História Hey! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Projeto Escrita Criativa, Pskawa
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Palavras 1.579
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal!
Música escolhida por mim! Yes, its rock baby!
Essa história é a primeira do grupo D do Projeto Escrita Criativa, e eu ofereço ela a todos os amigos que passaram por situações complicadas, mas mesmo assim não perderam o bom humor.
Bjs e até logo!

Capítulo 1 - Capítulo Único


HEY! 

 

— Não  pode ser, não infle o ego dele por favor, ele vai ficar insuportável! 

— Boa noite pessoal?! O quê que está pegando? 

— Boa noite. – Fui respondida pelo coral de meus amigos, menos um. 

— Estou sendo difamado! – Pronto, falou quem faltava. 

— Chora Cristiano. 

Pedi que meu amigo dramático fizesse a sua explanação; cheia de revoltas;  enquanto me sentava entre Michelle e Denise. Era para ser a noite das garotas do serviço, mas não poderíamos deixar de fora o bendito fruto, causador de nossa amizade e alvo de nossas piadas. Sentar entre Michelle e Denise era sentar em terreno neutro, ou talvez eu quisesse fazer elas virem para o lado negro da força contra Cristiano. 

Mas aquelas provocações nada mais eram do que carinhos que nossa amizade permitiu, é todos nós tínhamos certeza de que Cristiano era sadomasoquista ao extremo para adorar aquela situação. Ele era o tipo de cara ideal para amigas mulheres, você  podia ir de Ipioca ao Chuí dos assuntos que ele ia te acompanhar e seria uma boa companhia. 

— Estavam me caluniado para a novata da Denise. 

Eu apenas comecei a rir, enquanto eu via todos os trejeitos de revolta daquele ser. Ele estava sentado entre Priscilla e Eilien, enquanto as duas tinham Karen e Mônica respectivamente aos seus lados. Éramos com certeza o grupo mais estranho e animado que a casa de chá Khan El Kalili já deve ter recebido, e o time iria estar ainda incompleto, faltava a nossa querida Lu e o noivo de Mônica, que já fazia parte da trupe, mas não iriam estar presentes. 

A reunião em local tão inusitado se devia a apresentação de nossa outra integrante, dançarina  de dança do ventre. Asami tinha um talento nato e belo, é nós, como melhores amigos não poderíamos deixar de estarmos ali para contemplar aquelas curvas graciosas e rebolantes, como dizia Priscilla. 

— Na Pitanguinha não Cristiano! 

Raios, o que estavam dizendo? Jesus, Maria e José, vamos ser expulsos daqui ainda senhor. Olhei para os lados e parecia que ninguém se importava com nossa mesa, opa, pera, tinha uma senhora rindo na minha cara enquanto o marido torcia o nariz. Quer saber? Que se dane! 

— Já  querendo saber da Pitanga da Priscilla, quê  que é  isso Cristiano? Ninguém fica querendo ver seu exterminador de dezenove centímetros. 

A senhora ao lado chorava de tanto rir enquanto o marido olhava da minha cara para a da esposa. Eu como Santa de pau oco pisquei para ele. 

— Eu não  quero nada, ela que começou! 

— Nem vem Cristiano, eu ouvi muito bem você  perguntando se a Priscila estava dando atenção para a Pitanguinha dela. 

Essa tinha sido Eilien, nossa amiga universitária e em fase de trabalho de conclusão do curso. Ver ela ao nosso lado, descontraída era bom, mas ver ela discutindo... Quer dizer... argumentando com o Cristiano era melhor ainda. Apoiei meus cotovelos na mesa enquanto apoiava o queixo nas mãos para apreciar melhor a cena/show que se seguiria ali.  

— Cadê a pipoca Michelle? 

Michelle riu ainda mais do meu comentário e seu rosto moreno estava mais vermelho que um pimentão, igual o de Karen que também estava atenta ao que falávamos. 

— Gente, chama o socorro que a Michelle vai enfartar! 

Priscilla já tinha levantado da mesa e falava alto, causando um rebuliço no ambiente até um garçom se aproximar. É, amigos, aquilo foi o estopim para todos rirem da situação no momento, eu gargalhada igual hiena com cólicas segurando a barriga acompanhada  de Eilien e Michelle nas risadas, Karen saiu correndo para o banheiro seguida de Mônica, Denise queria arrumar um buraco para se enfiar enquanto Priscilla e Cristiano faziam cara de paisagem. Dó foi do garçom que não sabia o que fazer. 

— Moças? Está tudo bem? 

Todo mundo balançava a cabeça afirmando, mas nenhum dos dois paisagistas, que tinham condições de falar algo falavam. Consegui respirar e falei.  

— Por favor, vê umas três garrafas de água para a gente é a minha comida. 

Acho que o pobre homem de sentiu feliz de ter se afastado daquela zona de guerra. Abracei Denise que olhava para o palco e disse. 

— Não se arrependa de andar com os loucos; somos os melhores! 

— Arrependida não, é que Asami está acenando ali para a gente. 

Realmente Asami acenava e tentava nos chamar a atenção. 

— Você está gostosinha Asami! Arrasa Mona! 

