História Heroes and Villains: The New Age - Capítulo 4


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Categorias Aquaman, Arqueiro Verde, Batman, Caçadora "Huntress", Esquadrão Suicida, Justiça Jovem, Lanterna Verde, Liga da Justiça, Mulher Gato, Mulher Maravilha, Novos Titãs (Teen Titans), Supergirl, Superman, The Flash
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Asa Noturna, Barbara Gordon, Barry Allen (Flash), Bart Allen, Billy Batson (Capitão Marvel / Shazam), Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Carter Hall (Gavião Negro), Cavaleiro Andante (Sir Justin), Ciborgue, Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Dra. Caitlin Snow, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Fera B'Wana (Mike Maxwell), Garth (Aqualad / Tempest), Hal Jordan, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Helena Bertinelli, John Henry Irons (Aço), John Smith (Tornado Vermelho), J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Kon-El (Superboy), Lucius Fox, Mutano, Nathaniel Adam (Capitão Átomo), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley, Personagens Originais, Ravena, Robin, Roy Harper (Arsenal), Selina Kyle (Mulher-Gato), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Wally West (Kid Flash), Zatanna Zatara
Tags Dc Comics, Fanficiton Interativa, Interativa, Liga Da Justiça, Wheezyweasley
Exibições 37
Palavras 4.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!!

Eu sei, eu mereço ser enforcada pela demora!
[Culpem as provas e meu tempo curtíssimo por isso]
Porém, eu venho com boas notícias, minhas provas acabam definitivamente terça-feira!
Prometo que farei capítulos maiores só para me desculpar com vocês!
PS: Judicium será dividido em duas partes, pois é bastante importante para a história.
PS2: Se seu personagem não apareceu, não se preocupe, tenho que colocá-los em uma boa cronologia para explorar a história de todos!
BOA LEITURA!

Capítulo 4 - Judicium I


Fanfic / Fanfiction Heroes and Villains: The New Age - Capítulo 4 - Judicium I





Heroes and Villains - The New Age

Capítulo Três: Judicium

Gotham. 9:30 am

Barbara Gordon


Barbara não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. Olhava do papel para Bruce repetidamente. O homem apenas fechou os olhos e ergueu a cabeça para o céu, como se tivesse absorvido muita informação. Não era possível, claro, a idade da garota batia com os anos que Selina Kyle havia sumido da vida de Bruce Wayne. No entanto, o que mais a incomodava era o fato dele se importar. Até onde ela sabia, quando estava tendo um caso sério com Selina, ele dormiu diversas vezes com Diana Prince, a famosa Mulher-Maravilha. 

– Bruce, eu não entendo duas coisas: como sabia que Selina estava na cidade e por que se importa? – perguntou Barbara com um pouco de deboche. 

– Ontem, a Mulher Gato, Arlequina e Hera Venenosa fizeram uma visita à Prefeitura. Elas estavam tentando roubar algum arquivo do Arkham, que eu não consegui ver qual era. Elas foram embora e a noticia que uma prisioneira iria ser solta me abriu os olhos, pois quem estava fazendo a montagem de perfil era esta moça, Babs. – respondeu Bruce com um pouco de pesar. – Ela me lembra tanto os meus tempos com Selina, sabe que foi por breves momentos com Diana. Mas esse não é o único problema, eu vasculhei as fichas do Arkham e encontrei outra coisa. – suspirou e tirou uma pasta enorme, com lembretes em todo canto. – Olhe o último paciente deste psicólogo morto. 

Barbara pegou a pasta e abriu-a, foi até o final da primeira folha e viu outra coisa que parecia impossível. Samantha Wayne. Como o Arkham não desconfiara que a menina era filha do cara mais rico de Gotham? Barbara apenas suspirou e disse:

– Eu te pago uma bebida, vamos.

[...]

