História Heterochromia - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Bela Talbot, Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Gabriel, Jo Harvelle, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Bottom!castiel, Casdean, Castiel, Dean, Deancas, Destiel, Jensenackles, Mishacollins, Sam, Supernatural, Tops!dean, Yaoi
Visualizações 786
Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIE <3
SÓ LEMBRANDO QUE HETEROCROMIA NÃO É UMA DOENÇA é uma anomalia genética na qual o indivíduo possui um olho de cada cor.

Boa leitura.

Capítulo 1 - I


☆〜 ★ 〜☆

 

— Bom... A questão em que eu quero chegar é: Alguém poderia me falar o que é filosofia? – O professor, Peter Tremell, perguntou e olhou para todos da sala. – Hm... Algu-... Edward!
 

— Filosofia é uma coisa que só fala de gente morta e que não vai fazer diferença na vida de ninguém...? – Ele falou com um tom de deboche e toda sala riu.

Idiota..

O professor riu sem muito ânimo.

— Não, não! – Ele passou a mão nos cabelos pretos. – Eles podem estar mortos, ou na verdade estão e não estão. Mas, é algo importante na vida de todos...

— Importante em foder a gente no final do ano né professor? – Bella o olhava com malícia com uma caneta na boca.

Oferecida...

Todos riram novamente.

— Cuidado com o palavriado!

Eu levantei a mão.

— Uh, Novak? – Ele me olhou e todos calaram a boca. – Quer responder?

— Sim. – Respondi com um pouco de receio, porém, firme.

— Prossiga então... – Ele se apoiou na mesa.

— Hm... – Batuquei minhas unhas na mesa por alguns segundos. – O significado real de filosofia seria amor à sabedoria. Mas... Relativamente podemos dizer que a filosofia é tudo que existe.

— Como assim Novak? Me diga... Por que tudo que existe seria filosofia?  – Ele cruzou os braços com um semblante curioso.

— A filosofia em si, é o ato de pensar... Saber de algo... Seja em qualquer coisa. – Pigarreei com a garganta. – Se você acorda, e pensa: "Que horas são?" já é um ato filosófico. Se você pensa o que vai vestir, o que vai fazer no decorrer do seu dia, entre outras coisas... Mas, olhe para qualquer canto que for... Melhor, objeto que for.  – Ele olhou para a janela. – De certa forma, a janela seria um ato filósofo.

— Por que diz isso Novak? – Me virei para encarar o pátio vazio, através da janela.

— Para construir uma janela, seja ela qual for o tamanho ou formato, você tem que fazer o básico... – Parei e respirei por alguns segundos. – Pensar. – Voltei a encará-lo. – Você tem que pensar, em como ela será, o que você precisará, e aonde ela ficará. Basicamente, tudo que existe é filosofia.

A sala ficou em silêncio por alguns segundos.

— Uau! Foi uma resposta melhor do que esperado. Uma explicação maravilhosa Novak! – Sorri minimamente.

— Olha só... Não é que o olho mutante talvez seja um pouco inteligente! – Bella falou com deboche e todos riram.

Olho mutante...

Eu odeio esse apelido...

— Ei, senhorita Talbot! Mais respeito! – O professor pediu.

— Tá, tá, que seja! – Ela revirou os olhos.

E os amiguinhos dela começaram a fazer palhaçadas como se algo saíssem dos olhos deles.

Todos tão idiotas...

Apenas suspirei, não é hoje que vou ficar perdendo meu tempo com isso...

Apesar de tentar não ligar pra isso, é realmente incomodo...

— Eu quero esse trabalho para semana que vem, valerá dois pontos. – O professor escrevia algo no quadro. – O indicado é vocês fazerem em dupla... Mas se quiserem fazer sozinhos, é com vocês. – Ele terminou de escrever. – Eu não receberei depois do prazo. E para muitos aqui, esse trabalho pode ajudar bastante!