Essa foi a Priscilla mais uma vez gritando da mesa, dessa vez a Eilien quase se engasga com o chá que tomava nos arrancando outra sessão de gargalhadas histéricas. É, acho que nossa expulsão era certa; em algum momento seríamos gentilmente convocados a sair dali. Tentei respirar para parar de rir, mas eu produzia uns sons estranhos o que fazia o povo rir mais contagiando as outras mesas; mas consegui me acalmar antes do show começar e a comida chegar. 

Asami estava muito linda e a sua dança era insinuante e provocativa, mas tinha um quê a mais naquele rebolado, era hipnotizante e fazia com que querermos mais e mais. Naquele momento todos prestavam atenção e batiam palmas conforme as apresentações se sucediam ou a música pedia, o ambiente era alegre e as minhas companhias não poderiam ser melhores. 

Isso me lembra de como os conheci. E não foi a alegria que nos uniu. 

Foi no serviço, como podem imaginar, mas o que nos uniu não foi algo normal que adquirimos entre colegas de trabalho, chamado de camaradagem. Definitivamente tínhamos um algo a mais em nosso relacionamento. 

Eu sempre digo que o nascer da nossa amizade se deve a cumplicidade pela qual todos nós passamos com nossa antiga chefe de departamento. Foram tempos difíceis que com certeza eu não teria sobrevivido se não fosse por eles ao meu lado. E sei que isso valia para todos nós. 

Terezão não era uma chefe fácil de se lidar, a começar pelo seu nome. Senhoras e senhores, ela exigia que fosse chamada de Terezão. Eu pouco me importava com a opção sexual dela, ou se ela pegava homem e mulher ao mesmo tempo, o que me incomodava era o fato de querer fazer uma imensa suruba no departamento. E eu digo isso nos dois sentidos da palavra.  

Assédio moral e sexual no mesmo ambiente é foda, porquê você nunca sabe quando é um ou é outro, e quando o negócio passa a ser descarado você começa a pensar que não pode ser verdade e que tudo aquilo não passava de uma brincadeira de mal gosto. 

E esse ponto que nos unimos em nosso setor e passamos a olhar o que nos acontecia. Cada um reagia de um jeito, eu tinha surtos gástricos com direito a uma hérnia de hiato no estômago, outro tinha insônia, outro gaguejava, mas acho que todos tinham vontade de meter a mão na cara da senhora pica das galáxias. 

Passamos a nos proteger e evitar de ficarmos sozinhos com a dita cuja, que a cada dia investia mais e mais nas cantadas furadas e perseguições de trabalho. Nos tornamos rochas consistentes contra aquela força bruta e superior a nós, é como uma ponte de pedras nos passamos aquele obstáculo pegajoso. 

Acho que a pior cantada que se seguiu nos meus ouvidos era a de que eu era tão imprestável que ela conseguiria me dominar com apenas um único braço enquanto eu provava de sua espada. É senhores, existe uma linha tênue em que se falar baixarias, comete-las e aceitar elas como verdades plenas era normal, mas aquela mulher  havia conseguido ultrapassar todas elas naquele dia. 

O mais incrível foi termos conseguido gravar diversas dessas cantadas e termos feito o vice presidente ouvir todas enquanto cada um de nós apresentava a própria carta de demissão. Bom, no final quem foi mandada embora foi o espadachim e a Michelle foi promovida a chefe da trupe. 

Éramos o departamento mais unido e competente daquela empresa, além de sermos os mais loucos e diferentes também, mas o que continuou nos unindo foi o nosso respeito um com o outro, apesar de sempre brincamos. 

Sempre que possível, nos ajudávamos uns aos outros em nossas situações mais turbulentas. Seja quando a Karen se separou, ou quando a Denise encontrou um gatinho frouxo que resultou num encontro catastrófico, ou quando fosse para comemorar uma alegria como um noivado ou um início de namoro.  

Éramos diferentes e únicos, mas juntos éramos completos. 

— Puta que pariu Cristiano, como assim você quer bolinar todas nós essa noite! 

—  Eu sou inocente, não disse nada disso! Não coloca palavras na minha boca! 

— Falou sim que se fossemos suas namoradas não deixava a gente sair a noite sozinha. 

— Chefe, estão me caluniado! 

— Eu não sei de nada Cristiano, aguente o tranco, tu da conta uai! 

O garçom chegou perto desse furdunço e nos perguntou se queríamos algo mais. É minha gente, é hoje que iríamos ser expulsos, porque convidados a se retirar já estamos sendo. Tudo por culpa dos loucos, mas eu amava cada um deles e não os trocaria por nada, afinal éramos uma ponte de pedras, é não haveria turbulências que iria nos desmanchar. 

— Ei Renata, que sorriso sádico é esse nos lábios? 

— Nada não gente. 

— Renata ingrata! Conta pra gente! 

Todos olhavam para minha cara. É, eu tinha que me explicar. 

— Estava pensando que somos todos loucos, mas que realmente eu amo vocês!  

— Ohhhh! 

— Abraço coletivo! 

Nos abraçamos da maneira que dava... Definitivamente não éramos normais, mas quer saber? Éramos os melhores. 

- Gente o Cristiano passou a mão em mim! 

—  Hentai! 

— Calúnia! 

É... algumas coisas não mudam.


Notas Finais


nada a declarar


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