História Herdeiros da Magia - Capítulo 46


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Categorias Originais
Tags Demonios, Escola De Magia, Magia, Magos
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Palavras 6.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Postando super-rápido para vocês, tenho certeza que vão adorar isso!!
Começa o 2º dia dos jogos mágicos e a coisa tá se desenvolvendo, é hora de alguém assumir a liderança e fazer as coisas ferverem.
Ah sim, e acho que vocês estão interessados no que rolou no dia anterior né? Safadinhos!

Capítulo 46 - Capitulo 46 O 2 Dia dos Jogos Mágicos.


Fanfic / Fanfiction Herdeiros da Magia - Capítulo 46 - Capitulo 46 O 2 Dia dos Jogos Mágicos.

Capitulo 46 – O 2º Dia dos Jogos Mágicos.

 

 

- Hei Suvia, aconteceu alguma coisa ontem? – perguntou Ryna – eu notei que a mamãe e o papai estão muito tensos, quase nem comemorando os jogos de ontem.

 

A jovem serva travou diante da pergunta, o imperador deixou ordens expressas para que ela nunca falasse nada para qualquer um, ele não especificou sua filha mas também não disse que podia, no fim ela estava encurralada.

 

- e-e-eeu na-não sei de nada – respondeu ela virando o rosto toda nervosa.

- falando assim você confirma que aconteceu alguma coisa – disse Ryna suspirando – mas tudo bem, eu não vou lhe causar problemas, depois eu descubro sozinha.

 

Suvia ainda estava bem nervosa enquanto Ryna a ajudava a se vestir, na verdade esses papeis invertidos incomodava ainda mais, depois que elas terminaram Suvia agradeceu e Ryna foi trocar de roupa de novo, durante o jantar de ontem ela precisou usar um vestido mas agora voltava para o uniforme da academia (já devidamente limpo), depois de fazer uma refeição rápida ela foi falar com seus pais.

 

- Eu estou indo, me desejem sorte – disse Ryna respeitosamente enquanto cumprimentava seus pais.

- Espero que mostre mais das suas habilidades hoje – respondeu Eldair enquanto comia.

- Isso vai depender das provas que teremos hoje – respondeu ela – pessoalmente eu torço para que meus amigos possam participar.

- Então divirta-se, e faça uma boa apresentação hoje – disse seu pai.

- E mais tarde vamos falar sobre o motivo de todos estarem tensos – disse ela.

 

Eldair fez uma expressão séria, mesmo quando ele tentou manter tudo na normalidade ainda assim sua filha percebeu, de acordo com Aesty ela estava na mira do interesse dos dragões, mas não especificou se isso era no bom ou mal sentido, Aesty também manifestou interesse em conversar com a Ryna e por isso ele redobrou a atenção.

 

- São problemas políticos, não precisa esquentar com isso – respondeu ele.

- Vão ser meus problemas no futuro, então eu quero saber de tudo – disse ela – mas agora eu tenho que ir, até mais tarde.

 

Ryna deixou a sala de jantar e seguiu os corredores do palácio falando com os ocasionais servos que encontrava, mais tarde ela chegou na sala onde os teletransporte eram realizados, após falar com a equipe responsável ela foi enviada para as coordenadas dadas, que era justamente o salão principal do hotel onde estavam hospedados, ela ouviu sons no salão de jantar do hotel e foi checar, lá encontrou Jinshu e Karias tomando o café da manhã, o Deriv que era o membro reserva do time também estava comendo, mas todos os outros estavam ausentes.

 

- Cadê todo mundo? – perguntou Ryna preocupada – já tá quase na hora de irmos.

- Exageraram na comemoração ontem – respondeu Karias – além de outras coisas.

- Outras coisas? Como assim? – perguntou ela sem entender.

- Suba e confirme você mesma – respondeu Jinshu.

 

Ryna realmente não entendia isso, por isso ela subiu as escadas e foi para o corredor que interligava os quartos, ela havia alugado o hotel inteiro para eles durante os jogos mágicos e por isso eram os únicos hospedes, o primeiro quarto que ela foi ver foi o da sua prima Reina, mas antes de chegar na porta ela ouviu uma barulheira vindo do interior.

 

- SEU FILHO DA PUTA!! – gritou Reina enquanto Emílio voava pela porta e se esborrachava na parede.

- aiai, não me diga que...

- Eu não acredito que você fez isso comigo! – gritou Reina saindo do quarto – eu estava bêbada! Isso é o mesmo que estupro!!

- Epa! Você estava plenamente consciente do que fazia! – respondeu Emílio em sua defesa – tanto que foi você que me agarrou primeiro.

- O que!? Eu nem lembro disso!! – continuava ela – eu jamais faria isso de novo com você!!

- Não? Quem foi que disse que ia ser a bainha para a minha espada? – perguntou ele cruzando os braços e olhando-a de forma sarcástica!

- Eu... eu... eu não estava em minha plena razão! – disse ela ficando toda vermelha.

- Antes disso, você não vai querer vestir uma roupa? – sugeriu Ryna – do jeito que tá suas reclamações perdem fundamento.

 

Reina percebeu que estava só de calcinha, ela rapidamente cobriu os peitos com as mãos e correu pra dentro do quarto fechando a porta, Emílio no chão estava rindo um bocado e levantou-se com uma certa dificuldade, como ele estava só de cueca Ryna evitava olhar para ele.

 

- Eu vou pedir desculpas pra ela mais tarde – disse Emílio – mas foi como eu disse, ela começou.