Depois de um tempo – ou de muitas doses –, Barbara já carregava Bruce com esforço para fora do bar, temendo haver paparazzis na porta do bar, apesar de não ser um local muito conhecido pelas celebridades. O amigo e parceiro de crime murmurava palavrões em direção à Selina Kyle, com quem agora trabalhava – ela havia se tornado a mais nova secretária do bêbado. Era muita ironia que a mulher tivesse se candidatado para aquela vaga. Ou será que o Wayne havia vasculhado a vida da gata durante esses vinte anos? Era bem capaz que Bruce Wayne tivesse dado uma de stalker, principalmente, quando, depois de dois anos do sumiço de Selina, ele havia acabado seu romance com Diana, no qual a mesma desapareceu e de vez em quando aparecia nas colunas do The New York Times, como colunista do mesmo ou até por sempre ganhar prêmios de jornalismo.

Barbara enfiou o Wayne no carro, enquanto já ia para o banco do motorista, também um pouco fora de si. Quando bateu a porta do carro e olhou para Bruce, o mesmo encarava a pasta amarela, onde acabou descobrindo sobre a total preocupação da antiga namorada nos últimos anos. 

– Bruce, já chega – falou Barbara já dirigindo pelas ruas de Gotham City. Bruce nem sequer escutou a ruiva, que bufando de raiva pela ação do bilionário, pegou a pasta e jogou no banco de trás do carro, fazendo ele olhá-la com fúria dos olhos. A mais nova apenas suspirou e continuou com seu sermão. – Não acho que seu temperamento bêbado irá fazer coisas boas se continuar olhando para a ficha dessa garota. Deveria conversar com Selina primeiro, ver o que ela tem a dizer. Sei que você a perseguiu online para contratá-la, não é atoa que nem ficou surpreso quando falei sobre ela entrando no prédio, seu sofredor idiota.

– E se eu disser que tenho um plano bem melhor? – disse o Wayne fora de si. Barbara riu, como se fosse um absurdo. Tentou focar os olhos na estrada, mas o jeito sério de Bruce lhe fez parar de focar na estrada ainda um pouco vazia. Bruce pegou o celular, já mais sóbrio, digitando algo para o mordomo, Alfred Pennyworth. – Podemos trazer aquela menina que vai ser julgada hoje, às quatro da tarde para estagiar na Empresa, mas a menina vai ter que ficar indo ao meu trabalho para tomar conta do ambiente por uns dias, caso a filha da Arlequina seja solta.

– Lucy Napier é filha da Arlequina?! – exclamou Barbara Gordon causando um susto em Bruce, que procurava algum remédio para dor de cabeça no carro da ruiva. – Isso está ficando cada vez mais interessante. – acrescentou se lembrando da menina da festa da noite anterior. Engoliu em seco, realmente, aquela menina tinha mexido muito com ela, mais do que qualquer outra pessoa. – Bem, acho que temos muito trabalho a fazer, então, Senhor Wayne. Onde deseja estar, hoje?

– Duas coisas: – respondeu Bruce com certo ânimo, deu um sorriso suspeito e pensou por alguns instantes. – Primeiro, temos que ir até a farmácia, estou com uma terrível dor de cabeça, sem falar que estamos fedendo a bebida barata. Segundo, está preparada para ver o pai que parou de te visitar por não apoiar a decisão do mesmo adotar outra criança? Vocês moram na mesma cidade e não se falam há cinco anos. – Bruce esperou por uma resposta, mas só recebeu um aceno com a cabeça trêmulo e percebeu as mãos da ruiva apertarem o volante. – Bem, tem uma terceira coisa, precisamos ir ao Departamento de Polícia de Gotham City para avisar sobre a proposta das Empresas Wayne em oferecer ensino e profissionalismo à menina Napier. Tenho sérias suspeitas sobre a paternidade dessa garota, quero mantê-la por perto. Avisei ao Alfred para preparar as coisas lá na Mansão e avisar aos outros funcionários da Empresa.

– Acho que temos um mistério a ser resolvido, então.

