História He's Ours - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Tiago Iorc
Personagens Personagens Originais, Tiago Iorc
Exibições 18
Palavras 1.626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Famí­lia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, gente :} Não sei nem o que dizer depois da gafe que eu cometi aqui e não percebi: postar o capítulo errado! Quando isso acontecer, vocês podem me avisar sem problema nenhum porque eu ando num nível de loucura tão alto que eu nem noite UAHUSAHUAHAUHSUHASUAHSUSAHUAHS Mas pra compensar vou postar dois capítulos ~e dessa vez os certos UAHUSAHUASHSA~
Beijos :*

Capítulo 11 - 11


Conforme o ego vai se apagando, nós encontramos um ouro incomum

(Unordinary Gold – Tiago Iorc)

Benjamine’s POV

 

Depois de sairmos do bar, começamos a caminhar em busca de um restaurante que agradasse a nós quatro e que estivesse aberto até tão tarde. Rafa e Luna estavam andando a nossa frente. Tiago, às vezes, roçava seu braço em meu ombro ― sim, ele era mais alto e isso causava certo desnível quando andávamos um ao lado do outro, mas isso não era realmente um problema ― e, quando isso acontecia, ele tratava de se afastar alguns centímetros de mim. Eu havia contado a ele sobre o quanto eu odiava andar esbarrando e muito colada nas pessoas. Era engraçado vê-lo sempre tão vigilante quanto à nossa proximidade.

            ― Ela vai ficar bem?

            ― Olivia? ― assentiu. ― Vai, sim. Quando ela sai assim, é porque realmente precisa ficar sozinha e nós não podemos interferir nisso.

            ― Mas e se...

            ― Relaxa, ela não é do tipo que faz besteira, ok? Essa fase dela já passou. Amém. ― ele sorriu. ― Caso você esteja se perguntando que tipo de amiga eu sou, sou do tipo que respeita o espaço dela, que entende que ela precisa, de vez em quando, de um ar só dela para respirar sozinha e não há nada que eu possa fazer.

            ― Acha que está rolando alguma coisa entre o Rafa e a Luna? ― observei os dois.

            ― Não sei. Sinceramente, acho que aquela produção toda não era para ele.

            ― Ah, não? ― meneei a cabeça. ― E pra quem era?

            ― Pra você, oras. Pra quem mais? ― ri.

            ― Pra mim?

            ― É. O que tem de tão estranho nisso?

            ― Não sei. ― deu de ombros. ― Sei lá, é só... esquisito.

            ― Vai dizer que não deu uma inflada no seu ego?

            ― Sou uma pessoa espiritualizada demais para falar de ego, ok?

            ― Ego é a coisa mais normal do universo, Tiago. ― rimos.

            ― Eu sei. É brincadeira, ok? Eu só não consigo me acostumar com isso tudo.

            ― Não vou perguntar isso o que, juro. ― olhei para Rafael e Luna novamente. ― Até que eles formam um casal bonitinho.

            ― Não é? ― ajeitou as mãos dentro dos bolsos do casaco. ― Sabe o que eu não consigo entender? ― não falei nada, apenas esperei que ele prosseguisse. ― Como as três podem estar solteiras ao mesmo tempo?

            ― Estando. O universo quis assim, homem da espiritualidade aguçada.

            ― Não, sério. ― riu.

            ― Sei lá. ― dei de ombros. ― Acho que simplesmente não rolou para nenhuma de nós, entende? Não é nada combinado, só não dá certo.

            ― O que você acha que tem dado de errado? ― dei de ombros novamente e comecei a pensar em motivos.

            ― Acho que nunca tem um motivo certo. Talvez não fosse amor de verdade. Ou talvez não exista amor verdadeiro, apenas acomodação.

            ― Já se magoou muito com alguém?

            ― Não foram só pessoas. Algumas pessoas se magoam com pessoas, outras com coisas. Eu me magoei com coisas e pessoas. É outro nível de mágoa, entende?

            ― Você é do tipo que perdoa ou do tipo que joga na cara sempre?

            ― Sou do tipo que se martiriza para sempre com as lembranças. Às vezes, eu queria muito poder passar por uma faxina cerebral para esquecer um pouco todas essas coisas.

            ― Todos queríamos, Ben.

            ― Por que é tão difícil acharmos a pessoa certa?

            ― Talvez porque a nossa pessoa certa não exista e nós inventamos isso apenas para dizer que há uma luz no fim do túnel para toda a nossa exaustão de caminhar só.

            ― Tiago conselheiro?

            ― Ser fofo faz parte de mim.

            ― Gosto quando você é fofo, mas não o tempo todo.

            ― Por que não?

            ― Porque me lembra muito seu início de carreira. Sinto muito, eu não te achava coisa mais cheirosa do mundo, ok? ― riu. ― Olivia e eu temos um lance de dar nota para os caras e você não foi muito bem-sucedido na minha concepção, ok?

            ― E você já me deu nota, né? ― assenti, rindo. ― E quanto foi?

            ― No passado ou agora?

            ― Ah, eu tenho duas notas?

            ― Claro, né? Mudou bastante. Tinha que ter a dignidade de mudar a nota também.

            ― E quanto foi?

            ― Tem certeza que quer saber? ― ele riu e eu levei como um sim. ― 8,5.

            ― Sério?

