História Heroin, or nearly so - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Heroi, Heroin, Heroína, Lauren Jauregui
Visualizações 57
Palavras 2.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então ne, voltei \o/\o/\o/ shusahs
não o que dizer aqui, então boa leitura!

Capítulo 19 - Lembrete


---Lauren... Lauren, eu sinto muito – do outro lado da linha Vero repetia isso sem parar desde que atendi o celular, não conseguia entender mais nada do que ela tentava me dizer por causa do choro compulsivo, o que me fez entrar em desespero e logo sair voando pelo caminho que Lucy fazia para o curso e que também era o caminho para casa de Vero.

Avistei o carro de Lucy no meio de uma das ruas que ficava a uns quinze minutos de seu apartamento, estava quase atravessado na rua. Rapidamente desci até parar junto e amparar Vero em meus braços e tirá-la de dentro do carro, ela estava tremendo e ainda chorando. E ao olhar para o lado o mundo parecia imóvel e minha cabeça começou a fervilhar, Lucy não estava no banco ou em lugar algum.

---Vero, o que aconteceu? – perguntei preocupada, mas o nervosismo apenas afirmava que algo muito grave havia acontecido. ---Vero cadê a Lucy, o que houve com vocês? Vocês baterem em alguma coisa? Cadê ela, Vero! – meu desespero agora era tão evidente quanto o dela, mas se continuasse assim nunca teria uma resposta.

A apanhei nos braços, juntos às suas coisas, e a levei para o apartamento de Lucy, tentar acalmá-la era a melhor opção. Assim que chegamos a coloquei no sofá e busquei um copo d’água e um remédio para acalmar os nervos. Depois de cinco minutos ela finalmente voltou ao quase normal, ao menos o choro havia cessado.

---Então, o que aconteceu, Vero? – a olhei aflita, mas tentando ao máximo passar tranquilidade para que ela falasse.

---Eu não sei bem, Laur. Estávamos voltando para casa, quando uma van cheio de pessoas encapuzadas apareceram e gritavam para que ficássemos quietas, agarram a Lucy e a arrastou para dentro da van. – parou por alguns minutos, não era fácil passar por coisas assim, então apenas dei seu tempo. Depois de respirar fundo voltou a falar --- Eu tentei impedir, gritei com elas que você as encontrariam, mas apenas me deram um tapa no rosto e riram de você. Depois me apagaram, e assim que acordei liguei para você.

Quando terminou de falar começou a chorar novamente, então me sentei ao seu lado e a abracei tentando passar segurança e dizendo silenciosamente que a encontraríamos. E esperava sinceramente que nada tivesse acontecido com Lucy, acharia os sequestradores e os faria se arrepender do dia que resolveram entrar em meu caminho.

Não sabia o que fazer direito, mas chamar a polícia seria a última coisa a se fazer neste caso, quanto menos os outros soubessem melhor, porque não sei o que os sequestradores poderiam fazer se tivesse envolvimento da polícia.

Não consegui imaginar que motivos isso estava acontecendo, Lucy não mexia com nada ilícito ou pessoas perigosas. A não ser que ela não fosse a real razão disso tudo.

Claro! Estavam a usando para me atingir! Este pensamento foi um soco no estômago, uma vida inocente e uma mulher incrível em perigo por minha causa!

Normani POV

---Quando essa mulher vai acordar?! Já passou da hora, não? – disse impaciente, depois de horas esperando que a tal Lucia Vives acordasse, depois de sedá-la no sequestro.

Dinah e Ally se juntaram a mim desde que fugimos da prisão, assim como as outras detentas, com alguns contatos conseguimos reunir um bom número de pessoas afim de dar o troco na Jauregui.

Estivemos estudando a garota durante meses, depois do agente de ralações, Lucia era a pessoa mais próxima à Jauregui, um ponto fraco era o que precisava para retribuir todos os favores. A rotina não era difícil para achar brechas, mas o problema era sempre Lauren grudada a ela, principalmente nos últimos meses, sendo assim precisava agir logo.

---Ela está acordando – ouvi Ally dizendo pelo rádio, Claro que eu não participaria diretamente nesta parte, não correria riscos nessa altura.

No momento Ally e Dinah estavam no quartinho em que Lucia estava amarrada em uma cadeira no canto apenas um refletor iluminando aquela área, elas usavam máscaras com câmeras instaladas para que eu acompanhasse tudo, assim como os microfones implantados na sala seriam utilizados para reproduzir meus comandos e falas.

