História Hetunis - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Armin, Castiel, Dakota, Kentin, Lysandre, Nathaniel
Tags Amandre, Amor Doce, Armintorry, Dake, Drama, Lysandre, Lysandre Muun, Romance
Exibições 478
Palavras 1.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite!

E depois de muito tempo, estou voltando a postar uma longfic!
Pois, como dizer, Hetunis foi deletada há algum tempo por mim pois a fanfic não estava seguindo o rumo que eu queria, gostaria de primeiramente pedir desculpa a todos aqueles que liam, e asseguro-lhes que agora a fic está completamente planejada e não só isso como também tenho mais de um capítulo pronto. Espero que gostem dessa segunda versão tanto quanto eu, e peço para que esqueçam a primeira versão, pois eu mudei quase tudo IUHAEIUAHEIUAHEIUAHE

Enfim, desejo-lhes uma ótima leitura <3

Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction Hetunis - Capítulo 1 - Prologue

 

July 16, 2122

Para além do motor do ventilador de teto, que girava o mais rápido que poderia suportar, era possível ouvir as fortes e impacientes pressionadas que Amanda dava no botão do controle remoto da televisão. Canais abertos eram os únicos aos quais a garota tinha acesso, e, naquele dia, isso estava sendo algo muito mais que ruim. Estava mais para uma maldição. Pois, não importava o canal colocado, o assunto era sempre o mesmo: o aniversário de dez anos do massacre no Independent State of Hetunis.

A loira, por fim, desligou a televisão e tombou para o lado, ocupando praticamente toda sua cama de casal. Pegou o porta-retratos que se encontrava em cima de seu criado mudo, e o levantou no alto para que pudesse analisá-lo com clareza.

— Já fazem dez anos, afinal — falou baixinho, direcionada ao objeto.

O celular da garota começa a tocar, fazendo a mesma dar um pulo de susto.

— Torria... hoje não — disse a loira assim que atendeu a ligação.

Eu sei que hoje você não queria falar com ninguém, mas temos um problema — disse a garota do outro lado da linha, fazendo com que Amanda voltasse a se sentar e desse um longo suspiro.

— Diga logo — Amanda pediu enquanto colocava o porta-retratos em seu devido lugar, dando uma última olhada fixa para a foto.

Fiquei sabendo que você não tem ido ao clube... — Torria parou de falar ao ouvir mais um suspiro pesado da loira. — Amanda, você vai ser expulsa se faltar novamente — completou.

— E quem se importa?

VOCÊ se importa! — Torria rapidamente respondeu num tom de voz que fez Amanda imaginar até a sua revirada de olhos. — Vamos, deixe o orgulho de lado.

— Olha quem fala... — Amanda rebateu.

Não estamos falando de mim.

— A-ah — a loira ficou sem saber o que dizer, Torria soltou uma curta risada.

Escuta... levante-se da cama, tire o pijama, tome aquele negócio terrível chamado café que você gosta, e vá! Ouviu bem?

— Como você sabe que estou na cama de pijama?

Coloquei uma câmera para te espionar! — A morena do outro lado da linha respondeu.

Amanda arregalou os olhos e se calou. Seu coração chegou até a bater mais forte e ela rapidamente se escondeu em baixo das cobertas.

Amanda? — Torria chamou pela loira, mas não houve resposta. — Amanda, eu estou brincando!

— E-eu sei, eu sei — a loira respondeu, aliviada. Torria não segurou a risada. — Enfim, vou fazer o que me pediu. Você tem razão, não quero ser expulsa.

Gostei de ver. Boa sorte!

— Obrigada... — Amanda respondeu logo antes de desligar a ligação. — Vou precisar — completou, falando consigo mesma.

Cansada daquele dia que mal havia começado, a loira finalmente se levantou da cama e foi tomar um banho. Não se sentia mentalmente preparada para enfrentar o que vinha pela frente, mas sabia que não tinha escolha.

"Se ao menos fosse outro dia...", pensou enquanto ensaboava sua pele pálida.

Amanda conseguiu se sentir um pouco mais disposta após tomar três xícaras de café preto, e apesar de preferir com leite, a garota sentia que precisava daquela amargura prazerosa descendo pela sua garganta. Aquele dia estava difícil de se viver, e passava lentamente, tornando tudo ainda mais agonizante.