- Quantas vezes já foram? 3 vezes? – perguntou Ryna – você parece sempre se aproveitar dessas chances.

- Ou será que ela cria essas chances? – perguntou ele meio sorridente.

 

Ele pediu desculpas e foi para seu próprio quarto, depois desse incidente Ryna meio que tinha perdido todo o espirito competitivo que vinha acumulando, principalmente por ver que sua prima estava se dando bem enquanto ela já tava morrendo de vontade por dentro, guardando essa frustração Ryna foi bater no quarto de Varatane, ela bateu na porta mas não teve resposta nenhuma, percebeu que a porta estava aberta e entrou pra olhar.

 

- Bem, ela dormiu aqui não foi? – perguntou-se vendo a cama bagunçada e as roupas dela espalhadas no chão – então onde ela foi parar?

 

Ryna checou o banheiro mas não a encontrou lá, estranhando isso ela foi verificar os outros quartos, o próximo era o do Darch e ela encontrou a porta destrancada também, abrindo para checar ela viu uma cena que a chocou completamente.

Darch e Varatane estavam deitados na cama, completamente nus e abraçados, o corpo do Darch estava cheio de hematomas, arranhões e umas marcas estranhas que lembravam cordas, Varatane agarrada nele estava com o cabelo todo bagunçado e um sorriso de total satisfação na cara, Ryna ficou travada na porta olhando aquela cena por quase um minuto.

 

- Ah esses dois se divertiram bastante – comentou Emadora que apareceu ao lado dela – como meu quarto ficava do lado eu não consegui dormir, mas me sinto meio empolgada para os jogos.

- Esses dois... – rosnou Ryna furiosa – quanto tempo mais pretendem ficar assim!?

 

Ela gritou disparando um relâmpago sobre os dois, como a magia foi ajustada não causou danos físicos, mas o impacto e o choque acordaram os dois rapidinho, além de afundar a cama no chão, quando se recuperaram do atordoamento os dois perceberam a situação em que estavam, Varatane rapidamente agarrou o lençol e se enrolou nele, já Darch pegou uma dos travesseiros e pôs na frente das suas partes intimas.

 

- Temos menos de uma hora pra chegar no estádio e vocês dois ainda estavam assim!? – continuava Ryna – deem um jeito nisso e vamos logo!!

 

Ryna saiu pisando forte e foi para o quarto onde ela guardava suas coisas, depois do choque da situação Varatane ficou toda vermelha de vergonha enquanto Darch estava meio pasmado, a meio-elfa viu as marcas que deixou nele e rapidamente começou a cura-lo, Darch apenas suspirou e se sentou no que restou da cama.

 

- Nossa, é a primeira vez que a vejo com tanta raiva – dizia Emadora – ou será que isso foi ciúmes?

- Não ponha mais lenha na fogueira, eu sinto que hoje vai ser fogo – disse Darch – viu só o que eu disse?

 

Ele falou olhando pra Varatane, o fato é que depois que começou os dois não pararam mais e foram fundo nisso, parte da culpa foi o álcool mas também teve a questão de que os dois relembraram aquele evento na casa de férias e simplesmente não conseguiram mais se segurar, no final só pararam depois que ambos apagaram.

 

- Desculpe pelo que fiz – disse Varatane – mas eu não estou arrependida.

- como você conseguiu usar magia bêbada daquele jeito? – perguntou ele – aquelas raízes apertaram bem forte.

- E como você fez aqueles movimentos mesmo amarrado? – perguntou ela da mesma forma.

- Eu andei praticando – respondeu ele.

 

Foi inevitável eles rirem disso, Darch já estava curado mas estava cheio de hematomas, nada que o uniforme não escondesse, apesar de constrangidos eles não estavam num clima ruim, apenas se evitariam por um tempo, quando Varatane saiu enrolada no lençol Darch fechou a porta do quarto e foi tomar um banho para depois se trocar, felizmente eles tinham o Ardof pois se dependessem de ir andando até o estádio eles não chagariam a tempo.

No saguão onde todos estavam reunidos só faltavam eles, Mastela ainda estava apagada e por isso decidiram deixa-la dormindo em seu quarto, Ryna parecia evitar a dupla que entendendo como ela se sentia decidiram deixa-la em paz, Emadora que já tinha tudo planejado deu um cachorro-quente para cada um pra que não fossem de barriga vazia.

 

- Eu não vou perguntar o que aconteceu, mas eu espero que isso não interfira nos jogos – avisou Ardof – apenas se concentrem em dar o seu melhor lá.

 

Ardof abriu o portal para todos passarem pro estádio, faltavam 10 minutos para começar o show de abertura e quase todo mundo já havia chegado, enquanto o show acontecia o fiscal iria verificar o equipamento que eles trouxeram, não poderia haver nada a mais ou diferente do que foi trazido no primeiro dia, era um meio de impedir que os participantes arranjassem itens específicos para derrotar seus adversários.

 

- Olha, quanto a minha reação lá... eu sinto muito – disse Ryna se curvando para os dois – eu meio que fui pega de surpresa e não soube como reagir.

- Tudo bem, foi um pouco chocante mesmo – disse Varatane sem graça – nós não planejamos aquilo.

- Mas eu fico feliz por vocês, parabéns – disse Ryna tentando manter um sorriso no rosto – todo mundo concorda que vocês ficam bem juntos.

