História Hero Inside - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Ação, Aventura, Comedia, Luta, Magia, Sobrenatural, Violencia
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Magia, Sobrenatural, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Ganância, doce ganância (parte 1)


Ao abrir meus olhos, de minha própria cama enxergo, uma manhã ensolarada através da janela aberta, uma brisa sopra minhas cortinas e os pássaros cantam, faz parecer que o mundo está em paz e que não tem ninguém querendo me matar. Assim que tento sentar em minha cama, meu ferimento torna a me incomodar. Olho para mim mesma e estou usando meu pijama de Bonfire Lit. – Se fosse fácil assim, sentar em uma fogueira e se curar de todos os males. Levanto e caminho em direção a porta, assim que abro ela, do corredor ouço um som como se fosse de um tigre dormindo, mas era a Lok dormindo, o ronco dela da mais medo que Kitsunes. Descendo as escadas e chegando a cozinha me pus a fazer o café da manhã dela, bem, do meu jeito. Com um pratinho e um copo com suco de uva, o favorito dela, subi as escadas com cuidado na direção do quarto dela. – Lok! Você ta acordada? Eu perguntei.

Lok: - Sim estou, pode entrar

Assim que entro me deparo com algo aterrorizante

Bell: - Aaahhh!! Um monstro! Disse eu apontando pra ela

Com uma expressão sarcástica ela disse: - Haha, muito engraçado

Lok: - O que é isso? Disse ela olhando para o que eu estava segurando

Bell: - É um café da manhã que fiz para você, um sanduba e um suco de uva

Gentilmente ela os pega da minha mão e se senta cruzando as pernas na cama apoitando o prato se pondo a comer rápido.

Bell: - Nossa, cuidado para não comer seu amiguinho ai também. Digo apontando para seu cabelo

Ela olhou pra mim por um instante deu uma engolida e começou a rir sutilmente

Lok: - Obrigada pelo café da manhã, estou me sentindo bem melhor. Como está seu ombro?

Bell: - Ele já esteve melhor, más já consigo atirar

Lok: - Bell?

Bell: - Oi? Disse escondendo o rosto

Lok: - Você andou usando sua arma escondida de mim?

Bell: - Não. Talvez, algumas vezes

Lok: - Você é impossível! Tem idéia da merda que isso poderia ter dado?!

Bell: - Eu to bem, olhe já consigo me mexer bem

Lok com a cara de preocupação e raiva na testa dela falou

Lok: - Só me promete que vai pegar leve ta bem?

Bell: - Eu prometo. Olhei para ela para assim que seu humor se apasiguou. Eu tava pensando que, poderíamos ir ao...shopping, lojas de roupa, sabe?

Surpresa ela disse

Lok: - Nunca pensei que te ouviria dizer isso. Eu sei que vivemos juntas a pouco tempo mas, o mínimo de vaidade que vi você ter é pentear o cabelo, tomar banho e escovar os dentes

Bell: - Pois é, eu não gosto de me arrumar e me embonecar toda, isso foi mais ideia do meu tio, enquanto estou de folga

Ela levantou da cama toda animada, colocou as mãos na cintura, trazendo aquela juba que quase arrastava no chão

Lok: - Você não sabe o quanto isso me deixa feliz amiga, primeiro vamos passar numa loja e comprarmos mais roupas para você e depois iremos a um salão para te dar um trato e....

Interrompendo ela...

Bell: - Ai, se você que gastar nosso tempo provando roupas dentro da loja, beleza, mais me arrastar para aquele lugar, nem pensar

Lok: - O que você tem contra salões de beleza?

Bell: - Lembra da Mona a moça da lanchonete que nós fomos?

Lok: - Sim, lembro

Bell: - Um dia meu tio me deixou lá, porque tinha um trabalho sério para resolver, então a Mona me levou a um salão, chegando lá me deparei com um monte de mulheres, gritando com a cera quente, pondo aquelas maquinas na cabeça, se entupindo de maquiagem, saindo dali parecendo palhaços e se queimando com aquelas pranchas de cabelo. Aquele lugar parece uma câmara de tortura

Lok arregalou os olhos um pouco e começou a rir

Bell: - Qual é a graça o leão da savana?

