História Her or Me? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Lu Han, Red Velvet
Personagens Irene, Lu Han, Sehun
Tags Ação, Drama, Exo, Hunhan, Irene, Kpop, Lu Han, Red Velvet, Romance, Serene, Short Fic, Yaoi
Exibições 58
Palavras 2.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como eu havia avisado no último capítulo, que na verdade era um aviso, atualizei antes de sábado pois tenho uma festa e não terei como atualizar.

Capítulo 2 - Perfect Illusion


Dias e mais dias se passaram. Sehun não entrou em contato e nem procurou Luhan depois daquela briga. Mas o moreno ficou sabendo que o amante estava muito mal.

Sehun estava trancado dentro de seu apartamento já se faziam 5 dias. O homem não queria sair de lá por nada. Ele sentia-se tão vazio por ter brigado com Luhan e não ter ido atrás de Irene.

 

 

Naquele dia, ele correu para apartamento da mulher, mas quando chegou em frente ao prédio, deu meia volta e foi embora. Ele pensou tanto em Luhan que acabou não se desculpando com a noiva, e muito menos indo atrás do outro rapaz.

Seu pai estava louco atrás dele. O telefone tocava sem parar, e seu celular estava jogado em algum canto sem bateria. A campainha tocou diversas vezes, e flores chegaram sem parar, com cartões que diziam “Melhoras” ou então “Estamos sentindo sua falta. Boa recuperação”, mas em uma dessas flores tinha um bilhete diferente, de seu melhor amigo Kai, que dizia “Oh Sehun, se você não aparecer eu juro que conto toda a verdade para o seu pai. Você sabe que posso perder meu emprego por sua causa, não é? Inventei para eles que você fez uma cirurgia nos dentes do siso, e estão todos preocupados. Por favor, confirme a história, senão eu mesmo te mato. Assinado: Kim Jongin”.

Kai sempre fazia esse tipo de coisa, cobrir os erros de Sehun. O amigo sabia de Luhan e da história toda, mas nunca o julgou por nada disso, ainda mais por manter relações com outro homem, já que ele mesmo era casado com Do Kyungsoo, um velho amigo da escola.

Mais um dia se passou como uma lesma, e no dia seguinte Sehun acordou decidido. Levantou da cama e deu um jeito no apartamento bagunçado. Fez as refeições certinhas, e quando estava para anoitecer saiu de casa.

Ele tinha se decidido, mesmo que fosse uma péssima decisão.

O loiro entrou na boate pelos fundos, por que ele sabia que se entrasse pela porta da frente Luhan ia ser avisado, e ele não queria isso, primeiro ele conversaria com a pessoa mais importante daquele lugar, e protetor de Luhan, a tal de Mama.

Sehun andou por um corredor escuro, no qual havia alguns depósitos de fantasias, instrumentos e bebidas. Entrou em mais um corredor, um pouco maior que o anterior, e bateu nas portas duplas no fim do local. O rapaz ouviu uma voz dizer “Entre” e imediatamente adentrou a sala.

Quando viu Mama, ele não se surpreendeu. A travesti era realmente bonita, e se Luhan não tivesse lhe contado, ele nunca saberia. Ela estava sentada atrás de uma mesa de escritório comum, mexendo em um computador antiquado, suas mãos com unhas grandes e pontudas estavam indo de um lado para o outro no teclado branco.

– Ora, ora, será que estou vendo uma miragem? – Perguntou divertida. O loiro abriu a boca para falar, mas ela levou um dos indicadores aos lábios, num gesto de silencio– O que veio fazer aqui, Sr. Oh? – Perguntou sem tirar os olhos da tela

– Vim falar com você– Respondeu, fazendo com que a travesti parasse o que estava fazendo, e lhe encarasse.

– Certo, então diga– Disse– Mas por favor, antes sente-se. Odeio ver gente de pé– O rapaz se sentou meio incomodado, em frente a ela.

– Quero falar sobre Luhan

– Claro, e o que mais seria, não é mesmo? – Ela riu– Se você veio me contar que ele quase te entregou para sua noiva, não perca seu tempo, eu já sei e não ligo. Luhan já é grandinho e mesmo que tenha as atitudes de uma criança de 7 anos, ele sabia o que faz – Ela riu mais uma vez, mas completou com a voz sombria– Ou pelo menos eu espero que saiba. – Mas logo voltou a sorrir, esperando que o rapaz falasse algo. Ele hesitou, e ela viu sua expressão mudar de surpresa e indecisão para tristeza, incerteza e parecia ter um fogo de raiva em seus olhos. – Vejo que não é nada bom– Falou com o tom de voz sério e baixo

– Sim, nada de bom, madame– Ele suspirou– Eu tomei uma decisão e preciso da sua ajuda.

 

 

Luhan estava deitado em uma cama enorme com lençóis vermelhos, quando de repente a porta do quarto se abriu e Bunny – um garoto de programa que jurava ter mais de 20 anos, mas tinha o rostinho de um garoto de 16 anos e forçava a voz que ficava irritante igual a de uma criança de 5 anos – adentrou pulando.

