História He's Ours - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Tiago Iorc
Personagens Personagens Originais, Tiago Iorc
Exibições 22
Palavras 1.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Famí­lia, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - 12


Talvez se você me deixasse ser o seu amor, talvez se você tentasse, então, eu não incomodaria

(Everything Is Embarrassing – Sky Ferreira)

Luna’s POV

A conversa entre Benja e Rafa havia sido produtiva, pois já estavam cheios de planos de exposições, fotografias, temas, cenários, tanto que já até estavam finalizando alguns últimos detalhes de uma sessão de fotos em um campo que eles haviam programado, da qual Olivia e eu estávamos escaladas para fazermos parte.

            ― Rafa, mas quem vai ser o segundo fotógrafo, Luna ou Tiago?

            ― Não sei ainda. Quem quer ser? ― tínhamos acabado de jantar e todos estavam muito empolgados com os trabalhos no dia seguinte.

            Eu queria posar, porém também queria fotografar e não podia fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Ainda não sou tão profissional ao ponto de estar em frente e atrás da câmera ao mesmo tempo.

            ― Gente, dessa vez, eu vou ter que ficar de fora. Eu ia adorar participar e tal, mas eu ainda tenho uma última passagem de som para fazer antes do dia do show e é amanhã. ― Tiago franziu os cantos dos lábios em sinal de tristeza.

            ― Então, sobram nós quatro. E eu preciso de pelo menos alguém que me dê um auxílio com os materiais.

            ― E se dessa vez eu ficasse? ― Olivia propôs. Ela andava mais estranha que o normal nos últimos dias.

            ― Você não quer posar?

            ― Gente, eu to no recesso. Mais do que normal, eu quero dar uma folga pros meus poros. ― rimos. ― Sério. Não estou muito a fim.

            ― Então, seremos só nós duas em frente as lentes? ― Benjamine questionou.

            ― Acho que sim. ― respondi.

            ― Benja, tem alguma experiência só como modelo?

            ― Quando se é atriz, você aprende de tudo um pouco, Rafa. Nunca tentei profissionalmente, mas já quebrei alguns galhos pra alguns amigos em duas ou três fotos.

            ― Acho que vai ser mais que suficiente. ― bateu de leve com as duas palmas das mãos na mesa. ― É isso, então? ― indagou apenas para que pudéssemos finalizar o assunto.

            ― Acho que sim. ― respondi por todos.

            ― Vamos todos dormir? ― foi a vez de Tiago falar.

            Concordamos e levantamos todos ao mesmo dos assentos.

            ― Meninas, todo mundo de pé às sete.

            ― Não pode ser um pouco mais tarde? ― Olivia resmungou manhosa, como se nosso trabalho não exigisse que acordássemos esse horário quase todos os dias.

            ― Não reclama. Você acorda muito mais cedo quando tem algum catálogo pra fazer.

            ― Justamente por isso. Estou de férias, minha gente, acordar cedo não deveria acontecer. ― rimos da histeria com a qual ela falava.

            ― É só amanhã, Oli. Juro. ― Rafael segurou as mãos dela nas suas e as beijou com cara de quem segura o riso.

            ― Quero crer que você não terá coragem de me acordar mais vezes nesse horário. ― rebateu emburrada. ― Tomara que você não seja assim tão ousado. ― ri.

            ― Vai dormir, enjoada. ― Benjamine deu um tapa na cabeça da mais nova, fazendo todos nós rirmos. ― Teu mal é sono, só isso.

            Olivia foi a primeira de nós a se recolher sem nem ao menos nos desejar boa noite. Benjamine a seguiu de má vontade porque sabia que ela deitaria por cima das roupas de cama e não a deixaria arrumar depois. Tiago foi para seu quarto após dar de ombros, se referindo ao que acabara de acontecer e nos dar boa noite.

            ― Parece que só sobramos nós. ― deu de ombros.

            ― Pois é. ― sorri desajeitada.

            A presença de Rafael era reconfortante, porém, desde que ele tentara me beijar, as coisas não estavam como antes entre nós. Eu já não me sentia tão à vontade com ele. Era como se tivéssemos forçado um tipo de intimidade que não conseguimos esperar o tempo nos conceder e isso me deixava mais acuada do que costumava ser.

            ― Que foi? ― aproximou-se de mim.

            ― Nada. ― desviei o olhar. Aquela proximidade me fazia ficar indecisa sobre sair correndo ou continuar ali mesmo, sem mover um musculo sequer.

            ― Você está estranha comigo ultimamente, sabia?

            ― De onde você tirou isso? ― soltei um riso baixo e nervoso.

