História Herdeira Manhattan - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Watchmen
Personagens Personagens Originais
Exibições 12
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem não tenho nada a declarar hoje.
Estou triste, mas ai esta o capítulo.
Boa leitura.

Capítulo 7 - Treinamento


Fanfic / Fanfiction Herdeira Manhattan - Capítulo 7 - Treinamento

Bom estou dormindo tranquilamente, quando ouço a janela do meu ser quebrada, me levantei rápido, mas alguem me imobilizou, tento me soltar, não da certo; me lembro do pouco que aprendi sobre luta.


Giro meu corpo e me solto, levo alguns golpes, tento me defender, mas é difícil sem ver nada, bloqueio um soco com o braço, mas e destrai e levei uma rasteira, cai no chão e esperei mais golpes, eles não vieram:


- Eu te disse que não pegaria leve!- Fiquei com raiva, Rorschach não podia me atacar no meio da madrugada, pela segunda vez- Você é fraca, lenta e tem medo de atacar, temos que melhorar isso!- maravilha além de ser atacada, ele ainda me diz que sou fraca


- Voce realmente é maluco!- falei levantado, me arrependi de ter feito esse comentario, afinal não sabia o que esperar dele.


Levantei, ele já estava na sala eu o acompanhei, senti que ele observava cada movimento meu, me analisando, me estudando, já estava ficando incomodada com aquela situação:


- Entao...- estava sem jeito, uma mistura de vergonha, raiva e um sentimento de que eu era uma inútil- Quer comer alguma coisa?


Continuei de pé esperando uma resposta, ele se encostou no sofá sem dizer nada, virou uma espécie de jogo do sério, mas não aguentei a pressão e virei o rosto:


- Feijão!- levantei a cabeça murmurando um "que"- Se tiver feijão, já estará de bom tamanho!


Balancei a cabeça e caminhei até a cozinha, sorte que eu tinha um pouco de comida guardada na geladeira, tinha feijão sim, mas eu pensei que ele não devia comer direito. Peguei o feijão, arroz, um pouco de purê e um pedaço de frango, aqueci no micro-ondas e o chamei.


Ele olhou para o prato, acho que estranhou o tratamento, se sentou em uma banqueta, pegou o prato, olhou por um tempo, levantou a parte de baixo da mascara, ate o começo do nariz, e começou a comer.


Olhei o pouco do rosto revelado, ele tem um queixo quadrado, lábios finos, parece que seu rosto é bem magro, uma barba rala cobria seu rosto, tinha uma coloração bem clara, acho que era avermelhada.

Ele comeu tão rápido que eu nem notei quando ele acabou, se levantou abaixando a máscara, acho que reparou que eu o olhava:

- Vista uma roupa discreta e pegue seu taco de baisibol vou te dar a primeira lição!- fiquei chocada


- Nao da, são três da manhã, já faz dois dias que eu nao durmo direito!

- Você logo vai entender que consegue ficar acordada durante horas e ainda ser eficiente!- as marcas na mascara mudaram, ele estava se irritando- Ande se vista não temos muito tempo, meu "amigo" logo deixara o local do nosso encontro! E arranje uma máscara!

Não esperei ele pedir novamente, as marcas em sua mascara mudavam muito rápido, acho que não era um bom sinal. Fui ao meu guarda roupa, pensei em qual roupa vestiria, peguei uma camisa preta não muito justa, uma blusa canguru também preta até o meio das coxas, uma leggin preta, meus al-star de caveiras.


Agora só faltava a máscara, bom eu só tinha uma mascara ninja, teria que servir, quase me esqueci do taco. Sai já vestida, ele me olhou, apontou para meus cabelos, prendi e os coloquei por dentro da blusa:


- A mascara?- eu ergui a mascara ninja, ele concordou.


  Vesti a mascara e coloquei o capuz, fui em direção a porta, olhei para ele, estava saindo pela janela, agradeci mentalmente por estar de mascara pois meu rosto ficou quente( tenho certeza que também vermelho)


Descemos as escadas da saída de incêndio, ele pulou a última parte onde faltava um pedaço da escada, olhou para cima onde eu estava, "acho que ele nao vai me segurar", pulei, sorte que não cai de mal jeito.


Começamos a caminhar na madrugada.