- Espera o que? Não estamos namorando e nem nada disso – disse logo Darch – aquilo foi... um imprevisto ocasional.

 

Varatane fez uma breve expressão triste mas depois voltou ao normal, Ryna imaginou o que estava passando pela cabeça dela, mas esse assunto teria que esperar para depois dos jogos mágicos, pois agora era hora de dedicar toda a sua vontade e força para participar.

 

- Agradecemos a atenção de todos vocês em nosso show de abertura de hoje – dizia o narrador – o próximo evento já foi selecionado pelo nosso comitê organizador, será a batalha individual!

- Oh! Finalmente voltamos ao planejado! – disse Emadora empolgada.

- Já reparou que a alegria dela é ver os seus planos dando certo? – comentou Darch.

- Então sugiro que se prepare, dessa vez é você quem vai – respondeu Emílio.

- Espere um pouco, por que eu não fui escolhida? – questionou Reina.

- Enviar um mago de combate é o senso comum, todos farão isso – respondeu Emadora com um ar de intelectual – então para quebrar o senso comum vamos enviar a nossa arma secreta.

- Espera, eu sou uma arma secreta aqui? – perguntou Darch.

- Claro que é, duvido que qualquer um deles tenha um mago negro – respondeu a outra – além disso essa prova é a chance perfeita para apresenta-lo.

- No fim a ideia dela é apenas causar um grande impacto – disse Ryna – mas se você não quiser ir tudo bem, podemos mandar a Reina.

- Não precisa, guarde ela pra uma hora importante – respondeu Darch pegando suas coisas – minhas magias funcionam melhor no mano a mano.

 

Darch equipou sua armadura leve e sua espada e seguiu para o centro da arena, como seriam simples batalhas não havia a necessidade de ativar a arena dimensional, cada escola mandou um dos seus representantes que se reuniram no centro da arena em volta do juiz.

 

- Toda e qualquer estratégia ou magia é válida aqui, as lutas durarão até um dos dois ficar incapacitado ou desistir – explicava o juiz – se a luta não acabar em meia-hora o comitê organizador decidirá por conta própria quem venceu a luta.

 

Também foi explicado que os pares seriam sorteados aleatoriamente, cada um deles recebeu uma pequena esfera de cristal, quando ela brilhasse os dois deveriam ir pra arena e se enfrentar, aquele que vencesse receberia 5 pontos enquanto que o perdedor receberia apenas um, era a chance de mudar o placar e subir na frente, ou ficar pra trás em desvantagem.

 

*******************************

 

(um pouco antes)

 

- Como está a situação? – perguntou Eldair em uma reunião numa sala privada.

- Aesty usa magia dimensional para se deslocar daqui para seu hotel – respondeu o guarda ajoelhado – infiltramos alguns espiões no hotel, mas dificilmente vamos conseguir nos aproximar dele.

- Não precisa, quero evitar qualquer incidente que possa aborrece-lo – avisou Eldair – só precisamos acompanhar seus passos, mais que isso é perigoso.

- Temos que ficar felizes por ele não querer fazer turismo pela cidade – comentou Cedric – mas supondo que ele decida fazer isso, o que vamos fazer?

 

Eldair olhou para Galtran, o general após saber sobre Aesty foi buscar seu equipamento épico e trouxe reforços, ele não esperava ter que usar nada disso mas estava preparado pra eventualidades, ele também explicou que trouxe do oeste uma equipe de dragonslayers.

 

- Não é perigoso trazer os inimigos naturais dos dragões? – perguntou Cedric.

- Eles não atacam dragões indiscriminadamente, eles apenas fazem dos dragões sua principal presa – respondeu Galtran – os dragonslayers são os mais cientes do perigo que dragões representam, por isso sabem lidar com eles, até mesmo de forma diplomática.

- Vamos apenas torcer para que não precisemos de nada disso – dizia Eldair – pela minha conversa com ele pude sentir que ele não é um tirano e nem um destruidor, mas também não parece o tipo que tolera insultos ou desafios.

 

Nesse momento alguém bateu na porta, era um dos guardas-reais avisando que o show de abertura estava acabando, como patrocinador do evento era dever do imperador estar presente para assistir todos os eventos e garantir o prosseguimento.

Depois de dispensar os agentes ele seguiu com sua guarda e seus homens de confiança para o camarote real, sua esposa e a substituta de sua filha aguardavam por ele, Suvia como sempre nervosa pelo teatro que tinha que realizar, mas felizmente não houve necessidade alguma dela interpretar o papel de princesa.

 

- Qual será o próximo evento? – perguntou Eldair.

- Será batalha individual, cada representante contra outro escolhido aleatoriamente – explicou o guarda.

- hun, espero que não tenha uma morte dessa vez – disse ele lembrando do ano passado.

 

Eldair assistiu as escolas enviarem seus representantes, cada um deles parecia bem forte para os padrões de alunos, prestando atenção no enviado pela academia arcana ele notou que era o rapaz que ele viu de relance quando visitou a academia.

 

- Aquele é o Darch, eu o conheci quando visitei a região sul – comentou Galtran – ele é um ótimo rapaz, mesmo sendo um mago negro, tenho algumas expectativas sobre ele.

- Então aquele é mesmo o Darch, vamos ver do que ele é capaz – comentou o imperador.

 

Enquanto isso Aesty já estava em seu camarote, os jogos de ontem conseguiram despertar seu interesse, por isso ele queria ver mais disso, com seus olhos quase divinos ele viu a aura negra em volta do Darch, isso chamou bastante sua atenção.

