca de árvores, então deve ser nutricional.

-Acho que você está pirando. – Taeyong comentou beliscando a coxa de Jaehyun.

-Estou pensando em hambúrgueres e frango frito.

Ouvimos um passo mais acima.

Percebemos a presença do sequestrador. Já que gravamos seu modo de andar, leve e cuidadoso como o de um gato caçando. Eu já estava cansado de implorar para que fossemos soltos. Em todas as vezes, ele ia embora, deixando-nos naquela caixa escura. Agora tinha pouca água e comida.

-Garotos.

Não respondemos. Ele deveria ficar preocupado se estávamos bem ou não e finalmente abriria a caixa. Ele tem que nos manter vivos para existir resgate e obviamente muito dinheiro.

Ouvi um baque surdo.

-Vocês estão bem?

-Filho da puta! Você não pode fazer isso! Não somos animais. – bateu aquela raiva em Taeyong, a que o consome, uma raiva que nunca havia sentido. Ele tombou contra a parede com as mãos feridas e doloridas e o corpo convulsionado de soluços. – Vá se foder, se quer dinheiro eu posso estourar até sua bunda com ele. – gritou. – Foda-se quando você abrir eu te dou o caralho inteiro é comigo o problema? Então resolva comigo e não machuque o Jaehyun!

Exausto, tombei de costas e cobri os olhos com o braço afastando as lágrimas enquanto Taeyong dava murros nas paredes de ferro. O que ele quer de nós?

A luz da lanterna enfraqueceu. A terceira carga estava acabando.

Havia apenas mais uma carga, então eu já estava preparado para o pior que é ficar no escuro. Desta vez, não entrei em pânico, ao procurar dentro do saco e abrir um novo pacote. Consegui fazer isso antes. Posso fazer outra vez. Desatarraxei a parte de trás da lanterna, tirei as pilhas velhas calmamente e inseri novas. A luz brilhou com intensidade e quando vi o perfil de Taeyong não aguentei e comecei a chorar. É a última vez que verei a luz, é a última vez que verei o Taeyong, já estou conformado que vou morrer. Só que eu não fui capaz de dizer isso a ele.

Todo mundo morre. Mas eu não queria morrer enterrado nesta caixa. Economize luz Jaehyun, apenas economize. Desliguei o interruptor e as trevas me envolveram. Virei de lado e abracei meu próprio corpo. Ouvi algo rolar no chão. Uma das pilhas gastas, agora inútil.

Ninguém se importa se estou aqui ou lá fora.

No entanto escutei o barulho de uma tranca sendo destrancada. E levantei imediatamente cutucando Taeyong que soluçava de raiva. Nós olhamos para o pequeno facho de luz que se formou no canto da parede e não hesitamos em empurra-la para frente, finalmente abrindo-a. Minhas mãos estavam geladas, os dedos rígidos, enquanto eu agarrava o cobertor ao redor dos ombros. Escutamos a caixa de ferro ranger, e então as dobradiças guincharam. Enquanto engatinhávamos para fora, toquei no piso de madeira, meus olhos se encheram de poeira. Pisquei para afastar a poeira dos olhos e continuei engatinhando para fora da caixa, estendi minha mão para Taeyong que a agarrou e eu o puxei para fora daquele pesadelo.

Na fração de segundo após meu pé tocar o chão, registrei uma dezena de detalhes ao mesmo tempo. Uma lua em quarto crescente por trás da grande janela. O cheiro de terra molhada enquanto o céu ameaçava chover. E árvores por toda parte do lado de fora, um círculo de sentinelas altíssimos que bloqueavam tudo exceto um pequeno domo de estrelas no céu.

Caminhamos em direção da primeira porta que tinha naquele sótão? Talvez aquilo realmente fosse um porão, antes de sair observei a caixa de metal que me deu arrepios e ao vê-la de longe reconheci que realmente era uma caixa quadrada toda revestida com ferro. Ao descermos as escadas que faziam certos ruídos, percebemos o barulho da música que tomava espaço de toda residência, e ao descermos completamente as escadas, nos demos conta do som alto, minhas pernas ainda tentavam se acostumar com a simples ação que era andar. Muitas pessoas estavam se embebedando, azarando, gritando e dançando... alguns acenando para desconhecidos e morrendo de rir, qualquer um ali dentro poderia ser o sequestrador, aquilo era uma loucura sem tamanho. Algumas garotas tinham os joelhos cerrados numa agonia deliciosamente histérica, por conta do cara que tentou saltar um barril de cerveja naquele andar e acabou caindo de cara no chão.

-Taeyong isso é loucura. Por que está tendo uma festa aparentemente na casa da pessoa que nos sequestrou?

-Não sei Jaehyun. – ele disse baixinho. – Aqui, só podemos confiar nas mulheres porque sabemos que não é o sequestrador. Não solta a minha mão por nada. – ele disse entrelaçando nossos dedos com mais firmeza.

Algumas garotas apoiavam-se umas nas outras, fingindo estarem mais bêbadas do que realmente estavam. Passamos pelo banheiro, e uma garota estava sendo consolada pela amiga pois, pensa que o cara não gosta mais dela. Outras retocando a maquiagem novamente, aglomeradas em torno de um espelho iluminado por uma lâmpada de néon derrapando no chão por causa da água que escorre da pia.

