História Hero - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias UNIQ
Personagens Cho Seung Yeon, Kim Sun Joo, Li Wen Han, Personagens Originais, Wang Yibo, Zhou Yi Xuan
Tags Fuga, Lemon, Seunghan, Sungbo, Yaoi, Yijoo
Exibições 90
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olaaaaaaaaa~

Como ceis tão? Espero que bem!

Booooooom, eu sou a Tia Keeh e estou aqui para falar da nova tekpix e... -nn
Tenho 17 aninhos e amo escrever! Já tenho algumas fic postadas em outros sites e resolvi migrar pro Social Spirit com essa minha nova historinha. Espero que vocês gostem!

Capítulo 1 - Capítulo 1.


Fanfic / Fanfiction Hero - Capítulo 1 - Capítulo 1.




 Coreia do Norte (Sinuiju), 09 de novembro, 23h.



                               - Kim SungJoo.




Naquela noite gélida de novembro eu era o único a correr apressado pelas ruas mal iluminadas de Sinuiju. A fina garoa caía como um manto, cobrindo toda a cidade e me banhando, atrapalhando-me naquela corrida desesperada.

A única peça de roupa que me cobria era um jeans rasgado e imundo. Meu corpo pálido estava coberto do sangue que escorria das muitas feridas abertas, misturando-se com as gotículas de água.

Nunca vi o céu tão escuro como naquela noite, talvez fosse por causa da adrenalina e o desespero que tomavam conta do meu corpo, mas as únicas luzes que eu era capaz de enxergar eram as lâmpadas próximas ao rio Yalu, minha única escapatória.

Eu estava exausto, esgotado. Podia escutar ao longe o grito dos oficiais fardados e armados ordenando que eu parasse, por sorte eu estava longe o suficiente, seria impossível ser atingido por um tiro ou ser capturado.

Continuei correndo o mais rápido que podia, com o tornozelo esquerdo torcido e um corte profundo na sola do pé. Apesar de tantos machucados, eu estava em uma situação que me impossibilitava de sentir alguma dor, tanto física como psicológica.

Ofegante e quase sem forças eu consegui chegar à margem do enorme e agitado rio Yalu. A correnteza parecia mais feroz do que nunca fora.

Eu podia sentir e até mesmo ouvir meu coração pulando frenético dentro do peito, como se a qualquer momento fosse rasgá-lo e saltar para fora. Me arrisquei a olhar para trás e paralisei ao ver os militares tão próximos, naquele momento esqueci-me até de como respirar. O mundo pareceu paralisar.

Talvez eu devesse ficar ali e esperar de braços abertos por minha morte. Eu estaria correndo perigo mesmo que me jogasse naquele rio, eu poderia me afogar e mesmo se conseguisse atravessá-lo… como eu seria capaz de me esconder e sobreviver na China? Nem um simples “olá” em chinês eu sabia dizer. Seria impossível atravessar o país e chegar na Coréia do Sul, o que eu tinha na cabeça?

Pelo medo do que poderia acontecer no país desconhecido que me aguardava do outro lado das águas eu fui obrigado a desistir daquela ideia maluca e me deixar morrer como um covarde nas mãos daqueles homens. E é o que teria acontecido se eu não tivesse sido atingido por um tiro no ombro. O susto e a dor trucidante daquela bala perfurando minha pele  me fizeram soltar um grito doloroso e perder o equilíbrio.

Eu caí.

Fui engolido pelas águas escuras do rio Yalu.

A abundância de água em contato com minhas feridas me fizeram agonizar. A força da correnteza me arrastava e me fazia rodopiar de um lado ao outro. O desespero tomava cada vez mais conta de mim à medida que a água entrava por minhas narinas, eu tentava ir para a superfície mas já me faltava forças, e com o ombro baleado se tornava ainda mais difícil. Meus pulmões gritavam por ar, eu precisava respirar.











China (Dandong), 10 de novembro, 07h.


Durante toda a minha vida miserável e medíocre eu pensei na morte como uma salvação, a morte me traria a paz que eu tanto procurei em vida, seria onde eu finalmente poderia descansar de toda a dor e sofrimento que tanto me perseguiram. De certa forma, uma grande parte de mim - a maior na verdade - desejava com todas as forças que eu estivesse morto. Mas eu sabia que, infelizmente, não estava.

Ainda podia sentir meu coração palpitando, mesmo que fraco, dentro de mim. Assim como também podia sentir meus pulmões se enchendo e se esvaziando de oxigênio, repetidamente.

A claridade me incomodava, provavelmente já havia amanhecido. A brisa gélida me arrepiava e bagunçava meus fios negros de cabelo, eu ainda estava encharcado e tremia de frio. Meu corpo inteiro doía, latejava, ardia. Cada ferida parecia queimar. E as pedras duras e frias abaixo de mim me traziam ainda mais desconforto e agonia.

A dor e angústia que me afligiam eram tão grandes que eu não conseguia nem ao menos abrir os olhos. Tentei me mover, mas parecia estar paralisado. A única coisa que era capaz de fazer naquele momento era respirar.

Não sei quanto tempo se passou, mas pareceu uma eternidade. Eu estava imóvel ali a um bom tempo, agonizando de dor, tremendo de frio e ouvindo com atenção os barulhos ao meu redor.