 

- Um mago negro participando? – perguntou-se – mas onde foi que eu já vi essa aura antes?

 

******************************

 

A primeira rodada das lutas individuais acabara agora, a academia Circinus do oeste enviou um mago natural com a excelente magia de manipular a terra, graças a isso ele não teve problema nenhum para derrotar seu adversário da escola Crater que lutava apenas com magia de fogo.

Ver o primeiro combate deu uma boa ideia para os outros participantes, assim como Emadora disse nesse evento lutar de forma óbvia era a pior estratégia, por isso aqueles que tinham uma estratégia elaborada com truques estaria mais a frente.

Assim quando o mago da Focland entrou em campo contra o mago da Meyjane todos esperaram uma boa luta, o mago especializado em itens mágicos logo tratou de invocar dois golens de batalha, enquanto que seu rival invocou uma ave flamejante de grande porte.

 

- A escola Focland tem uma imensa vantagem nestes jogos, seus golens são tratados como tens mágicos – explicava Karias – isso significa que não há um limite real de quantos podem ser usados, se eles trouxeram um pra cada membro...

- É verdade, se eles compartilham os golens entre si eles podem usar quantos quiserem – dizia Ryna – é bom ver isso antes de termos que enfrenta-los.

 

Como esperado o aluno da Focland venceu quando invocou um terceiro golem, o aluno da Meyjane quando foi pego pelo golem que liberava correntes rapidamente desistiu da luta, com isso a escola Focland ganhou 5 pontos assumindo a liderança temporariamente.

 

- Agora vamos para a terceira rodada das lutas individuais – anunciava o narrador – os próximos dois representantes serão escolhidos agora, então vamos ver quem seguirá pra arena agora!

 

As duas pequenas esferas cristalinas começaram a brilhar, uma delas estava na mão do Darch que entendeu ser o próximo competidor, ele olhou ao redor para saber quem seria seu adversário e ficou um pouco espantado por ver quem era.

 

- Ah droga, de todas as pessoas... – dizia ele vendo seu adversário.

- Já temos os nomes dos representantes, pela academia arcana de magia temos o representante Darch – anunciavam para todos ouvirem – e pela Ordem da Luz temos Hector.

 

Darch seguiu com seu adversário para o centro da arena, o mago representante da ordem da Luz usava uma armadura de batalha completa e carregava uma espada, ele fazia jus a reputação de soldado dos deuses, e tudo era tão branco que chegava a irritar o Darch, definitivamente ele sabia que essa luta ia ser um problema pra ele, o jeito era evitar uma polemica ou então vencer de uma vez, na verdade ele já tinha uma estratégia em mente.

O esquema da luta seguia o mesmo dos duelos mágicos da academia, cada participante tinha o direito de lançar uma magia assim que o duelo começasse, depois disso eles precisavam se virar pra derrotar o oponente, o que significava que a primeira magia poderia até mesmo determinar o rumo de toda a luta que viria depois.

 

- “Bom, eu tenho a vantagem aqui, só espero que isso funcione” – pensava Darch se preparando – “ah cara, isso vai feder bastante pro meu lado mais tarde”

- Já estão prontos? Então podem começar! – ordenou o juiz se afastando rapidamente.

- {Anjos da gloria e esplendor, concedam sua graça para os meros mortais} – começou o aluno da ordem da luz – [Vestimenta dos Deuses]

- {Detentora da escuridão, observe o desespero de nossas presas, alegre-se com o caos} – conjurava Darch – [Campo de Conspurcação]

 

A magia do Hector fez uma armadura de luz surgir sobre seu corpo sobrepondo a que ele usava, além disso sua espada estava coberta de chamas sagradas.

Mas a magia do Darch fez um olho de Mana negro se abrir no chão sob os pés dos dois competidores, quando o olho piscou um globo de escuridão surgiu do nada engolfando a ambos, ninguém que estava do lado de fora podia ver o que acontecia lá dentro, e lá dentro Hector só conseguia enxergar as coisas graças a sua [Vestimenta dos Deuses], mesmo assim ele foi completamente pego de surpresa pela magia do Darch e demorou bastante para reagir.

 

- Isso é magia negra!! – gritou Selvarino onde estavam seus outros alunos – aquele cara é um mago negro!!

 

Uma confusão se formou onde os alunos da ordem da luz estavam, enquanto isso na arena Hector explodiu sua [Vestimenta dos Deuses] para dissipar toda a escuridão ao seu redor, até mesmo Darch surpreendeu-se com isso quando viu sua magia de 5º nível explodir como um balão, Hector ao ver seu adversário avançou num intenso desejo de matar o mal diante dele, Darch ao ver a investida apenas teve tempo de erguer sua espada e bloquear o ataque enquanto Hector tentava atravessa-lo.

 

- Demônio! Como ousa manchar esta arena com sua presença!? – gritou Hector.

- Hei, seu chefe matou um monte de gente aqui ontem – explicou Darch – então eu não sujei nada aqui.

- Então eu vou fazer você se juntar aos seus amigos corrompidos! – gritou Hector forçando seu ataque.

- Ok então, já que não vai ser por bem vai ser por mal – respondeu Darch.

 

A sombra dos pés do Darch se expandiu até cobrir o espaço entre ele e seu adversário, de repente uma serpente gigante saltou da sombra já abocanhando Hector e se enrolando nele velozmente, a serpente mais parecia feita de piche e tão logo enrolou-se na sua presa começou a engoli-lo, o público assistiu aquilo horrorizados ao ponto do silencio imperar no lugar, somente quando a serpente terminou de engolir Hector é que um som foi feito.