Gotham. Arkham. 12:00

Samantha Wayne


Samantha já estava de saco cheio, principalmente por causa da promessa não cumprida daquela policial que havia lhe intrigado por inteiro. Depois de quase vomitar com o café da manhã oferecido a ela, já estava preparada para tirar uma folga e dormir um pouco na cela, quem sabe até ler um livro doado para o Arkham, onde parecia que apenas ela lia. Escutou um cochicho entre pessoas, eram os guardas que ficavam durante o dia, rindo e um deles chacoalhou o molho de chaves. Se levantou da cama e largou o livro, preparada para espiar o que estava acontecendo. 

– Acho digno uma despedida gloriosa, não é, rapazes? – falou um dos guardas, que já abria a cela vizinha à de Sam. A risada dos outros guardas ecoaram e acabou ouvindo também o barulho de alguém pedir ajuda. – Cuidado, rapazes, a Srta. Quinzel gosta de fazer picadinho dos guardas, não é, Lucie?

Sam, apesar de não gostar nem um pouco de Lucy, não poderia deixar aqueles cretinos agredirem uma garota. Ela poderia estar no lugar de Lucy todos esses anos, mas, por alguma razão, a menina Napier era a única abusada naquele lugar. Criou voz e bateu no vidro inquebravel, chamando atenção dos guardas. 

– O que foi, Wayne? Seu paizinho ainda não veio lhe visitar ou quer participar da festinha? – debochou o guarda que já abria a cela e dava espaço para os outros irem na frente. Eram três guardas, tirando o que falava com ela, para uma garota que ainda estava debilitada pela sessão psiquiatra e experimental com Strange — o pior dos psiquiatras. – Eu vou aí, Strange quer um minuto com seu brinquedo favorito. 

Sam só escutou o som de alguém sendo pisado e esmagado e depois gritos. O guarda, pelo que se lembrava seu nome era Maximilian Ross, abriu sua cela e a pegou brutalmente pelos ombros, a arrastando pelo corredor. Sam virou o rosto para ver o que acontecia na cela e desejou nunca ter olhado. Havia sangue pelas paredes e, principalmente, no chão, onde jazia uma menina desacordada com hematomas e as roupas amassadas e manchadas, enquanto os três guardas a carregavam. Provavelmente dariam um banho, se aproveitando de menina nua e inconsciente e levariam para o tribunal, para ser julgada.

– Sabe, ela salvou sua vida – murmurou o guarda Maximilian, entrando no elevador enquanto prendia as algemas na ruiva. Sam olhou para o mesmo, imaginando para onde o mesmo estaria a levando, já que ali não era o caminho para o escritório ou laboratório de Hugo Strange. – Napier vai ser julgada, Strange não quer que a menina saia do Arkham. Os testes não estão completos, mas eu sou justo e quero mudar essa cidade do meu jeito. – explicou o homem. Sam percebeu que ele era baixinho, de cabelos loiro escuro e barba fina e quase imperceptível, tinha mais ou menos vinte e dois anos. Usava um boné e tinha os olhos castanhos bom e justiceiro. 

– Você não queria abusá-la? – indagou Sam como um sussurro, enquanto os dois desciam para a saída. Ela iria sair do Arkham? Ela estava totalmente perdida. O rapaz apenas deu um sorriso e negou. – Como pôde deixá-la com aqueles repugnantes? Como foi capaz de levá-los até lá? 

– Napier me pediu isso, ela já iria ser abusada mesmo que eu impedisse, seria pior depois. Eu não podia protegê-la, apenas estou obedecendo algo que ela me implorou. Depois, seria você. Ela te salvou. – interrompeu Maximilian abrindo a porta com força enquanto olhava para ver se estava sendo seguido. Sam tentava pronunciar alguma coisa, como a loira havia pedido para ser abusada? – É estranho, mas ela fez uma distração para levar você para fora do Arkham. Lucy é uma boa garota, não vai sair do Arkham, Strange tem planos maiores que você e ela. 

