História Herdeira do trono de fogo - Capítulo 21


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Pesadelo dos deuses



*FLASHBACK*

-Megan… acorde, hora do seu remédio.

-Sim, senhora Antônia. - me levanto sonolenta, ela põe a pílula em minha boca e me dá um copo d’agua.

-Precisa fazer um esforço para se animar, Megan, ou nunca irá melhorar.

-Sim, senhora Antônia.

-Sua psicóloga irá se atrasar, então sua sessão começa às 14 horas hoje. Irei vir chamá- la.

-Sim, senhora Antonia. - a velha senhora sorri, me dá um beijo na testa e se vai, trancando a porta ao sair.

O orfanato cansou de estresses e me jogou em um lar psiquiátrico após a morte misteriosa da minha melhor amiga. Desde que cheguei, todo dia recebo duas visitas de Antônia, a moça dos medicamentos, uma de Lorena, a psicóloga, e três de Talia durante o dia, a menina da comida. Ganhei um quarto que dividia com uma garota pouco mais velha que eu, não sabia sua idade, apenas seu nome: Sasha. Ela parecia estar mais triste do que eu, quase nao a vejo comendo ou saindo da cama. O quarto é todo branco, poucos móveis também brancos, com um banheiro simples e um guarda roupa. No canto, há uma caixa com alguns brinquedos, e uma estante de livros.

Um dia, Sasha ficou tão doente, que a tiraram do quarto. Ela nunca mais voltou. Antonia me disse que ela havia parado de ficar triste e foi embora. Eu sempre fui muito esperta, então sabia que não era verdade. Já se passaram alguns dias desde que ela foi embora, e assim continuei sozinha.

-VOCÊS NÃO PODEM ME PRENDER AQUI! MATAREI TODOS VOCÊS! - ouço uma gritaria no quarto ao lado.

Como não tinha janelas nas paredes, tentei ver pela janelinha da porta. Dois guardas passavam conversando, pareciam ter deixado alguém ali e ido embora.

-VOCÊS ESTÃO ME OUVINDO? MATAREI TODOS VOCÊS! - a voz de um menino continua a gritar.

-OLÁ! - Eu grito,ele se cala por um tempo e depois responde.

-QUEM É?

-MEU NOME É MEGAN! - Vou me aproximando da enorme caixa de brinquedos e ouço o som cada vez mais claro.

-ME TIRA DAQUI AGORA, MEGAN!

-EU NÃO POSSO.

-POR QUÊ? - arrasto a caixa e atrás dela vejo algo parecido com una janela tampada com grades.

-Olá? - me ajoelho e digo em tom mais baixo. Em seguida, ouço um barulho de algo se arrastando ao chão e uma sombra embaçada surge.

-Oi. - ele sussurra.

-Qual seu nome?

-Castiel.

-Por que está aqui?

-Minha mãe disse que sou muito irritado, e me colocou aqui para aprender a ter calma. E você?

-Eu estou triste, vim para melhorar.

-Sua mãe colocou você aqui para isso?

-Eu não tenho mãe.

-Todo mundo tem uma mãe!

-Mas eu não.

-E o seu pai?

-Também não tenho.

-Quem cuidava de você?

-As moças do orfanato.

-O que é isso?

-Um lugar para crianças sem pai.

-Isso não existe, toda criança tem pais!

-Claro que existe!

-E você nasceu da onde?

-O quê? Não, eu já tive pais, mas não conheci eles.

-Você tinha muitos amigos lá?

-Só uma, mas ela morreu.

-Por isso você está triste? Por que não tem ninguém?

-É… mas e você? Deve ter muitos amigos.

-Nunca tive.

-Mas por quê ?

-Pessoas me irritam.

-Eu estou te irritando agora?

-Está.

-Por que?

-Porque Você faz perguntas demais, sua intrometida.

-Seu idiota, por isso não tem amigos, e vai continuar sem para sempre se depender de mim. - me afasto da tela escura.

-Espera! - eu volto no mesmo instante mas sem dizer nada. - Quer ser minha amiga, eu não quero ficar sozinho…

-Promete parar de ser grosso?

-Eu prometo.

Foi assim que começou uma nova e verdadeira, mesmo que bem curta, amizade. Até que um dia, em uma manhã de domingo comum, acordei com os gritos em fúria de Castiel. Fui correndo até a tela, arrastei a grande caixa, me abaixei e esperei até que houvesse apenas silêncio.

-Castiel?

-Oi.

-Bom dia.

-Não, Megan, péssimo dia.

-O que aconteceu?

-Os humanos desde lugar não me respeitam.

-Como alguém que não respeita ninguém pede por isso? O que você fez?

-Eu fugi.

-Foi lá para fora? Como?

-Achei uma porta secreta no cozinha, deve ser mágica, me levou até os jardins.

-Magia não existe, bobo.

-Posso te contar um segredo, Megan? Jura não contar à ninguém?

-Juro.

-Eu sou um Príncipe monstro.

-Que você é um monstro eu sempre soube, mas Príncipe?

-E por que eu não poderia ser um? Pareço com um, falo como um…

-Só não age como um.

-O quê?! - Ele range como um animal. - Você não me dá opção, Megan. Quando sair daqui terei que matar você também.