 

- Hei senhor juiz, eu acho que ganhei não é? – perguntou Darch.

- hãnnn... ah sim, o seu oponente não pode mais lutar – disse o juiz meio bestificado.

 

Darch fez um gesto com a mão e a serpente se desfez numa gosma preta grudenta, Hector estava inconsciente após emergir da gosma mas ainda respirava e estava inteiro, alunos da ordem da luz correram para socorrer seu companheiro enquanto Darch voltava para onde seus amigos estavam.

 

- Cara, isso foi assustador pra caralho – disse Emílio meio pálido – mas até que foi legal.

- Her... parabéns pela vitória – disse Varatane um pouco assustada.

- Sim, parabéns pela vitória – disse Ryna – não se importe com o que outros pensarão, você lutou honestamente.

- Eu exijo a anulação desta luta! – gritou alguém bem alto – um mago negro não deveria participar dos jogos mágicos!

 

Todos olharam para o centro da arena onde o paladino Selvarino gritava, depois de aclamação dele todos no estádio começaram a falar sobre isso, o som se espalhava por todo lugar e era quase impossível ouvir qualquer coisa, o juiz tentava acalmar Selvarino enquanto o comitê organizador pedi silêncio para continuarem, mas o público também exigia que essa luta fosse anulada.

 

- Eu disse que isso ia dar merda – comentou Darch se sentando em seu lugar e cruzando os braços.

- Não se preocupe, era importante apresenta-lo agora – explicou Emadora – se deixássemos isso para um momento decisivo poderíamos ter um efeito muito pior, então agora mesmo que a luta seja anulada o prejuízo não é grande.

 

O comitê organizador anunciou que entraria em reunião para deliberar sobre o assunto, após isso o estádio finalmente se acalmou e esperou o resultado, levou 5 minutos para o comitê anunciar que iriam consultar o imperador para determinar sobre as regras, se o imperador desse a sua palavra ninguém poderia contesta-la.

 

- Esta é a decisão final do comitê apoiada pelo imperador – anunciava a voz para todos ouvirem – as regras não proíbem a participação de um mago negro, e Darch é um aluno devidamente registrado na academia arcana, como ele também não tem mandado de prisão sua participação nos jogos mágicos é perfeitamente legal.

 

Naturalmente houve o som de revolta do povo, mas essa revolta era muito pequena se comparada a anterior, pois como foi uma decisão do próprio imperador era perigoso contesta-lo, com o anuncio da pontuação o placar foi ajustado oficialmente e com isso a academia arcana subia para a liderança temporariamente.

 

- Acha que eu vou aceitar esta blasfêmia? – disse Selvarino surgindo na frente dos alunos – um mago negro jamais deve ser aceito em nosso meio, é como um veneno!

 

Ele estava liberando uma aura brilhante que seria mortal para demônios inferiores, os alunos da academia arcana rapidamente entraram na frente dele para impedi-lo de atacar Darch, mas este pediu para todos se afastarem e deixar que o que viesse seguisse em frente, ele jamais deixaria que seus amigos se machucassem para protege-lo.

 

- Acho que você entende isso Selvarino, mas Darch é um dos meus alunos – disse Ardof surgindo na frente dele – de modo que não posso permitir que você ponha as mãos nele.

- Você acha que pode me impedir Ardof? – avisou Selvarino sacando sua espada – eu ainda não esqueci que você guarda um arquidemônio no seu porão.

 

Ardo também começou a liberar uma poderosa aura ao seu redor, como mago dimensional ele poderia invocar os mais fortes anjos ou demônios, poderia até mandar Selvarino para uma dimensão infernal, mas seu oponente era alguém de nível igual em termos de poder magico mas com habilidades marciais refinadas, se os dois lutassem agora ninguém saberia dizer o estrago que fariam.

 

- Já chega dessa infantilidade, vocês dois – disse Cedric que se teleportou até lá – Eldair já determinou a ordem, e se insistirem nisso os dois serão mandados embora.

- Bem, estamos perfeitamente em paz aqui – disse Ardof – se alguém puder controlar seus impulsos...

- Resolveremos isso fora daqui – respondeu Selvarino indo embora.

 

Quando ele se foi a tensão no local voltou ao normal, os alunos que estavam no meio disso sentiram como se uma tonelada tivesse saído de cima deles, especialmente Darch para quem a hostilidade era dirigida, mas essa situação mostrou o enorme poder de um arquimago e o quanto faltava para eles alcançarem tal poder.

 

 

*************************************

 

- hahahahah os humanos deste reino são engraçados – dizia Aesty rindo – mesmo seus magos brancos são assim?

- É tão bom ver nosso lorde se divertindo – disse uma de suas servas – em nosso reino há pouca diversão.

- Vocês têm razão, precisamos de eventos assim em nosso reino – comentou Aesty – talvez até ajude a acalmar os ânimos de toda aquela agressividade reprimida dos nossos irmãos.

- Eu vou levar isso em consideração – disse uma voz trovejante se manifestando no camarote.

 

Ao ouvir a voz Aesty imediatamente se levantou enquanto seus subordinados praticamente se atiraram ao chão prostrados, no centro do camarote uma aura em formato de dragão estava se manifestando, Aesty ia voltar para sua verdadeira forma mas parou no meio do processo, ele assumiu apenas uma forma hibrida para não destruir o lugar.