---Primeiro, espero encarecidamente que não leve para o lado pessoal, senhorita Vives – comecei com toda calma e aparente “preocupação”

---Quem são vocês? – perguntou exasperada – Se querem dinheiro é só pedir, alguém vai conseguir tudo que quiserem!

Minha risada fria soou por todo cômodo, sendo acompanhada pelas outras meninas.

---Não querida, não queremos machucá-la, apenas à sua namoradinha... Então, bem, acho que isso não é um bom sinal, não é?

Deu para perceber o desespero estampado em suas feições, por que querendo ou não sabia que se o propósito era atingir Lauren, aquilo seria pior que qualquer pesadelo que já teve.

---Tudo bem, vamos lá – voltei a falar calmamente – Pelo visto sua namorada foi esperta o suficiente para não chamar a polícia ou fazer qualquer estupidez. Mas também não sou nenhuma idiota para ficar com você aqui por muito tempo e correr o risco de sermos encontrados de novo. 97!

Reconhecendo o codinome, Dinah deu alguns passos parando em frente a cadeira em que a refém estava, assim que se aproximou o suficiente deferiu uma sequência de três tapas estalados no rosto da mesma com sua mão mais pesada.

---Vamos La 97, você já fez melhor! – incentivei a loira, e assim que terminei minha frase a mulher deixou um soco de punho fechado na altura da boca da refém. Ela cuspiu várias vezes bolas de sangue, e ao que parece o local havia cortado e ficaria um belo hematoma. – Bem melhor, não acha?! Podem tirar as fotos e o lembrete.

Ally usou a câmera da própria Lucia pra tirar algumas fotos da situação da garota. Parte do plano era enviá-las para Lauren e a deixar com mais agonia e desespero possível, assim como o lembrete que enviaria junto.

Lauren POV

---Não sei, não sei o que fazer! Já se passaram horas, revistei vários bairros, galpões, nada Joseph, nada! – quase gritava com o homem parado ao lado da bancada da cozinha com o semblante preocupado, mas sem soluções assim como eu.

Depois de fazer Vero tomar um banho e comer alguma coisa, a levei para casa para descansar, acho que não tinha perigo dela ficar sozinha, já que ela está no momento foi coincidência, eles só queriam a Lucy.

Assim que ela pegou no sono, voei até a casa de Joseph que era a única pessoa que talvez pudesse ajudar, mas a esperança logo se foi quando contei a ele a situação e parecia mais perdido que eu.

Camila havia saído com Max, não queria que o pequeno soubesse de tudo que estava acontecendo, muito menos que visse meu estado de calamidade. O que agradeci muito, seria complicado de explicar.

Já estava escurecendo e nenhum sinal de resgate, pedido de dinheiro ou qualquer pista, sendo assim resolvo ir embora para casa, mas quando chego à porta dou de cara com Camila e Max voltando de seu passeio.

Foi automático, nossos olhares se encontrarem e ficarem por ali alguns instantes e de algum modo ele transmitia calma naquele mar de confusão, me fazia perder um pouco o medo e o desespero, e sentir como se fosse apenas nós duas.

---Lauren! – Max grita já pulando em meu colo e eu o levanto o puxando para um abraço. Outro refúgio, aquele garoto se tornou uma das minhas razões e sinônimos de felicidade, tranquilidade, e me tornou uma pessoa melhor. O apertei o máximo que podia antes de deixá-lo no chão novamente.

---E ai, garoto. Como foi o passeio?

---Foi muito legal, brinquei o dia inteiro com uns meninos e meninas que estavam no parque! – contou animado – Então, amanhã nós vamos tomar sorvete com a tia Lucy, não é?!

A menção de seu nome fez voltar todas as preocupações que me cercaram durante o dia. Meu sorriso foi morrendo e não consegui responder à sua pergunta.

---Amanhã não terá sorvete, meu amor – Camila disse o pegando no colo, e logo o menino fez um bico adorável – Aconteceu algumas coisas de adultos que a Lauren terá que resolver primeiro, só depois poderá ter sorvete, tudo bem?

Ainda que a contra gosto, ele assentiu cabisbaixo. Olhei para Camila em um gesto de agradecimento. Joseph o pegou do colo da mãe para lhe dar um banho.

---Você vai encontrá-la, ok. Eu sei disso. – disse olhando no fundo dos meus olhos e pude perceber a sinceridade das palavras. – Posso te ajudar se quiser.