Lok: - Bell, aquilo é normal, nunca ouviu que o amor dói? Com a beleza é a mesma coisa

Bell: - Prefiro dar com a língua nos dentes e enfrentar uma matilha de lobisomens, com um braço amarrado nas costas, do que entrar naquele lugar de novo...e eu ainda ganharia

Lok: - Vamos fazer o seguinte, nós vamos ao shopping, compramos umas roupas, almoçamos e vamos ao salão, se você gostar eu te compro. Ela deu uma pausa em sua fala para pensar. - Eu te compro aquela colt personalizada que você tanto quer

Bell: - Ela é a Long colt .45 e custa caro, espero que possa bancar quando eu vencer

Lok: - Não se preocupe quanto a isso, eu tenho um dinheirinho guardado

Bell: - Você ta toda destemida achando que vai ganhar e se eu mentir?

Lok: - Eu sei que não vai, confio em você. – E ai o que me diz? Disse ela estendendo a mão para mim

Apertamos as mãos e fomos nos arrumar, antes de sair como de costume Lok enfeitiçou os objetos de limpeza da casa para fazer a faxina. Pegamos o carro, com ela dirigindo e fomos ao shopping Twin Pines. Primeiro fomos a loja de roupas.

Lok: - Que lindo, olha esse vestido Bell e essas saias

Bell: - Sim, claro, maravilhosos. Saindo na encolha

Lok: - Se você sair, já sabe. Ela olha para mim.

Bell: - Aah, que saco! Resmunguei

Lok: - Vamos lá, pega essas roupas e vá se trocar

Bell sai do provador, usando uma blusa de manga longa, por cima uma branca sem manga com um cadarço, uma saia marrom e tamanco baixo

Lok: - E ai o que achou?

Bell: - Quer que eu minta ou vou logo o assunto e digo que estou me sentindo uma idiota

Alguns garotos passam por ela e começam a reparar nela, quase como se tivessem apaixonados. Bell repara e saca sua arma da calça que estava nos braços

Bell: - Tão olhando o que seus retardados?

Lok: - Bell, não! Diz ela enquanto corre na direção da Bell e abaixa sua arma – Você ficou maluca, tem que manter a calma

Bell: - Você viu como aqueles manés olharam e começaram a rir, eu to ridícula

Lok: - Escuta eles não estavam rindo de você, eles apenas gostaram do que viram, agora esconde essa arma antes que os seguranças nos vejam e nos expulsem ou que prendam agente

Bell: - Ta bem, vamos acabar logo com isso

Várias roupas depois...

Bell: - Eu tenho que usar isso até em casa? Pelo menos, deixa eu usar minha jaqueta

Lok: - Se você quiser ganhar a aposta, vai ter que usar

Bell: - Isso não estava no acordo. Cruzei meus braços e meu olhar se firmou enquanto olhava diretamente para minha amiga

Lok: - Agora está. Disse ela, levantando sua sobrancelha, quando olhava para mim

Estávamos já perto do caixa quando uma menina de aparência desleixada, roupas rasgadas e muito suja se aproximando de Lok

Criança: Moça? Ela falou, enquanto puxava o moletom cor creme de Lok

Lok se virou para o lado

Lok: - Oi pequenina, como vai?

Criança: - A senhora poderia me dar um trocado, se eu não conseguir dinheiro, vou apanhar

Lok: - Tudo bem. Lok revira sua bolsa e de lá tira um saquinho de couro, dali de dentro ela tinha uma pedra de aparência fina e uma barra de chocolate e entrega a menina. Isso deve bastar para que você e sua família não passem mais fome, pode confiar é de verdade. A criança sorriu para Lok e agradeceu pelo gesto e saiu correndo alegre pela porta enquanto Lok acenava para ela

Bell: - Não gosto disso...

Lok: - O que disse?

Bell: - Ver essas crianças, passando por essa situação

Lok: - Não podemos fazer muita coisa, apenas ter fé de que um dia isso irá melhorar para elas

Bell: - Não vai

Lok: - Como pode ser tão fria?