 

- Lorde Bahamut, não precisava vir até tal lugar – dizia Aesty curvando-se – se era seu desejo falar comigo eu teria ido imediatamente ve-lo.

- Não faz mal, de qualquer jeito “eu” não estou presente mesmo – disse ele se referindo a sua projeção – hun? Tem uma magia ao redor deste lugar?

- Me perdoe senhor, é uma magia de monitoramento dos humanos – explicou Aesty – eu irei me livrar dela agora mesmo.

- Não precisa, o protocolo de visitas oficiais diz que eles estão numa posição superior não é? – dizia Bahamut – nesse caso respeitemos os caprichos deles.

- Se for a sua vontade... mas a que devo a honra de sua visita? – perguntou Aesty.

- Qual a sua impressão honesta sobre este reino humano? – perguntou Bahamut.

- Ele não é grande coisa, mas tem aspectos interessantes – respondeu Aesty – como eu mencionei antes estes jogos mágicos podem ser divertidos para nosso povo.

- E sobre a garota humana que parou aquela guerra? Ela é algo digno de nota? – perguntou Bahamut.

- Eu ainda estou em processo de avaliação meu senhor – respondeu o outro – ela participou dos eventos de ontem, seu nível magico é bem normal, talvez seja especial para os humanos.

- Talvez a impressão que tive foi exagerada, acho que estou ficando velho – brincou o rei dos dragões – fazer um ancião se mover por tal coisa...

- De forma alguma meu lorde, é uma honra servi-lo – respondeu Aesty – de qualquer forma para os padrões humanos eu diria que ela é digna de governar, afinal procurou uma solução pacifica para um conflito que poderia vencer pela força.

 

Isso era algo estranho para um dragão dizer, normalmente eles nem sequer precisavam usar a força para obter o que desejavam, pois a sua própria força já era uma ameaça que não podia ser ignorada, mas alguns da espécie gostavam de obter pela força tudo que quisessem para renovar esse medo nos mortais.

 

- Embora eu não tenha dado uma ordem sinta-se livre para voltar quando quiser – continuou Bahamut – sua investigação acabou servindo ao meu interesse.

- Fico lisonjeado por isso, e também peço desculpas por agir por mero capricho – respondeu Aesty – voltarei pra casa quando estes eventos acabarem, também pretendo ter uma palavra com a humana.

- Sim, faça isso, e divirta-se – disse Bahamut antes de desfazer a imagem.

 

A imagem de Bahamut se desfez e a pressão do ambiente voltou ao normal, os servos que em momento algum ousaram levantar a cabeça agora o faziam para ver seu senhor, este parecia pensativo e por isso eles aguardaram ordens.

 

- Serimes, eu tenho uma nova tarefa para você – disse Aesty – quando for oportuno convide aquela humana para nos visitar.

 

******************************

 

- Não é tão fácil sem a ajuda de times fortes não é? – zombou Jeff da Ouriga.

- Isso ainda não acabou! – respondeu Perrau da Ministes.

 

Neste momento estava ocorrendo a última luta das batalhas individuais, Jeff da Ouriga contra Perrau da Ministes, anteriormente após a luta do Darch e Hector teve uma luta da ordem de Dranares contra a Caelun do leste, foi uma luta bem desigual na qual o Dranares derrotou seu oponente em um único ataque.

Perrau conjurou uma esfera de Mana pura com meio metro de diâmetro e atirou contra Jeff, este em tom de sarcasmo conjurou uma lâmina de fogo e partiu a esfera com ela, mas o Mana da esfera não se dissipou, na verdade ele expandiu e explodiu exatamente como faria uma bola de fogo, foi uma boa explosão na verdade.

 

- Essa é uma boa magia, bem original – comentou Reina que entendia mais de magia ofensiva – parece a combinação de duas magias diferentes, então deve ser um usuário do 5º nível.

 

O que ninguém esperava é que Jeff estivesse ileso depois que a fumaça dissipou, dava pra ver que havia uma densa aura magica em volta do seu corpo, com certeza uma barreira de alto nível.

 

- Espera um pouco, ele não conjurou nenhuma magia defensiva desde que a luta começou – observou Darch – então como...

- Certamente é um item magico, eles gostam de exibi-los para todos verem – respondeu Ryna – os jogos mágicos só permitem itens feitos pelos estudantes, mas os membros da Ouriga podem usar suas riquezas para obter os melhores materiais para fabrica-los.

- E não é só os materiais que são de primeira – comentou Reina – por serem de famílias nobres eles tem acesso a conhecimento que normalmente não se daria a estudantes, eu mesma pesquisei magias que só a minha família conhece.

- Bom, eu não posso condena-los por isso – comentou Karias – mas usar itens mágicos mais poderosos que você mesmo costuma ser uma faca de dois gumes.

 

Na arena Jeff puxou um pingente do bolso e o jogou para o alto, recitando uma breve conjuração o pingente quebrou e liberou uma poderosa onda de fogo que ele moldou na forma de várias espadas, vendo o que estava por vir Perrau rapidamente começou a conjurar sua magia defensiva mais poderosa.