Sam sentiu a luz solar cegá-la por alguns instantes, o vento frio lhe causando arrepios e seus sentidos mais ampliados, mais puros. Foi arrastada até uma van e jogada na parte de trás. As algemas sufocavam seus pulsos. Maximilian dirigiu para longe do Arkham enquanto escutava as sirenes tocarem os guardas saírem correndo atrás, atirando contra a van, mas era anti-balas. 

– Ela queria que eu saísse do Arkham? Por quê? – perguntou Sam tentando se levantar. – Nós quase nunca nos falamos e em determinadas ocorrências, nós fomos torturadas por brigar no refeitório. Ela não gosta de mim. – explicou a menina mais para si mesma. – Eu não entendo.

– Apesar de ser abusada todo mês, ela sabe que Strange está escondendo alguma coisa. Ela olhou na sala dele sobre a Instituição Científica de Gotham, um terceiro projeto que ele está trabalhando. Mais elaborado que os testes que fazia em você e ainda vai terminar em Lucy. Ela queria você fora do Asilo para invadir a tal instituição. Ela quer soltar uma outra vítima de Hugo, depois, você irá dar um jeito de expor a operação. – explicava o guarda enquanto dobrava uma esquina e logo era emparelhado por duas motos onde um deles carregava uma arma e o outro, estrutura feminina com uma jaqueta de couro, sem armas. – Droga. Escuta aqui, Wayne. Procure pela mansão do seu pai, fuja o mais rápido que puder, use seus poderes, não volte atrás. Existem mais pessoas como você e Lucy, não sou eu que vou salvar o mundo, prefiro ver você tentando. O nome do projeto de Strange se chama “Projeto Cadmus”, o experimento zero é poderoso, não deixe dar errado. – Max fez uma pausa ao sentir as balas atingirem a van. Sam usou sua super-força e quebrou as algemas, já vendo a figura feminina saltar contra a van e escalar o teto. O guarda sacou a arma e mirou no teto, atirando três vezes em vários pontos, causando vários buracos, mas nenhum perfurou, pela van ser inquebrável. – Ei, Wayne, foi bom te conhecer. Esse é o meu momento, então, eu não vou para o inferno por fazer o que irei fazer. 

Quando Sam percebeu que o mesmo largou o volante e foi perfurado por uma estaca/pedaço de planta, logo quis ajudá-lo, mas o mesmo deu um sorriso, dando um chute contra seu estômago, lhe fazendo sair voando do carro, onde já ia de encontro a uma árvore e explodiu. Foi tudo tão rápido que ela só viu seu encontro contra um latão de lixo e sumiu por entre a sujeira. 

Seu dia poderia ficar pior?

Washington DC. FBI. 13:22

Mackenna Zatara


O dia amanheceu cinzento em Washington, mas, para Mackenna, veio junto com um pedido urgente de transferência da mesma para a cidade mais corrupta dos Estados Unidos com parceria da Interpol, onde a mesma trabalhava há dois anos. Treinada aos dezoito por seu chefe, que chamava de pai adotivo postiço e pronta para o combate seis meses depois. Uma carta de transferência. Quando estava no elevador do prédio do FBI, onde seu chefe e o diretor de operações do FBI estariam esperando-a, vários funcionários a olhavam com vários olhares, homens e mulheres a olhavam com ódio, desejo e até inveja. 

Aos vinte anos, ser reconhecida é raridade. Ajeitou os cabelos castanhos escuros, presos em seu famoso coque desarrumado e sexy, depois ajustou seu terno negro que formava um belo par com sua blusa social branca por dentro de sua costumeira calça preta que desobedeciam às regras de fardamento. O distintivo da Interpol pendurado em seu pescoço por meio de uma corrente prata, onde alguns botões da camisa foram abertos, o que fez um rapaz de vinte e seis anos cair da cadeira. O batom vermelho abriu um sorriso de canto, logo se localizou na sala do diretor, ainda escutando a reportagem da menina que viveu dezoito anos no Asilo Arkham que iria ser julgada em três horas. 