Bell: - Não estou, conheço como o governo funciona na parte de dentro, meu tio Chuck tem alguns contatos, pessoas doentes, com alguma deficiência são postos para trabalhar em serviços deploráveis semelhantes a escravidão para não ganharem quase nada, aqueles que não aguentam, são jogados na rua sem mais nem menos, crianças como essas são postas em outros trabalhos menores, se elas não fazem direito apanham, só que não para por ai, os adultos que são postos para monitorar eles e corrigir muitas vezes são os pais delas próprias, os políticos fazem isso, por algum motivo acham isso divertido, prefiro vê-las longe desses lugares do que vê-las sendo escravizadas e torturadas

Lok derramava lágrimas enquanto ouvia minhas palavras

Bell: - Não podemos assegurar todos, mais salvaremos tanto quanto que pudermos salvar

Lok se virou a mim e me abraçou

Bell: - Ei que isso, vamos pare de chorar, vai molhar minha roupa nova. Disse eu com uma voz suave, tentando faze-la rir

Lok: - Sou grata

Bell: - Pelo que?

Lok: - Pelo Chuck, pela casa, pelo trabalho e principalmente por você ter acolhido uma estranha na sua casa, simplesmente para comer da minha comida. Disse ela, enquanto suas lágrimas cessavam pouco a pouco, abrindo espaço para um sorriso sincero

Bell: - Fazer o que, sua comida conquistou meu coração

Lok: - Sou grata por mais uma coisa também

Bell: - O quê?

Lok: - Pela nossa amizade, mesmo você sendo uma pessoa desconfiada, grossa, irritante muitas vezes, pouco higiênica, meio porquinha e...

Bell: - Ta bom já chega, pula logo para parte dos elogios

Lok: - ...sensível, descolada, legal, atlética, boa de mira...

Bell: - Pode continuar que eu estou gostando disso

Lok: - E por ser a melhor amiga do mundo

Bell deu um sorriso

Lok: - Você sorriu! Disse Lok empolgada. – Você deu um lindo e grande sorriso, espere ai deixa eu tirar uma foto, segura ai.

Bell: - Não! Você não vai tirar foto nenhuma

Lok: - Vamos, deixa eu tirar. Com sua câmera na mão

Bell: - Não!

Lok: - Você é a melhor amiga do mundo, você é a melhor amiga no mundo

Bell: - Desculpe, o número chamado está fora da área de cobertura

Em um beco perto dali...a criança que as meninas ajudaram admirava a joia que lhe foi entregue, quando uma figura sinistra surgiu, um homem, grande e alto, usando um gorro, calças molhadas, seus olhos eram profundos e sombrios e enquanto crianças fechavam ambas as entradas, todas sujas, rasgadas e muitas com expressões de medo em seus rostos

???: - E então, o que conseguiu hoje?

A criança escondia a pedra, dentro do seu bolso e mostrava apenas a barra de chocolate em silêncio para o ser que a encarava. Com um gesto das mãos e um poder sobrenatural ele a prendeu na parede. O que é isso? Ele disse, enquanto estrangulava a pobre criança com a força da sua mente. Ela implorava como podia. Ele a largou, no chão a criança tossia e tossia. Ele chegou perto dela se agachou e sussurrou em seu ouvido: - Você sabe quem eu sou, não é?

Dotada de um olhar inocente a criança olhou para ele e falou: - Você é o bruxo mal da história da mamãe

???: - Bruxo mal. Disse ele com um sorriso

Erguendo a criança pelos seus cabelos, ela gritava e gritava. Uma das crianças, um menino tomou a frente e falou: - Pare! Por favor poupe-a, nós estamos fazendo...

???: - Shhh... Com o indicador em seus lábios

O menino ficou em silêncio. Jogando a menina aos pés do garoto, o homem caminhou em sua direção, com sua mão atrás da orelha ele falou: Consegue ouvir? Neste momento sussurros e gritos que vinham das paredes, do chão, do céu, do ar. Desesperadas, as crianças olhavam envolta apavoradas. Para as crianças, aquelas vozes, eram familiares. Mamãe, papai!? Algumas disseram. O menino disse: - O que é isso? O homem o chamou com seu dedo indicador, revelando uma garra monstruosa, então se aproximando devagar. Então, levantando sua camisa, a besta cujo sorriso era mais afiado que uma faca, revelando sua barriga, quando as crianças perceberam que era dali que os gritos e sussurros vinham, elas se afastaram, eram as almas dos pais deles, pareciam lutar para sair dali.

???: - Então conseguem ouvir, as vozes, o tormento essas almas inocentes, queimando dentro de mim.