########################



Andamos por uns vinte e cinco minutos, todos em silencio. Chegamos a um beco, ele pôs a mão na parede, bom eu achei que era, empurrando, era uma porta de bar, entramos todos os olhares se voltaram para nós:

- Francis Corleone, estamos procurando por ele!- Rorschach olhou para todos no bar esperando uma resposta, de repente todos olharam para um careca forte, que estava sentado num canto mais afastado


- Que porra! Eu emprego metade de vocês e é assim que me retribuem?- ele olhou para o Rorschach com medo, depois para mim, sorrindo perverso- Que isso Rorschach? Não sabia que trazia putas com você!


Caminhamos calmamente ate a mesa do careca, o comentario tinha irritado meu tutor, as marcas da mascara mudavam rapidamente :


- O que você sabe sobre Ichira Noarin? O traficante de pessoas?- o careca so olhou para o Rorschach, notei que ele iria pegar uma faca.


Se levantou rápido, a sorte foi que o Rorschach também tinha percebido, pegou a mão do careca e a virou para trás, segurou a cabeça dele e bateu contra a mesa:


- Eu não sei de nada, não sei de nada!- praticamente chorou essas palavras mas ela não convenceram


- Calym!- ele olhou para mim, gostei do apelido- Quero que bata com o taco no braço dele! Vamos ver se ele mente agora!


Eu não questionei, mas precisei de todas as forças para fazer aquilo:


- Entao é assim que funciona, você manda e a putinha faz! Imagino se é assim na cama!


Ta bom, depois disso não foi tão difícil, ergui o taco e bati com força no braço dele, o som do osso quebrando foi alto e doloroso, o grito do Corleone ecoou pelo bar, mas ninguém interveio:


- Ta bem, ele trabalha na parte baixa e em algumas agências! É só isso que eu sei!- Rorschach ainda não estava convencido, acenou e eu bati novamente, na perna dessa vez, mas foram necessários dois golpes para quebra-la


- Ta bem ele vai se encontrar amanhã a noite com alguns contrabandistas, eles vão levar varias pessoas para o porto!- acho que o golpe na perna foi muito forte, ela começou a sangrar, ele chorava- Me solta eu não sei mais nada!


- Pra onde vão leva-los?- Rorschach gritou com o bandido


- Eu juro que nao sei!- escorriam lágrimas e meleca no rosto dele, mas a "entrevista" não tinha acabado, Rorschach me indicou para que batesse nas costas do infeliz. Eu segurei o taco como se fosse rebater, bati com toda a força que consegui arranjar, ele urrou de dor, as pernas pararam de se debater, eu tinha quebrado a coluna dele- Sua... Haa, ta bom. Eles vão leva-los de navio ate o Caribe, de la vao coloca-los num cargueiro que vai para a China! Me solta é tudo o que eu sei!

Rorschach o soltou, Francis se virou com o braço bom, ficando de barriga para cima:

-Sua vadia mandada, eu vou te matar desgraçada, ouviu, vou te matar!

Ele não devia ter dito aquilo, Rorschach se irritou profundamente, tomou o taco das minhas mãos. Caminho de volta a mesa e bateu com força na cabeça dele, muito sangue escorreu do ferimento, o nariz dele e uma parte da testa afundaram, ele estava morto.

Caminhamos num silencio mórbido até o meu apartamento, ele carregava o taco ensanguentado, na escada de incêndio ele me ajudou a subir.


Fui direto para o banheiro, me despi e tomei uma longa ducha, tentei aceitar o que tinha feito, mas minha consciência insistia que aquilo era errado. Voltei para o quarto e recoloquei meu pijama, será que ele ainda esta aqui, será que a consciência dele também fica pesada?

Fui para sala, ele estava la parado em pé ao lado do sofá:

- Eu não posso continuar com isso!- o rosto dele virou devagar para onde eu estava- Quero aprender com você, aprender o modo como você trabalha, mas não vou conseguir torturando pessoas!

Ficamos em silêncio por um tempo, ele respirou fundo para poder falar:

- Quer aprender comigo? Vai ter que aguentar o modo como ajo!- eu o olhei, acho que notou que eu estava apreensiva- Mas se isso ajudar, aquele homem estuprou varias mulheres e algumas crianças, tráficou varias pessoas; assassinatos e tortura estavam na ficha dele! Agora ele não machucara mais ninguém!


Aquilo me deixou um pouco melhor, mas não para aceitar o assassinato dele:


- Ele foi quem quase violou sua amiga a anos atrás!- agora eu me sentia melhor, pelo menos eu tinha um motivo- Você vai treinar comigo, afinal você me escolheu como tutor!- ouvir aquilo foi como uma facada- Eu não sou injusto, só quem merece passa pelo meu julgamento!