"Resenha; digitado - mínimo 5 folhas; Platão, Aristóteles ou Sócrates."

Anotado...

 

☆〜 ★ 〜☆

 

— Castiel!

— Meu nome. – Bocejei guardando meu material no armário.

— Credo cara... Bom dia pra você também.

— Bom dia Gabe... – Disse sem ânimo.

— Hm... Falaram dos seus olhos outra vez? – Ele suspirou e apoiou as costas nos armários.

— Sabe que não ligo.

— Sei que você liga. – Ele fez um bico engraçado.

— Para com essa cara! – Ri.

— Pronto, agora está melhor. – Ele deu um de seus sorrisos. – Vamos, eu pago o rango hoje.

— Quem é você e o que fez com o Gabriel? – Perguntei arregalando os olhos.

— Meu deus que cara é essa Castiel?! – Ele riu enquanto eu fechava meu armário.

Enquanto andávamos a caminho do pátio, eu conseguia ouvir alguns sussurros, olhadas de desgosto, apontadas para mim e pro Gabe.

Não gostaria que isso acontecesse com ele... Mas...
Isso que você ganha ao andar com o garoto com o olho mutante.
 

° Flashback °
 

— Cas, não quer mesmo uma carona para a escola? – Ela se sentou na minha cama.

— Não mãe, obrigado! Eu estou atrasado, você está atrasada, e você tem um caminho totalmente oposto ao meu.

Ela riu.

— Sempre quis que você fosse independente filho... Mas não tanto desse jeito. – Eu estava jogando tudo na bolsa de qualquer jeito. – Estou indo então. – Ela veio até mim e deu um beijo na minha bochecha. – Não esqueça da lente meu amor. Até mais tarde.

— Tá, tá mãe. Até. – Respondi de qualquer jeito com pressa ao arrumar minha bolsa. – Mas que merda, logo hoje tenho que me atrasar!

Peguei uma blusa azul qualquer, pouco me importando se iria combinar com a calça, mas a calça é preta, o que não combina com preto? Botei meu tênis de qualquer jeito, passei um pouco de perfume e passei a mão em meus cabelos - recém pintados de preto - e fui atrás do meu celular.

Joguei meu celular e minha carteira na lateral da bolsa. Botei a alça da bolsa no meu ombro e fui em direção a sala, peguei minhas chaves no porta-chaves e sai quase correndo de casa.

— Merda, merda, merda. Mil vezes merda! – Praticamente corri até o ponto de ônibus ao ver o ônibus que passa em frente à escola um pouco atrás de mim.

Consegui depois de muito esforço chegar ao ponto e o ônibus chegar exatamente ao mesmo tempo.

Entreguei o dinheiro da passagem ao cobrador e ele franziu o cenho ao me olhar para devolver o troco.

— Obrigado. – Estava ofegante e cansado demais para me importar com sua cara.

Sentei perto da porta traseira para não ter problema ao ter que descer.

Peguei meu celular e meus fones, daria uns 15 minutos de ônibus até lá. Claro, tirando ele ter que parar toda hora, trânsito... Ah, que se dane. 
Eu já estou atrasado mesmo...

Fui em minha lista de música e depois de muito tempo decidindo botei na ordem aleatória e começou a tocar 505 do Arctic Monkeys.

Depois de alguns minutos perdido nas músicas e nos caminhos de árvores que haviam na rua, meu celular vibrou em meu bolso.

• Bella ��: lhe enviou uma mensagem.

Argh! Como essa garota descobriu o meu número?

•       Bella��: Novak aonde você está?! O pessoal do grupo está todo desesperado porque você não esta aqui!

•       Eu: Mandem eles se acalmarem, tive um problema e me atrasei. Já estou chegando.

•       Bella��: Espero mesmo! Não queremos ficar sem nota!
 

Nem vou responder.
 