Quando abriu a porta, os dois homens já pararam de discutir, se postando em seus postos e com olhares fulminantes um no outro. Seu chefe, William Lester, estava em pé, de braços cruzados e o rosto inchado. Os cabelos curtos, de corte militar estavam molhados, a pele negra do rapaz estava se destacando em veias saltadas, indicando sua raiva despejada no Diretor do FBI, Newton Fox, cujos cabelos brancos já estavam caindo, mas era possível ver o rosto impassível. 

– Queriam falar comigo? – perguntou Mackenna sem nenhuma enrolação. Ela já sabia que ninguém gostava do modo como ela água nas missões, principalmente de um tempo pra cá, onde sua agressividade está chegando ao limite e sua irritação diária. – Estava entregando o relatório do Caso Houston em Veneza.

– Sem detalhes, Agente Zatara. – interrompeu William já suspirando e pegando uma pasta amarela debaixo dos ombros musculosos e jovens. Lester havia chegado à diretoria aos trinta anos e depois de oito anos, foi condecorado umas cinco vezes. – Temos ordem do governo para sua transferência imediata. 

– T-Transferência? – gaguejou Mackenna lendo o relatório, onde tinha sua nova sede, em Gotham. Ela sabia da proposta de transferência, mas não sabia que era ordem do próprio presidente. – Quem é Elizabeth Kyle? Eu tenho que proteger a assassina do Arkham? Gotham?

– Calma – disse Newton Fox mexendo na barba mal feita. Mackenna observou as olheiras e logo viu sua mão tremer. Tinha muito mais coisa que ela não sabia. – Elizabeth foi uma das nossas melhores agentes, transferida para Gotham a pedido do Comissário Jim Gordon, especialmente para atuar na limpeza de Gotham radical. Vai ser sua nova parceira… – Mackenna fechou a cara, ela odiava parceiros. William olhou para baixo ao ser fulminado pelo olhar da menina. – A audiência do povo contra Lucy Napier acontece em três horas, mas acabei de conseguir que fosse prorrogado devido à fuga de uma das prisioneiras e a entrada de uma nova detetive na investigação; você. A audiência é daqui a seis horas. – Mackenna riu, interrompendo a explicação de Fox, que apenas arqueou a sobrancelha, não entendendo a risada. – Algum problema, Zatara?

– Sim. Vários,  na verdade. – resmungou Mack parando de rir e já pronta para atirar seu veneno. Ela se aproximou dos dois Diretores, estava ficando impaciente. – Está me dizendo que irei virar uma simples detetive, onde terei uma parceira metida à gênio, que serei subordinada a Prefeitura de Gotham e suas essências nojentas, além de que irei proteger uma psicopata e  ter meu salário reduzido para limpar uma maldita cidade que não quer ser limpa? Sem falar que eu aposto que tem um avião me esperando nesse exato momento para me levar para a audiência de uma louca. Acertei? 

– Agora entende o porquê de ser você, Mack? – disse William pela primeira vez no recinto. Ele se apoiou na parede branca, onde uma estante cheia de medalhas e certificados ficavam ao seu lado. – Kyle tem o cérebro e atitude, você é a ação e percepção. A junção das duas nas ruas de Gotham vai abaixar o grau de criminalidade a quase zero, sem falar nas aberrações lá existentes, que irão zerar o que restar. Não tem escolha.

Mackenna observou Newton jogar algo brilhante para Will e o mesmo mostrar o distintivo da Polícia de Gotham. Quando criança, ela se imaginava salvando o mundo, sendo reconhecida por seus feitos, por ser melhor que os super heróis e não precisar de uma máscara para isso. Agora, já adulta, percebeu que os heróis são necessários, mas que cada um podia fazer a diferença. Se Elizabeth Kyle era um prodígio no combate à criminalidade aos vinte anos. Por que não juntar as qualidades e fazer o mundo ver quem elas eram?