            ― É um fato, não inventei. ― franziu as sobrancelhas. ― Olha, Luna, se algo estiver te incomodando, sabe que pode me dizer, não importa o que seja.

            ― Não é nada demais. ― pus uma mecha do cabelo atrás da orelha na intenção de continuar sem encará-lo.

            ― Se não fosse, você estaria me olhando. ― aproximou-se ainda mais, acariciou meu rosto e me fez olhá-la delicadamente.

            ― Rafa, eu não sei se consigo, sabe... ― as palavras não saíam. Na realidade, eu não sabia como organizá-las em uma frase única frase sem que ninguém saísse magoado.

            ― O que?

            ― Está tudo muito confuso.

            ― Do que você está falando?

            ― Desde o dia que você tentou me beijar, algumas coisas mudaram dentro de mim. Em relação a você, ao Tiago. Tudo.

            ― Quer dizer que esteve pensando em mim? ― deu um meio sorriso bobo.

            ― Eu sei, considerando o que eu te disse naquele dia, é terrível eu ter coragem de reconsiderar.

            ― Não. É ótimo.

            ― Não consigo entender qual parte é ótima. ― suspirei. ― Desculpa, Rafa, mas seria bom se nós dois pudéssemos manter certa distância emocionalmente por enquanto. Quero ter certeza das coisas que sinto. Odeio tomar a decisão errada.

            ― Eu espero o tempo que for necessário. ― deu um beijo em minha testa. ― Isso não nos afeta profissionalmente, né?

            ― Claro que não. Ainda quero muito trabalhar com você. Você ainda é minha maior inspiração e sei que posso aprender muito com você e quero muito isso. ― segurei suas mãos nas minhas. ― Boa noite.

            ― Durma bem. Amanhã o dia será um pouco longo. ― dei um meio sorriso e me encaminhei para o quarto.

            Eu não estava mais com cabeça para pensar sobre o que quer que fosse, ainda mais se envolvesse algum tipo de sentimento tão complexo quanto amor ou qualquer coisa do gênero.

 

 

No dia seguinte, as coisas pareciam diferentes. Olivia estava tão emperiquitada quanto quando precisa posar para alguma marca de maquiagem, Benjamine estava elétrica às sete da manhã sem nenhum miligrama de cafeína na veia, eu não estava tão empolgada assim e Rafael estava sendo um pouco frio comigo, o que já estava começando a me dar nos nervos.

            O caminho para o tal lugar onde faríamos as fotos foi silencioso. Olivia dormiu, Benjamine não parava de digitar mensagens no celular e rir de coisas que lhe mandavam, Rafael apenas olhava para a estrada e eu olhava ao redor, me sentindo o último biscoito abandonado do pacote que ninguém quer.

            O local era um enorme campo de grama e ervas compridas, de um verde muito vivo e que cheiravam a orvalho fresco. Era lindo, tinha um ar extremamente puro, o qual eu nunca tinha provado e não haviam muitas árvores ao nosso redor.

            Começamos a descarregar o carro em uma parte em que a grama não era tão alta e não iria nos atrapalhar. Montamos alguns tripés, araras e cadeiras. Checamos se todo o material necessário estava ali e se teríamos baterias reservas suficiente para fazermos uma sessão completa.

            Rafael pediu que Benjamine e eu nos despíssemos, ficássemos apenas de roupas íntimas e fizéssemos desenhos de ramos e flores uma na outra. Não precisavam ser desenhos muito detalhados, apenas não muito infantis.

            Enquanto desenhávamos uma a outra ele começava com as primeiras fotos, focadas mais em nossos rostos e mãos, evitando mostrar nossos corpos a princípio. Era uma técnica muito usada em ensaios mais simplistas, na intenção de não invadir ou assustar ninguém em primeira instância, porém introduzir o observador de forma vagarosa em nossa intimidade, em nossos laços, em nossa amizade.

            Assim que terminamos os desenhos, ele pediu para que ficássemos de costas uma para outra. Flash. Um abraço que unisse nossos corpos, mas que não borrasse nossos ramos. Flash. Ambas deitadas no chão, cada uma com os pés apontados para uma direção, cabeças coladas. Flash. De pé, mãos dadas como se fossemos brincar de ciranda. Flash. Uma ao lado da outra, ombro a ombro, olhando para a câmera sérias. Flash.

            E, desta forma, se seguiu durante o dia inteiro. Tiramos cerca de 150 fotos, juntas, uma de cada vez, em pé, deitadas, sentadas, de costas, de frente, lado a lado, distantes da lente, próximas dela, de cima e de baixo. Rafael conseguiu capturar cada ângulo nosso daquele jeito que só ele consegue fazer. Eu realmente ainda tinha muito o que aprender com ele.



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