História Herdeira da Escuridão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices)
Personagens Arthur Blackthorn, Cristina Rosales, Diana Wrayburn, Drusilla Blackthorn, Emma Carstairs, Julian Blackthorn, Kieran, Livia Blackthorn, Mark Blackthorn, Octavian Blackthorn, Tiberius Blackthorn
Tags Cassandra Clare, Jemma, Kitty, Markemma
Exibições 57
Palavras 2.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Festa, Harem, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Manhã turbulenta


No último mês houveram algumas mudanças no Instituto de Los Angeles. Julian não tem mais levantado cedo para preparar o café da manhã dos Blackthorn, função agora nas mãos de Mark e Emma. Ele só sai do quarto depois que todos já comeram, quando Mark vai acordá-lo.

O novo morador do Instituto, Christopher Herondale, parece ter criado um laço forte com Tiberius. Vivendo juntos, ambos se tornaram muito amigos, fato que atormenta Livvy, irmã gêmea de Ty. Ela teme que Tiberius possa escolher Kit para se tornar seu parabatai, já que ele se recusa a criar o laço com ela. Isso fez com que Livvy se aproximasse mais de Drusilla, sua irmã dois anos mais nova.

Octavian, o caçula dos irmãos Blackthorn, anda um pouco abalado. Malcolm Fade era como um tio para as crianças e, então, tenta sacrificar Tavvy para concluir seu ritual. Não que o garoto, de apenas sete anos, se lembre do fato, mas seus pesadelos têm piorado, e sempre envolvem o feiticeiro que tentou lhe matar.

E, por estarem morando no mesmo Instituto, Cristina e Diego voltaram a ter um relacionamento. Ela ainda o ama, mas teme recomeçar tão cedo com ele, depois do ocorrido no México. Ainda mais com seus sentimentos a deixando tão confusa.

Deitada na cama, no silêncio de seu quarto, ela não conseguia segurar seus pensamentos.

Mark e Emma.

É difícil não perceber a relação de carinho e afeto que tem surgido entre eles. Os elogios do garoto-fada são tão gloriosos e encantados quanto a forma como a têm tratado. Seus olhos parecem vidrados em absorver toda a graciosidade dos movimentos de Emma; quando ela treina as mais diversas lutas, quando prepara o café da manhã, ao Marcar seu corpo com Runas, até ao respirar, lá estão os olhos bicolores de Mark fixos na Caçadora de Sombras.

Emma também não passa despercebida. Quando nota estar sendo observada por Mark, seu olhar se perde no dele, no tom penetrante do azul Blackthorn destoante do dourado. Ou quando demonstra encanto pelo mais nítido sorriso do ex-membro da Caçada. A mente de Cristina repassa a cena da noite anterior; os dedos de Emma deslizando pelas ondas do mais puro marfim dos cabelos de Mark, encostando de leve na ponta proeminente da orelha do garoto, traço de seu sangue de fada.

Para Cristina, é óbvio que eles estão apaixonados. Ela está feliz pela melhor amiga ter a chance de esquecer o desejo pelo parabatai. Ela ama Emma e zela pelo bem e felicidade dela. Apesar disso, não consegue entender porquê sente pontadas no peito ao vê-los juntos.

Então pensou em Mark. Ela havia o conhecido há tão pouco tempo, mas já nutria sentimentos por ele. Ela gosta da companhia do garoto, e não é como se ela não o achasse encantador, mas... Será que estou afim dele?

Ciúmes, ela pensou. Não acredito que estou com ciúmes de Mark Blackthorn. Não posso estar afim dele, eu amo outro. Eu amo...

...Diego Rocío Rosales.

E então, o turbilhão de pensamentos que a inundavam e confundiam suas emoções se acalmaram de súbito. Qualquer dúvida que ela tinha a respeito de seus sentimentos foram embora. Ou pelo menos, foram enterrados bem fundo, onde ela não pudesse vê-los, por enquanto.

Cristina pensou nele, e somente nele, em seu Diego Perfeito, por mais alguns minutos antes de se arrumar e descer para comer.

-×-×-×-×-×-

O cheiro de ovos fritando acalmou Emma.

Como tem feito já há alguns dias, Julian não se levantou para ajudá-la a preparar o café matinal de seus irmãos e Kit. Emma não compreendia a atitude do parabatai. Não era do feitio dele não se preocupar com o café da manhã das crianças, mas Emma sabia que Julian confiava nela para isso. Ou talvez ele esteja me evitando, pensou.

