História Hero (Long Imagine com Kim TaeHyung - BTS) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, V
Tags Amnésia, Bts, Comedia, Heroi, Louihwa, Taehyung
Visualizações 95
Palavras 3.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*** LEIAM AQUI PELO AMOR DE DEUS, NUNCA PEDI NADA***

Primeiro, mil perdões pela demora. Eu estava esperando uma Crítica de Hero ser entregue, pra saber se tinha algo a melhorar ou acrescentar aqui na fic. (Obrigada Hosk sz)
Segundo, um beijão cheio de amor no coração da @Namjoon_utt. Essa garota é um amor gente, eu não soube lidar!
E por último, pra quem acompanha meu perfil e leu meu jornal sabe que eu vou postar uma fanfic chamada Bad Beat né? Eu ia postar ela hoje, mas decidi soltar junto com o ÚLTIMO CAPÍTULO DE HERO, que por acaso é o próximo :')
Espero ver todo mundo lá! Sem mais enrolações, boa leitura a todos <3

Capítulo 13 - Corre, Yang Mi, corre!


Fanfic / Fanfiction Hero (Long Imagine com Kim TaeHyung - BTS) - Capítulo 13 - Corre, Yang Mi, corre!

Dias depois...

As coisas seriam muito mais fáceis se as últimas semanas não tivessem passado de um sonho.

Só que não seriam melhores, é claro.

Há exatos cinco dias, TaeHyung não tinha qualquer notícia de Yang Mi, nem mesmo através de tabloides. Um período desgastante em sua faculdade ganhara início, então ele se sentia aliviado por ter com o que distrair a cabeça. Quando estava na companhia de amigos, professores e advogados do escritório de advocacia onde estagiava, conseguia se esquecer, mas quando estava sozinho... impossível.

Acordou com a típica sensação de que tinha sido atropelado por um caminhão, os músculos doloridos como se tivesse passado a noite inteira os utilizando para algo não muito sutil.

Ouviu os latidos de Eddie em outro canto do apartamento, escondendo o rosto no travesseiro quando a voz de HoSeok também se tornou sonora.

― Bom dia, flor do dia. ― HoSeok gracejou ao abrir a porta, arregalando os olhos quando o amigo ergueu o corpo e, em seu rosto, avistou algo que não se via por ali todos os dias. E algo em sua camiseta que... uau, se via menos ainda. ― Nossa, parece que alguém se deu bem ontem à noite! Selvagem... ― comentou com a voz maliciosamente risonha. Tae não entendeu bulhufas, pedindo com uma careta que HoSeok calasse a boca ou, no mínimo, falasse mais baixo. ― Quem foi a sortuda?!

― Que sortuda, cara? Não tem sortuda nenhuma aqui. A única presença feminina que ando tendo ultimamente é essa dor de cabeça ao acordar ― explicou impaciente, esfregando os olhos, com sono.

― TaeHyung, tem uma marca de batom no seu rosto! Ah, e parece que você brigou com uma pantera, porque a sua camiseta... ― HoSeok informou sem cerimônias, o que fez o outro garoto tocar a região com pressa, esfregando os dedos sobre a área de sua bochecha, sentindo algo de consistência estranha.

Ao observar os dedos, percebeu que os mesmos estavam avermelhados.

Batom vermelho.

E rasgos em sua camiseta, exibindo parte de seu físico belamente magro.

― Como isso aconteceu?! ― Olhou incrédulo para o amigo, sua cabeça se perdendo em um nó cada vez maior. ― Eu fiquei sozinho ontem, pedi pizza, joguei videogame, percebi o quanto minha vida anda patética e depois fui dormir. Sozinho! ― Deu ênfase a última palavra, tentando limpar a marca de beijo em seu rosto.

― Essa é a sua história, garotão. ― HoSeok riu, não acreditando muito no relato de TaeHyung. ― Anda, se recomponha, você precisa afogar essas mágoas.

― Qual é a genialidade que tem em mente? ― TaeHyung demonstrou interesse, mas este era falso.

― E você ainda pergunta? Paintball! ― HoSeok anunciou feito uma criança, apressando o amigo para que fossem logo "afogar mágoas" e conquistar alguns roxos inofensivos pelo corpo.

― Eu preferia Laser Tag. ― Tae se permitiu um último resmungo antes de levantar da cama.