 

- Boa tentativa fracassado, mas eu vou lhe mostrar que a diferença entre nós é como a distância entre o céu e a terra – desafiou Jeff – queime no inferno [lâminas do purgatório]

 

Perrau tinha conjurado uma barreira circular de 3 camadas, mas cada camada só aguentou três ataques das [lâminas do purgatório], considerando que havia 20 delas foi mais que o suficiente para destruir toda a barreira e cair sobre seu alvo, quando todas as lâminas restantes atingiram o chão houve uma explosão bem forte, no chão caído e muito ferido estava Perrau, ao seu lado um frasco quebrado de uma poção que ele bebeu no último segundo.

 

- hahahahah uma poção de resistência ao fogo? Se salvou no último instante barata persistente – zombou Jeff.

 

Mesmo com a poção ele estava praticamente morto e com o corpo coberto de queimaduras profundas, a equipe de resgate correu para a arena e logo começaram a trata-lo ali mesmo, magias e poções injetáveis eram usadas para restaura-lo, somente quando ele foi estabilizado é que o removeram numa maca.

O público parecia não dar muita importância para o ocorrido, houve muito mais repercussão no caso do Darch do que neste, Perrau sobreviveria e voltaria para os jogos apenas no dia seguinte, mas se não tivesse condições de participar teria que ser substituído.

 

- É isso aí pessoal, agora iremos para o show do intervalo – anunciava o narrador – hoje teremos uma dança de batalha tradicional dos anjos guerreiros.

 

O show era interpretado por humanos é claro, mas era uma representação da dança que supostamente os anjos fazem antes de irem para uma guerra-santa, diziam que a coreografista foi assistir pessoalmente para ensinar aos seus alunos.

Enquanto o show acontecia os alunos iam descansar ou se organizar, aqueles que vieram da academia arcana foram almoçar pois saíram às pressas do hotel, enquanto estavam reunidos comendo eles discutiam sobre o que viram hoje.

 

- Se for sobre ataque os caras da Dranares não vão perder pra ninguém – dizia Darch – aquela magia foi o que? 6º nível?

- Isso, e não era uma qualquer, ela foi potencializada por itens mágicos aumentando sua força – explicava Reina – era quase uma magia do 7º nível!

 

Eles discutiam as estratégias usadas pelas outras escolas, naturalmente a Ouriga e a Dranares continuavam sendo suas grandes rivais, mas a Meyjane e Focland se mostraram bem fortes também, Crater e Circinus também estavam entrando na disputa, já as escolas menores estavam fazendo o possível pra se manter no jogo.

 

- Quais nossas chances contra a Ouriga? – perguntou Arik – afinal eles vão usar tudo que podem.

- É difícil dizer, em termos de poder magico devemos estar empatados – explicava Emadora – mas eles vencem no quesito de itens mágicos.

- Não se preocupem, vamos vence-los este ano – afirmou Ryna – temos duas vantagens que eles não tem.

- E quais seriam essas? – perguntou Kuzoha interessada.

- A primeira vantagem é a variedade, temos bons usuários de todas as magias possíveis – respondeu Ryna – a segunda vantagem é que eles praticam magia para elevar seu status, enquanto nós temos objetivos concretos, nunca que nossa experiencia e treino vai ser inferior a deles.

- É verdade, superamos uma guerra e outros problemas – dizia Varatane – eu acredito que somos melhores que eles.

- Temos que ter cuidado com a Ordem da Luz também, eles vão pegar no nosso pé por causa do Darch – avisou Emílio – mas se todos são magos brancos podemos prever o que podem fazer.

 

Neste momento o anuncio do fim do intervalo chegou, em breve a segunda prova começaria e por isso todos tinham que estar em sua posição, os alunos da academia arcana terminaram de devorar sua comida e seguiram para a área reservada a eles.

 

**********************************

 

- Temos um relatório sobre Aesty – avisou um dos guardas-reais – uma grande força desconhecida se manifestou em seu camarote por alguns minutos, em seguida desapareceu.

- Houve qualquer efeito ou perigo sobre isso? – perguntou o imperador.

- Não senhor, apenas se manifestou – explicou ele – os magos que monitoram supõem que alguém entrou em contato com ele.

- Tudo bem, mantenham a vigilância mesmo que ele esteja ciente disso – ordenou o imperador – mas também tenham cuidado para não se meter em seus assuntos particulares, não vamos fazer nada para testar a paciência dele.

 

O guarda curvou-se e saiu para transmitir as ordens, depois disso Eldair sentou-se em seu lugar de costume, esse problema estava tirando todo o proveito dos jogos mágicos, mas por outro lado se ele superasse isso poderia tirar um peso futuro das costas, se os dragões não iriam se vingar agora provavelmente esqueceriam o assunto.

 

- O show do intervalo acabou e o próximo evento já foi decidido – avisava Cedric.

- Mais tarde fale com o Selvarino, eu não quero uma cruzada inútil contra a Academia Arcana – avisava Eldair – e principalmente eu não quero um banho de sangue durante os jogos.

- Meu senhor, está protegendo demais aquele rapaz – avisou Cedric – ele é só um estudante, seria mais razoável deixar Selvarino satisfazer sua fúria do que perder um dos poucos capazes de enfrentar um arquidemônio.

- Eu conheço aquele rapaz, ajudou a obter informações importantes sobre o que acontecia em Valice, e lutou bravamente na defesa da cidade – dizia Galtran – se tivéssemos mais magos negros como ele poderíamos usar suas habilidades de forma favorável.

- Não tenho intenção de favorece-lo, e nem de persegui-lo – respondeu Eldair – contanto que ele não cometa nenhum crime vou deixa-lo livre, e não gosto do extremismo do Selvarino, principalmente em público.