– Sehun está aí– Cantarolou, e viu o moreno dar um pulo da cama

– O que? – Perguntou tentando entender se tinha ouvido direito. O garoto repetiu mais uma vez, agora com a voz normal e certa impaciência no rosto– Eu sabia que ele viria! – Disse alegremente e saiu correndo do quarto

– Não, Luhan! – Chamou um outro garoto que esperava Bunny, encostado na porta. O chinês olhou para ele e perguntou o porquê. – Sehun não veio te ver– Disse meio tristonho e viu o outro perder a cor por um instante– Ele estava no escritório da Mama, e parecem estar discutindo. Eu ouvi a Mama gritar por um longo tempo. – Luhan ficou branco e parecia estar com dor pela expressão no rosto.

– Eu preciso saber o que aconteceu– Disse e saindo correndo.

 

 

– Mama!? – Chamou ao entrar na sala sem bater. Ele procurou Sehun com os olhos, mas não o achou.

– Ele já foi embora– Falou baixo

– Por que? O que houve? – Perguntou rápido e preocupado, enquanto se aproximava da mesa. Ela não respondeu nada, apenas continuou a digitar no computador. Luhan esperneou, e bateu na mesa, como uma verdadeira criança. Mama respirou fundo, e se levantou da cadeira num pulo. Ajeitou os cachos loiros, e desamassou o vestido vermelho e simples.

– Saia daqui Luhan– Disse com olhos fechados e tentando manter a calma. O moreno bateu o pé, e viu um porta-canetas voar por cima de seu ombro. Olhou para Mama e viu a travesti vermelha de raiva – SAIA DAQUI LUHAN– Gritou desta vez, e o rapaz saiu tropeçando nos próprios pés.

Ele estava confuso, não sabia o que havia acontecido de tão grave. Sehun havia estado lá e Mama estava furiosa, isso significava coisa ruim. O moreno ligou para o amante, mas não ouve resposta alguma. Ele ligou para um dos seus antigos amigos da empresa, que por coincidência era um grande amigo dele.

– Luhan? – Perguntou a voz rouca ao ouvir Luhan falar. O chinês começou a contar a história mesmo antes do outro ter certeza de quem estava falando– Espera, espera. Eu não estou entendendo. O que eu tenho haver com isso, Luhan? –Disse meio seco. – Eu não vou te dar o endereço dele, se ele souber, eu vou morrer– Negou o pedido doce do moreno, e ele bufou. Pediu o telefone do apartamento de Sehun, e Park Chanyeol, seu amigo, disse que não tinha o número de lá, por causa que o loiro tinha mudado o número há alguns meses atrás, então ele disse que tinha o da noiva dele, mas se arrependeu ao ouvir o garoto de programa implorar sem parar para que ele passasse.

 

 

Bae Irene atendeu o telefone depois de muito insistir.

– Alô– Disse ao pegar o aparelho insistente. Luhan se apresentou, disse que era um amigo de empresa de Sehun, contou que estava preocupado com o amigo já que ele não atendia o telefone– Desculpe, qual é o seu nome mesmo? – Perguntou, e Luhan repetiu seu nome. – Luhan, certo? – Quis ter certeza– Olha faz o seguinte, ele vai vim aqui daqui algumas horas, eu digo a ele que você ligou e peço para que ele mesmo dê o endereço do apartamento, está certo? Passar bem, Luhan– A mulher disse bem rapidamente e desligou sem uma resposta

– VADIA– Gritou para o telefone mudo.

 

 

Depois que conversou com Mama, Sehun teve a certeza que era a melhor coisa que havia decidido. Então, ele ligou para Irene e marcou um almoço em seu apartamento.

Ao chegar no apartamento da ex-noiva, hesitou ao tocar a campainha, e foi em direção ao elevador, mas a mulher abriu a porta naquele exato momento.

– Você estava indo embora, Sehun? – Perguntou surpresa e decepcionada

– Na verdade não. Eu não sei se fechei meu carro– Mentiu

– Se fechou ou não, não tem problema. Você sabe que a segurança do prédio é excelente. – O loiro assentiu e entrou no apartamento, juntamente com a mulher.

Eles conversaram bastante enquanto a lasanha ficava pronta.

– Eu quero te pedir desculpas, Irene– Começou e a mulher franziu o cenho– Eu errei e feio, eu sei– Ela concordou com algum comentário ranzinza– Mas me arrependo. Você é a mulher com quem irei me casar. Nossos pais quiseram assim e eu não posso ser do contrário, se meu pai acha que você é a mulher perfeita para mim, então tudo bem.

O rosto de Irene ficou contorcido, como se tivesse levado um soco.

– Isso é sério, Sehun? – Perguntou incrédula– Eu realmente achei que você iria dizer que me ama e que eu sou a mulher de sua vida, ou algo do tipo pelo menos– Ela riu sem humor.