Minha cabeça também doía, e como! Mas eu precisava me levantar, afinal eu nem sequer sabia onde estava. Por isso, mesmo com meu corpo todo protestando eu me obriguei a abrir os olhos e me sentar. Todos os meus músculos se contraíram, meus olhos ardiam por conta da claridade e tudo parecia estar girando.  Assim que minha visão se estabilizou eu pude ver com clareza o rio Yalu, e do outro lado a Coreia do Norte, apagada, sem vida, afundada em miséria.

Por um momento meu coraçãozinho se encheu de felicidade e meus olhos de lágrimas. Eu havia conseguido! Estava longe daquele lugar horroroso, palco de tanto sofrimento.

Eu estava livre, enfim.

Mas por que diabos eu estava tão feliz? Largado na beira de um rio com apenas uma calça encharcada, cheio de hematomas e machucados pelo corpo, num país totalmente desconhecido sem nem ao menos saber falar a língua nativa. Se eu não fosse descoberto e mandado de volta pra Coreia do Norte, com certeza eu morreria de fome!

De qualquer forma, ao menos eu deveria tentar sair dali. Mesmo com as dores ainda tomando conta de mim e com muita dificuldade comecei a me arrastar para mais perto do rio, lavei meu rosto e tomei daquelas águas para matar a sede e me manter hidratado. Estava prestes a tentar me levantar quando passos pesados e apressados começaram a se aproximar cada vez mais de mim. Me arriscaria a dizer que a pessoa estava bastante irritada, já que parecia querer esmagar as pedras com aquelas pisadas fortes e violentas.

Se, quem quer que fosse, me visse naquela situação horrível com certeza sacaria logo o fato de eu ser um fugitivo norte-coreano e me entregaria. Por isso eu tinha que sair dali o mais rápido possível. Continuei deitado e comecei a me arrastar devagarzinho para não fazer barulho. Meu coração já pulsava frenético, assim como minha respiração já saía falha.

Me arrisquei a olhar para trás e o que vi me fez paralisar. Meu coração pulava, mas não era por conta do desespero e muito menos pelo medo. O mundo parou para mim naquele momento, eu estava vidrado, encantado, maravilhado.

Com certeza, aquela era a mais bela criatura que meus olhos tiveram o prazer de vislumbrar.

Até mesmo cogitei a idéia de estar vendo o mais lindo dos anjos. Ou quem sabe um daqueles deuses gregos de histórias antigas!?

Não importava. Humano ou um ser celestial, me fez ficar ali parado igual um babaca de olhos arregalados e boca aberta o encarado, admirando sua beleza sublime.

O cabelo loiro caía em ondas como uma cascata dourada, a franja lhe cobria um pouco do olho esquerdo enquanto a mecha do outro lado estava posta atrás da orelha. O rosto fino, bem modelado e branquinho era banhado com feições assustadoras, os olhos escuros pareciam soltar faíscas e os lábios róseos estavam entreabertos. Ele suspirava pesadamente e chutava algumas pedras com raiva.

Vestia roupas chiques. O terno, a calça social e a gravata eram do mesmo tom em xadrez, enquanto a blusa que usava por baixo era branca e os sapatos pretos pareciam brilhar. Eu diria que era algum empresário, ou pelo menos, filho de um.

Eu poderia passar o resto de minha vida apenas o observando, guardando em minha memória cada de um de seus traços delicados, decorando suas manias e tentando desvendar aqueles olhos misteriosos. E eu nem mesmo conseguia compreender o motivo de estar tão encantando por um homem. Me sentia estranho.

Suspirei. Talvez alto demais, um grande erro, já que o rapaz imediatamente direcionou o olhar em minha direção. Mais uma vez, ele me deixou paralisado, sem reação.

Os olhos bem puxadinhos e delicados se arregalaram tanto que pareciam querer saltar para fora, a boca rósea se formou em um perfeito “o”. Não sei quanto tempo isso durou, mas pareceram horas. Ficamos nos encarando, estáticos, por um bom tempo. Eu até poderia dizer que ele estava encantado com minha beleza, mas como eu estava naquele estado mórbido e destruído, o coitado devia estar era assustado. Tentei sorrir amigável, mas acabei grunhindo de dor.

Eu estava fodido, ele iria me entregar!

Eu iria começar a implorar por misericórdia, mas uma dor infernal tomou conta da minha cabeça. Fiquei zonzo, tudo parecia rodopiar à minha volta. Quando pensei que iria desmaiar, uma sensação ainda pior se apossou de mim. Meu estômago revirava, então comecei a ter um ataque de ânsia. Tentei controlar aquilo, mas não consegui segurar.

Uma água marrom jorrou por minha boca e junto dela vieram coisas irreconhecíveis - provavelmente lixo ou coisas piores que engoli enquanto me afogava e lutava para viver - pensei que fosse morrer engasgado quando um pedaço de pano se prendeu em minha garganta. Eu já estava desesperado vomitando todas aquelas coisas, aquele pano me fez ver a morte parada ao meu lado segurando sua foice.

Realmente pensei que fosse morrer com aquele tecido entalado na garganta, eu me contorcia e fazia sons estranhos tentando de alguma forma expulsar aquilo de mim. Fui perdendo o ar e consequentemente a consciência. Da última coisa de que me lembro é de um anjo me puxando de encontro ao seu corpo e arrancando aquele maldito pano de minha boca.

— Help me. Please, help me. — sussurrei em um pedido desesperado e sem forças, olhando fundo em seus olhos tristes, antes de apagar.




Notas Finais


Entaaaao? Estou nervosa haoehaueha

Devo continuar?

Me contem o que acharam, eu preciso da opinião de vocês!

Conversem comigo, eu sou lecau u.u

~Beijo na bunda. ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...