– Envie minhas coisas para Gotham e manda o endereço para meu celular. – respondeu Mackenna pegando o distintivo das mãos de Lester, que abriu um sorriso e a abraçou, erguendo-a com dificuldade devido aos saltos negros que usava. – Largue-me, idiota. Na verdade, minha vontade é de atirar nos dois. Quero ter ainda acesso a base de dados da Interpol e ligação com o FBI. 

Newton e William concordaram, já levando-a para o heliporto do prédio. Mackenna ia distraída enquanto os dois diretores faziam um monte de ligações para pessoas importantes, entre elas a juíza do caso, a advogada de Lucy Napier que descobriu ser a famosa Laurel Lance de Star City, para o Comissário Gordon e com as Empresas Wayne, que haviam proposto um emprego de estagiário para a menina para que ela aprendesse a trabalhar e estudar. Mackenna pensava que eles apenas queriam o foco dos jornais por um tempo. 

Quando chegaram ao heliporto, vários militares já estavam a postos para levá-la. William a abraçou novamente. 

– Sensível – brincou Mack batendo em seu ombro. 

– Sentirei sua falta, Zatsy. – brincou Will, recebendo um soco no peito. Ela se virou para ir embora. – Tem meu número, para qualquer ocasião!

– PERVERTIDO! – exclamou Mack entrando no helicóptero e dando o dedo do meio para ele. 

E foi aí que ela sentiu que algo iria mudar, se era para melhor ou pior, ela não sabia. 

Gotham. DPGC. 15:34

Elizabeth Kyle


Seu dia estava cheio de pressão — sem falar nas novidades. Iria ter uma parceira, qual não seria Gordon, onde iriam receber as missões mais perigosas de Gotham City. Se estava feliz? Não muito. Seu sonho era ser parceira do Comissário e todos os seus sonhos foram para o ralo. Além do fato de que seria responsável pela soltura de uma garota que poderia ou não virar uma serial killer daqui a quatro horas já que foi prorrogada pela chegada da sua nova parceira no caso. 

Passou a noite em claro escrevendo o perfil de Lucy, dispensando as amigas esquisitas de sua mãe e tentando esconder a todo custo o chupão em seu pescoço que parecia mais roxo a cada dia, como se estivesse marcado ali como aviso. Dois dias se passaram desde a entrevista, dois dias desde que ela só sonhava com a dona dos cabelos loiros platinados e um sorriso que lhe intrigava — o origami dado por Lucy estava em sua estande, sempre que ia dormir sentia o mesmo lhe observando. 

Oswin estava sentada em sua mesa no Departamento de Polícia escrevendo e apagando anotações. Tinham vários pontos positivos em Lucy Quinzel, como: o olhar de liderança e ambição, a gentileza e inocência quase que verdadeira, a maneira de pensar e a sinceridade. Porém havia os pontos negativos: o sorriso psicopata e o modo arrastado e tranquilo, como se aproveitasse cada segundo, o prazer em matar os policiais ou qualquer um que se metesse em seu caminho, sua obsessividade e radicalismo. Se alguém visse a lista de coisas negativas, a mandaria ser presa no Arkham ou ser condenada a Cadeira Elétrica. 

Gordon tinha reunido os melhores para o caso. O depoimento de Samantha, a decisão das Empresas Wayne em colaborar com o futuro, a advogada Laurel Lance que aceitou o caso e estava chegando daqui a alguns minutos para analisar o caso que era meio confuso para a mesma, os detalhes do psiquiatra e alguns guardas. O júri era durão, mas seria muito bem quebrado com as palavras de Laurel Lance. Quando descobriu sobre a fuga de Samantha, não pôde parar de pensar no quanto aquilo lhe preocupava, de alguma forma. 

Quando percebeu que um dos supostos estupradores estava na lista de depoimentos e que era um dos sobreviventes de tentativa de assassinato por Lucy, já vou que aquilo seria um terrível problema, principalmente se fosse corrupto e a promotoria oferecesse dinheiro para o homem mentir. Aquilo iria dar merda. 