            ― Acha mesmo que eu ia mentir? Cara, você tinha cara de neném, não era realmente uma deformidade da natureza.

            ― E quanto é a de agora?

            ― 9,7.

            ― É, aumentou mesmo. ― rimos. ― Mas por que essa diferença tão grande? Quer dizer, não mudei tanto assim. A barba cresceu e eu parei de usar topete, moicano, sei lá como era o nome daquele negócio puxado para cima.

            ― Não foi só isso, não.

            ― Então, me conte sobre essa grande mudança que eu não percebi.

            ― Você amadureceu, Tiago. ― rebati e ele pareceu surpreso. ― Lembro de você nos programas, sentado de pernas abertas, dando entrevista, sempre querendo afirmar a masculinidade. Meio jogado na cadeira, um sorrisinho de quem estava aprontando, não pensando muito nas respostas que iria dar, apenas deixando sair tudo que estava vindo. Nas entrevistas mais recentes, na grande maioria, você sentava de pernas cruzas, evita sair do seu quadrante, reflete nas palavras que vai dizer, com uma postura séria. ― ele sorriu. ― Sabe aquela frase de Nothing But a Song, que fala sobre procurar um garoto em um homem? Se encaixa perfeitamente agora. ― sorrimos um para o outro.

            Entramos em um bistrô, sentamos um pouco mais afastados do balcão principal e da porta de entrada. Quando o garçom veio até nós, pedimos uma porção de batatas fritas e alguns petiscos de frango que vinham enrolados em folhas de salada.

            Sentei de frente para Tiago, ao lado de Rafa, que estava de frente para Luna, que estava ao lado de Tiago.

            Comecei a puxar assunto com Rafa. Luna tinha que ter um momento com Tiago, afinal, ela tivera todo o trabalho de se produzir inteiramente para ele e não seria eu a amiga invejosa a tirar a oportunidade de ela dar uma de “I’m sexy and I know it”.

            Luna era reservada demais e me surpreendeu bastante vê-la vestida de tal forma para impressionar um cara ― ou dois, dependendo do ponto de vista. Ela sempre achou desnecessária esta concepção de que para alguém gostar dela tinha que estar arrumada, sensual, feminina. Ela era feminina e era arrumada. Só não era sensual. Seu ápice de sensualidade era quando vez ou outra passava batom vermelho.

            ― Sabe, Benja, eu acho que você deveria passar um dia no meu estúdio para fazermos umas fotos suas.

            ― Tá me convidando para ser sua modelo também?

            ― Você não tem tanta pose de modelo, mas tem algo que chama a atenção, sabe? ― ri. ― Não, é sério. Você seria ótima para algum trabalho futuro.

            ― Fico lisonjeada, Rafa. E você faz divulgação de peças e tudo o mais?

            ― Nunca tentei.

            ― Não dá tanta grana, mas a liberdade criativa que você vai ter é enorme. E eu ando com um projeto meio pessoal.

            ― Como assim?

            ― Ninguém está sabendo ainda e você não vai ser o primeiro.

            ― Por que não?

            ― Tem muita coisa que eu prefiro guardar para não estragar.

            ― Sei.

            ― Sério. Juro que quando ficar pronto vai passar por você, mas, no momento, é estritamente pessoal.

            ― É, eu já entendi essa parte. ― riu. ― Tive uma ideia de exposição agora.

            ― E qual é?

            ― O que você acha de estampar a relação que o ser humano tem com a natureza. Claro que não vamos bater fotografias de queimadas e tudo o mais. Quero que seja algo mais simplório, mais anti-tecnológico. Quero que mostre o humano como raiz de uma árvore e que esta ligação não está totalmente perdida.

            ― Como assim?

            ― Pensei em fotos com pintura corporal de árvores e raízes, misturadas com plantas e iluminação natural, entende?

            ― É uma boa ideia, Rafa. Mas você tá querendo que eu fique nua? ― rimos.

            ― Quase isso. A ideia é se mostrar o mais natural possível, ou seja, com o mínimo de roupa, maquiagem, intervenções químicas nos cabelos, na pele.

            ― Não é uma má ideia. Eu conheço alguns donos de galeria que se interessariam fácil por um trabalho assim. ― dito isso, Rafael começou a tagarelar sobre suas exposições, trabalhos que havia feito por encomenda e eu me permiti desviar as atenções por alguns instantes.

            Eu era muito boa em fingir estar prestando atenção em algo. Olhava fixamente para pessoa, porém piscava normalmente para não assustá-la, balançava a cabeça de vez em quando e ria quando a pessoa ria também.

            Olhei meio disfarçadamente para Luna e Tiago e, Deus, como eles eram fofos juntos. Se existisse um espelho em que casais perfeitos, ao se encarem nele, vissem o quão perfeitos e invejáveis são juntos, provavelmente, eles ficariam juntos para sempre.

            Voltei minha atenção ― de verdade ― para Rafa.

            ― Não sei se você conseguiu me acompanhar? ― falou animado.

            ― É, consegui. ― concordei. ― É um ponto de vista interessante. Acho que é exatamente isso que, no meu ver, está faltando. ― esta era a minha resposta padrão para quase todas as situações. Minha saída de emergência de quase sempre.

            E me odiei por ter feito isso.

            Rafael estava sendo super legal comigo, explicando todos aqueles termos técnicos e falando de sua paixão pela fotografia, como descobriu isso e eu praticamente o ignorei.



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