-Como?

-Com as minhas garras, é claro. Quando meu pai vier me buscar, ninguém vai sobreviver.

-Mas eu sou sua amiga!

-Que amiga é essa que não acredita em mim?

-Tá bom, eu acredito em você.

-Assim está melhor.

-E seu nome como Príncipe também é Castiel?

-Óbvio! Castiel, o destruidor de mundos, pesadelo dos deuses!

-Se os deuses escutassem isso,  arrancariam tua cabeça.

-Insolente… Megan, outra coisa…

-Fala, Castiel, o pesadelo dos deuses.

-Se você sair daqui viva e for bem bonita, eu posso me casar com você.

-Isso foi um pedido?

-Não, uma ordem.

-E quem disse que eu quero?

-Você não tem que querer nada.

-Ah, tá. - um silêncio de poucos segundos se mantém. - Tá bom, Castiel. Eu me caso com você porque EU quero!

-Como quiser. - rimos.

Os dias foram se passando, minha amizade com Castiel aumentava cada vez mais, até que um dia tudo desmoronou. Fui acordada por Antônia, que me deu o remédio é se retirou. Chamei por Castiel e não ouvia resposta, já era tarde da manhã. Fiquei o dia sem notícias dele, não ousei perguntar onde estaria, são proibidas amizades sem permissão, não poderiam saber.

-Megan?

-Castiel? - Me levanto da cama, deixando a folha em que escrevia cair no chão. - Onde esteve?

-Tenho ótimas notícias. - Ele diz, ofegante. - Meu pai irá nos tirar daqui!

-Como?

-Eu estava saindo da sala da psiquiatria, quando alguém me empurrou ao descer às escadas.

-Quem?

-Eu não sei, me empurrou pelas costas. Quando vi, já estava jogado no chão. Fui até a enfermaria e ela colocou gelo na minha testa.

-Se machucou?

-Só um pouco. Ela saiu e me deixou lá sozinho deitado, quando um pássaro preto bateu na janela. Ele deixou um papel lá e foi embora.

-Um pássaro? Acho que essa batida afetou cérebro.

-É sério! Eu fui até a janela e peguei o papel, depois de muito esforço, óbvio. Aquelas grades quase esmagaram meus dedos.

-E o que estava escrito?

-Era uma carta do meu pai, se desculpando pela minha mãe. Ele disse que já se resolveu com ela e que está vindo me buscar! E você vai comigo!

-Se desculpando por quê?

-Por ela ter me abandonado aqui.

-Ela não abandonou você, ela iria te buscar quando melhorasse. E nós não podemos ir enquanto não melhorarmos de vez!

-Melhorar? Megan, isso não é um hospital.

-Como não?

-Isso é um lugar que cuida de crianças malucas abandonadas, pelo que eu li na carta.

-Como assim? Isso é um orfanato?

-Não sei, é algo parecido.

-Sua mãe abandonou você aqui?

-Eu… não parei para pensar nisso…

-Sinto muito, Castiel.

-Por favor, vamos comigo!

-Eu vou.

-Jura?

-Eu juro.

Naquela madrugada, começou uma enorme gritaria e um guarda abriu minha porta. Ele gritava repetidamente: “incêndio, saim todos.” enquanto os finos gritos sobressaíam sobre sua voz. Saí e fui ao quarto ao lado que já estava aberto procurar Castiel mas ele ja havia saido. Meu quarto era o último do corredor, foi o último a ser aberto, quando me dei conta, apenas restava eu lá em cima.

Desci as escadas correndo, todas as portas estavam escancaradas. Passei por salas que eu jamais havia visto até chegar ao último andar. O silêncio completo me assustava, os gritos haviam parado, fui diminuindo meu ritmo até parar em frente a sala de recepção. Todos, crianças, faxineiros, enfermeiros do lugar, jogados no chão sem vida. Sangue por toda parte.

-Restou uma criança, Senhor. - disse um homem assustador, coberto por pano preto, à alguém que não estava ao alcance dos meus olhos.

Não fiquei para ouvir a resposta, coloquei toda energia que tinha em minhas pernas e corri como jamais havia corrido na vida. Ao entrar na cozinha, ouvi passos vindo em minha direção.

-Desculpe- me, são ordens. - Ele gritava.

Não havia lugar para se esconder, debaixo da mesa, dentro no armário, lugares tão óbvios. Não havia janelas ou outras portas, eu estava sem saída. “Porta secreta” - pensei. Fui até a pia, abri a cortina e lá estava estava, fechei a cortina e entrei dentro do grande buraco.

-Não dificulte as coisas, criança. - ele já estava dentro da cozinha.

Não era grande o suficiente, tive que arrastar minha barriga pelo chão. Estava tudo tão escuro, molhado, um fedor que me sufocava, tentei não deixar o desespero me dominar. Então vi uma luz, minha liberdade, me apressei e finalmente saí. Não reconhecia aquele lugar, me guiei pela luz da lua e fui em direção à floresta, não sentia ninguém me seguindo, mas meus pés corriam sem que eu mandasse. Meu corpo estava cansado, cada passo que dava ficava mais difícil… caí.



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