Continuou a escrever sobre o trauma do estupro e a convivência sem os pais, sem falar na fama do Arkham de fazer experimentos por conta da antiga presença de Hugo Strange, um louco psiquiatra. Passaria tudo para a advogada, que prometeu chegar daqui a trinta minutos pelo avião particular do ex-marido, com quem ainda trocava umas boas palavras e bons favores. 

– Ei, Kyle! – chamou o policial Elliot Daves, que ela achava que era um pouco galinha. – Chamada para você na linha dois!

A ex-Agente do FBI logo pegou o telefone fixo e atendeu, ouvindo uma voz madura e feminina. 

KYLE - Detetive Kyle.

XXX - Detetive, sou a advogada de Lucy Napier, Laurel Lance.


KYLE - Oh, sim. Estou aguardando sua chegada aqui no Departamento. Já está em Gotham?

LANCE - Sim, mas gostaria de reunir todos os depoimentos e estratégias antes de entrar na Corte. Tem alguma sala no Departamento onde poderíamos ter privacidade ou quer me encontrar em algum lugar mais privado?


KYLE - A delegacia está cheia de pessoas aliadas da promotoria. Já estava indo para meu apartamento, mas acho que podemos nos reunir o próprio Arkham. Napier ainda não foi transferida e a Senhora pode conversar a respeito de outras questões não captadas na Análise de Perfil. 

LANCE - Telefonarei para os envolvidos a favor do nosso caso e todos irão para lá. 

KYLE - Passarei na minha cas apara pegar umas coisas e já irei correndo para o Arkham


LANCE - Até lá. 

Elizabeth finalizou a chamada e já pegou sua jaqueta e a pilha de relatórios que passou os dois dias inteiros escrevendo. Interrompeu a conversa de Gordon com um dos policiais, puxando-o para fora da Delegacia. O Comissário, reclamando dos atos rudes da garota, apenas parou de reclamar quando percebeu que já eram um pouco mais de quatro horas. Estava quase na hora. 

– Para onde estamos indo? – perguntou Jim Gordon já entrando no carro, enquanto a mesma apenas o observava pela janela. Elizabeth deu para ele as pastas e muitos papéis. – Você não vem?

– Lance me ligou – informou Oswin apressada, digitou algo no celular para a mãe. – Ela vai reunir todos os depoimentos e informações em uma sala do Arkham, juntamente com Lucy Napier. Vá indo, terei que pegar algumas informações extras no meu apartamento. Bruce Wayne irá para fazer o depoimento de boa vontade em arranjar um futuro. Assim como alguns jornalistas que estão tentando ver o nosso lado. Chego em meia-hora. Temos duas horas e meia para montarmos uma boa defesa.

– Sua parceira já vai ser encaminhada para lá. Tomara que tenha certeza com sua decisão, Kyle. – disse Gordon com um pouco de grosseria, ele queria ter certeza que aquela garota não iria plantar uma bomba e assassinar todos da cidade. Ele teria que olhar com seus próprios olhos. – Não quero me preocupar com mais um psicopata em Gotham.

– Não sou eu que fiz a decisão, Gordon – resmungou a detetive prodígio. Ela acenou para um táxi. – O júri irá decidir. 

E entrou no táxi, abandonando o parceiro e chefe. 

[...]

Oswin saltou do táxi jogando mais dinheiro do que o necessário e já indo até a entrada do edifício, abrindo o portão pelo comando do porteiro e já correndo até o elevador. Checou a hora em seu celular, se pegasse suas coisas em dez minutos, teria que chegar em vinte. Ela adorava um desafio. 

Apertou o botão para o último andar e esperou impaciente. Será que sua mãe ainda estava naquela reunião com as amigas? Ela realmente não se sentia muito bem perto delas, como se tivesse algo que ela não soubesse sobre o passado de sua mãe e suas amigas estranhas. Quando a porta do elevador abriu, Lizzie já estava do outro lado do corredor, segurando as chaves e escutando risadas do lado de dentro. 