- Falarei com ele para conter sua ira, se tivermos sorte o rapaz vai sumir de vista em breve – disse Cedric – afinal ele é um peixe pequeno em um grande lago.

 

A próxima prova foi decidida e uma estranha coincidência aconteceu, a última prova do 2º dia era a batalha em dupla, simplesmente igual a primeira mas agora eram dois participantes de cada escola, após o anuncio as escolas receberam os costumeiros 10 minutos para decidir quem enviariam, quando o tempo se esgotou a primeira partida foi definida.

 

- A primeira luta será entre a academia Circinus do sudoeste e Crater do leste – anunciava o narrador – por isso vamos dar uma salva de palmas para eles.

 

Os 4 participantes deixaram o seu local e seguiram para a arena, como na prova anterior havia uma distância de 10m entre as duplas, os dois lados estavam determinados a conquistar os pontos decisivos, pois dessa vez ganhava-se 5 pontos para cada oponente derrotado ou apenas 1 por participação.

 

- Da Academia Circinus temos Laura e Velpin – anunciavam os participantes – da Escola Crater temos Alex e Ashe.

 

As outras escolas passaram a observar atentamente como seria essa luta, a primeira prova do dia mostrou que estratégia e boa variedade poderia ser mais útil que mero poder de fogo, mas algumas lutas mostraram que a superioridade também contava, já nesta luta o fato de ter uma dupla mudava tudo, o mais provável é que todos usariam o esquema de um ofensivo e um defensivo.

 

- {Deusa da água, empreste-me a fúria dos rios e mares} – conjurava Velpin – [Torrente de Undine]

- {Senhor do magma profundo, traga para a superfície a sua respiração feroz} – conjurava Laura – [Sopro Flamejante de Elgroz]

 

Velpin fez brotar do chão um volume enorme de água que ele passou a manipular completamente, já Laura envolveu seus pés e mãos com turbilhões de chamas que pareciam fortes o bastante pra derreter pedras, contrariando o senso comum ela avançou furiosamente deixando pegadas incandescentes para trás, rapidamente seus oponentes reagiram com uma saraivada de tiros mágicos alternando entre eles para manter o ritmo, mas Velpin moldou a água ao redor da companheira criando um escudo que recebia todos os ataques.

 

- Nossa, é uma forma bem curiosa de usar magia elemental – comentou Emadora.

- É uma magia do 6º nível, existe uma versão para cada elemento – explicou Varatane – mas para usa-la você precisa abrir mão dos outros elementos, é uma aposta arriscada na especialização.

- O escudo d’água tem fluidez e se move rapidamente como seu usuário quer, é muito versátil para defender sem atrapalhar sua parceira – explicava Jinshu – e aquela manipulação de fogo concentra todo o poder do fogo nos membros para atacar sem perder força, e a rotação da chamas torna ainda mais mortal.

 

Assim como eles disseram, Velpin controlava seu escudo de água para acompanhar todos os movimentos da sua parceira sem atrapalha-la uma vez sequer, ele sempre se fechava para bloquear ataques e se abria para permitir os ataques dela, quando algo mais forte vinha a água congelava formando uma barreira mais solida.

Já Laura confiante na proteção do parceiro atacava sem hesitar sempre avançando, seus ataques quebravam qualquer proteção que tentassem usar contra ela, e tendo um excelente estilo de luta ela atacava com chutes e socos, o que era bem incomum para um mago, não demorou muito até eles revelarem sua verdadeira estratégia, enquanto Laura avançava Velpin esperou o momento certo para usar toda a água na ofensiva e congelar seus oponentes num bloco de gelo solido.

 

- Vitória da Academia Circinus! – anunciou logo o juiz pra encerrar a luta.

 

Assim que o resultado foi anunciado Velpin cancelou sua magia imediatamente, os dois congelados caíram no chão inconscientes mas vivos, a equipe médica os examinou e logo viram que só precisavam de uma restauração para voltarem ao normal, estariam bem até o final do dia.

 

- Eu aprendi muito com isso, vou me esforçar para utilizar magias assim – dizia Varatane motivada.

- Kuzoha, se você os enfrentasse poderia ganhar deles? – perguntou Ryna séria.

- Sim, poderia derrotar estes dois facilmente – respondeu ela com tranquilidade.

 

As palavras dela fizeram todos notar que ela não estava se gabando ou se iludindo, ela realmente tinha certeza do que dizia, mas agora não era hora pra pensar nisso, pois os próximos participantes foram anunciados, dessa vez era a academia arcana contra a escola Focland.

 

- Finalmente chegou nossa hora de passar na frente – disse Jinshu – mas temos duas opções para essa prova não é? Qual vamos escolher?

- Julgando pelo que vimos até agora só há uma escolha obvia – respondeu Emadora com um sorriso safado.

- Isso quer dizer que é a vez de vocês – disse Ryna olhando pros escolhidos – boa sorte Emílio e Reina.

 

 

Continua.


Notas Finais


Na capa temos Hector, o mago da luz adversário do Darch.
.
Darch marcou sua estreia com uma magnifica vitória, ainda que polemica, será que Emílio e Reina vão acompanhar mesmo os dois estando um pouco tensos?
E a treta dos dragões vai ficar por isso mesmo? Ou eles vão começar a agir tá na hora de botar mais lenha na fogueira.
Ah sim, palmas para Varatane dominatrix e o Darch contorcionista uheuheuehuehueheuhuehue


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