Tremendo de medo o mesmo menino, ousou perguntar. Porque você faz isso?

???: - No meu tempo, a humanidade, servia a mim e aos meus irmãos, oferendas, preces, devoção a nós, o tempo passou, fomos caindo cada vez mais no esquecimento, começamos a morrer, sofrer, abandonados por vocês. Agora, tomarei meu lugar de volta ao mundo e quando recuperar toda minha força, vou pisotear o sangue de milhares, cada riqueza, cada alma será consumida por mim, as almas dos seus pais, foram só o começo, mas vocês podem revê-los se forem bonzinhos. Disse ele enquanto sumia no ar

O garoto ajudou a menina torturada a se levantar e se recompor, com ela em seus braços, ele virou para as outras crianças, não podemos deixar ele continuar com isso.

Uma delas diz: - Ele é muito poderoso Yan, se não fizermos o que ele diz, nossos pais vão continuar a sofrer, olhe o estado dela. Diz ele se referindo a garotinha

Yan: - Precisamos de ajuda, por enquanto, vamos fazer o que ele quer. Parem de me encarar e vão logo!

As crianças começaram a se dissipar...

Yan: - Genny, você está bem?

Apesar dos esforços para Genny falar, nada saia, foi quando Yan percebeu que ela estava sufocando e bateu em retirada para procurar ajuda, ao sair do beco correndo com Genny em seus braços, gritava com toda sua força pedindo por ajuda. – Socorro, ela está sufocando!

Algumas pessoas pararam, uma delas um médico, se apresentou como Marcus, ele não estava a serviço, mais analisou seu corpo. – O que é isso? Disse ele olhando o pescoço de Genny. – Está completamente inchado, o que houve com esta garota?

Yan: - Um monstro machucou ela com a mente!

Marcus: - Droga precisamos de um tratamento médico urgente!

As meninas saiam do shopping enquanto isso, perceberam aquela roda de pessoas e resolveram caminhar até lá, ao se aproximarem ouviram os apelos do médico e do garoto, um senhor havia dito que a ambulância chegaria em 10 minutos. Bell começava a empurrar as pessoas junto de Lok para ver o que estava acontecendo, quando chegaram mais perto as garotas perceberam que era aquela era a mesma menina que encontraram no shopping, ela largou as bolsas e imediatamente se aproximou na menina e perguntando o que havia acontecido

Yan: - Foi um monstro!

Marcus: - Basta! Monstros não existem, a garganta dela está obstruída.

Yan com seus olhos aos prantos, implorou a Lok

Yan: - Por favor, salva ela!

Lok, percebeu o sofrimento nos olhos do Yan e pegou seu livro de dentro de sua bolsa era uma versão diminuta, assim que estava em mãos, seu tamanho voltou ao normal, então ela pôs ele em cima do peito de Genny, com alguns gestos de mão, o livro abriu com suas páginas se movendo até parar em uma, Lok ditou algumas palavras, então o livro e a menina começaram a brilhar. Assim que o brilho cessou, o pescoço de Genny, já não estava mais inchado, o médico pôs sua mão no pescoço dela e falou: - Ela, está respirando, é um milagre. As pessoas começaram a resmungar entre si, percebendo a situação, Bell tomou a frente

Bell: - Obrigado pessoal, por prestarem a sua presença no nosso número de teatro, bem realista não é? Então palmas para nossos artistas! Palmas!

O som dos aplausos começou de forma tímida e depois foi crescendo

Bell: - Pega a garota. Disse Bell a Lok de forma discreta

Lok guardou o livro em sua forma diminuta dentro de sua bolsa em seu ombro e pegou a criança no colo

Bell: - Ei garoto pega essas bolsas e vem. Sussurrou para o garoto

Os quatro saíram dali às pressas, não correndo mas andando rápido, em direção ao carro. Chegando lá Bell, disse para o garoto sentar atrás com as bolsas, enquanto Lok ia na frente com Genny

Bell: - Como ela está?

Lok: - Já não está com risco de vida, mas ela está fraca, precisa de cuidados médicos

Bell: - Beleza, vamos lá. Bell ajustou o retrovisor para que pudesse ver o menino. – Ei garoto, qual é o seu nome?

Yan: - Yan!

Bell: - Você tinha dito que um monstro fez isso então você vai me contar tudo o que aconteceu tá bem?