— Se a Torria estivesse filmando hoje, sairia tudo em slow motion... — Amanda riu baixinho com a própria piada. — O que estou falando, afinal? — Perguntou para si mesma enquanto caminhava lentamente até ao espelho.

Fitou o próprio reflexo, desapontada com o que via. Seus longos cabelos loiros pareciam sem brilho, tal como o castanho escuro dos seus olhos.

Tocando lentamente a pele do seu rosto, Amanda pôde sentir a ruga em seu cenho que insistia em permanecer ali.

"O que eu me tornei? O que ele fez eu me tornar?", pensou indignada.

[...]

Além do vento quente que balançava as folhas das árvores, no campo do clube podia-se ouvir constantes disparos, disparos estes que não pareciam querer cessar. É claro que o som dos tiros não eram nada raros no Cambridge Gun Club, porém, com o tempo tornou-se muito fácil saber quem estava atirando daquele jeito tão desesperado e nervoso.

— Oh, ela está aqui, afinal! — Amanda parou a tempo de não pressionar o gatilho e ficou alguns segundos naquela posição, mirando o céu.

Mesmo sem olhar, ela sentiu o dono da voz caminhando em sua direção.

— Já estou aqui há algum tempo — a loira respondeu enquanto baixava lentamente sua arma, pretendia ir embora naquele exato momento.

— Que bom que veio.

— Vim pelo clube, não por você — Amanda se apressou para responder.          

— Uh, como ela está arisca! — Disse o dono da voz com um largo sorriso, aproximando-se mais ainda da loira. Os olhos verdes do garoto a sondavam rigorosamente, e ela podia sentir isso, apesar de evitar ao máximo olhá-lo diretamente. — Esqueceu que o clube é da minha família? — Ele perguntou enquanto passava um braço pelo ombro da garota, que rapidamente reagiu.

— Pare, Dake! Não temos mais nada — Amanda reclamou, empurrando o loiro à sua frente. Dakota começou a rir.

— Alguém já lhe disse o quanto suas tentativas de parecer forte são engraçadas? — Ele perguntou, seu sorriso não era abalado por nada. Amanda revirou os olhos e suspirou.

— Francamente, o que alguém como você está fazendo no mestrado de Física? — Ela perguntou, incrédula, enquanto guardava o equipamento para finalmente ir embora.  

— Talvez eu apenas queira ficar ao lado de uma garota linda como você —  o loiro respondeu, dando o seu melhor sorriso galanteador. Ambos começaram a andar lado a lado em direção à saída do campo.

— Como eu e outras mil, certo?

— Isso é ciúmes?

— Já disse, não temos mais nada! — Amanda se apressou para responder. Como ela odiava aquilo! E tinha que ser justo naquele dia?

Dakota novamente começou a gargalhar, os nervos da loira ficavam cada vez mais à flor da pele. Ela passou a prestar atenção no que as outras pessoas faziam, calculando mentalmente a frequência de tiros num determinado intervalo de tempo, e a probabilidade da pessoa errar considerando a posição em que se encontrava.

— Aquele vai errar — disse o loiro logo antes da pessoa em questão puxar o gatilho e... errar. — Bingo!

— Bastante óbvio o motivo do erro — disse a garota.

— Falou a boa — Dakota caçoou.

— E não sou? — Amanda concordou, sem entender que Dakota havia sido sarcástico. O garoto sorriu. Ele não sabia o motivo, mas esse era um aspecto divertido em Amanda que, por mais que muitas vezes irritasse as pessoas, ele não mudaria. — Do que está rindo?

— Nada não — Dakota deu de ombros. — No que você pensa quando atira?

— Em olhos — Amanda respondeu sem hesitar.

Alguns segundos de silêncio se passaram, Dakota não havia assimilado aquela resposta tão rápida e estranha. A jovem, inclusive, já estava pensando em outros assuntos quando, por fim, o loiro começou a gargalhar.

— O que foi agora? — Ela perguntou.