 

xXx

 

"Mais uma Madrugada de Heróis foi registrada nesta terça-feira! Dessa vez, vítimas de um grande incêndio foram salvas, um político não foi assassinado, e todos puderam dormir mais tranquilos. E quem será que ficou acordado? Quem será que está salvando tantas pessoas? O mistério atinge proporções cada vez maiores!"

Yang Mi suspirou ao se deparar com a notícia. Era inevitável, estava começando a se sentir tão curiosa quanto qualquer habitante de Seul. Quem poderia estar por trás de todos aqueles atos heróicos?

Tinha um cabeleireiro trabalhando em seus cabelos, um maquiador trabalhando em seu rosto, manicures cuidando de cada uma de suas mãos. Fora o fato de que já tinha contado com a ajuda de um figurinista para colocar devidamente o vestido de noiva.

Sorriu minimamente quando JiHoon deu uma batidinha na porta, verificando, com um semblante preocupado, se podia entrar. Yang Mi autorizou-o com um menear positivo de cabeça.

JiHoon sabia que a garota estava passando por tempos difíceis. Conversaram um pouco a respeito do acidente, do reencontro com TaeHyung e tantos outros acontecimentos naquele mês, e JiHoon sempre dizia que Yang Mi estava perdendo tempo. Se ela sabia mesmo o que queria, tinha que lutar por isso. Pelo que estava esperando?

Yang Mi estava há dias sem qualquer notícia de TaeHyung, mas não conseguia parar de pensar no garoto e em tudo que ele lhe disse. Quando foi embora de Myeongdong, passou algumas horas o odiando pelas palavras duras, mas bastaram algumas horas inquietas de sono para que ela percebesse que Tae não queria nada além do seu bem. Mais relaxada, a atriz caiu na real, recuperou sua consciência e admitiu para si mesma que, sim, adorava o que fazia. Ignorando os paparazzi, os rumores descabidos e alguns outros empecilhos, ser atriz a completava de uma forma que poucas coisas conseguiriam.

Levar alegria e boas mensagens às pessoas através do seu trabalho era o que realmente importava. Era o que mais a fazia feliz. E só existia uma coisa que a faria mais feliz ainda.

Salvar pessoas.

― Vou causar algum escândalo... ― JiHoon sussurrou quando todos os profissionais se afastaram de Yang Mi. E lá estava ela mais uma vez, vestida de noiva. ― Quem sabe assim consigo dissipar o que aconteceu com você. ― Seu tom de voz se tornou irritadiço, pois não era justo que a atriz ainda fosse alvo de especulações, comentários impertinentes e questionamentos intermináveis a respeito do fim do relacionamento dos dois.

Se isso não fosse custar a ambos parte da carreira, sem dúvida alguma deixariam vazar a informação de que não passava de uma farsa.

― Não é necessário, mas obrigada por se importar. ― Yang Mi sorriu agradecida, abraçando-o rapidamente.

― É que eu estou feliz, e queria que você também estivesse ― JiHoon disse com sinceridade, pois a considerava uma boa amiga. ― Nós estávamos há mais de um ano fingindo um relacionamento, não somos estranhos. ― Encarou o chão, lidando com um peso em seu peito. Sentia que, de certo modo, tinha alguma contribuição no estado melancólico em que Yang Mi se encontrava. ― Desculpe-me...

― Não ouse se desculpar, JiHoon! ― Justa e determinada como era, Yang Mi logo tratou de tirar aquilo de sua cabeça. ― O que um não quer, dois não fazem.

O diálogo de ambos foi interrompido pelo diretor responsável pelas gravações que, ao redor, aconteciam.

― Estão prontos? ― Investigou, sério, o tom claramente entregava que os apressava.

JiHoon ajudou Yang Mi a se levantar, já que o vestido era meio bufante, e logo os dois seguiram para o set onde filmariam a participação em uma sitcom da KBS. Seriam noivos.

Quanta ironia...

 

xXx

 

― Corta! ― O diretor voltou a berrar, cada vez menos paciente. ― Pelo amor de Deus, Kim Yang Mi, o que há de errado com você? ― exigiu saber quando a atriz, pela terceira vez, se distraiu, encarou as câmeras, esqueceu suas falas e bufou, sem tentar esconder sua inquietação das pessoas ao redor.