Yan: - Porque, para dizer que monstros não existem? Que sou louco?

Bell: - Tenta

Em silêncio breve ele ficou...então começou a contar o que aconteceu desde o início enquanto Bell dirigia

Yan: - Éramos obrigados a trabalhar em fábricas, todo dia, a comida era horrível, nossos pais recebiam pouco, se nós fizéssemos algo errado, eles obrigavam nossos pais a nos castigar, cortando, batendo, açoitando e afogando, quando nossos pais se recusavam eles eram mortos, todo dia era uma tortura enquanto o dono ficava em sua sala observando tudo se fartando de luxo e boa comida, ele se vestia engraçado, quando aparecia, estava sempre acompanhado de seu instrumento dourado...

Bell: - Que tipo de instrumento?

Yan: - Não sei, era comprida e tinha furos.

Lok: - Uma flauta

Bell: - Continua falando guri

Yan: - Muitas vezes as crianças não aguentavam e morriam, sobrando apenas os pais. Os pais preferiam bater nas crianças do que morrer e deixar as crianças sozinhas nas mãos deles, nenhum de nós tinha escolha, podíamos sair, mais se dessem falta de algum de nós, você seria caçado e morto

Bell: - Tinha alguma coisa estranha neles como, garras, presas, qualquer coisa?

Yan: - O que vocês são?

Lok se virou para trás e disse: - Precisamos saber de tudo para ajudar

Yan: Os homens, que nos vigiavam, eram altos, mais eles nos olhavam como se estivessem morrendo de fome e suas mãos tremiam.

Lok: - E então vocês saíram de lá e agora estão sendo perseguidos?

Yan: - Não exatamente. Um dos pais, havia perdido sua esposa e seus filhos, o tempo foi passando e ele foi ficando louco com o tempo, uma vez ele surtou, gritou enquanto se ajoelhava no chão, dizendo: Sim, habite em mim!

Bell e Lok se encaravam por um segundo, elas sabia o que era então Yan continuou...

Yan: -Uma luz muito forte saiu dos olhos e de sua boca, e então, nossos pais e todos os homens malvados sumiram, só sobrando as crianças, ele disse que iria nos salvar se ajudássemos a ficar forte e que veríamos nossos pais assim que nós cumpríssemos isso

Bell: - E o que ele queria?

Yan: - Ouro, joias, qualquer coisa de grande valor

Bell: - E o que ele fazia com tudo isso?

Yan: - Nenhum de nós sabe, quando entregávamos, ele dizia para continuarmos e depois sumia no ar

Lok: - Os deuses tiravam força das preces, devoção e de coisas que representavam que tipo de deus ele é. As pessoas pediam boa colheita, sorte no amor, saúde, cura, com avanço de tudo a humanidade seguiu em frente, agora deuses não passam de ficção para nós.

Bell: - Então você acha que ele é um deus? Aposto que é um espectro.

Lok: - Aposta quanto?

Bell: - Quer apostar mesmo?

Lok: - Claro.

Bell: - Vamos apostar vintinho.

Então apertamos as mãos

Bell: - O garoto, você disse que os metidos à segurança, olhavam para vocês como se tivessem com fome?

Yan: - Sim

Bell: Eu to achando que são Ghouls.

Yan: - E o que é isso?

Bell: - Caniçais miseráveis, eles comem carne humana. Mais como alguém consegue controlar esses monstros? Perguntou-se

Lok: - Talvez seja aquele deus

Bell: - Duvido, os caras trabalhavam para o tal flautista, não faria sentido, ele simplesmente entrar e libertar as crianças, ai tem coisa. Estamos quase chegando.

Bell para na frente da entrada e imediatamente abre a porta do carona e Lok entra correndo dentro do hospital com Genny em seus braços

Lok: - Por favor, alguém ajude essa menina.

Enfermeiro: - O que houve com ela?

Bell: - Ela caiu da escada

Lok olhou discretamente para sua amiga. Bell retrucou... Com uma jogada de ombros

Os enfermeiros levaram a menina para emergência, quando virei para Lok e pedi que ela procurasse uma forma de como matar um deus, enquanto eu me dirigia ao beco com o Yan, para uma investigação.

Minutos depois... No beco

 Bell: - Beleza Yan, é aqui?