É isso que acontece ao cair num grupo de pessoas totalmente alienadas e despreocupadas com a vida... O mais inteligente tem que salvar a si mesmo e ao grupo de não levar um zero.

Depois de uns 6 minutos eu cheguei na escola.

Sai correndo para minha sala, sorte que o inspetor não estava no corredor.

Entrei na sala e fui para minha cadeira.

— Finalmente! – Bella falou – gritou – com seu jeitinho carinhoso.

— Eu já estou aqui, e a professora nem está na sala ainda. – Me virei para ela, sem fazer muita questão. Inferno, que garota chata!

— E o que que têm?! Era pra voc-... MAS QUE PORRA?! – Agora ela realmente gritou. – QUE MERDA TEM DE ERRADO COM VOCÊ? – Ela continuava gritando e todos começaram a olhar pra nós dois.

— Hã? Do que você tá falando?

— Seu olho... A PORRA DO SEU OLHO!

— Meu olho? – Mas que merda essa garota tem na cabeça? Por que ela tá falando do meu olho? – O que tem meu olho?!

— SUA ABERRAÇÃO! SEUS OLHOS TEM CORES DIFERENTES! QUE TIPO DE ABERRAÇÃO VOCÊ É? 

— O q-que? – Botei os dedos na pálpebra fechada do meu olho esquerdo.

Meu olho...
A lente...Merda!

Olhei em volta e todos pareciam assustados...

Não.

Eles pareciam ter nojo.

— SUA ABERRAÇÃO... OLHO MUTANTE!

Sai correndo e fui para o banheiro.
Me encarei no espalho e tirei a mão do meu olho.

Azul.

Meu olho azul estava a mostra para todos verem.

Eu odeio ele.
Eu odeio esse azul.

— Castiel?! Tá tudo bem?! O que aconteceu com você? – Gabriel entrou com tudo no banheiro e eu tapei meu olho automaticamente.

— T-Tá... Tá tudo bem... – Disse com a voz trêmula.

— Castiel, eu vi você correndo pra cá que nem um desesperado com a mão no olho. O que aconteceu? – Ele chegou perto de mim. – Alguém te bateu?!

— Não! Não foi nada Gabriel... – Me virei para o espelho.

— Se não fosse nada você não estaria quase chorando, tapando o olho e ainda me chamando de "Gabriel"! Deixa eu ver isso! – Ele segurou o meu braço.

— NÃO! – Eu bati em sua mão nervoso.

— Casszinho... – Ele me olhou um pouco assustado. – Fica calmo. Sou eu, Gabe, seu amigo... Não vou te fazer mal nenhum, pelo contrário na verdade! Me fala o que aconteceu.

De repente algumas imagens daquele estrupício humano veio em minha mente...
O motivo do meu ódio por esse olho azul...

Algumas lágrimas finas saíram sem perceber e virei novamente encarando Gabriel.

— Isso! Isso aconteceu! – Tirei minha mão mostrando o meu olho azul. – FOI ESSA MERDA QUE ACONTECEU?! – Explodi de raiva.

Ele me olhou surpreso. Mas, diferente das pessoas da sala, não tinha nojo e sim uma simples surpresa por ver aquilo.

— Seu olho... É azul. – Ele me olhava com... Certo fascínio.

Eu fiquei confuso com sua reação.

— Você... Não vai ficar... Zombando? Me chamando de... Aberração...? – Perguntei mais calmo, pela reação que ele teve.

— O que?! Claro que não! Você é meu amigo. E... Porra! – Ele segurou meu rosto. – Isso é muito da hora! Heterocromia é muito legal! – Ele encarava meus olhos.

— Pra mim não... Não é nenhum pouco legal. – Tirei suas mãos de meu rosto e me virei pro espelho de novo. – Ainda mais agora... Que o pessoal da sala descobriu...

— Eles estão te chamando de aberração?

Concordei com a cabeça.