— E eu pensando que você não sabia brincar! — Dakota disse se contorcendo de rir, ele deu dois tapinhas no ombro da garota. — Obrigado por me divertir, mas preciso ir agora — completou ainda rindo. Ele se esforçou para mandar um beijo no ar e rapidamente se afastou.

[...]

Juntamente com o fim da tarde, nuvens escuras e pesadas cobriram o céu da cidade. Era como se naquele momento a tristeza e melancolia de uma única pessoa tivesse influenciado tudo ao seu redor. As gotas geladas de chuva começaram a cair com tudo desde o início, grande parte da cidade foi pega desprevenida e agora as pessoas corriam para lá e para cá atrás de abrigo.

Mas houve alguém que sequer se mexeu.

Em frente à sepultura dos seus pais, Amanda segurava um bouquet de flores e se aproveitava dos respingos em seu rosto para chorar silenciosamente. Tremendo a cada trovejada, ela nem chegou a se assustar quando mãos delicadas tocaram seus ombros de forma confortante.

— Obrigada por vir comigo — Amanda agradeceu com a voz fraca.

— Eu que agradeço você ter me chamado — Torria respondeu, postando-se ao lado da loira. Seus cabelos negros cobriam parte do seu rosto propositalmente, não queria demonstrar qualquer indício de fraqueza perto de quem realmente deveria estar fraca. — Seus pais eram incríveis.

— Eu sei — a loira respondeu quase como um sussurro. — Eu sei — repetiu.

Respeitando o espaço da melhor amiga, Torria colocou suas flores no local e se afastou, pretendia chamar um taxi para não precisarem perder tempo com isso quando decidissem ir embora do cemitério.

Enquanto isso, Amanda continuava paralisada, perguntando-se interiormente se algum dia aquela dor iria passar e, com ela, a raiva e o ódio. Mas não estava confiante, afinal, já se passaram dez anos.

— Você está pronta? — Torria perguntou gentilmente.

— Todos os anos, Torria... por quê todos os anos eu preciso ser lembrada desse dia de tantas formas diferentes?

— Amanda...

— POR QUÊ, TORRIA?! POR QUE?! POR QUE ELES FAZEM QUESTÃO DE ANUNCIAR?! POR QUE COM OS MEUS PAIS, LOGO COM ELES?!

Impulsivamente, Torria puxou a loira para seus braços, que desabou completamente, sem condições e sem forças para fazer qualquer coisa. A morena sabia que esse dia era terrível para a amiga, mas até então eram impedida pela própria de se aproximar. E agora, ela finalmente havia entendido o motivo.

O pranto, tanto do tempo, quanto da jovem garota, durou a noite inteira.


Notas Finais


E aí, o que acharam do prólogo? Espero que tenham gostado!

Gostaria de dizer que a personagem Torria não é da minha autoria, é a personagem de alguém muito especial para mim, a @MusaLinda

Assim como a Amanda (minha personagem), ela tem um tumblr e também participa de várias fanfics interativas (ou não interativas). Deixarei o link aqui caso queiram conhecê-la!
-> http://torriagorzynski.tumblr.com

E, por fim, o tumblr da Amanda: http://amandaoc.tumblr.com/

Gostaria de agradecer a @Sccar por fazer uma capa tão linda, sempre posso contar com suas capas divinas que superam expectativas <3 Também quero agradecer a @MusaLinda, a @Mika281, a @Susanowo e a @ChelePlushie pelo apoio e pelos elogios, e, por fim, um agradecimento mais que especial à minha beta @Ankhy, que está sempre corrigindo os detalhes da minha escrita e consequentemente fazendo com que eu evolua! Obrigada meninas <3

Pra finalizar, dedico esse capítulo para duas pessoas, uma delas fez aniversário dia 25 e está sempre acompanhando minhas fanfics, não só isso como eu sei que ela esperou por muito tempo por um capítulo dedicado à ela, mas infelizmente minhas fanfics pausaram por um tempo. Parabéns, @mylinhaaaaaaah. E, por fim, uma outra leitora e amiga que também sempre acompanha minhas fics e que fará aniversário dia 28, @Mika281! Parabéns!

Acho que por hoje é só, vejo vocês semana que vem! Espero realmente que tenham gostado :3
Beijão <3


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