Tratou de tirar essa ideia da mente. Estava feliz que Jules tinha agora um pouco mais de tempo para descansar. Jogou os ovos sobre as torradas num prato, serviu-se de suco de laranja e sentou-se à mesa. Com ela estavam Tavvy, sentado à sua frente e coberto de migalhas enquanto comia seu último biscoito, e Drusilla, que limpava a bagunça do irmão. Os outros já haviam se retirado.

- Por que Mark não desceu ainda? - perguntou Octavian.

- Ele disse que precisava falar com Helen. - Emma havia preparado a mesa sozinha. - Depois ele vem comer com Cristina. - Ela não sabia porque Cristina ainda não havia descido.

- E onde está Diego? - Drusilla indaga em tom sonhador.

- Não faço ideia. - O Centurião Diego Rosales esteve no Instituto durante todo o mês. Ele concluiu seus estudos na Scholomance, e estava aqui, além de outros motivos, para ficar perto de Cristina. Emma reprimiu um suspiro.

Tavvy se levantou da cadeira, e Dru o acompanhou.

- Eu vou arrumar ele. - Ela disse enquanto saía. - Nos vemos na sala de treinamento.

Assim que passaram pela porta, a voz de Diana Wrayburn chegou até a cozinha.

- Porque vocês estão demorando tanto? Mark, você já foi acordar Julian? - Antes que Emma pudesse responder, o rosto de Diana surgiu pelo batente, e encontrando apenas Emma, sua expressão passou a confusão.

- Eles ainda não desceram. Eu vou chamar os dois, não se preocupe. - Ela bebeu um gole de suco. - Diego e Cristina também.

- Diego já está na sala de treinamento. Espero vocês lá. - E saiu. Emma ainda pôde ouvir Diana resmungando algo sobre todos eles serem um bando de crianças.

Ela terminou a refeição e lavou a louça, evitando pensar no garoto que encontraria em instantes, e em seus sentimentos por ele.

A espuma de sabão em suas mãos a fez se lembrar de seis anos atrás, quando ela e os irmãos Blackthorn entraram juntos na banheira. Tiberius se recusou a entrar e ficar cercado de pessoas, mesmo sendo seus irmãos, então havia ficado ao lado de Helen, que supervisionava os mais novos, Dru, Tavvy e Livvy.

Tal lembrança trouxe um peso ao coração de Emma. Lembrar da união dos irmãos quando ainda havia a presença de Helen, e sem o buraco que se estabelecera pelos anos de Mark na Caçada Selvagem; quando Julian era mais feliz, sem o peso de ter que cuidar de quatro crianças desamparadas que acabaram de perder uma parte da família. Ela quis que tudo voltasse a ser como era.

Ela divagou em memórias até que terminou, então subiu as escadas e passou pelo corredor, de porta em porta, até o quarto do parabatai.

- Jules. - Bateu à porta três vezes. Não houve resposta. - Jules? - chamou novamente. Mais três batidas. Nada.

Tentou abrir a porta, mas estava trancada.

Julian nunca trancava a porta. Preocupada, Emma bateu mais forte. Sem reposta. Então, com a runa de Força aplicada recentemente, Emma forçou a maçaneta, que se quebrou. Entrou no quarto e se deparou com Julian...

...dormindo, com as mãos atrás da cabeça e fones enfiados no ouvido. De onde estava, Emma podia ouvir a música alta que irradiava dos fones. O cabelo de Julian estava bagunçado, seu cobertor dobrado na cintura, deixando seu peito à mostra.

Emma estremeceu. Se aproximou e puxou os fones com força. Ele acordou gritando.

- Ai! O que há com você? - ele apalpou as orelhas doloridas.

- O que há comigo? - Emma se irritou. - Pensei que algo tivesse acontecido com você! Porque dormiu com fones neste volume? Porque trancou a porta? Porque não está mais acordando cedo? O QUE HÁ COM VOCÊ!?

- Hey, calma aí! - Julian foi se levantando da cama, quando percebeu que estava apenas de cuecas. Ele voltou à se enrolar no cobertor. - Emma...

- E que RAIOS de cheiro é esse!? - ela explodiu.

- Por favor, saia do meu quarto.

- Diana nos espera na sala de treinamento.

Ela saiu e bateu a porta. Só então reconheceu o cheiro que sentiu lá dentro.

- Oh, não. - ela exclamou.

Julian estivera fumando.

-×-×-×-×-×-

Assim que terminou de conversar com Helen via Skype, Mark vestiu uma bermuda xadrez branca e rosa, e uma camisa de tom perolado, grande demais para o seu corpo. Passou a mão pelos cabelos, jogando as mechas todas para a direita. E saiu do quarto descalço.