Yan: - Sim é

Olhei atrás das lixeiras, fiquei atenta para qualquer coisa no chão ou paredes.

Yan: - Você sabe o que esta procurando?

Bell: - Vou saber quando achar. Embora meus esforços para achar qualquer coisa que pudesse nos dar mais informações, eu não havia encontrado nada. – Não tem nada por aqui

Então uma luz, surgiu atrás dos dois, Bell e Yan se viraram e encararam a face do inimigo. Bell olhou para Yan e perguntou: - É ele?

Yan: - Sim

Bell: - Então, diz ai, qual é de obrigar as crianças a roubarem para você? Qual é o esquema? Tem uma divida esta fugindo de alguém...

O homem começou a caminhar em direção a eles em silêncio

Bell: -... Ou do seu destino

Bell não poderia esconder seu nervosismo, algo naquele homem a deixava inquieta e Yan percebia isso, enquanto se escondia atrás dela como um filho segurando no vestido de sua mãe. – Vai ficar tudo bem. Ela o confortou. –Quando eu der o sinal, você corre. Disse ela, pegando uma de suas granadas do seu cinto.

Ele se aproximava cada vez mais. Bell ameaçou correr para cima dele, mais com seus poderes ele os jogou contra a cerca atrás deles os prendendo e sufocando.

Bell: - Parece que você é do tipo, que gosta de bancar o Darth Vader.

Ele os tirou da cerca, jogando contra uma parede.

Bell: - Você, não é de falar muito.

Ele abriu sua boca, ela parecia se desdobrar como a de uma cobra sugando o ar, Bell sentia suas forças se esvaindo, era hora de agir.

Bell: - Pensa rápido!

Ela jogou a granada, que se prendeu na boca dele, que explodiu em uma luz cegando ele. Ela não podia correr, estava fraca e não conseguia se levantar.

Bell: - Yan corre! Encontre a Lok

Yan: - Não posso te deixar aqui, você vai morrer.

Bell: - Se você ficar nós dois vamos morrer, agora vai!

Yan correu, sem para trás com seus olhos cheios de lágrimas. O homem recobrava sua visão, então caminhava até Bell, que estava caída não chão.

???: - Conseguiu me enganar, sua reputação a precede, Bell de Árturia P...

Bell: - Gostava mais de você calado...

Tentando com o que resta de suas forças para levantar, Bell enrolava, para que desse tempo de Lok aparecer.

Bell: - Normalmente, um cavalheiro se apresenta primeiro, mais já que você me conhece, porque não me fala seu nome?

???: - Sou Plutão, deus da ganância.

Ela suspirou

Bell: - Ah, droga. Devo vinte pratas para Lok. Disse ela já de pé e encarou seu oponente que estava a poucos passos dela.

Plutão: - Dinheiro, ganância, vocês matam, roubam, fazem qualquer coisa por esse papel, mais esquecem quem lhes deu esse presente

Bell: - Estou meio por fora, mais não foi você que criou o dinheiro.

Plutão: - Eu lhes dei a ganância, o sentimento capaz de fazer com que vocês persigam seus objetivos e realizarem tudo que vocês quiserem.

Bell: - Então é isso, você sequestra crianças para saciar sua ganância, roubando objetos de valor.

Plutão: - Exato quanto mais coisas de valor eu obtenho, mais forte eu fico, inclusive isto.

Então, plutão abre sua camisa e mostra seu corpo, as almas dos pais das crianças, se mexendo em seu corpo, pode-se ouvir os gritos abafados delas. Bell, mais uma vez fica inquieta.

Bell: - Isso o Yan não me contou.

Plutão: - Você faz ideia, do quanto os demônios pagariam pela sua alma?

Bell: - Foi mal, mais ela não está à venda, volta outro dia. Disse ela enquanto puxava suas pistolas e apontavam para ele. Porque você não segue o seu caminho e eu o meu?

Plutão: - Você não vai atirar em mim

Bell: - Olha, eu acho que vou sim

Plutão: - Não vai querer ferir a família daquelas pobres crianças, não é?

 

Naquele instante, Bell se perguntava o que faria, seu trabalho, já havia feito passar por enumeras situações. Diante daquilo tudo ela só tinha duas escolhas, atirar para sobreviver ou se render.

(Continua...)



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