O cenário era o interior de uma igreja, e o elenco regular da série também a observava sem entender o que estava acontecendo. Como uma atriz que já fora indicada ao Oscar estava tendo tanta dificuldade em simplesmente decorar suas falas e ser ligeiramente engraçada em uma sitcom? Não fazia o menor sentido!

― Desculpe... Posso tentar de novo? ― ela pediu com um sorriso sem graça, preparando-se ao receber um simples "Ok".

Alguém gritou "ação", a garota sentiu as câmeras registrando tudo. Cada ator exercia seu papel e contribuía para o diálogo. Um deles disse suas falas com maestria, a outra também. Era a vez de Yang Mi.

Droga, ela precisava tanto falar com TaeHyung!

― CORTA!

Yang Mi estreitou os olhos ao assistir o diretor se levantar, pedindo um tempo das gravações, resmungando o quanto odiava lidar com celebridades e suas crises de esquecimento e pedidos incessantes por atenção, claramente dando a entender que Yang Mi estava dando trabalho para a equipe para chamar atenção, por pura diversão, por querer bancar a "diva". De propósito!

A atriz engoliu em seco, fechando os olhos e respirando fundo. Caso contrário, explodiria.

― ESPERA! ― berrou, atraindo a atenção esgotada do diretor. ― Vamos fazer isso, eu... Desculpe-me, não sei o que me deu, mas estou pronta agora. ― Yang Mi precisou de um pouco de persuasão para fazer a equipe do set acreditar que, dessa vez, não se esqueceria das falas e não faria mais os outros perderem tempo.

Ainda bem que todos acreditaram, inclusive ela mesma. Pouco menos de três horas depois, o episódio estava concluído, todas as cenas que contavam com a sua participação perfeitamente gravadas. Até mesmo se tratando de uma sitcom, que não exigia uma atuação memorável como em filmes dramáticos, Yang Mi foi melhor que o esperado, deu um show de atuação, provando-se merecedora de todos os prêmios que conquistara ao longo da carreira.

― Vai! ― JiHoon gritou do outro lado do cenário, ganhando um olhar confuso da atriz que recebia ajuda para começar a se livrar do vestido. ― Vai logo atrás dele. Para de perder tempo, Yang Mi! ― Ele aumentou ainda mais o volume da própria voz, fazendo-a ter um estalo. ― Corre, Yang Mi, corre!

Então, Yang Mi deu as costas a todas aquelas pessoas e começou a correr. Ergueu um pouco a saia do vestido e, sem tempo, vontade ou capacidade de pensar em se trocar, foi parar na calçada de uma movimentada rua de Seul. Olhou para cima quando um trovão se manifestou, grunhindo com raiva e com frio ao sentir pingos gelados começarem a cair por sua pele.

Mesmo assim, ela não desistiu dos seus planos. Fingiu que era uma super-heroína no coração da cidade e foi em busca da própria salvação.

― Desculpe! ― pediu ao esbarrar seu corpo ao de algumas pessoas pelas ruas, jogando os saltos longe e desviando de um táxi que quase a atropelou. ― Desculpem-me! Droga, como eu queria ter superpoderes!

Estava longe de MyeongDong, não fazia a mínima ideia de onde TaeHyung poderia estar naquele momento, chovia muito e ela estava vestida de noiva, mas...

Tudo aquilo eram apenas pequenas e insignificantes pedras em seu caminho.

Deu graças a Deus quando chegou a Cheongdam, correndo para o apartamento de Cassidy. A amiga não estava lá, mas as duas tinham uma espécie de código de emergência, que utilizavam em situações como aquela. Ao conseguir entrar no apartamento, Yang Mi encontrou o telefone e ligou para o apartamento de TaeHyung, mas não obteve resposta. Tentou outras três vezes, desistindo na quarta. Então ligou para o celular dele, sentindo o coração ir parar nos ouvidos quando a chamada foi atendida.

Mas não era Tae.

HoSeok, do outro lado da linha, disse que TaeHyung estava em um dos Tribunais Federais ao sul de Seul. A primeira vez que participaria de um julgamento de verdade. Como HoSeok estava junto e o amigo, uma pilha de nervos, tinha ido pegar mais café, optou por atender o celular para ele. No entanto, Yang Mi pediu que HoSeok não contasse a TaeHyung que ela tinha ligado.