---Não, tudo bem. Não posso colocar você ou sua família em risco, não poderia me concentrar em achá-la se estiver preocupada com você. – e sem esperar por respostas, sai da casa e voltei para meu apartamento.

~~

O sol surgiu por de trás dos altos prédios da cidade, mas nem sequer preguei os olhos por um segundo. Não conseguia comer, dormir, apenas imaginar onde poderia procurar por Lucy.

Sobrevoei mais alguns bairros da cidade, dos mais perigosos aos mais ricos, tudo era possível, entrei em vários prédios, mas nem um sinal dela. Por volta das onze horas voltei ao meu apartamento para saber se Vero conseguiu alguma informação.

---E ai, alguma coisa?

---Não, nada. E na cidade? – apenas maneei a cabeça negativamente e me joguei no sofá.

---Ok, eu vou tentar em outros lugares. E não se preocupe, vou tomar cuidado. Tchau, Laur.

---Até mais tarde, me liga em qualquer momento. – a morena assentiu e saiu do apartamento.

Quase no mesmo instante ouço um batido na porta.

Ao abrir deparei com um dos funcionários do prédio com uma embalagem considerável em mãos, me entregou e disse que estava em meu nome, mas sem remetente. Peguei a caixa e agradeci pela entrega, fechando a porta e voltando para o sofá.

No primeiro instante que abri, havia um envelope, o apanhei e no momento que abri meu estômago embrulhou e se tivesse qualquer coisa dentro dele teria sido jogada fora no mesmo instante. O rosto machucado e o olhar de desespero em seu rosto. Não conseguia mais raciocinar, o mundo parecia não ter sentido. Tudo girava rápido demais.

Ainda no fundo da embalagem havia uma carta escrita com recortes de revistas e jornais, com os dizeres “Isso é apenas uma demonstração do que podemos fazer com cada pessoa que você ama, Jauregui. Somente um lembrete que você nunca será feliz enquanto vivermos. A coitada não merecia isso, muito menos ter você na vida dela, vamos devolvê-la, a encontre no endereço que esta no verso, invente uma história para o ocorrido. Lembre-se estamos de olho.”

Não pensei duas vezes, virei a folha e assim que li o endereço voei até lá. Ficava a uma hora e meia da cidade, longe de tudo. E lá estava ela, em um canto sentada junto a um poste. Desci rapidamente e peguei no colo, examinando cada machucado. E sem pensar alcei voo direto para o hospital mais próximo.

Dei em entrada com ela ainda inconsciente e providenciei logo o atendimento. Pedi  todos do hospital que não espalhasse nada para impressa e de imediato concordaram com minha privacidade naquele momento.

Liguei para Vero e no mesmo instante pude ouvi-la fechando a porta de seu apartamento e vindo correndo para o hospital. Logo que finalizei, avisei ao Joseph e pedi para que não viessem, para evitar especulações, o que prontamente concordou.

---Lauren. – um homem de altura mediana, cabelo bem cortado e já com indícios de grisalhos, mas que aparentava ainda está na casa do quarenta anos, apareceu com a ficha de Lucy na mão e rapidamente fiquei de pé – Não sei o que aconteceu com sua amiga, mas ela perdeu sangue e vai precisar ficar algum tempo aqui para que sua situação não piore. – assenti ainda preocupada, e ele percebeu isso – Mas não precisa se preocupar, ela só irá ficar sob observação por uns dois dias, e já receberá alta.

---Tudo bem, doutor. Muito obrigada. Será que eu poderia vê-la?

---Claro, me acompanhe, por favor.

Segui o médico por alguns corredores, até uma das últimas salas do segundo andar. E lá estava, com muitos machucados, mas agora a salvo. Ao menos por enquanto. Neste momento a mensagem daquela carta voltou com tudo e me fez pensar que aquilo poderia não ser o fim, o que significava que eu nunca mais poderia colocar as vidas das pessoas em perigo novamente.

Mas por hora me permiti apenas observar sua respiração calma, apesar de tudo.


Notas Finais


Nossa, um dos piores capítulos para mim. Gente, Lucy meu amor </3 (mas isso não quer dizer nada sobre o desfecho final HEHEHE... digamos que eu precisava disso para os próximos capítulos, enfim Lucy viva, tudo ainda pode acontecer)
E sei que a fic não está das mais excitantes no momento, mas terá algumas coisas vindo hehehe
Muito obrigada pelos comentários, são o que me faz querer escrever e descobri o final tbm!! shaushau Então não deixem de fazê-los, por favor!!


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