No corredor, se deparou com Cristina Rosales. Ele observou o corpo da menina, suas pernas nuas, à mostra por um vestido lilás florido que ia até os joelhos. Os cabelos escuros caíam em cascatas por suas costas, algumas mechas estavam sobre a clavícula exposta pela gola larga do vestido, a pele latina leve e escura. As alças finas estavam amarradas com laços nos ombros. Por um instante seus olhos se encontraram, antes dela desviá-los.

- Ainda não tomou café da manhã? - a voz de Mark era como sinos aos ouvidos de Cristina.

- Não - ela disse. - E pelo que vejo, você também não.

- Tem razão. Estava a conversar com minha irmã Helen. - Os olhos de Mark brilharam. - Todos já devem ter terminado à essa altura, mas podemos comer juntos, se assim desejar. Mas antes, apenas deixe-me acordar Julian.

Os passos de Mark eram silenciosos pelo corredor enquanto se adiantava à frente de Cristina para alcançar o quarto do irmão.

Bateu duas vezes, e chamou pelo irmão. A porta se abriu, revelando um Julian de bermuda marrom-clara, camisa branca sem estampas, chinelos pretos e cabelos desarrumados. De olhos cemicerrados, mas postura desperta.

- Bom dia, Julian. - Cristina acenou, tímida.

Ele sorriu, sem jeito, tanto para ela como para Mark. Os três desceram a escadaria do Instituto em silêncio. Ao chegarem à cozinha, viram um garoto de costas, com a cara no armário. O topo de sua cabeça loira se mexia. Julian pigarreou e o menino se virou.

Kit segurava uma caixa já aberta de cookies com gotas de chocolate, e mantinha um cookie ainda intacto entre os dentes. Ele estendeu a caixa, oferecendo aos recém-chegados.

Cristina desatou a rir, sem conseguir se segurar. Mark abafou um riso, mas Julian não demonstrou expressão alguma. Simplesmente se sentou à mesa, e disse:

- Não precisa comer escondido, ninguém aqui está te restringindo alimento. Venha, sente-se conosco.

Acanhadamente, ele se sentou ao lado de Julian. Mesmo fazendo um mês desde a estadia de Christopher Herondale no Instituto de Los Angeles, Mark sabia como podia ser difícil se adaptar. Mesmo ele, que acima de tudo, era um Caçador de Sombras, após voltar de seu tempo na Caçada Sevlvagem teve problemas de se relacionar com seus familiares e voltar à rotina de Nephilim. Imaginou como seria para alguém que viveu a vida como mundano descobrir fazer parte do Mundo das Sombras. Deveria ser muito difícil se adaptar e socializar com desconhecidos não mundanos.

Cristina pegou os copos e Mark levou à mesa uma caixa de leite, e então despejou os cookies num pote, e serviu leite a todos. Porém, ele se lembrou de Cristina, e sua bebida favorita. Entregou-lhe uma xícara de café, e a menina agradeceu sorrindo.

Eles se sentaram e comeram em silêncio por alguns segundos até Emma surgir na cozinha.

- Ah, vocês estão aí. - Ela evitava o olhar de Julian, notou Mark. - Diana deu dez minutos para vocês se reunirem aos outros na sala de treinamento. Ela disse ter informações importantes para nós.

- Deve ter mesmo, hoje não tem treino. - Mark observou.

- E por isso você quebrou a maçaneta do meu quarto? - disse Julian. - Para me dizer algo que poderia ter me dito aqui?

- Eu fui te acordar, mas parece que você decidiu se trancar no quarto. Eu havia ficado preocupada. - Emma se defendeu.

- Se eu tranquei a porta, foi por que eu quis. - ele disse. - E não tenho culpa se não te ouvi.

- Não tem culpa? Dormiu ouvindo música num volume absurdo!

- Ai, Santo Díos Mío. - Cristina interrompeu. - Vocês são parabatai, não devem ficar discutindo. Resolvam isso depois.

O clima ainda era pesado na cozinha, mas Emma não via motivos para continuar esse debate com Julian no momento.

- Você tem razão. - Ela se sentou ao lado de Mark, que colocou sua mão sobre a dela e lhe acariciou os dedos suavemente.

Julian se levantou, disposto a se retirar. Mas, apesar da pergunta de Kit não ser direcionada a ele, o fez paralisar da mesma forma.

- Afinal, vocês dois estão namorando?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...