Nossa, o primeiro julgamento dele!

Isso a fez se sentir feliz e orgulhosa. E ainda mais disposta a correr contra o tempo.

Pegou o carro de Cassidy ― após avisá-la, é claro ― e seguiu para o local mencionado.

Yang Mi tinha, finalmente, aberto os olhos e enxergado além. Agora entendia o que TaeHyung tanto quis dizer com aquilo.

Estava cansada de ficar dando voltas ao redor dos próprios problemas que temia não conseguir resolver, como um satélite mal programado, masoquista e criado com os propósitos errados. Então, de uma hora para a outra, lhe ocorreu que as coisas começariam a melhorar a partir do momento em que quisesse que melhorassem. Ela acordou.

E sabia muito bem o que queria. Quer dizer... uma das coisas que mais queria.

xXx

 

É, tinha mesmo feito aquilo. E agora não tinha mais como voltar atrás.

Yang Mi estava parada de frente para várias pessoas bem vestidas, terno e gravata em sua maioria. Todos a olhavam embasbacados, questionando-se internamente o que uma noiva encharcada e com feições desesperadas poderia estar fazendo em um Tribunal de Justiça.

― Não, eu não matei o meu marido! ― disse em tom defensivo, encolhendo os ombros quando ninguém riu.

Em sua cabeça tinha soado muito mais engraçado.

― Yang Mi?!

Alguns homens se afastaram, como se para permitir que outro se aproximasse. TaeHyung surgira bem diante de Yang Mi e seus olhos arregalados fizeram com que ela descobrisse que HoSeok era, sim, uma pessoa confiável. O garoto a mediu de cima a baixo, os lábios se entreabrindo em resultado de uma confusão em sua mente. É claro que ele se assustaria ao vê-la de tal forma, mas Yang Mi tinha fixo em mente que nada disso importava no momento.

― O que está fazendo aqui? O que... ― TaeHyung perdeu a voz por um instante, precisando olhá-la nos olhos outra vez. ― O que foi que aconteceu com você? ― Ele apontou para o vestido, lutando para não assimilar as coisas do jeito mais óbvio.

Ainda bem que Yang Mi jamais seria tão óbvia assim.

― Não se preocupe, eu não me casei com ninguém. Nem cheguei perto disso. ― Yang Mi prometeu, sentindo-se insegura quando uma vontade de sorrir a dominou. ― Percebi algumas coisas, me preparei para outras, mas casamento, definitivamente... Não, isso ainda vai demorar um pouco. ― Ela finalmente cedeu a vontade de sorrir, mas não durou por muito tempo, já que TaeHyung não a acompanhou.

Parecia que, quanto mais os seus olhos imploravam por perdão, os dele faziam questão de afirmar que ela não iria consegui-lo a tempo de consertar as coisas entre ambos ― mas não era como se Yang Mi pudesse desistir sem lutar. Especialmente se tratando dele, o único cara que enxergou a sua verdade, uma verdade que, por muito tempo, nem ela mesma conseguiu acreditar.

― Yang Mi... ― TaeHyung tentou, na intenção de pedir que conversassem depois, olhando receoso para as pessoas ao redor. Não era um bom momento.

Quer dizer, para o coração dele, era um momento incrível, mas os advogados não pensariam a mesma coisa.

― Você me disse que eu tinha que parar de dar valor a somente uma parte da minha vida, porque, caso a perdesse, ficaria sem nada...

Yang Mi arriscou alguns passos, parando exatamente a frente de Tae, próxima o suficiente para segurar uma das mãos do garoto, reparando em como estavam gélidas e tremiam um pouco, o que a fez sorrir internamente com a constatação de que TaeHyung não estava tão indiferente assim quanto a sua presença. Muito pelo contrário.

― E eu quase fiquei sem nada, mas reagi a tempo. Agora estou aqui, em um Tribunal, recebendo olhares feios de advogados que me colocariam atrás das grades se quisessem, mas não me importo, porque você vale todo esse esforço. Foi quando eu me perdi totalmente... que consegui me encontrar. ― Seu nariz ardeu assim que despejou tudo nele, então ela virou o rosto, espirrando alto e ouvindo o barulho ecoar por toda a extensão do local.

Olá, consequências da chuva.