-Jaehyun, anda rápido! – Taeyong disse em estado de alerta, provavelmente viu algo no banheiro e por isso agora nós estávamos quase deslizando sobre aquele piso molhado de bebidas alcoólicas, correndo quase feitos loucos desviando de tudo e de todos.

Uma garota que ninguém parecia conhecer está sentada nos degraus da escada, as pernas posicionadas em um ângulo quase improvável, o rímel escorrendo e manchando seu rosto infeliz, os sapatos um de cada lado seu, e com a bolsa pendurada no pescoço, nos grita alertando para que não corrêssemos dentro daquela casa. Um medo incontentável me consome por inteiro eu tento diminuir os passos ao escutar sua voz, mas Taeyong insiste em correr. Quando eu olho para trás enxergo um sorriso maligno e uma faca que brilhava mais do que qualquer coisa naquela festa assustadora.

-Merda Taeyong! Tem algo muito errado aqui dentro. – falei olhando para trás enquanto a garota se levantava passando a língua na faca. Mirei na porta que estava a nossa esquerda e empurrei Taeyong para dentro sem me importar com o que poderia estar nos aguardando ali dentro. Tranquei a porta assim que entrei e um baque vindo do lado de fora me fez cambalear para trás por causa do susto.

-Taeyong! – chamei ele chorando encostando minha testa na porta. – Não importa o que você diga! Eu sinto que você sabe exatamente o que está acontecendo! Para de me fazer de idiota! Caramba olha onde nós estamos! Tem até uma garota lunática querendo me esfaquear só de me olhar.

Taeyong se afastou da porta com os olhos perturbados.

Mordeu os lábios e olhou ao redor do quarto que parecia silencioso.

-O que você acha que acontece quando assassinos são reunidos em uma festa, porque suas sentenças foram resolvidas de outra forma e não pela Lei?

-Dá para você parar de falar merda e me ajudar a contornar a situação?

-Jaehyun! Presta atenção! Estamos na Casa da punição, as pessoas daqui não são boas, são grotescas. Se você quer viver, é melhor olhar apenas para o chão! – Taeyong gritou com as mãos tremendo.

-Já está pensando em ir embora? – perguntou uma voz no escuro que acredito que foi a mesma que teve a iniciativa de ligar a luz de um abajur.    

-Você demorou tanto para chegar até sua punição, ou simplesmente estava tentando evita-la por todo esse tempo? Fui calmo ao ponto de esperar por mais dois meses, após a expiração do seu contrato de liberdade, mas parece que você não deu muita importância aos meus avisos nas cartas, certo Lee Taeyong? – era uma voz grave que vinha do fundo do quarto. Automaticamente Taeyong puxou minha mão a entrelaçando e andando em direção da voz, após me acostumar com a claridade do quarto e a penumbra desaparecer aos poucos, olhei para a poltrona vermelha com detalhes em ouro, a luz era fraca mas suficiente para extrair os detalhes que eram importantes, reconheci as madeixas pretas de Ten, enquanto estava com um sorriso sarcástico nos lábios com um pirulito entre os dedos, sentado no colo do garoto que tinha madeixas pretas que passavam da altura dos olhos.

-Você diz que tem armas, mas nunca vi um bang de verdade. – Taeyong disse com uma pequena risada no fim de sua frase.

-Hoje você está sóbrio? – perguntou.

-Você ainda tem as minhas drogas? Atencioso, mas estou limpo há muito tempo.

-Você sabe que tem um contrato comigo, Taeyong.

-Você sabe que não sigo contratos, Johnny.

-A morte não escapa durante muito tempo da atenção da Mãe Natureza. O cheiro da decomposição atrai moscas-varejeiras, todos convergindo sobre o butim da morte. Fiz promotores e investigadores ficarem calados sobre a morte de um dos maiores comerciantes da Coréia do Sul, e a modelo mais influente da época ser afundada e esquecida pela mídia, e você ainda pensa em não seguir o contrato da sua punição fora da Lei?

-O que foi Johnny? Você sente falta da época em que eu era apenas um garoto maltratado pela mãe? E que corria atrás de você? Não precisava fazer um alarme tão grande pela minha companhia. Meu número continua o mesmo, no entanto não cubro falha de trabalho mal feito pelo Ten.

-O que eu quero dizer, é que você jamais irá conseguir evitar a punição. O que seria pior: ver seu garoto, Jaehyun certo? Indo embora, ou ver seu próprio amor se autodestruindo? Punições são ruins, não são? – ele perguntou sorrindo. – Mas são ainda melhores quando são assistidas de perto.

-Porra, comece a rezar.

Ten disse esmagando o pirulito apenas em uma mordida. 


Notas Finais


Cheguei tarde novamente. Mas antes tarde do que nunca. (´。• ᵕ •。`) ♡
Estou começando a pensar em aumentar um pouco os capítulos,
mas não quero que fiquem longos e cansativos para vocês,
então eu deveria deixar sempre com esse gostinho de quero mais?
Que até eu tenho de sobra? Vou me controlar, prometo. ♡(。- ω -)
Personagem novo né, hihihi. ♡
Espero não destruir as teorias de vocês, que até o final podem rolar soltas!
Nos vemos semana que vem? (°◡°♡)
Eu tô muito ansiosa pro próximo mais do que eu estava para esse,
mas hemisférios é um ciclo de ansiedade que não tem fim. (〒﹏〒)


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