Apartamento 1000, com vista para toda Gotham. Era enorme para duas pessoas, mas Elizabeth havia o comprado com muito esforço. Abriu a porta, fazendo sua mãe, Pamela e Harleen silenciarem e arquearem a sobrancelha em surpresa. 

– Nem liguem para minha presença, estou aqui bem rápido. – disse Elizabeth dando um beijo rápido na mãe e correndo até seu quarto, enquanto as três começavam a fofocar  baixinho. – Mãe! Cadê as pastas amarelas que eu deixei no centro? 

Selina parou por um instante e suspirou, se levantando do sofá e tirando uma pasta de trás de si. Lizzie apenas arqueou a sobrancelha e foi até a mão, pegando a pasta grossa delicadamente. O que raios sua mãe fazia com uma parte do seu caso? Selina nunca quis se envolver em nenhum de seus casos desde sua entrada no FBI, por que justo aquele? Oswin encarou as duas outras moças e logo percebeu algo que foi muito estúpida não ter reparado antes. Aqueles mesmos cabelos loiros, o mesmo olhar fantasioso e insano, a mesma postura e o mesmo jeito de falar. Como tinha deixado aquela informação passar. 

Lucy não tinha pai, muito menos mãe. Não seria coincidência que ela tivesse se mudado com sua mãe justo porque a mesma implorou, não é? Não seria coincidência ela encontrar com a mãe da menina horas depois de ter entrevistado a prisioneira 10678, né? Não seria coincidência se ela fosse amiga da sua mãe que queria voltar para Gotham e a mesma estivesse segurando a pasta que continha todas as informações de Lucy Napier nelas, não é?! 

– Só pode estar de brincadeira! – exclamou Elizabeth revoltada. Assim que Pamela, a amiga ruiva de sua mãe se pôs de pé com Harleen, o motivo de sua revolta, a mais nova já tinha apanhado no revólver no coldre da cintura e apontando para as duas mulheres. Selina arfou e, por instinto, agarrou o braço da filha e jogou-a no sofá. Oswin gritou de susto e observou a arma parar nas mãos de sua mãe, que rapidamente tirou o cartucho e jogou-o do outro lado da sala. – Puta merda…!

– Eu posso explicar! – retrucou Selina já levantando os braços para ajudar a filha a se levantar. Oswin simplesmente estava chocada demais para se afastar da mulher na sua frente. Selina Kyle não sabia desarmar alguém, muito menos cozinhar direito. – Olha, nada disso era para ter acontecido…

– Cala a boca – interrompeu Oswin se levantando e tomando a arma descarregada da mãe, logo em seguida indo até o cartucho jogado aos pés de Harleen e logo pondo a arma de volta no coldre. Já estava prevendo uma longa e dolorosa dor de cabeça. Respirou fundo, olhou para Harleen que estava de cabeça baixa. Ergueu o dedo para a loira e perguntou calmamente. – Qual o seu nome?

– H-Harleen F-Frances Quinzel… –gaguejou a palhaça já deixando de lado a pose de melhor amiga centrada e psicóloga da mãe da policial. Já parecia a mesma e velha Arlequina, aquela que era maluca demais para as pessoas perceberem se estava realmente sentindo o que deixava as pessoas verem. Harley encarou Selina que estava de queixo caído pela atitude de Elizabeth. – Sua filha me dá um puta medo, sabia disso?

Oswin bufou, deu as costas e pegou seu casaco. Ela não podia explodir, não agora. Tinha que se concentrar no caso, tinha que ser profissional. Estava enfrentando um tsunami e aquele caso estava lhe fazendo pensar em coisas que realmente não estava afim de pensar. Sua mãe pôs a mão em seu ombro, mas ela fez questão de se afastar, a encarando. 

– Eu espero que essa seja a sua única mentira – avisou Elizabeth pegando a pasta e indo em direção à porta. Virou-se e olhou para as três que já estavam brancas de tão nervosas. – Se a mamãe está aqui, por que não vão ver a filhinha? 

{Continua}



 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

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