TaeHyung respirou fundo, com aquele olhar perdido e tristonho que sempre faria o coração de Yang Mi apertar e seu estômago embrulhar, a vontade de abraçá-lo forte e nunca mais soltar crescendo sem controle dentro de si.

― Eu estou no meio de algo importante agora, Yang Mi. Meu futuro depende disso... Por favor, agora não. ― Ela sentiu a pontada que as palavras dele conduziram até o centro de seu peito, mas não se deixou abater com a dureza do que ouviu, pois sabia que Tae tinha motivos bem consideráveis para estar reagindo daquela forma.

― Eu posso esperar. ― Yang Mi largou as mãos dele com pesar, porém sorrindo determinada.

― Vai demorar. Horas ― o garoto resmungou, impaciente enquanto coçava a própria nuca, não sabia mais o que fazer.

Ele estava claramente desconfortável dentro daquele terno, mas não deixava de ficar extremamente lindo trajando o mesmo, e Yang Mi percebeu isso em um piscar de olhos.

― Você me esperou por anos! ― Seus olhos esboçaram surpresa quando ela fez renascer aquela verdade bem diante dos dois. ― Então... O que são algumas horas, TaeHyung? ― Sorriu determinada, feliz pelo semblante de Tae estar suavizando aos poucos. Meio sem jeito por culpa do vestido, Yang Mi se sentou em uma das cadeiras enfileiradas em uma das laterais, provando que faria mesmo o que disse. ― Boa sorte, vou estar bem aqui quando terminar!

Sem forças para argumentar ― até porque ele tinha que guardar seus bons argumentos para o julgamento em si ―, TaeHyung limitou-se a sorrir de canto para Yang Mi, seguindo para a realização de uma parte importante de seu futuro como advogado. Porém, lembrou de algo importante, voltando apenas para lhe dizer:

Don't Go Away, Oasis. ― Sorriu ao mencionar a música, pois sabia que declarações implícitas como aquela, através de músicas, funcionavam bem entre ambos.

Yang Mi sorriu de imediato.

Never Say Never, The Fray ― rebateu, também o fazendo sorrir.

Felizmente eles conheciam perfeitamente as músicas mencionadas.

xXx

 

TaeHyung não tinha mentido para ela. Duas horas tinham se passado lentamente e nenhum sinal do garoto. Yang Mi estava mais ansiosa do que jamais esteve antes, andando de um lado para o outro, conquistando mais alguns olhares curiosos e tentando puxar conversas despretensiosas com pessoas que circulavam por ali. Tudo para fazer o tempo passar mais rápido.

Como queria ter superpoderes!

Distraiu-se com a enorme televisão presa a parede ― mais um daqueles casos estranhos de heróis noturnos ―, então não percebeu quando TaeHyung se prostrou atrás dela, tocando seu ombro com sutileza e posicionando a boca bem ao pé de seu ouvido.

― Eu te fiz esperar muito?

Ela quase pulou da cadeira, olhando para trás em um susto, mas logo estava rindo. Tae a acompanhou nesse riso.

― Eu que te fiz esperar muito. ― Yang Mi lamentou, coçando a nuca.

― Já te disse, Yang Mi, aqueles seis anos não me...

― Estou falando dos cinco dias que te fiz esperar, TaeHyung. ― Yang Mi tratou de se explicar rapidamente, mordendo o canto do lábio inferior em um gesto de inquietação. ― Mas eu precisava desse tempo para colocar a minha cabeça no lugar, para me convencer de tudo que eu quero. E finalmente consegui. ― Ela ergueu seus olhos sem medo, pois sabia que os dele estariam ali, esperando ansiosos pelos seus. ― Deixei um set de filmagem e vim direto para cá... É, por isso o vestido. ― Yang Mi finalmente conseguiu explicar, voltando a rir quando Tae suspirou aliviado. ― Eu gosto de você, gosto muito de você. E também gosto do que eu faço, então... estou pronta para organizar tudo que for importante no meu coração, sem medo. ― Sua sinceridade e vontade de concretizar tudo aquilo eram refletidas claramente em seus olhos flamejantes. ― Vamos ficar juntos, porque... porque... ― Ela hesitou um pouco antes de dizer, pois sabia que poderia soar meio ridículo. ― Porque, se o apocalipse zumbi acontecer mesmo, eu não quero estar sozinha. Quero enfrentá-lo com você!