– Sim, eu te amo Irene, mas você tem que se lembrar que fomos escolhidos um para o outro, mesmo não querendo. – Ela riu mais uma vez, e ele se sentiu tenso– Você acha mesmo que me esqueci do que me disse? Que tinha alguém que amava de verdade, um alguém que você queria se casar e viver a vida toda, mas que por minha causa, isso não aconteceria. Eu sempre vou me lembrar disso. – A mulher ficou sem cor, e mexeu nos cabelos castanhos, num gesto de nervoso– Mas tudo bem. Vamos deixar o passado de lado, vamos pensar na nossa vida daqui pra frente. Eu escolhi você e sei que você me escolheu também. – Ele sorriu e se aproximou dela. Eles se beijaram por um breve momento, até que o timer do forno avisou que a comida estava pronta.

Eles comeram em silencio, e depois ambos foram para a pequena cozinha. Enquanto Sehun lavava os pratos, a mulher foi enxugando e guardando em seus devidos lugares.

– Ah– Soltou, se lembrando do rapaz que havia ligado mais cedo

– O que foi? – Perguntou tranquilo enquanto lavava um dos pratos.

– Seu amigo do serviço ligou– Contou, e viu o loiro ficar confuso. Mas que raio de amigo esse, que ligava para a casa da noiva e não para ele. – Um tal de Yuhan... Zhaixan... Hum.... Como era mesmo? – Perguntou, não conseguindo se lembrar do nome estrangeiro. – Ah! Luhan– Lembrou-se, e viu o noivo deixar cair o prato dentro da pia– Algum problema com ele, Sehun? – Perguntou curiosa, enquanto se aproximava e pegava suas mãos ensaboadas

– Não, eu só não esperava ouvir esse nome vindo de sua boca– Soltou sem querer

– E por que não? Ele é alguém que você não queria que eu conhecesse? – Perguntou brincando e viu o noivo ficar com uma aparência doentia de repente– Isso é sério? Por que não poderia conhece-lo? – Perguntou perdendo a paciência

– Por nada– Disse, se recuperando– Luhan é alguém que não pode ser apresentado– Colocou um ponto no assunto, e saiu da cozinha, largando o resto da louça na pia.

Ele foi até o banheiro e mandou uma mensagem para Luhan

“Me encontre naquele restaurante perto do escritório”

– Eu preciso ir, acabei de lembrar que preciso ir buscar o presente de aniversário da minha sobrinha– Mentiu mais uma vez. A mulher sorriu ao lembrar da pequena bonequinha que era a sobrinha de Sehun.

– Mande um beijo para ela– Disse ao ver o noivo sair pela porta.

 

 

Luhan estava sentado em uma das salas reservadas do local. Sehun entrou e o garçom logo veio atrás, ele pediu qualquer coisa para se livrar dele, e trancou a porta.

– É a primeira vez que você sai comigo assim, tão perto de algum local que faz parte da sua vida– Disse secamente, e o loiro o ignorou– Ótimo, se veio para me ignorar, eu vou embora– Ele se levantou e foi em direção a porta

– Para de show, Luhan. Sente-se– Sehun estava sério e ficava ainda mais sério com o paletó. Ele pegou o olhar do moreno para cima de si, e franziu o cenho. – Precisamos conversar

– Então, pare de me ignorar– Disse outra vez

– Pare de ser idiota– Retrucou, e viu o outro ficar calado– Ótimo, agora vamos conversar–  Sehun começou a fazer um discurso sobre eles e o tempo que passaram juntos, e Luhan já sabia o que vinha no final. – Eu só estou tentando dizer, que gosto muito de você, Luhan– Disse ao ver o olhar o rosto sombrio e fechado do moreno. – Eu sinto muito, Lu... – Mudou seu tom de voz, para o de sempre, carinhoso e atencioso, mas Luhan logo o cortou.

– Eu já sabia– Sua voz estava tristonha– Tudo bem, eu sempre soube isso não iria durar– Ele deu de ombros– Eu posso ir embora agora? – Perguntou sem graça e o loiro assentiu. O chinês se levantou com a maior lerdeza do mundo, andou até a porta, olhou para trás por uma última vez e saiu correndo pelo restaurante.

 Correu de volta para a boate, passou pelos colegas e se trancou em um dos quartos. Ele chorou a madrugada toda, até que por fim caiu no sono sem forças.

 

 

Os primeiros dias foram tão difíceis que o chinês pensou em desistir de tudo. Ele tinha colocado tanta fé naquele relacionamento. O rapaz realmente tinha achado que aquele filhinho de papai ia tira-lo daquele lugar horrível e lhe dar uma vida boa, mas não só por causa do sexo, mas também pelo amor que sentia por ele, mas tudo aquilo não passava de uma ilusão.

 


Notas Finais


Na próxima atualização eu irei mudar o nome, ok? E a capa, (sim, eu estou insatisfeita com essa minha capa básica :c) e talvez a sinopse eu dê uma melhoradinha, mas ainda não sei.
Próximo capítulo só falta revisar, então não passarei do prazo hahaha'
Beijinhos e até quinta-feira (tem wings of the fairy ein, não se esqueçam skaoksoakso')


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