Sentei no sofa tentando entender como ele via o mundo, e entendi que os que mereciam deviam ser punidos:


- Aceito seus termos!- ele concordou com a cabeça


- Levante, vou te ensinar um pouco de luta!


Afastei o sofá, e minha terceira lição começou.


########################



Ja estava amanhecendo quando paramos, eu estava suada e dolorida, ele não pegou leve. Me ensinou como esquivar e o melhor modo de atacar considerando meu peso e altura, eu quase o derrubei, mas ele era mais experiente e previu o ataque me bloqueando.


Ele me golpeou com uma rasteira, mas eu segurei no casaco derrubando ele por cima de mim; ficamos assim por um tempo, nossos rostos a centimetros um do outro. A mascara dele tinha se movimentava devagar, eu senti a respiração quente dele no meu rosto, senti que me olhava intensamente:


- Acho, que já treinamos o bastante, por hoje!- nunca tinha ouvido a voz dele tão calma, tão em paz.


Senti uma sensação maravilhosa, nostálgica, estava em paz, não me sentia assim desde a morte da minha avó, continuei olhando fixamente para a mascara. Ele levantou e me estendeu a mão, eu aceitei me levantando:


- Tenho que ir embora!- nem esperou minha resposta, saiu em direção a janela e sumiu.


 


Foi intenso, minha cabeça esta girando, foram muitas coisas para uma noite só.

Pov's Rorschach

A garota tem realmente potencial, não questionou meus métodos, quando estávamos no bar, so ficou com um pouco de remorso quando terminamos.


Expliquei o por que de não precisar ter pena de cachorros como ele e ela entendeu.


Notei o quanto ela aprendia rápido e de como se lembrava do que Kovacs à ensinara. Tenho que admitir, ela quase me derrubou duas vezes, mas não foi o suficiente, meu último golpe nos fez cair, estávamos a centimetros um do outro, notei que ela ainda era linda, os cabelos poderiam estar azuis mas combinavam com ela. Me coração bateu mais forte com aquele pensamento e lembranças voltaram a minha mente.

Flash back on

Eu estava com quatorze anos, Irina e a avó Josefa, ficaram ao meu lado quando eu fui para o orfanato. Tinha arrancado a orelha de um garoto com os dentes, ele tinha me irritado por causa do "trabalho" da minha mãe.


Era domingo, me deixaram sair para ir aonde quisesse, como sempre Irina estava me esperando na porta do orfanato com a avó, iríamos a um parque de diversões:


- Walter!- Iri veio correndo ate mim me abraçando- Vamos logo, vai ser muito legal!


Mesmo tendo quase à mesma idade, ela era bem mais ingénua que eu, a infância dela nao tinha sido arrancada, como a minha.


Fomos de ónibus até o parque, Irina me puxou pela mão correndo até a entrada. Fomos em todos os brinquedos, eu não evitei e comecei a sorrir. No fim da noite compramos algodão doce e caminhamos entre as barracas até um lugar onde podíamos ver as estrelas, era uma colina, deitamos e ela me mostrou varias constelações, eu so prestava atenção no rosto dela, em como ela era linda.


Ela me olhou sorrindo, mas seu sorriso foi diminuindo, ela olhava meu rosto; me aproximei calmamente aproximando nossos rostos, sentido a respiração um do outro, ela fechou os olhos, aproximando ainda mais nossos rostos, juntado os lábios dela com os meus, foi um beijo doce e calmo, o meu primeiro, o dela tambem.


Abrimos os olhos e sorrimos, ela deitou no meu peito e voltou a explicar as constelações.


Na volta para casa eu segurei a mão dela o tempo todo; na porta do orfanato a avó dela se afastou nos deixando a sós:


- Iri, quero te perguntar uma coisa!- ela riu de mim, eu devia estar vermelho- Você quer ser minha namorada?


Ela arregalou os olhos e começou a dar pulinhos:


- Sim, sim, sim, sim, sim!- me abraçou forte e disse uma coisa que eu nunca tinha ouvido de ninguém ao menos para mim- Eu te amo Walter Kovacs!


Ela chorava, eu tambem mas era de felicidade:


- Tambem te amo Irina Carter!


Beijei ela novamente, dessa vez, de língua.


Essa é minha lembrança mais feliz ate hoje.


Flash back off



Caminho pelas ruas de Nova York, tentado não sentir aquilo novamente, estaria pondo nós dois em perigo se cedesse ao sentimento.




Notas Finais


Tentei por um pouco de amor, na historia sofrida do Walter, ele merece já que se torna um dos melhores heróis das hqs.
Beijos bom dia, ou sei la o horário que lerão.
Bay bay beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...