TaeHyung arregalou os olhos, realizado.

― Essa é a coisa mais romântica que um nerd pode ouvir ― garantiu, coçando a nuca.

― É, eu vim pensando nisso o caminho inteiro. ― Ela deu de ombros, orgulhosa e aliviada pela escolha de palavras ter dado certo.

― Esqueça o apocalipse zumbi, Yang Mi. Acho que nós merecemos um futuro melhor.

Ele torceu internamente para que suas bochechas não estivessem coradas, por mais inevitável que fosse. Também não conseguia esconder a felicidade aliviante que sentia por saber que Yang Mi estava mesmo disposta a se livrar dos hábitos que costumavam fazê-la tão infeliz.

― Posso fazer isso.

― Eu acho que...

― Nós merecemos essa chance ― ela o completou com agilidade, ficando de pé e estendendo sua mão para que TaeHyung a segurasse, também ficando de pé. ― Eu quero você, TaeHyung. Quer saber? Quero você desde muito antes de receber aquele convite fofo e todo atrapalhado para o baile, seis anos atrás. ― Ela se sentiu muito bem ao ser sincera daquele jeito, e TaeHyung permitiu que a alegria por estar ouvindo aquilo também fosse refletida em seu olhar.

― Desculpe-me por ter sido tão duro com você no meu apartamento aquele dia. Eu acho que... estava com medo de tudo dar errado, com medo de arriscar um movimento seguinte. Pedi que você fosse corajosa, mas eu não fui um grande exemplo de coragem, então... ― Tae tentou expor o quanto se odiava por ter pressionado Yang Mi de tal forma, mas ela fez questão de calá-lo com um selinho longo e cheio de saudade, negando com a cabeça e lhe dizendo que estava tudo bem.

― Eu estava fora de mim ― assegurou, conformada. ― Se você não me dissesse tudo aquilo, outra pessoa diria. Provavelmente alguém que nem é assim tão importante para mim... ― Yang Mi deslizou suas mãos pelos ombros cobertos pelo terno preto de TaeHyung, conseguindo enlaçar sua nuca.

― Tenho só mais cinco minutos antes que o intervalo do julgamento acabe ― TaeHyung informou, claramente insatisfeito com isso. ― O que sugere que eu faça até lá, Yang Mi? ― Ele resolveu deixar de lado sua timidez, mais uma vez, pois com Yang Mi não precisava disso. A garota permaneceu inquieta, como se tentasse lhe dizer com o poder do olhar ou da mente que Tae sabia exatamente o que fazer, não precisava da ajuda dela para decidir. ― Já que não me respondeu, vou agir por conta própria.

Puxou-a pela nuca e a beijou, conquistando um riso verdadeiramente feliz da garota, que se entregou ao momento tanto quanto ele.

E finalmente fazia sentido, mesmo que um estúpido vestido de noiva estivesse entre ambos.

― Alguém está aprendendo importantes lições por aqui... ― Yang Mi notou, risonha, as bochechas pinicando, a pele e suas estruturas respondendo loucamente à forma como TaeHyung agarrou sua cintura e a pressionou contra a parede.

― Mal posso esperar para irmos embora, então eu vou poder te mostrar o que mais venho aprendendo... E, não, não tem nada a ver com Direito ou coisas de nerd. ― Provavelmente era a primeira vez em toda a sua vida que Tae ouvia a própria voz soar maliciosa e sedutora daquela forma.

Sentiu-se bem com isso.

― Mas eu gosto das suas coisas de nerd. Gosto que você seja um nerd. ― Arrepiada, Yang Mi murmurou afetuosa, acariciando o rosto de TaeHyung. ― Meu nerd. Ou melhor... Meu Flash!

― Seu Flash tem que correr agora... Volto logo, minha Supergirl! ― TaeHyung percebeu que o tempo tinha passado rápido demais e agora precisava voltar para o julgamento.

Mas não antes de beijá-la outra vez, é claro.

Yang Mi assistiu-o sair correndo feito um furacão, encolhendo os ombros e sorrindo maravilhada com a certeza de que, agora, eles tentariam mesmo fazer dar certo.

 


Notas Finais


ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO GENTE, EU TÔ TRISTE PORÉM FELIZ :')
Mas e aí, gostaram do rumo que a fic tomou?


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