— Eles são tão burros assim mesmo ao ponto de não saber o que é heterocromia?! Castiel, não ligue para eles. Seus olhos são lindos! Eu queria ter os olhos de cores diferentes?!

— Não... Não fale isso. Desde pequeno eu sofro com isso, e olha não é nada legal... – Suspirei. – Ainda mais por causa do... Meu pai.

— O que tem ele...? – Ele pareceu receoso ao perguntar.

— Ele tinha olhos azuis... E minha mãe, você sabe, têm os olhos castanhos... Você sabe o que é heterocromia, não precisa de explicação.  – Ele concordou com a cabeça. – Só que esse azul me dá desgosto... Me dá repulsa... – Fechei os olhos. – Ele abusava da minha mãe, batia nela...  – Suspirei pesado e voltei o olhar ao meu reflexo. – Toda vez que vejo esse olho azul eu lembro dele...

— Nossa... Olha... Eu... Desculpa, não era pra eu ter perguntando... – Ele coçou a nuca sem jeito.

— Tá tudo bem Gabe... Ele está bem longe daqui... Bem longe mesmo... – Me virei e encostei minhas costas na pia. – E infelizmente não posso fazer a cirurgia... Pois é para a retirada da melanina, e eu com certeza não quero ter os dois olhos azuis. Então tenho que conviver com isso... Por esse motivo que uso lente. Para esconder meu olho azul... E por estar atrasado hoje, eu não botei. – Suspirei. – Minha mãe ainda me avisou... – Murmurei jogando a cabeça para trás.

— Compreensível e complicado... Mas eu acho lindo... Mas entendo o porque de querer esconder... – Ele me deu um sorriso reconfortante. – Ei, vamos embora. Vamos para o parque. Você não merece ficar por aqui hoje.

— Não mereço? Ou é você quem quer matar aula como sempre? – Ri sem muito ânimo.

Qualquer coisa é melhor do que ficar nesse inferno...

— Hm... – Ele botou a mão no queixo e olhou para cima. – Os dois! – Ele riu.




 

☆〜 ★ 〜☆
 

— Você vai querer o que?

— Só um suco de pêssego... – Disse me sentando numa mesa mais afastada das outras. – E...

Um pirulito. De cereja. – Gabe sorriu divertido. – Você ainda vai ficar diabético de tanto pirulito assim. – Ele saiu rindo, andando para a lanchonete.

Fiquei encarando o belo ipê roxo que tinha no pátio.

Era um dos momentos de calmaria da minha vida que eu mais gostava: Sentar e ver o vento bater contra suas flores, a maioria seguindo seu balanço e outras caindo sutilmente, fazendo rodopios leves pra cá e pra lá, até cair no chão.

Observei uma em específico, o vento de repente mudou seu percurso vindo em minha direção, assim, trazendo a pequena flor junto.
Estiquei minha mão calmamente e ela pousou delicadamente nela.

A observei como se fosse a única coisa que existia.

Bateu outra rajada de vento, um pouco mais forte, levando a flor roxeada junto. E eu a segui com olhar, até me deparar com um garoto.

Ele estava se apoiando na pilastra do corredor de acesso ao pátio principal, me olhando de volta. Ninguém parecia notar a presença dele...

Sua pose era relaxada, com as mãos no bolso da calça e uma expressão serena.

A pequena flor roxeada passou perto dele e encostou em seu ombro.

— ! Voltei! – Gabe bateu com a mão na mesa.

— Caralho Gabriel! – Acho que perdi uns três compasso do coração depois dessa.

— É tão legal te assustar Castiel! – Ele riu. – Aqui seu suco e seu amado pirulito.

— Mereço até mais, depois de quase ter me matado! – Revirei os olhos pegando o suco e botando o pirulito no meu bolso.

Abri o suco e levei a garrafa até minha boca, voltando meu olhar para onde o garoto está.

Bom... Estava...


Notas Finais


Gostaram?
Comentem e favoritem. <3

Até o próximo.


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